30 janeiro 2009

Luís Graça: o artista quando jovem (Lourinhã, 1947)


Lourinhã, Jardim da Nossa Senhora dos Anjos > Setembro de 1947 > Com oito meses, ao colo da mãe, Maria da Graça (n. 1922) e ao lado do pai, Luís Henriques (n. 1920).

29 janeiro 2009

Adivinhem quem faz anos hoje ?...O nosso Luís !

Madeira-Funchal > 27 de Dezembro de 2008 > O Luis a ser entrevistado para a TVI.

Madeira - Funchal > 31 de Dezembro de 2008 > O Luis preparando a máquina para mais uma foto do fogo de artifício de Fim do Ano.

Pois é. Faz hoje 62 anos que nasceu o criador, editor e impulsionador do nosso Blogue. Para além de cunhado e tio, ele é o amigo sempre presente, o nosso poeta, o repórter fotográfico sempre com a máquina em posição para fixar todos os momentos que em comunhão temos vivido quer na nossa quinta, quer nas várias ocasiões de lazer que juntos temos passado,
Ele é para nós aquilo que a sua cunhada Nita bem expressa ao dizer que ele é um AMOR, um QUERIDO.

Falta-nos a veia para nesta altura aqui inserirmos umas quantas quadras alusivas a este momento e que bem merecia por tantas que nos tem presenteado nas várias ocasiões mais festivas. Não nos falta contudo a nossa sincera amizade, o nosso reconhecimento por tanta manifestação de carinho e atenção que nos tem dedicado nos bons e maus momentos. A sua sensibilidade, a sua disponibilidade para com todos deixa-nos, por vezes, frustrados por não sabermos corresponder da mesma maneira, por muito que tentemos.

PARABÉNS!!! Com amor e carinho. Os cunhados Nita e Gusto, os sobrinhos Filipe e Tiago que muito te admiram.

Texto e fotos: Augusto Soares(2008). Direitos reservados.

21 janeiro 2009

Adivinhem quem faz anos hoje ? O João, outro dos nossos médicos...


Caricatura de João, no livro do Curso de Medicina de 2002/2008, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM / UNL). (Cartoonista: Rui Duarte) (Com a devida vénia...).

O João faz hoje 25 anos... Filho da Maria Alice e do Luís Graça. Vive em Alfragide. Está a fazer o ano comum do internato médico no Hospital de São Francisco Xavier / Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE.


À minha mãe, ao meu pai, à minha mana, aos meus avós,
e aos meus amigos, mais que mil,
tantos que não cabem aqui todos,
mas que eu gostaria de rever
no dia em que faço um quarto de século!



Às vinte e três, trinta e três,
De mil nove e oitenta quatro,
Nascia eu, bela rês,
De normalíssimo parto.

Quatro quilos mal pesados,
Cinquenta e um de comprido,
Meia dúzia de criados,
E eis um rapaz bem parido.

Bem parido e melhor tratado
P’la mão de futura ministra;
P’ra me mostrar obrigado,
Fiz-lhe uma coisa sinistra.

Sinistra, é um exagero,
Com a bexiga apertadinha,
Logo disse: “Eu cá, não espero”,
Aí vai uma mijinha…

Coitada da minha mãe,
Ali deitada, indefesa,
Que foi vítima também
Desta minha safadeza.

Privado é o hospital,
Aquário meu signo é,
E meu país Portugal,
Só mais tarde CEE.

Não me faltou o carinho,
De amigos, mais de mil,
Nem o meu o pai, queridinho,
Tudo gente de Abril.

Em casa fui recebido
Como um peludo ursinho,
Mimado, mais que lambido,
P’rá Joana, era o fofinho.

Ao apelido Carneiro,
Não achei grande graça,
Na escolinha era o primeiro,
Mas, lá fora, de má raça.

Chamavam-me João Mé-mé,
Por troça ou brincadeira,
À dentada e a pontapé,
Geri o conflito à maneira.

Vesti o bibe da creche,
No INSA era um senhor,
Até mordi, ao que parece,
O neto do director!

Lembro a Helena Munhoz
Que foi minha educadora,
Mas um dia ela e nós,
Foi-se tudo dali embora.

No Bairro de São Miguel,
Estudei com a Rosa Ralo,
O primeiro dia foi fel,
Custou muito a amargá-lo.

Da escola C mais S
Tenho muita saudade,
Ou o Garret não fosse
O meu prof da liberdade.

Em Alfragide, onde moro,
Tenho amigos do coração,
Tenho a Rita, que namoro,
E mais alguns que aqui estão.

Dou um salto até ao Camões,
Já a tocar violino,
Lá fiz mais amigalhões,
E decidi meu destino.

O resto da minha história
Não vou pô-la na praça,
É futura memória
Do senhor doutor João… Graça.

Vai a última quadrinha,
Para alguém muito especial,
A minha querida mãezinha,
A quem devo este Natal.

A ela faço homenagem,
Ao quilómetro vinte e cinco
Desta terrena viagem:
Às vezes choro, e outras… brinco.

Obrigado, Dona Alice,
Do coração, cá do fundo,
Acho que nunca te disse:
És a melhor... mãe do mundo!

(Versos de L.G., lidos na festa de anos do João,
Alfragide, 21 de Janeiro de 2009)

15 janeiro 2009

Madeira: A tia Nitas e o passarinho... Uma terna lembrança em dia de aniversário



Madeira > Levada de Ribeiro-Frio / Balcões > Miradouro de Balcões > 2 de Janeiro de 2009 >A Tia Nitas embevecida com o... passarinho.

Um recuerdo no dia em que faz aninhos... Com chicoração da mana Alice, do cunhado Luís e dos sobrinhos Joana e João. Daqui até aos 100 anos é sempre em frente, tia Nitas - diz o João que está hoje de serviço, no Hospital São Francisco Xavier, a sua nova casa nos tempos mais próximos...

Fotos: © Luís Graça (2009). Direitos reservados.


2. Os versinhos... de 2002

Nesse tempo ainda não havia o blogue... Aqui ficam as quadras que escrevemos, para a tia Nitas, há sete anos atrás, neste dia especial... As palavras que escrevemos continuam a ser sentidas e a fazer sentido... Parabéns, mana, cunhada, tia, amiga!


Viva a senhora engenheira,
Em química diplomada,
No trabalho é a primeira,
Em tudo é muito prendada.

Em tudo é muito prendada,
A começar p’lo amor;
É feliz e bem casada
Co’um sortudo dum doutor.

Co’ um sortudo dum doutor,
Danado p’ra trabalhar;
Ele, bom pai e gestor,
Com ela faz belo par.

Com ela faz belo par,
A nossa querida Tia,
Parabéns lhe vamos dar
Por ser hoje o seu dia!

Por ser hoje o seu dia,
Dia quinze de Janeiro,
Fiz-lhe esta poesia,
Eu, a Joana Carneiro.

Eu, a Joana Carneiro,
Não lhe vou tocar um hino;
O João é mais porreiro,
Vai-lhe tocar violino.

Vai-lhe tocar violino,
P’ra animar o serão;
A Alice toca o sino,
E fala com o coração.

E fala com o coração
O Luís, para lhe dizer:
“Nitas, aquele abração!,
Muita força p’ra viver!”

Lisboa, 15 de Janeiro de 2002

Hoje faz anos a nossa Nitas!,

Mais que mana, cunhada e tia, aquela amiga de todos os bons e maus momentos da nossa vida. De Lisboa com amor a pensar em vocês todos, a Nitas, o Gusto, o Luís Filipe, o Tiago…

14 janeiro 2009

A neve também chegou a Candoz.

O forte nevão que durante a tarde e a noite do dia 9 de Janeiro de 2009 assolou todo o País (especialmente a Região Nortenha) não podia deixar de estar presente na nossa Quinta de Candoz.

As pessoas mais idosas não se recordam de verem , neste local, tanta neve acumulada por todo o lado, como se verificou neste dia.

As imagens que se seguem foram tiradas por volta das 9 horas da manhã do dia 10 de Janeiro de 2009 quando a temperatura ainda rondava os 3 Graus Negativos.

































Texto e fotos: Augusto Soares(2009). Direitos reservados.

07 janeiro 2009

Adivinhem, quem faz anos hoje ?... O trintão do Lucky Luke

Porto > R Joaquim Pires de Lima > c. 1981 > O nosso Luís Filipe (para os amigos, o Lucky Luke da banda desenhada), sentado à esquerda da prima de Lisboa, a Joana. (LG)

Texto e foto: © Luís Graça (2009). Direitos reservados.

Parabéns, grande morcão,
P’la Susana agarrado,
A partir d’ hoje trintão,
Felizardo e… já casado.

Já casado, sem papel,
Mas com toda a garantia,
Vive num favo de mel,
E amanhã em moradia.

Lucky Luke, meu herói,
Diz a Polly, com verdade,
Se alguma coisa te dói,
Não é por culpa da idade.

Não tendo nascido loiro,
Quem te vê e quem te viu,
Diz que és menino de oiro,
E que a sorte a ti sorriu.

Teu farol, tua estrelinha,
Brilhará p’la vida fora,
Seu nome é Suzaninha,
E contigo hoje mora.

Singela é a homenagem
Que a gente daqui te faz,
Se a vida é uma viagem,
Nunca olhes para trás!



Dos tios Luís e Alice
e dos primos Joana e João,
de Lisboa,
com muitos chicorações
para o Lucky Luke & para a Polly,
o par-modelo do ano de 2009.

08 setembro 2008

Adivinhem quem faz anos hoje ? ... O nosso Zé!

Quinta de Candoz > 22 de Dezembro de 2006 > O Zé a podar...

Quinta de Candoz > 26 de Abril de 2008 > O Zé falando com a videira...

Quinta de Candoz > 26 de Abril de 2008 > O Zé e os seus inseparáveis companheiros de sábados: O Gusto, à esquerda, o Adriano, à direita... Falta cá, na foto, o Quim... Cautelas com a saúde tem-no afastado ultimamente do nosso convívio. (Desejamos-lhe rápidas melhoras.)

Quinta de Candoz> 26 de Abril de 2008> O Zé, pau para toda a obra...

Texto e fotos: © Luís Graça (2008). Direitos reservados.


Parabéns ao Zé!


É uma jóia de moço
O mano José Carneiro,
No rabo tem alvoroço,
E em Candoz é o primeiro.

Também gosta de reinar,
E nada tem de paspalho,
É o primeiro a chegar,
É um mouro de trabalho.

Com caldo e muito alho,
Vive feliz e saudável,
Cebolinha, só do talho,
E de fritos… só o sável.

Não leves a mal, Teresa,
Que festa é ... pum, pum, pum,
Tu que és uma princesa,
E o Zé... o três em um.

Foi nascer o nosso Zé,
Na festa do Castelinho,
Diz-nos lá como é que é
Ser agora um homenzinho.

Sessenta ninguém te dá,
Nem com brancas no cabelo,
Sê feliz agora e já,
Sê Carneiro, e não... Camelo!

07 setembro 2008

O nosso pachorrento e inofensivo ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus )








Foto e vídeo (1' 54''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojados em: You Tube >Nhabijoes

Foi encontrado, no meio da lenha, no dia 30 de Agosto de 2008, por volta das 10h20, mum sábado em que procedíamos à arrumação do barraco da lenha.

O ouriço-cacheiro (nome científico, Erinaceus europaeus) é um pequeno mamífero, insectívoro. É perfeitamente inofensivo.

Existe por todo o país. Em Lisboa, por exemplo, pode ser encontrado no Parque Florestal de Monsanto. Eis o que diz esta página:

"O Ouriço-cacheiro é o único mamífero da fauna portuguesa que tem o corpo coberto por espinhos (cerca de 6 mil), que não são mais que pêlos modificados. Estes pêlos, bastante aguçados, têm entre 2 e 3 cm e cobrem o animal no dorso e flancos. O ventre, castanho-acinzentado, está coberto de pêlos.

"Quando se sente ameaçado, enrola-se sobre si próprio, escondendo as suas pequenas patas e as áreas sem espinhos, e transforma-se numa 'bola com picos', bastante difícil de penetrar. A cabeça distingue-se facilmente do resto do corpo, os olhos são grandes, as orelhas são relativamente pequenas e possui uma cauda rudimentar.

"O seu comprimento varia entre 20 e 35 cm e a cauda entre 10 e 20 cm. Os adultos pesam em média 700 g, podendo este valor variar entre 400 e 1200 g. Um animal que não possua, pelo menos, entre 500-600 g terá dificuldade em sobreviver ao período de hibernação.

"Alimentam-se essencialmente de insectos (gafanhotos, escaravelhos, moscas, etc.) e também de minhocas e caracóis. Ovos de aves, pequenas rãs e répteis, cereais e frutos silvestres, tudo pode fazer parte da sua alimentação.

"A época de reprodução ocorre de Abril a Agosto, podendo existir duas ninhadas por ano, com picos de nascimento em Maio-Julho e Setembro. O período de gestação é de 12 a 13 semanas, após o que nascem 4-6 crias, embora possam nascer entre 2 e10. As crias nascem de olhos fechados e peladas, mas ao fim de poucas horas despontam os primeiros espinhos, abandonando o ninho após 22 dias.

"Quando o alimento escasseia, e a descida da temperatura torna incomportável a manutenção da temperatura do corpo, o ouriço hiberna. Antes de hibernar, os animais têm que engordar para ter energia suficiente para o período de hibernação, durante o qual ocorrem uma série de alterações:

- ficam frios ao toque, tendo a sua temperatura diminuído de 35ºC para 9ºC;
- ficam imóveis;
- a respiração pára durante longos períodos de tempo (respiram 1 a 10 vezes por minuto);
- o ritmo cardíaco passa de 190 para 20 batimentos por minuto;
- o funcionamento dos órgãos internos é reduzido de modo a poupar energia.

"Estando mais vulnerável a predadores enquanto hiberna, o ouriço escolhe cuidadosamente o local para o fazer, construindo um ninho em buracos, em troncos de árvores, no solo ou em rochas"(...).

Em Portugal, no campo, ainda há muitos preconceitos contra este pequeno mamífero, pachorrento e simpático que, nas fábulas, faz o papel de 'bom rapaz'... Dizem que é uma iguaria entre a etnia cigana. É vulgar ser morto e queimado pelos nossos agricultores. Também o vemos nas nossas autoestradas, esmagado pelos carros. É atraído pelo calor do alcatrão.

Fazemos votos para que o nosso ouriço-cacheiro continue a ter bons encontros, como o nosso... E já agora quem sabe mais sobre este simpático bichinho ?

28 agosto 2008

Efemérides: Recordando o casório do Jorge e da Paulinha, em 28 de Agosto de 1999

Viv' os noivos, vivam todos
Os amigos que aqui estão,
Uns são mouros, outros godos,
Fazem bela união.

Fazem bela união
O Jorge e a Paulinha
Que hoje deram a mão,
Para o resto da vidinha.

Para o resto da vidinha,
Deram o nó a preceito,
Numa velha igrejinha,
Com os amigos do peito.

Com os amigos do peito,
Os dois Ruis mais o Vitor;
O casamento está feito,
O resto é só amor.

O resto é só amor,
Já cá temos a Carolina
É uma jóia, é uma flor,
Uma querida menina

Uma querida menina,
Diz o pai, Jorge Dinis,
O amor é uma mina
P'ró economista f'liz!

P'ró economista f'liz
Amor vem sempre primeiro
A Paula assim o quis,
Com a benção do Carneiro

Com a benção do Carneiro,
No vale dos Raposinhos
Não falte paz e dinheiro
A este par d'amorzinhos

Boda do casamento e baptizado,
28 de Agosto de 1999

Os amigos da mesa seis

Rosa Carneiro
Alice Carneiro
Ana Carneiro
José Carneiro
+ Quim, Luis, Gusto e Teresa
José Carneiro
Augusto Soares

18 agosto 2008

Adivinhem quem faz anos hoje ?... A nossa Chita

Aforismos de Agosto
(a pensar em ti)


Agosto é vento,
É areia,
É sal,
Contra as pálpebras dos marinheiros
Que morreram nos teus sonhos.
Nunca deixes morrer os sonhos.
Os teus sonhos.
Nem os marinheiros de olhos azuis
E cabelos louros ao vento
Que subiam os mastros dos navios
Do teu museu do mar, imaginário.

Tu que vieste com o vento norte,
Ganhas novo fôlego e alento
E outra leveza
Ao perfazeres os dez mil passos
Diários, matinais, no areal.
Para que o corpo não crie raízes.
E a gente possa desfrutar a beleza
Da enseada de Paimogo.

O melhor de Agosto
São as esplanadas
Das pequenas terras de Portugal,
À beira mar.
Tão cheias de nadas,
Tão saloias,
Tão pimbas,
Tão belas.
Conheci-te numa delas.

Agosto são os escorpiões tatuados
Nos corpos
Das petites filles portugaises
Que voltam à terra dos avós.
Agosto são as alegrias e as vertigens
Do regresso.
Porque voltamos sempre às origens.

Os únicos que têm de vencer
São os surfistas.
Vencer a onda,
O vento,
A areia,
O sal.
Não temos que destruir para vencer.

Agosto é também
O puro desejo da mãe
Pelo filho incestuoso.
Lânguidas mamãs,
De mamas flácidas.
São focas estiradas ao sol.
São focas.
São fofas.
Como é bom também ser mamã,
E foca
E fofa
E babada.

O melhor de Agosto
É teres o dia todo
Por tua conta,
O dia, a semana, o mês.
Os dias úteis do mês.

Mas o melhor de Agosto é o teu dia.
Dezoito.
E estamos cá todos,
A apaparicar-te,
Eu, há trinta e tantos anos,
O João, há vinte e quatro.
A Nitas, o Gusto, a Glória…
E os muitos amigos
Que te adoram
E que te dão um toque de telemóvel.
A Joana não está
Mas deu sinais de vida e de amor por ti.
Deixa que os que gostam de ti,
Te apapariquem.

Luís Graça

Lourinhã,
Rua da Misericórdia, 18 de Agosto de 2008.