07 setembro 2013

Festa da Família Ferreira 2013 (2): Uma centena marcou presença






Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Adro da Igreja de Nª Sra. do Socorro > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira > Fotografia de grupo... Pelas nossas contas, e pelas fotos, teremos tido desta vez um total de 101 presenças, assim distribuídas por famílias:

Candoz (a) = 17

Manuel Carneiro  &  Mi (2), fillhos Ana (3), Susana  (5) e Vera (4) (, incluindo dos respetivos consortes, mais os filhos... e mais 3 amigas de Baião)
´
Candoz (b) = 31

Alice, Luís, mais os filhos João e Joana [ Lisboa]  = 4

Nitas, Gusto, mais filhos Filipe e Tiago [ Madalena / Porto]  + Zé Soares, Berta e netos [ Madalena]  = 8

Zé, Teresa, Dona Olinda e amiga [ Matosinhos]  (4), mais Pedro e família [ Madalena] (4)= 8

Primas, do lado dos Carneiro, Dolores (mais o marido), Carnmesinda (mais o marido) e Alice  [Vila Nova Gaia] = 5

Primo:  Quim Vieira Mendes [Vila Nova Gaia] (1)

Amigos: Adriano [ Matosinhos ] =1

Candoz (c)= 17

Rosa e Quim (2), mais filhos e netos: Zezinha (3), Miguel (3), Cristina (4)
Amigos: Júlio Veira Marques (2), Manuel Marques (3) [ Matosinhos ]

Candoz (d)= 10

António  & Graça (2), mais filhas,  Becas (3), Romicas (2), Susana (3) [ Matosinhos ]

Alto= 15

Helena  & Toninho (2), mais três filhos  (6) e netos (6) + Rosa (1)

Ambrões & Passinhos= 5

António Pinto, filho Zé Manel, nora e netos (5)

Cacia/Aveiro=6

Manuel Pires, Ana Luísa, marido e 3 filhos (6).

Seguem mais alguns versos, alguns dos quais não chegaram a ser ditos na ocasião (ou entregues aos interessados). São basicamente de boas vindas á Família Ferreira e aos seus diversos clãs, incluindo os ausentes:

Família Ferreira, olá,
Os ausentes e os presentes,
Mesmo os que já não estão cá,
Os nossos saudosos parentes.

Dois séculos de Ferreiras,
São quase oito gerações,
Incluindo Mendes e Carneiros,
Cardosos e outros... morcões.

Perdão, se alguém esqueci,
Deste imenso Ferreiral.
Perdão, se a lista perdi,
Que a intenção não era tal.

Olá, amigo, parente,
Sê bem vindo, gente fixe,
Toca tudo a dar ao dente,
Que a troika, a crise se lixe.

A oitava geração
É a do bisneto da Leminha,
Bela moça ou mocetão

Que lhe há-de dar a Tininha.

[Desculpa, Leninha, se quebrámos algum segredo...].

E, falan do de criação,
Saudemos o Jó, doutor,
Que é da sexta geração
E de novo progenitor

[Vai ser pai por estes dias, razão também por que não veio... Parabéns aos pais, e ao Manel Pires, avô babado]

De outros Ferreiras ausentes.
No Brasil lembro os Cardosos,
Zeca e Pedro, parentes,
Que lá são ricos e famosos

[O Pedro bem gostaria de poder vir, como há 2 anos... mas em setembro as criancinhas no Brasil já estão na escola]

Outro Cardoso, o Toninho,
Faz parte desta famíl'a,
Vinha a Candoz, de pequenino,
Era um puto bem reguila.

Falta aqui o Zé Ferreira.
Fidalgo de Viadores,
A banhos lá na Figueira,
Fugindo dos nossos calores.

[Boas férias, Zé!... Sentimos a tua falta e a da tua família]

Mas não nos faltam Ferreiras,
Lá no Alto moradores,
Gostam de festas e feiras
E são todos uns... amores!

(Continua)

Recorde-se que o 1ºencontro da família Ferreira foi  em 29 de setembro de 1984, em Fandinhães, Paços de Gaiolo... E o último foi há dois anos, em 10 de julho de 2011.

Texto e fotos: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (1): Em Candoz, fazem-se os preparativos... Acende-se o forno











Quinta de Candoz, 7 de setembro de 2013 > Dia da Festa da Família Ferreira >Preparativos da família Carneiro (aliás, duas): acende-se o forno porque não há festa sem arroz... de forno. Leia.se: anho assado... É uma freima!... Começa logo de manhã cedo, com o acender do forno. A Tia Mi sabe quanta lenha é necessária: nem mais nem menos uma acha!...Aqui não se pode aplicar o ditado; "mulgher e lenha, quanto a tenha!"... É tudo a olho, não há termémetros nem, termostastos.. É uma vida de experiência e de sabedoria... que a cozinha é arte e ciência... Depois, passadas cerca de duas horas, mete-se o tachos de barro com o arroz, e por cima as grelhas...Os pedações de anho, devidamente temperados e enfeitados com ervas aromáticas, ficam a assanhar,a  pingar, para o arroz com uma calda especial (que é o segredo da Ti Nitas e do resto das cozinheiras da casa, passando de geração em geração). E está na hora de abrir o abrir o forno e meter a "merenda" em cestos de vime, para levar para o recinto da festa, junto à capela de Nª. Sra. do Socorro, a 3 km de Candoz. Há mesas e bancos, de pedra, para alojar os 70 a 90 convivas que são esperados este ano, uns da freguesia (Paredes de Viadores), outros de mais longe (Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Aveiro, Leiria, Lisboa, Brasil...). Também virão amigos da família. E a a propósito estamos a falar dos Ferreiras, nascidos em Fandinhães, António, Maria, Ana e Rosa, nascidos na década de 1910, e bisnetos de João Ferreira e Mariana Soares, nascidos por volat de 1820. Recorde-se aqui os seus consortes: Amélia Rocha, José Carneiro, Joaquim Cardoso e José  Vieira Mendes, respetivamente. Os filhos do António, da Maria, da Ana e da Rosa (, infelizmente já desaparecidos, tal como os seus consortes) pertencem, pois, à 5ª geração. A organização da festa, este ano, pertenceu, à malta da 6ª geração...

Há versos (quadras populares, de 7 sílabas métricas) para quase todos os convivas... E começam assim:

Vamos saudar a memória
Dos nossos entes queridos,
Fazem parte da nossa história
E do melhor dos tempos idos...

(Continua)

Texto e fotos Luís Graça (2013)

18 agosto 2013

Parabéns a você!... Para a mana Chita, Alice Carneiro, que está a passar férias na Lourinhã (Nitas)







Fotos: © Augusto Soares (2013). Todos os direitos reservados


1. Mensageem da Nitas, com data de hoje:

Data: 18 de agosto de 2013 09:52
Assunto: Parabéns!!!


Querida Mana,

Na impossibilidade de estar contigo pessoalmente,  aqui vai o meu/nosso (, do Gusto, do Tiago, do Filipe e Susana)  ramo de flores virtual do nosso jardim bem real!!!...

Para ti, para que possas apreciar com os teus olhos neste dia tão especial.

São os girassois da minha horta, fruto do meu carinho e suor, que neste momento estão lindos de morrer.

Aproveitei a presença dos nossos queridos irmãos (José, António e Manel) e cunhadas (Graça e Mi) , para todos te enviarmos um girassol, acompanhada de um grande abraço de Parabéns. O Augusto não está aí, porque alguém tinha de tirar a foto...

01 abril 2013

A Santa Páscoa de Candoz: Viva o compasso!

A Santa Páscoa de Candoz

Páscoa em março, fome ou mortaço,
Diz o povo… Mas em Candoz,
Não há Páscoa sem compasso,

E não há gente como… nós!

Viva o compasso pascal
Que nos vem visitar,
Franqueando nosso portal,
Santas bênçãos nos quer dar.

Páscoa é festa com mensagem:
Triunfa a vida sobre a morte;
Segue o compasso a viagem
E a todos deseja…sorte.

Viva o compasso pascal
Que nos faz esta visita,
Vem por bem, não vem por mal,
Mas traz um saco prá… guita!

Sem guita não há foguetes,

Que é coisa que o povo adora,
Sem ovos não há omeletes,
Sem folar não me vou… embora!

Páscoa é festa da nossa vida,

É tradição cá do Norte,
Não há gente tão querida,
Alegre e de altivo… porte.

É casa de boa gente,
É povo abençoado,
Que gosta de dar ao dente
E se pela por anho… assado!

Parabéns às cozinheiras

Desta bíblica iguaria,
Elas são também obreiras
Desta nossa… alegria.

A todos, muito obrigados:

Sem uma farta e grande mesa,
Sem amigos e convidados,
Páscoa seria… tristeza!

Os donos da casa,
Quinta de Candoz, 1/4/2013

21 janeiro 2013

Adivinhem quem faz anos hoje... O João Graça, 29!


Ao meu companheiro de fitness, ginásio, sauna.

Ao meu crítico literário.

Ao meu futuro editor de poesia.

Ao amável e atento ouvinte das minhas estórias.

Ao meu copiloto, às vezes, da 2ª circular.

Ao violino da minha orquestra.

Ao severo vigilante das praias da minha saúde.

Ao filho da minha amada.

Ao mano da minha querida filha.

Ao querido neto do saudoso avô Luís.

Ao meu bom irã.

Ao meu caçula.

Ao meu filho João.

Ao meu João.

É o último ano da tua vintena.

Para o ano serás trintão.

É um privilégio ter-te a meu lado, perto de mim, perto de nós.

Que eu possa usufruí-lo, o privilégio da tua companhia,

ainda por muitos e bons anos.

Eu e a tua mãe. A tua família.

Um xicoração de parabéns.


LG

15 janeiro 2013

Adivinham quem faz anos hoje ... A Tia Nitas, agora exímia tocadora de cavaquinho e voz de um conhecido grupo coral... (Quem disse que a reforma é morte social ?)



Madalena, V. N. Gaia > 25 de dezembro, Natal de 2011 > Um casa cheia (de músicos, de luzes, de alegria, de boas pessoas, de gente fixe)... Ao centro, sentada,  a Tia Nitas (voz e cavaquinho), tendo por detrás, de pé, o João (violino), à esquerda,  a Susana  e o Filipe (violas). Faltou à comparência o Tiago (que, tal como o irmão Filipe, toca também cavaquinho, bandolim, viola braguesa... e saxofone). A um canto, à direita,  discreto mas arguto observador e severo crítico musical,  o tio Gusto (há anos que sentimos a falta do seu mágico  acordeão; finalmente,  tivemos esse privilégio este ano, no Natal de 2012!)

Ó Laurindinha: Letra  (popular)


                     
Ó Laurindinha, vem à janela,
Ó Laurindinha, vem à janela,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra, ai, ai, ai,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra!

Se ele vai p’rá guerra, deixai-lo ir,
Se ele vai p’rá guerra, deixai-lo ir,
Ele é rapaz novo, ai, ai, ai,
Ele torna a vir, ai, ai, ai,
Ele é rapaz novo, ai, ai, ai,
Ele torna a vir.

Ele torna a vir, se Deus quiser,
Ele torna a vir, se Deus quiser,
Inda vem a tempo, ai, ai, ai,
De arranjar mulher, ai, ai, ai,
Inda vem a tempo, ai, ai, ai.
De arranjar mulher.

Ele torna a vir, virá ou não,
Ele torna a vir, virá ou não,
Ó Laurindinha, ai, ai, ai,
Dá-me a tua mão, ai, ai, ai,
Ó Laurindinha, ai, ai, ai,
Dá-me a tua mão.

Ó Laurindinha, vem à janela,
Ó Laurindinha, vem à janela,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra, ai, ai, ai,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra.



Vídeo (1' 09''): Luís Graça (2011).


1. Enfim, sabímos que a tia Nitas, ainda antes de se reformar, já tinha arranjado mais um amor da sua vida (a somar ao Gusto, aos filhos Filipe e Tiago,  à Susana, aos sobrinhos, aos manos e manas, aos cunhados e cunhadas, a Candoz, ao Instituto, à Madalena, ao Fê Quê Pê,  às aromáticas, e por aí fora)... Esse novo amor é o grupo de cavaquinhos do  Coral da Casa do Pessoal do IPP - Instituto Politécnico do Porto. (Ainda há dias foram cantar as janeiras no Majestic,  o café-ícone do Porto).

Também temos acompanhado os progressos da arte e da técnica de tocar cavaquinho, por parte da sra. eng técnica  Ana Carneiro Pinto Soares  (Nitas, para os muitos amigos e amigas que ela tem).

Reformada em 2010,  deixou saudades em todo o mundo (dos alunos aos docentes e investigadores do ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto e demais pessoal), justamente pelo melhor que ela tem: a competência, a paixão, a simpatia...   Mas não pensem que ela foi para casa esfregar tachos e panelas.

Proativa como sempre  o foi, ei-la agora na roda viva da vida, sem tempo para se ir abaixo das canetas, bem pelo contrário: continua a respirar (e a  transpirar) saúde, alegria, boa disposição, amor, amizade, hospitalidade, solidariedade... Enfim, uma mulher de quem podíamos dizer que sempre foi, é e continuará a ser a mulher dos  sete ofícios, com jeitinho para tudo, dentro ou fora do lar, da tácnica de laboratório à gestora hoeteleira, da chefe (de cozinha) à tocadora de cavaquinho...

Com o cavaquinho e a voz ela deliciou os seus convivas da noite de Natal de 2011, na Madalena, com um música sobejamente conhecida, a Laurindinha. Fomos repescar este vídeo que não nos desmente. Há um ano ela já tocava como gente grande, agora imaginem um ano depois. Infelizmente,  não há registos da sua memorável atuação na noite de Natal de 2012.

Hoje, em dia de festa, em dia do seu  aniversário (uma capicua, adivinhem quantos anos?), quisemos lembrar e saudar a nossa querida Nitas (tia, irmã, cunhada, amiga, sócia...) que, para além de talentosa, carinhosa, charmosa e jeitosa, mata-nos com mil e um mimos e afetos sempre que a gente, cá de baixo, em Lisboa, vai lá acima, ao Porto.

Muita saúde e longa vida, querida Nitas!...

Xicorações de todo o pessoal de Lisboa e arredores, mais os do Porto, da Madalena, de Matosinhos, de Candoz, e por aí fora, sem esquecer... as meninas do Brasil!

24 dezembro 2012

As janeiras da Madalena, 2012/13















Madalena, V.N.Gaia, Casa da Nitas e do Gusto, consoada de 2012

Fotos e texto: Luís Graça (2012)

1. 


 Manda a nossa tradição

Que se cantem as janeiras,

À patroa e ao patrão,

Gente boa, com maneiras.


2. 

 Mais os seus convidados,

Companheiras e companheiros,

À mesa bem instalados,

Com fama de lambareiros.


3. 

 Saibam todos que isto não é convento,

Nem a Nitas abadessa,

No Natal estica o orçamento,

E põe alegria na travessa.


4. 

 O patrão, esse, dá de frosques,

Para não ser mais roubado,

Foge do Robim dos Bosques,

E evita o Zé do Telhado.


5. 

 Nesta noite de encantar,

Cantemos, e com a voz quente.

Mesmo c’o a crise a durar,

Ninguém chora, minha gente.


6. 

 No Natal dos sem abrigo,

Não há de faltar cá nada,

Bem dispenso o formigo,

Mas como um rabanada.



7. 

 Pode a saúde estar em cacos,

Acabar-se o alcatrão,

A rua ser só buracos,

Mas faltar esta noite, não!


8. 

 Saúde agora é saudinha,

Diz o rei mago Gaspar,

Medicamento é mezinha,

Sopa do pobre, jantar.


9. 

 Tristezas não pagam dívidas,

As tuas e as da Nação,

Muito menos faces lívidas

Ficam bem aos que aqui estão.


10. 

 O Tio Gusto com o acordeão,

O João com o violino,

Dispenso o rabecão,

Mas não o meu vinho fino.


11. 

Só nos resta o triste fado,

Feito o balanço da Nação

Que penhorou o seu Estado,

Do hospital à prisão.


12. 

 Boas festas, senhor Gusto,

Nesta noite de cegarrega,

Não quero saber o custo

Do bacalhau da Noruega!


13. 

 Boas festas, senhores doutores! [, Tiago, João,]

Se aí vem o fim do mundo,

Pra quê quererem ser professores

Se isto vai tudo ao fundo ?


14. 

 Boas festas, senhor Filipe,

Mais a Poli e o Gaudi, [cão,]

Que não apanhem a gripe,

E p’ró ano tenham um Audi.



15. 

 Tatiana, que é um amor,

Meninos, fonte d' alegria,

João Pedro e Leonor

Mais o Diogo e a Maria.



16. 

 Sorte e azar teve a Sofia

Ao partir uma patinha,

Ó Mamã, diz a Maria,

Vou já buscar a colinha.



17. 

 Boas festas, tia Berta,

Gente boa cá da terra,

Com os netos sempre alerta,

Só ao Zé às vezes berra.



18. 

 Parabéns, ó pescador, [Pedro]

Campeão do robalo,

Lá na praia és o maior…

Segredo ? É só apanhá-lo!



19. 

 A Joana veio ao norte,

Solteirinha, por casar,

Com mais um pouco de sorte,

Voltará de novo a amar.



20. 

 Vamos a ver se o Tiago gosta:

Bons augúrios pelo Natal,

Haverá moura pela costa,

Diz a bola de cristal!



21. 

 Mesmo sendo tu um Melech Mechaya, [João,]

Se em Cabo Verde passares,

Cuidado, o coração não te caia,

Com uma morna, é melhor parares.



22. 

 A Alice caiu num cacto

E ficou que nem porco-espinho,

Com o diabo fez um pacto

Para lhe poupar… o rabinho!



23. 

 Boas festas, senhor engenheiro [, Rui,]

Um bom ano p’ra sua empresa,

Que ganhe muito dinheiro,

Tenha farta e rica mesa.



24. 

 A Sandrinha, enfermeira,

Hoje connosco vai estar,

De greve ficou a parteira,

P’ra mais partos não há lugar.



25.  


Boas festas, caro Miguel,

Que és bancário, não banqueiro,

Fiquem os dedos, vá-se o anel,

Que a saúde está  primeiro.


 26. 

Parabéns, cara Patrícia,

Nossa vizinha e sobrinha,

Teus meninos são uma delícia,

O Diogo e a Tatianinha!


27.

Parabéns às cozinheiras

Deste tão lauto jantar,

Já não digo mais asneiras,

Vou à rua apanhar ar.


27.

 Acabo aqui as janeiras:

O resto do pessoal,

Gente simples, sem peneiras,

Fica pra outro Natal!


Madalena, 25 de dezembro de 2012

18 novembro 2012

Fenónemos de Candoz (1): O limão antropomórfico... Será que pica, será que morde ? (pergunta o Diogo)






Candoz > 29 de julho de 2007 > O Diogo, que é filho do Pedro e neto do Zé, estava muito sério, a observar este "fenómeno" de Candoz: um limão que ele não sabia se era para agarrar, espremer, trincar...ou só para brincar... Será que pica, será que morde ?

Fotos: Luís Graça (2007)



Há 100 anos nascia a nossa querida mãe Maria Ferreira (Fandinhães, 18/11/1912 - Candoz, 19/3/1995) (Parte III)







Mãezinha, nossa mãe querida!

Lá vão tantos anos, 

e muito mais meses, semanas e dias,
desde que nos deixaste,
desde que te despediste desta vida!
Morreste serenamente,
no dia 19 de março de 1995,
até escolheste um domingo,
o dia santo do Senhor,
para 
podermos estar todos juntos
antes da tua partida.

Morreste como uma santinha,

aos 82 anos,
nos nossos braços,
como nós gostaríamos de morrer,

um dia, 
nos braços dos nossos filhos!

Foi talvez mais fácil fazer o luto, 
aceitámos com mais resignação cristã

a tua partida,
o fim da tua caminhada na terra...

Mas mesmo assim, 

houve tantas coisas lindas por fazer,
tantas palavras doces por te dizer,
tanta ternura por partilhar,
tantos miminhos e beijinhos por te dar!

Ficamos sempre com a estranha sensação
de que nunca fazemos tudo
o que um filho deve fazer por uma mãe!

A tua doença apanhou-nos desprevenidos,

a nós, teus filhos e filhas...
A comunicação contigo tornou-se mais difícil
mas mesmo assim
cuidámos de ti,
até ao fim,
na tua casa,
com todo o amor, carinho e saber
que nos foi possível...

Demos aos nossos filhos e netos 

um grande exemplo de amor filial,
de ternura e gratidão por uma mãe
que envelhece e adoece,
mas o mesmo também fizemos 

pelo nosso querido pai.
Como tu tinhas feito pelos teus pais, 
os nossos avós.

Hoje farias cem anos, se fosses viva.
E para nós tu continuas a viver,
nos nossos corações,
no nosso jardim,
na nossa casa,
nos nossos campos,

nas nossas árvores,
na nossa Quinta de Candoz.
Falamos contigo,

e mostramos-te as coisas lindas
que fizemos juntos,
e que te orgulhariam,
a ti e ao nosso pai, 
se ambos fossem vivos.

Falamos hoje contigo
como no dia da inauguração da nossa casa,
em 7 de abril de 1999,
em que fizemos uns versinhos 
que começavam assim:

Eu sonhei com rosas brancas
Que vieram do além;
De todas as almas santas
Só pode ser nossa mãe.

Só pode ser nossa mãe
A querer falar com nós,
Por isso ela também
‘Tá aqui hoje em Candoz.



Hoje, em que farias 100 anos,
estamos aqui todos,
o António, a Rosa, o Manel,
a Alice, a Nitas, o Zé...
justamente para te recordar
e homenagear.
Para te dizer, simplesmente,
que foste, és e serás sempre 
a nossa... querida mãe!

Nasceste em Fandinhães,
em 18 de novembro de 1912,
num tempo difícil para o povo,
muito mais difícil do que hoje,
e muito mais difícil ainda para quem nascia mulher.
Casaste e vieste viver para Candoz,
para este mesma casa
cujas pedras têm mais de 200 anos.
Aqui nos tiveste e nos criaste,
sete filhos e filhas em dez anos,
a tua canalha,
como tu carinhosamente costumavas chamar-nos.

Aqui nos deste o teu leite 
e o teu amor,
aqui nos deste o teu caldo 
e o teu pão,
o essencial das coisas que nunca nos faltaram,
sem esquecer os teus ralhos 
e os teus açoites.
Para nós serás sempre a melhor mãe do mundo,
deste-nos a vida, 
deste-nos o ser,
ajudaste-nos a sermos homens e mulheres,
que sempre te orgulharão,
que ostentam com orgulho
o teu apelido, Ferreira,
e o apelido do nosso pai, Carneiro.
Aqui crescemos e fomos saindo
para as sete partidas da vida e do mundo.
E aqui voltamos, 
sempre com muita alegria,
mas também saudade,
para estarmos todos juntos,
as nossas várias gerações,
a dos teus filhos, netos e bisnetos.

E, se há uma oração 
que te queremos rezar hoje,
à volta da tua campa,
é esta:

Nossa mãe, muito obrigados,
Por nos teres botado ao mundo
Os teus filhos adorados,
Que te têm amor profundo.

Que te têm amor profundo
E uma dívida, a da vida;
Do coração, lá do fundo,
Te dizemos: és mãe querida!


Quinta de Candoz, 18/11/2012

António, Rosa, Manel,
Alice, Nitas e Zé


15 novembro 2012

Há 100 anos nascia a nossa querida mãe Maria Ferreira (Fandinhães, 18/11/1912 - Candoz, 19/3/1995) (Parte II)


Com o filho mais novo, o Zé, no dia do seu casamento (com a falecida Carmen, Porto, 1976) 


Com a filho mais nova, a Nitas, no dia do seu casamento (com o Gusto, Porto, 1974)


Com o Manel e a Mi, no dia do respetivo casamento (igreja da freguesia de Paredes de Viadores, 1966)



14 novembro 2012

Há 100 anos nascia a nossa querida mãe Maria Ferreira (Fandinhães, 18/11/1912 - Candoz, 19/3/1995) (Parte I)








As três irmãs, Maria, Ana e Rosa, filhas de José Nunes Ferreira e Balbina Ferreira, nascidas em Fandinhães, Paços de Gaiolo, Marco de Canaveses. A nossa querida mãe e sogra, Maria Ferreira, nasceu em 18/11/1912. Faria, portanto, 100 anos, se hoje fosse viva. 

11 novembro 2012

Os nossos sentieiros (cogumelos): este ano a colheiita foi boa (Parte ii)










~

Quinta de Candoz > 21 de outubro de 2012 > O Zé e o Manel na colheita dos sentieiros... Este ano houve muitos (talvez uma centena ou mais)... Duram um dia ou dois... Fritos com cebola são um petisco, cá em casa,  de comer e chorar por mais...

Fotos: Luís Graça (2012)

Os nossos sentieiros (cogumelos): este ano a colheita foi boa (Parte I)


Candoz > 21 de outubro de 2012 > Os nossos sentieiros (cogumelos) > Com as primeiras chuvas de outomo, florescem largas dezenas de sentieiros na nossa terra... Este ano foi um boa colheita... A voz off é a minha e a do Zé.

Vídeo (''50): Luís Graça (2012)


31 outubro 2012

Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (19): Não há festa sem música (Parte XI):... Nem sem cantigas como "A minha saia velhinha"...


"A minha saia velhinha" (tradicional)

Vídeo (4' 16'': Gusto/Luís Graça (2012). Alojado em You Tube > Nhabijoes [Clicar aqui para visualizar o vídeo)


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz >20 de outubro de 2012. Festa das boas de ouro da Rosa e do Quim (1963-2012) > Música tradicional portuguesa. "A minha saia velhinha" (Minho, aqui numa outra variante local, duriense, em que se mantem o refrão)... Músicos: Júlio e João (violinos) + Nelo e Tiago (violas) + Miguel (viola, cavaquinho).

_______________

Aqui vai a letra (original) de "A minha saia velhinha" (Popular, Minho)
.

A minha saia velhinha
Está toda rotinha
d'andar a bailar;
agora tenh'uma nova,
feitinha na moda
p'ra eu estriar.

Minha mãe casai-me cedo,
enquanto sou rapariga:
que o milho ceifado tarde
não dá palha nem espiga!

O meu amor era torto
e eu mandei-o cavacar:
agora já tenho lenha
para fazer um jantar.


José Nuno Oliveira (recolhida em Marrancos, anos 70)


________________

30 outubro 2012

Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (18): Não há festa sem música (Parte X):... Nem sem dança no terreiro!... Sem valsas, mazurcas e contradanças...

Um mazurca!... 

 Vídeo (2' 11'') b:  Gusto/Luís Graça (2012). 

Alojado no You Tube > Nhabijoes  (Clicar aqui para visualizar o vídeo)


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz >20 de outubro de 2012. Festa das bodas de ouro da Rosa e do Quim (1963-2012) >  Música tradicional portuguesa...contra a troikice!... Esta é uma mazurca, daquelas que o povo de Candoz adora dançar!...  Músicos: Júlio e João (violinos) + Nelo e Tiago (violas)



29 outubro 2012

Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (17). Não há festa sem música (Parte IX):...Nem o "sagrado", a festividade religiosa, sem o coro, sem o padre...
















Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz >20 de outubro de 2012. Festa das boas de ouro da Rosa e do Quim (1963-2012) > A família e os amigos, desde os netos aos sobrinhos, irmãos, cunhados... "Fiadlgo por um dia", diz o Quim...

Fotos: Luís Graça (2012).