29 julho 2008

Parabéns, Quim, pelas tuas 74 primaveras... em dia também da Festa de Nossa Senhora do Socorro: 26 de Julho


26 de Julho de 2008... Faz anos o Quim: 74!!! Uma bela idade, ainda por cima com um coração novo... É também a festa de Nossa Senhora do Socorro. Os Bombos 4 Estações, da freguesia de Paredes de Viadores, Marco de Canaveses (Telefone 255 582 038), acompanhavam os mordomos da festa na recolha de contribuições.

Um dos dois mordomos que aparecem na foto, o mais novo, é o nosso primo, o Pinto. Parabéns também a ele e aos restantes mordomos por manterem viva aquela que é, porventura, a seguir à festa da sede do concelho, a maior e a melhor festa anual do Marco de Canaveses. O fogo de artifício deste ano, por exemplo, agradou plenamente ao povo da terra e aos forasteiros.... Ao som da música do grego Vangelis, o fogo de artfício foi de nível internacional...

Vídeo (4' 39''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojados em: You Tube >Nhabijoes. (Em caso de deficiente visionamento ou carregamento do vídeo, clicar, no You Tube > Nhabijões, em watch in high quality ).

24 julho 2008

As nossas cerdeiras (... ou cerejeiras)


Cerejeiras em flor... Quinta de Candoz, Lugar de Candoz, Freguesia de Paredes de Viadores, Concelho de Marco de Canavezes, Segunda feira de Páscoa, 24 de Março de 2008... No vídeo, aparece o Gusto e o Joaquim, este último à conversa com o autor do vídeo.

Vídeo (2' 55''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojados em: You Tube >Nhabijoes



Cerejeira ou cerdeira ? O dicionário Houaiss de Língua Portuguesa não regista o vocábulo cerdeira, muito usado na região de Entre Douro e Minho, mas também no Alto Douro... Tomo a liberdade de transcrever aqui um belíssimo poema de um camarada e amigo meu, que é da Régua, o José Manuel Lopes, também produtor, de excelentes vinhos de mesa na Região Demarcada do Douro, na sua Quinta da Graça. Foi escrito no sul da Guiné, em 1973, em plena guerra (1):

O recordar dos sentidos

Como é bom ver
as flores das amendoeiras
as cerdeiras a florir
as flores das laranjeiras
as vinhas a rebentar
as flores dos pessegueiros
e as rosas do quintal
como é bom ver

como é bom sentir
o tacto duma pele macia
debaixo da nossa mão
o aconchego duns seios
para matar a solidão
como é bom sentir

como é bom ouvir
quem nos faça sorrir
o som da água a correr
o vento a soprar nas canas
como é bom ouvir

como é bom cheirar
o doce aroma do mosto
que se solta do lagar
ou o cheiro do fumeiro
naquela lareira a secar
como é bom cheirar

como é bom saborear
uma sopa quente do pote
uma sardinha na brasa
ou carne fresca a grelhar
como é bom saborear

como é bom falar
numa roda de amigos
ou num serão ao luar
cantar canções e poemas
até a noite acabar
como é bom falar

Guiné, Mampatá, 1973

josema

________

Nota de L.G.:

(1) Vd. Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné > poste de 22 de Julho de 2008 > Guiné 63/74 - P3084: Poemário do José Manuel (21): O recordar dos sentidos: como é bom ver, sentir, ouvir, cheirar, saborear, falar...

Vd. também 27 de Fevereiro de 2008 >Guiné 63/74 - P2585: Blogpoesia (8): Viagem sem regresso (José Manuel, Fur Mil Op Esp, CART 6250, Mampatá, 1972/74)

10 julho 2008

Parabéns, Tiago , o nosso menino de oiro, o nosso querido médico, que hoje faz 26 anos!






Região Autónoma da Madeira > Agosto de 1990 > Férias conjuntas das duas famílias, Alice & Luís, Gusto & Nitas... Nas fotos, os primos (dos mais novos para os mais velhos): João, Tiago, Luís Filipe e Joana... Foram umas férias de sonho... Alugámos um carro com o qual percorremos toda a ilha... Nessa altura, a Madeira ainda não era o queixo suiço que é hoje... O nosso Tiago tinha então 8 anos e estava longe de poder imaginar que, passados dezoito anos e muitos sonhos (em que ele quis ser tudo o que há neste e no outro mundo, desde jogador de futebol a piloto de karting), em 2008 seria médico e estaria a trabalhar no Centro Hospitalar do Funchal, a fazer o primeiro ano (comum) do Internato Complementar de Medicina...

Este menino de ouro orgulha-nos a todos. Em jeito de homenagem, fui ao baú repescar estas velhas fotos... O teu tio, que te quer muito, deseja-te um belo dia, na companhia dos teus queridos pais, Gusto e Nitas, mais a tia Rosa e o tio Quim, que estão contigo este fim de semana. Bem gostaríamos, todos nós, de estar aí também na tua festa.

PARABÉNS!!! Os tios Luís e Alice, os primos Joana e João. Temos muitas saudades tuas.


Região Autónoma da Madeira - Jardim Botánico > 10 de Julho de 2008 - 18 anos depois das fotografias acima > O Tiago no dia do seu 26º Aniversário com a Mãe, a tia Rosa (Madrinha) e o tio Quim (Padrinho).


Fotos: © Luís Graça (2008) e Augusto Pinto Soares (2008). Direitos reservados.

PS - Já agora visita o meu blogue e vê, em vídeo, a actuação do João e da banda dele no Cabaret Maxime, de Lisboa. Ele ficou todo babado, porque a casa estava a abarrotar... É um sítio mítico de Lisboa. Os Melech Mechaya lançaram oficialmente o seu EP (com cinco temas, dos quais três originais, sempre dentro da música instrumental klezmer)... Além dos/as muitos/as amigos/as e colegas (incluindo os/as da Faculdade de Ciências Médicas), ele (e o grupo) teve a presença especial da talentosa, belíssima, fabulosa actriz, em meteórica ascensão, Soraia Chaves, irmã de uma amiga dele... Os Melech Mechaya estão em forma e recomendam-se. No dia 18 de Julho irão actuar à LOurinhã e em em Agosto estarão nos Açores. Como deves imaginar, com tudo isto o médico sofre enquanto o violinista goza...

7 de Julho de 2008 > Guiné 63/74 - P3028: Eu, o Jorge Cabral, o António Graça de Abreu e... o Levezinho, no velho/novo Maxime, com os Melech Mechaya (Luís Graça)

01 julho 2008

Mensagem dos pais do Luís e sogros da Alice, agora no Lar e Centro de Dia de N.Sra. da Guia, Atalaia, Lourinhã



Lourinhã > Atalaia > Lar e Centro de Dia de Nossa Senhora da Guia > 27 de Junho de 2008 > Ps pais do Luís e sogros da Alice... Agora no ocaso da vida (o Luís Henriques, com 87 anos; a Maria da Graça, com 85), ficaram institucionalizados (um eufemismo para se dizer que os nossos velhos foram para um lar)...

O seu novo lar agora é na Atalaia, junto ao mar, a menos de três quilómetros da Lourinhã... Ao fim de cinco dias, pareciam estar bem... São o único casal que está no Lar, e têm só para eles um quarto privativo, com vista para o mar e as Berlengas...

Quiseram deixar aqui um depoimento, filmado para os netos de Lisboa, o João e a Joana (que ainda os não puderam visitar) e para os amigos do Norte, que sempre os trataram tão bem... Ficarão radiantes quando receberem uma visita do pessoal de Candoz, o tio Quim e a tia Rosa, o tio Gusto e a tia Nitas, o tio Manel e a tia Mi, o tio Zé e a tia Teresa, o tio António e a tia Graça, e mais a sua farta descendência...

Gente amiga, do melhor...
Vejam lá a minha sorte!
Fui tratado como um senhor,

Quando lá estive, no Norte!




Vídeo (4' 19''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados.

15 junho 2008

London Eye / O Olho de Londres....


Londres, 9 de Junho de 2008. O Gusto, a Nitas, a Alice e o Luís, turistas em Londres... Uma experiência inolvidável. Uma viagem de 30 minutos na maior roda de observação panorâmica do mundo, situada na margem sul do Rio Tamisa, entre a Ponte Westminster, a oeste, e a Ponte Dourada do Jubileu, a leste. A 135 metros de altura, tem-se uma vista fabulosa de Londres, até a uma distância de 40 km. Peso da estrutura: 2100 toneladas. Velocidade: 0,26 m/s. Número de cápsulas: 32. Nº máximo de passageiros do cápsula: 25. Preços (para adultos) entre as £ 15,5 e as £ 12 (seniores, 60 ou mais anos).

Já se tornou o monumento mais visitado do mundo: mais de 30 milhões (recorde batido em 5 de Junho de 2008), cerca de 3,5 milhões por ano. Para saber mais, vd. Para saber mais:

http://www.londoneye.com/

Vídeo (4' 42''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojados em: You Tube >Nhabijoes

04 maio 2008

Ao Luís Filipe, o novo doutor da família

Porto > Hotel Ipanema > 4 de Maio de 2008 > A Zezinha lendo os versos dedicados ao Luis Filipe que lhe foram enviados pelos tios e primos de Lisboa:Luis, Alice, Joana e João.



Porto > Hotel Ipanema > 4 de Maio de 2008 > A Zezinha a entregar (após a sua leitura) ao Luis Filipe, as folhas com os versos enviados pelos tios e primos de Lisboa, com a assistência a aplaudir.


Adeus, vida de estudante,
Que eu agora sou doutor,
Já não sou mais um tunante,
Nem aturo mais professor.

Quis ser um contabilista,
Mas encalhei no POC,
Cheguei a ser finalista,
Fui tramado por um escroque.

As saudades do ISCAP
Vão todinhas para a Tuna,
Minha amante, meu escape,
Minha ‘stôra, minha aluna.


Porto > 9 de Maio de 2007 > XX F.I.T.A > A Tuna do ISCAP a actuar com o Luis Filipe a tocar viola e a cantar.


Com muito engenho e arte,
… E um grãozinho na asa,
Levámos a toda a parte
O melhor da nossa casa.

Cerveja a rodo nos bares,
Muita música e poesia,
Muitas danças e cantares,
Era a Tuna da alegria.


27 de Abril de 2000 > Digressão da Tuna do ISCAP aos Estados Unidos. 1ª Página do Jornal "The Herald News" aquando da actuação da Tuna no Dia de Portugal no Colégio da Comunidade Portuguesa de Bristol. Tradução da Legenda das Imagens: "José Miguel Loucano Teixeira, acima, dança à frente da Tuna durante a celebração do Dia de Portugal no Colégio da Comunidade Portuguesa em Bristol. Abaixo, Luis Carneiro Pinto Soares conversa com a audiência durante as festividades."

Da China, Austrália, Brasil,
Guardo as melhores memórias,
Era ainda um juvenil,
Quando for sénior conto as estórias.

Foi na Marinha de Guerra
E talvez por ser fedelho,
Que fiquei de vez em terra,
Pr'a tristeza do meu velho

Andei na Escola Naval,
Não gostei, achei ridículo,
Não me fez bem nem fez mal,
Mas não pus no meu currículo.

Sou do Porto, sou morcão,
Bom filho, e bom rapaz,
Sou Luís, o Filipão,
O ISCAP ficou p’ra trás.

Gestão empresarial
Agora é o que está a dar,
Com o mercado global,
Vou ter sorte… ou ter azar.

Pessoa é o bom patrono
Desta universidade,
Do canudo já sou dono,
Vou ficar nesta cidade.

A família vou juntar,
Grande festa, coisa boa,
Há uma ausência a lamentar,
A da malta de Lisboa.

Mandaram-me estes versinhos,
Os meus tios e os meus primos,
Sempre muito queridinhos,
Estragam-me com os seus mimos.

A maior satisfação
É ter cá o mano Tiago,
P’ra mim, é uma lição,
E um amigo do carago!

Só me faltava a casinha
Para juntar os trapinhos
E co'a minha Susaninha
... Ter um bando de filhinhos!

Aos meus pais muito agradeço
O que fizeram por mim,
E aos meus amigo só peço:
Sede as flores do meu jardim!


Com um grande xicoração dos tios e primos de Lisboa.

P’ra ti, Filipe, muito em especial, p’ra tua Susana, p’rós teus pais, o teu mano, demais família e amigos. Divirtam-se.

Filipe, que pena e que inveja não podermos estar aí hoje contigo!

Lisboa, 4 de Maio de 2008.


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Luisa, Madrinha de Curso do Luis Filipe, a preparar-se para a Imposição de Insígnias, com a Susana a assessorar.




Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Imposição de Insígnias.


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Madrinha (Luisa) dando as três pancadas da praxe (desejo de felicidade) após a Imposição de Insígnias .


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Susana dando as três pancadas da praxe.




Porto > Cortejo da Queima - Avenida dos Aliados > 7 de Maio de 2008 > O Luis Filipe cartolado recebe o abraço de parabéns da Mãe depois de levar as 3 pancadas da bengala na cartola.




Porto > Cortejo da Queima - Avenida dos Aliados > 7 de Maio de 2008 > O Luis Filipe cartolado com a Mãe, o Pai e o irmão Tiago que veio da Madeira em tempo de assistir à Queima do irmão.





Video de uma parte da actuação da Tuna do ISCAP durante o XXI FITA realizado no Coliseu do Porto em 7 de Maio de 2008 e integrado no Programa da Queima das Fitas de 2008. Nesta actuação, o Luis Filipe (cartolado) terá provavelmente tido a sua última participação enquanto Tuno na Tuna do ISCAP.

Fotos, vídeo: Augusto Soares (2008). Direitos reservados.

11 março 2008

O meu Muito Obrigado à equipa que me operou ao coração no dia16/2/2008

Aproveito este espaço para vir, publicamente, agradecer à equipa que me operou no dia 16/2/2008, no Hospital Santos Silva, de Vila Nova de Gaia, superiormente chefiada pelo Exmº Sr. Dr. Paulo Ponce, coadjuvado pelo Exmº Sr. Dr. Miguel Guerra e pela Exmª Srª Dra. Paula Fernandes (anestesista). Neste agradecimento à equipa estão incluídos mais dois elementos, enfermeiros, cujos nomes lamentavelmente não fixei mas de cujo profissionalismo e humanidade só posso dizer o melhor.


Não posso esquecer, além disso, o Exmo. Sr. Dr. Vasco que me observou, me acompanhou nos diversos exames e depois me encaminhou para o serviço de cirurgia.

Tratou-se de uma cirurgia ao coração para substituição da válvula mitral por uma prótese biológica. Tudo correu às mil maravilhas. Eu ajudei com a minha boa disposição, mas todo o sucesso da operação é mérito da competência e empenhamento desta fantástica equipa que me devolveu a saúde e a alegria de viver.

Nesta ocasião, eu pensei neles todos, em todos os que me ajudaram a superar o meu problema de saúde, a equipa que me operou, a minha querida família, a minha mulher e os meus filhos, genros e netos, toda a de mais família e os todos os meus amigos, que sempre me apoiaram, dedicando-lhes estas singelas palavras:

"Todos os dias nos devemos vestir com a gravata da alegria e o fato do sorriso, num corpo sempre banal, para a festa da vida, e que a simplicidade e a felicidade sejam jóias para adornar a elegância da nossa alma".

"Se ajudarmos a resolver os problemas dos outros, resolvemos melhor os nossos.

"Sofro quando vejo que o meu nada é o tudo que tenho para deixar aos outros e dar a Deus. Por que Deus não precisa de nada. Não precisa sequer de ser defendido. Apenas quer ser respeitado por todos e amado por aqueles que o quiserem".


Bem hajam todos!

Não sou Aleixo nem Pessoa
Nem tão pouco Camões,
Graças aos cardiologistas
Que reparam corações!


Joaquim Vieira Marques Barbosa

Padrão da Légua - Matosinhos

14 fevereiro 2008

Lisboa, à beira Tejo, em Dia de São Valentim: Um (e)terno namorado

Lisboa > Rio Tejo > Margem Direita > Fevereiro de 2008.

Foto: © Luís Graça (2008). Direitos reservados.

Para a Chita,


Um dia vou ter pena de morrer,
Só por ti
E pelo azul da luz de Lisboa
Nas manhãs perfeitas de domingo.

Um dia vou ter pena de partir,
Não pelo que não vivi,
Mas só por que não namorei contigo
Nas horas e nas desoras
Dos dias em que o azul não era tão azul,
Nem os domingos tão domingos,
Tão perfeitos,
Como tu querias….

Ficarás na dúvida
Se eu afinal sempre era o teu príncipe,
Desencantado,
E tu a minha a chita,
A minha gata selvagem
E pouco borralheira,
Em busca do azul perfeito dos domingos
À beira Tejo.

Fora eu transparente como o céu de Lisboa,
Lúcido e translúcido,
Tão certo e tão previsível como o Domingo
Que é o Dia, perfeito, do Senhor,
E talvez tu nunca tivesses escutado
Os meus passos na rua estreita do teu bairro,
Nem sequer lido a letra do meu fado,
Ou estranhado a primeira e única carta
Que te escrevi.
De Amor.

O teu (e)terno namorado

Lisboa, Dia de São Valentim, 14 de Fevereiro de 2008

01 fevereiro 2008

Matança do porco e do anho > Edital da Direcção Geral de Veterinária

Amigos de Candoz & arredores:

Parece que, finalmente, algum bom senso voltou aos senhores da Direcção Geral Veterinária que vêm agora, em edital já deste ano, autorizar a matança do porco, do anho, do cabrito e da criação doméstica, fora dos estabelecimentos aprovados (matadouros), desde que para autoconsumo do produtor e da sua família, e no respeito de algumas regras elementares... Aqui fica o edital para vosso conhecimento e divulgação. (LG)


Direcção Geral de Veterinária
Ministério da Agricultura,
do Desenvolvimento Rural
e das pescas

Largo da Academia Nacional das Belas Artes, 2
1249-105 Libsoa
Telef. 21 323 95 00 / Fax. 21 323 95 01


EDITAL > MATANÇA DE ANIMAIS DAS ESPÉCIES SUÍNA, OVINA, CAPRINA, DE AVES DE
CAPOEIRA E DE COELHOS DE CRIAÇÃO, FORA DOS ESTABELECIMENTOS APROVADOS


Carlos Manuel de Agrela Pinheiro, Director-Geral de Veterinária, considerando que é necessário estabelecer normas respeitantes à matança, para autoconsumo, fora dos estabelecimentos aprovados, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 6º do Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de Julho, faz saber:

1. É proibida a matança de bovinos e equídeos fora dos estabelecimentos aprovados.

2. É autorizada a matança de suínos, de aves de capoeira, de coelhos domésticos bem como de ovinos e caprinos com idade inferior a 12 meses, desde que as carnes
obtidas se destinem exclusivamente ao consumo doméstico do produtor bem como do respectivo agregado familiar, e sejam respeitadas as seguintes condições:

2.1 A matança deve ser realizada nas condições definidas no Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, relativo à protecção dos animais de abate, quanto à contenção, atordoamento e sangria dos animais e demais disposições aplicáveis;

2.2 O produtor procede ao registo da morte do animal destinado a autoconsumo, no livro de existências, cuja matança ocorra na exploração, excepto no que diz respeito às aves de capoeira e aos coelhos domésticos;

2.3 O baço e o íleo dos ovinos e caprinos não podem destinar-se ao consumo humano ou animal.

2.4 É aconselhável e pode ser solicitada inspecção sanitária efectuada por médico veterinário.

2.5 É expressamente proibida a comercialização ou a cedência das carnes obtidas nesta matança a terceiros. As carnes obtidas nesta matança não são sujeitas a qualquer marcação de salubridade, de identificação ou à classificação de carcaças.

3. É autorizada a matança tradicional de suínos, organizada por entidades públicas ou privadas, desde que as carnes se destinem a ser consumidas em eventos ocasionais, mostras gastronómicas ou de carácter cultural, respeitando as seguintes condições:

3.1 A matança deve ser realizada nas condições definidas no Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, relativo à protecção dos animais de abate, quanto à contenção, atordoamento e sangria dos animais e demais disposições aplicáveis;

3.2 Na realização da matança devem ser cumpridas as regras estabelecidas no Regulamento (CE) n.º 1774/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho de 3 de Outubro, e no Decreto-Lei n.º 122/2006, de 27 de Junho, no que se refere à eliminação de subprodutos de origem animal não destinados ao consumo humano;

3.3 Só podem ser abatidos animais que se encontrem identificados nos termos da legislação vigente e que sejam provenientes de efectivos que não estejam sujeitos a restrições sanitárias, devendo ser sempre assegurada a rastreabilidade dos animais e respectivos produtos.

3.4 É obrigatória a inspecção higio – sanitária ante e post-mortem dos suínos, cabendo aos organizadores da matança requerer, com a antecedência mínima de sete dias, a presença do médico veterinário municipal, sendo imputado aos requerentes o custo inerente à inspecção hígio-sanitária.

3.5 Cabe aos médicos veterinários municipais pronunciar-se sobre o local da matança, aprovar as carnes resultantes desta matança tradicional para consumo, mediante exame ante e post-mortem, podendo proceder-se à colheita de amostras destinadas à pesquisa de Triquinella spiralis bem como de outras amostras consideradas necessárias.

3.6 É expressamente proibida a comercialização ou a cedência das carnes obtidas nesta matança a terceiros que não participem no evento. As carnes resultantes da matança não são sujeitas a qualquer marcação de salubridade, de identificação ou classificação de carcaças.

3.7 As carnes que não sejam consumidas durante o evento devem ser encaminhadas como subprodutos nos termos do Regulamento (CE) n.º 1774/2002, de 3 de Outubro.

4. As infracções às determinações deste edital são puníveis nos termos, nomeadamente, do Decreto - Lei n.º 28/84, de 20 de Janeiro, do Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, do Decreto-Lei n.º 122/2006, de 27 de Junho e do Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de Julho.

5. Este edital entra imediatamente em vigor, solicitando-se a todas as autoridades veterinárias, policiais, administrativas e seus agentes, que fiscalizem o seu integral e rigoroso cumprimento.

O DIRECTOR-GERAL

Carlos Agrela Pinheiro
(Assinatura)
Lisboa, 02/01/2008