31 julho 2007

Sementeira da batata: Março de 2007











Candoz > 3 de Março de 2007 > A plantação da batata > Os nossos jovens de hoje mal sabem o que é batata (a não ser a batata frita)... Muito menos sabem como se plantam (ou semeiam) as batatas. De qualquer modo, aqui fica um registo para a posteridade. Nas fotos o Zé e o Manel (nosso vizinho, irmão e cunhado que veio dar uma ajuda, honrando a tradição das serviçadas, ou entreajuda por parte dos vizinhos).

Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

27 julho 2007

Mondar as cebolas: Junho de 2007






Candoz >16 de Junho de 2007 > A monda da cebola > Os nossos herdeiros mal sabem o que é cebola... muito menos o que é a monda... De qualquer modo, aqui fica um registo para a posteridade. Nas fotos o Zé e o Adriano, os nossos dois mondadores.

Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

15 julho 2007

As nossas flores (3): Madalena






Vila Nova de Gaia > Madalena > Casa do Gusto e da Nitas > 9 de Abril de 2005 > Flores do jardim... É lá que passamos o Natal e a Páscoa...

Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

01 julho 2007

As nossas flores (2): Abril/Maio









Candoz > Quinta de Candoz > 7 de Abril de 2007 > Mais flores dos nossos jardins, mantidos pelas mãos de fadas das manas Rosa, Nitas e Alice... (sem esquecer a nossa querida Mi, que vela por tudo durante a semana).

Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

13 junho 2007

Páscoa de 2007: A plantação do cebolo








Candoz > 7 de Abril de 2007 > Véspera de domingo de Páscoa > Foi dia de plantar o cebolo... O artista, ou melhor, o galego (que desta vez não aparece na fotografia) foi o nosso Zé, que de resto adora plantar o cebolo e mais ainda colher e comer a cebolinha do talho... (A cebola, ainda em pequenina, que se monda e se come, crua, com sal, azeite, um naco de broa e um bocado de presunto, tudo regado com o cada vez mais raro vinho verde tinto da região).

A sequência fotográfica documenta o processo da plantação do cebolo, desde a prepação do terreno até à adubação (com o nosso estrume caseiro...). É sabida a importância que tem a cebola na nossa gastronomia e na nossa economia doméstica ... Os candozenses gastam umas boas centenas de quilos de cebolas todos os anos...

Palavras para quê ? Pode ser que daqui a 5, 10, 15 ou 20 anos, os nossos descendentes precisem de plantar o cebolo. Como citadinos que são, hoje não sabem como se faz. Para eles e para os vindouros, aqui fica um singelo registo para memória futura... Há saberes que não se podem perder.

Foto: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

11 maio 2007

O nosso mocho

Candoz > 9 de Abril de 2007 > Vivia num bosque em frente à nossa quinta. A moto-serra destruiu-lhe, brutalmente, num ápice, o seu habitat...

Foto: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

As nossas flores (1): Abril/Maio











Candoz > Quinta de Candoz > 5 de Maio de 2007 > Flores dos nossos jardins.
Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

08 maio 2007

Os nossos dois novos doutores: Tiago Soares e João Carvalho

Porto > Queima das Fitas > 6 de Maio de 2007 > O Tiago, caricaturado, para a eternidade... "Quero ser sempre estudante", já lá diz a letra da canção de Coimbra...

Porto > Festa da Queima das Fitas > 6 de Maio de 2007 > Tiago Soares, 24 anos, Finalista do Curso de Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, filho da Nitas e do Gusto.

Porto > Festa da Queima das Fitas > 6 de Maio de 2007 > João Carvalho, 22 anos, Finalista do Curso de Solicitadoria pelo ISMAI. É o filho da Zezinha e do Eduardo, neto da Rosa e do Quim...

Fotos: Luís Graça (2007).

Vivam os nossos doutores...

Refrão:

Vivam os novos doutores,
O Tiago e o João,
Dignos de todos os louvores,
Nosso orgulho, nossa lição.

Para o Tiago:

Há muitas luas atrás,
Nascia o nosso Tiago,
Lourinho e bom rapaz,
Portuense dum carago!

É um lindo bebé-chorão,
Que a mãe embala, sem medo;
É p’ró Luís, o irmão,
O seu último brinquedo.

Teve uma infância feliz,
Numa família normal,
Foi saudável o petiz
Na sua terra natal.

C’a sua linda melena,
Parecia um querubim,
Cortá-la, foi uma pena,
Mas tudo tem o seu fim.

Constou que foi por receio
Duma calvície precoce,
Que na hora do recreio
O amor era mais doce.

No tempo em que andou na escola,
Dizem que muito se ria,
Mas também jogava à bola,
Imitando o Baía.

Outro sonho foi correr mundo,
Ser o Senna do kartódromo:
Mas foi desgosto profundo
Ver a morte no autódromo.

O Ayrton, campeão,
Marcou-lhe a puberdade,
Ficará no coração,
Como exemplo de heroicidade.

É Soares e Carneiro,
Gente de carácter forte,
C’o seu espírito aventureiro,
Irá sempre tentar a sorte.

Por cada porta fechada
Há mais duas por abrir,
- Pai, não quero a tua mesada,
Pró Brasil vou partir.

Não chores, querida Ana,
Ele vai ser grande surfista,
Mestre por Copacabana,
Do amor, especialista.

Estão à espera do doutor,
As garotas de Ipanema;
Que vida bela, Senhor,
Mais bela que no cinema.

E em Palermo, outra sabática,
Onde muito aprendeu,
Foi lição teórico-prática,
Ao Erasmus agradeceu.

Vocação p’ra medicina,
Não são cantigas e lérias,
Bons hotéis com piscina,
Já ele queria nas férias.

Tem o Porto outra magia
Para viver e para estudar,
Já passou na anatomia,
E o curso vai acabar.

Na Tuna do Orfeão,
Canta e toca, é rei e mago,
É outra grande paixão,
Do nosso doutor Tiago.

Muitas noites mal dormidas,
Olheiras fundas, cansaço,
Exames, horas sofridas,
Uma só vontade d’aço.

Teres chegado a esta meta,
Tiago, valeu a pena,
Como lá dizia o poeta,
Nunca foste de alma pequena.

Para o João:

Que linda hora esta,
Em que temos mais um doutor,
Para animar a nossa festa,
João, solicitador.

Pai feliz e mãe babada,
Que eu conheci de miúda,
Uma família adorada,
Tudo gente já graúda.

Parabéns por terem dado
O amor, a melhor lição,
Ao vosso filho prendado,
O nosso q’rido João.


Refrão:

Vivam os novos doutores,
O Tiago e o João,
Dignos de todos os louvores,
Nosso orgulho, nossa lição.

Letra: Luís Graça


Fotos de um grande dia (6 de Maio de 2007): Missa campal e benção das pastas (Estádio do Bessa) e o almoço-convívio da família e amigos do Tiago e do João (Hotel Ipanema, Porto) + o Cortejoa da Queima das Fitas, pelas ruas da cidade do Porto) (8 de Maio de 2007)

Porto > Estádio do Bessa > Missa da benção das pastas > 6 de Maio de 2007 > O Tiago entre outros finalistas. Na foto, aparece a falar ao telemóvel com a mãe, que estava na bancada central oposta, com o pai (Gusto), os tios (Luís e Alice) e os primos, Zézinha e Eduardo (pais do João Carvalho), além da Catarina irmã do João. À esquerda do Tiago, na foto, vemos o seu grande amigo João, com quem fez um estágio (Agosto e Setembro de 2005) no Rio de Janeiro, Brasil e o Erasmus em Palermo, Sícília, Itália (2º semestre de 2006).

Porto > Estádio do Bessa > 6 de Maio de 2007 > O João Carvalho entre colegas finalistas a assistir á benção das pastas no Estádio do Bessa.

"Fogo, acabou-se a bela vida de estudante!" - pensa o Tiago, ao fim da manhã, depois da maratona da missa e enquanto o cortejo da família e dos amigos se preparava para abancar à mesa do Hotel Ipanema... O João Carvalho, por sua vez, já a pensar no próximo curso que quer fazer, o de Direito...

Porto > Hotel Ipanema > 6 de Maio de 2007 > João Carvalho, brilhante aluno e futuro grande solicitador, vê com optimismo o seu futuro profissional... Na foto, o pai Eduardo à esquerda do filho, e em segundo plano a avó Rosa e a tia Natália...

Um dia que o Tiago e o João não vão esquecer...

Um beijo muito especial: o da Mãe Zeza...

Entre muitas prendas, o Tiago recebeu uma especial: um par de canetas, de prata dourada, pertencentes ao pai do Fernando e sogro da Natália (na foto, juntamente com a Mãe Nitas e os padrinhos Tio Quim e Tia Rosa), que era um conceituado médico na cidade do Porto...

Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > O Tiago durante o cortejo já com a sua cartola e bengala de Finalista.

Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > Ainda durante o cortejo o Tiago com a Tia Berta (casada com José Soares, irmão do pai Gusto) e a mãe toda babada a assistir.

Porto > Cortejo da Queima das Fitas > 8 de Maio de 2007 > O Tiago a receber da Mãe as 3 pancadas com a bengala na cartola (expressão de desejo de felicidade), com a assistência da Tia Berta.


Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > O abraço e o beijo da Mãe após as 3 pancadas com a bengala na cartola, sob o olhar da Tia Berta.


Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > Coitada da cartola no fim do cortejo depois de tantas pancadas com a bengala (desejos de felicidade), de colegas, amigos, familiares, e ...

01 março 2007

Bibó Porto, Bibó Gusto!

Porto > Restaurante Bibóporto > 1 de Março de 2007 > O Gusto, ao centro, celebrando o 60º aniversário. Com a família (Nitas, a mulher, e os filhos, Tiago e Luís Filipe; os cunhados, Zé e Teresa; Alice e Luís; Rosa e Quim; o imão, Zé e a esposa Berta)... Na foto, de costas, ainda aparece também o nosso sobrinho Miguel, filho da Rosa e do Quim... O Luís e a Alice vieram de Lisboa, de surpresa..


Agora sexagenário,
Tu não vais rir-te da gente,
És um homem solidário,
Hoje e daqui p’rá frente.

Gusto, amigo e cunhado,
Tu que não és um otário,
Vais pôr a nota de lado,
P’ra festa de aniversário.

Às vezes, andas f...,
Com os teus males da tripa,
É por muito teres vivido,
Não é por causa da Nita.

É uma coisa bem bonita
Esse longo casamento,
Não é filme, não é fita,
E é mais que um juramento.

E depois tens os teus filhos
Que em tua casa ainda moram,
Às vezes trazem cadilhos
Mas é facto que te adoram.

À mesa são uns senhores,
Os teus amigos e sócios,
Uns piores, outros melhores,
Para o trabalho e para os ócios.

Contigo, à tua mesa,
Muito gostam de abancar,
E uns para fazer surpresa,
Ao Porto vieram jantar.

Dia de anos, dia justo,
Parabéns vamos cantar
Ao nosso querido Gusto,
...E obrigado p’lo jantar!

Porto, 1 de Março de 2007,
Restaurante Bibóporto
Texto e foto: © Luís Graça (2007).

15 janeiro 2007

Parabéns, Nitas, pelos teus 60 verdes anos!

Para a Nitas, a futura avó, a mulher prendada, a esposa querida, a mãe babada, a irmã cúmplice, a cunhada terna, a tia meiga e solícita... que hoje faz 60 anos! Que a tua estrada da vida seja longa, e feliz seja a jornada. Que vás com Deus! (... e connosco).

Alice, Luís, Joana e João
Alfragide, 15 de Janeiro de 2007


Parabéns a Você !

Nasci em quarenta e sete
Do louco século passado,
Sou do tempo da Internet
E do circuito integrado.

Fui à Lua, fui a Marte,
Graças à televisão,
No meu tempo era arte
Seduzir um bonitão.

De família numerosa,
Fui a menina prendada,
Ajudei a mana Rosa,
P’ra poder ser diplomada.

Meu pai, quero ir estudar
Para o Porto, p’ra cidade,
E lá poderei casar
Em chegando a idade.

À família fiz um hino,
Sendo a coisa mais querida,
Não me queixo do destino
Nem das agruras da vida.

Com um sorriso para todos,
Sou uma mulher de trabalho,
Uso sempre de bons modos,
Mesmo quando vos ralho.

É pesada esta carga
Para uma mulher pequenina,
Pode às vezes ser amarga,
P’ra um coração de menina.

Se há na terra um purgatório
É o sítio onde trabalho,
É no meu laboratório
Que provo o quanto valho.

Não me bato ao Excelente
Por vaidade ou presunção,
Que a minha obra não mente
Na hora da avaliação.

E lá por fazer sessenta,
Não pensem que arrumo a bata,
O coração ainda aguenta
E de vocês não estou farta.

Saúde para o meu Gusto,
Pr’os meus filhos, alegria,
É o voto ardente e justo
Que faço neste meu dia.

Eles são a melhor prenda
Que a vida me podia dar,
Dou-me a Deus em oferenda,
Vou com Deus continuar.

E p’ro resto do caminho
Virão netos, com certeza,
Alegrar o meu cantinho,
Enchê-lo de mais riqueza.

01 janeiro 2007

A Consoada e as Janeiras

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar.

Viva o dono cá da casa,
Que nos deu este jantar,
Mesmo com um grão na asa,
Eu a todos vou saudar.

Obrigado, tio Gusto,
Foi ‘ma Santa Consoada,
Não vou perguntar o custo
Desta bela jantarada.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

Obrigado, tio Gusto,
P’la posta de bacalhau,
Consegui comê-la a custo,
Não era posta, era um calhau.

Mandam-me ser responsável
Em matéria de consumo,
Mas é pouco aceitável
Nesta mesa só ter sumo.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

Viva a fada deste lar,
Que dá o melhor que tem,
É por muito nos amar
Que a gente de longe vem.

Senhora Dona Aninhas,
Podem faltar as filhós,
Que o melhor são as prendinhas
Lá das pencas de Candoz.


Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

A ajudante de cozinha
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.

Do nosso amigo José,
Pai da Sandra e do Miguel,
Dirão os netos que é
Um torrãozinho de mel.


Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

É um avô muito feliz,
Com três belos repimpolhos,
Não é ele que o diz,
Vê-se o brilho nos seus olhos.

Um tipo muito porreiro
É também o nosso Pedro,
Marra às vezes como um Carneiro,
P’ra ninguém isso é segredo.


Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar.


Os doutores que à mesa ‘stão,
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.

Já receitam aspirina,
Só não abrem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


É mouro, o meu cunhado,
Não é caso p’ra ter pena,
Já tem lugar reservado
Neste hotel da Madalena.

De Lisboa com amor
Veio a Alice, minha mana,
P’rá festa ter mais calor,
Trouxe com ela a Joana.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Nesta quadra natalícia,
Falta saudar os mais VIP
A Sofia e a Patrícia,
O Rui e o Luís F’lipe.


Seus sorrisos calam fundo,
Não há melhores prendinhas,
Nada mais belo no mundo,
Que as nossas criancinhas.

Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Esta é a mais malandra,
Mas também um rico amor.

Filhos de Pedro e Patrícia,
O Diogo e a Tatiana
São também uma delícia,
Uma canalha bacana.
.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Mesa farta, caldo quente,
Na ceia de fim de ano,
É sinal de boa gente,
Bato à porta, não m’ engano.

Boas festas, Senhor Gusto,
Eu que sou seu convidado,
É com gosto, não a custo,
Que lhe digo obrigado.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Já lá vai o dois mil e seis
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.

Nasceu a bela Maria,
Alegria dos avós,
Do Miguel e da Sofia,
Prenda para todos nós.

Dois mil e sete, ano novo,
Saúde e algum dinheiro,
P’ra esta gente, este povo,
Dos Soares aos Carneiro.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Madalena, noite de Consoada, 24 de Dezembro de 2006 / Ceia de Ano Novo, 31 de Dezembro de 2006