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27 março 2023

Na hora da despedida da Terra da Alegria: homenagem à nossa querida Nitas, Ana Ferreira Carneiro Pinto Soares (Candoz, 15 jan 1947 - Porto, 24 mar 2023) - Parte III (Tiago e Filipe, filhos)

 



Vila Nova de Gaia  > 20 de junho de 2019 >  A Nitas, a tocar o cavaquinho, n dia do casamento do filho Tiago (aqui na foto, de costas, regendo o grupo musical que abrilhantou a festa) O Filipe aparece em segundo plano, a tocar viola. E o pai de ambos, o Gusto, é o segundo acordeão. O primo João (violino) aparece à esquerda, por detrás dos dois acordeãos.

 

Maia > ESMAI > 27/6/2017  > Com o coro e  grupo de cavaquinhos  da Casa do Pessoal do ISEP. A Nitas é a quarta, da primeira fila,  a contar da esquerda.


Macedo de Cavaleiros > Podence > Casa do Careto > 11 de fevereiro de 2018


Lisboa > MAAT > 17 de junho de 2018 > Com o Gusto, frente ao estuário do rio Tejo, a ponte e o Cristo Rei

Fotos: álbum da família (com a devida vénia)


1. Palavras ditas pelo filho Tiago, 40 anos, na missa de corpo presente, dia 25 de março, na igreja de Padrão da Légua, Matosinhos, reproduzidas aqui com a devida vénia (*):

Mãe,

De todos os dias da minha vida, este era o que mais temia, e o que menos queria que chegasse. Metade de mim partiu.

Levo comigo o teu sorriso daquele último domingo enquanto brincavas com os teus netos.

Eras um abraço quentinho e sempre aberto, um coração sem tamanho, onde cabiam na mesma medida todas as dores e alegrias, as tuas e as de todos nós.

Eras toda emoção, de choro fácil, mas de sorriso ainda mais. Eras pura em vontade de viver.

Tenho a certeza de que onde quer que estejas, estás a olhar por nós, como sempre o fizeste e tão bem nos ensinaste.

E tenho a certeza ainda maior de que há nomes tão fortes que a morte só leva emprestado. Por isso havemos de dançar, cantar, pintar, escrever, cozinhar, tocar ... enfim, havemos de criar! Seja o que for, mas inspirados em ti e no sentimento que em nós deixaste ganharás vida. E enquanto assim for nunca hás-de morrer!


2. Palavras do filho mais velho, Luís Filipe, 44 anos, na capela da Sra do Socorro, Paredes de Viadores, 25/3/2023, às 15h00 (reproduzidas aqui, com a devida vénia):

Antes de mais queria agradecer a todos a vossa presença aqui, isto significa muito para nós e significaria muito para ela também, pois a coisa que ela mais cultivou ao longo da vida foi a amizade.

Desde a última vez que falei para a maioria dos presentes, que foi no casamento do meu irmão, muitas coisas mudaram, mas a principal, é o facto de a minha mãe estar na primeira fila, sendo ela a protagonista.

Para mim a minha mãe, entre tantas, definia-se com estas palavras:

(i) Honestidade – Deverá ser, a par do meu pai, a pessoa mais honesta que conheci, tudo para ela era sobre fazer o bem e corretamente; devo-lhes isso, aos meus pais, e todos os dias faço o meu melhor para que se orgulhem de mim e o que me ensinaram não tenha sido em vão:


(ii) Sensibilidade – Não era sensível, era hípersensível, conseguia chorar em todos as situações, más ou boas, e em muitas delas sem razão aparente, mas a ironia tem destas coisas… e hoje aqui estamos …todos a chorar e ela não;

(iii) Gratidão - A primeira palavra que lhe saía da boca para qualquer coisa de bom que lhe acontecia era a palavra “Obrigada”. Mesmo quando era comigo que a situação era boa, ela obrigava-me a agradecer e não descansava enquanto não o fizesse (E aproveitando esta alavra em especial ela quereria neste momento, assim como nós, agradecer ao Dr. Ricardo Pinto o seu empenho, profissionalismo e amizade pela minha mãe e que fez com que prolongasse ao máximo da vida dela e, portanto, a nossa felicidade: não existem palavras uficientes para agradecer a ele e a todos os profissionais do Hospital de S. João que trataram com carinho e amor a minha mãe, portanto vou ser prático e dizer como a minha mãe me ensinou “Muito Obrigado”.)

(iv) Regateadora – Possivelmente uma das maiores regateadoras que o mundo já viu, conseguia os melhores descontos com uma técnica muito apurada… um misto de paciência e determinação e provavelmente sendo um pouco somítica; para tal comprovar, tenho uma história, era eu criança e fomos comprar umas sapatilhas para mim na Rua de Costa Cabral, entramos e saímos de todas as lojas para ver todos os preços e voltámos à primeira que tínhamos visitado; depois de experimentar e de pedir para as levar, pediu o inevitável descontinho, ao que o dono da loja disse que não podia de maneira nenhuma, porque até estavam com 40% de desconto em plena época de saldos; ela não cedeu e meia hora depois saímos com as sapatilhas na mão e com mais 20 escudos no bolso; portanto tinha valido a pena!!!


(v) Amor – Acima de tudo um amor incondicional aos irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos, ao
amor da vida dela de 50 anos, aos filhos, às noras e principalmente aos netos que foram no
fundo a razão maior para ter lutado tanto tempo pela vida, pois queria acompanhar o máximo
da vida deles.

Mãe, estas palavras são agora para ti, foste a melhor mãe do mundo, estou-te agradecido por tudo que fizeste por mim, o teu amor e o teu carinho, a tua sensibilidade e honestidade fizeram de mim o que sou hoje e apesar da tua aparente fragilidade foste a mais corajosa e
lutadora de todos os que conheci. Amo-te muito! Sei o que querias para mim e espero estar à altura.


De todas duas palavras deixei duas últim para o fim e que nunca pensei dizer tão cedo: Adeus Mãe!"

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26 março 2023

Na hora da despedida da Terra da Alegria: homenagem à nossa querida Nitas, Ana Ferreira Carneiro Pinto Soares (Candoz, 15 jan 1947 - Porto, 24 mar 2023) - Parte I (Luís Graça)


Ana Ferreira Carneiro, a nossa querida Nitas, na sua casa da Madalena, Vila Nova de Gaia, em 19/6/2019, no dia do casamento do filho mais novo, o Tiago, mas já com o diagnóstico da doença, a mielodisplasia, quatro anos depois, iria estar na origem da sua morte. Deu-nos um extraoridnário exemplo de abnegação, resistência, vontade de viver, amizade e amor,


Foto (e legenda): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]






Porto > Praça do Marquès > Igreja Senhora da Conceição >
6 de abril de 1974 >Casamento da Nitas e do Gusto




Porto >12 de agosto de 1979 > O Gusto e a Nitas:
batizado do primeiro filho, o Luís Filipe...


Fotos do álbum da família (com a devida vénia)



1. A Quinta de Candoz e a nossa família ficaram mais pobres, a partir de anteontem, com a morte da "Nitas"... De seu nome completo de casada, Ana Ferreira Carneiro Pinto Soares (Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses, 15/1/1947 - Porto, 24/3/2023)

A engenheira  Ana Carneiro, carinhosamente conhecida por "Nitas", formou-se em 1973 (no antigo Instituto Industrial do Porto) e trabalhou desde então, e durante quase quatro décadas (até 2010), no ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto, no departamento de Engenharia Química, Laboratório de Tecnologia Química.

Era irmã dos outros 3 sócios da Quinta de Candoz, Rosa, Alice e Zé. A segunda mais nova dos filhos do José Carneiro e da Maria Ferreira, era ainda irmã do Tó e do Manel.

Fez parte, já reformada, de vários grupos musicais (coros e cavaquinhos). Outro dos seus hobbies era a jardinagem.

Era casada com o Augusto Pinto Soares, "Gusto", economista, e gestor, reformado (coeditor do nosso blogue e o homem dos 7 sete ofícios da Quinta de Candoz).

Deixa dois filhos, Tiago, médico, e Filipe, inspetor tributário. E ainda dois netos, que muito a ajudaram a viver e a ter esperança: a Carolina (filha da Susana e do Filipe) e o João (filho da Sofia e do Tiago). Morava na Madalena, Vila Nova de Gaia.

As cerimónias fúnebres realizaram-se em dois locais:

(i) igreja do Padrão da Légua, São Mamede de Infesta, Matosinhos, com velório a partir das 18h00 do dia 24 de março, sexta-feira, e missa de corpo presente às 10h00, no sábado, dia 25;

(ii) seguindo depois o féretro para a sua terra natal, que ela tanto amava; o corpo desceu à terra por volta das 15h00, no cemitério da freguesia de Paredes de Viadores, Marco de Canaveses.


 


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira > 7 de setembro de 2013 > Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se desde meados dos anos 80 do séc. XX. A última tinha sido em 2011.

Neste vídeo mostra-se a exibição de um grupo de mulheres da família que cantam lindamente os tradicionais cantaréus da região do Douro Litoral (que só podem ou devem ser cantados pelas mulheres, nas vindimas, e estão hoje praticamente extintos, o termo aliás nem sequer está, lamentavelmente, grafado no Dicionário Periberam da Língua Portuguesa): Nitas, Mi, São (mulher do nosso violinista Júlio Veira Marques)... e Dolores Carneiro... A Nitas está de óculos escuros e xaile tradicional, e irradia uma fantástica energia. Ela adorava cantar e aprendeu a tocar cavaquinho, já depois de reformada.


Vídeo (1' 59''). Alojado em You Tube / Luís Graça (2013) (*)



2. Oração fúnebre dita na missa de corpo presente, na igreja do Padrão da Légua, Matosinhos, dia 25 de março de 2023, cerca das 11h00 (**):


Querida Nitas:

Hoje há lágrimas e suspiros. Hoje é o dia mais triste das nossas vidas. Agora que partiste para a tua última viagem, aquela que não tem retorno, há um nó na garganta que nos sufoca e não nos deixa dizer tudo o que nos vai na alma.

Sabes, na hora da morte dos que nos são queridos, as palavras de pouco nos servem de consolo. Escrevi-te tantos sonetos, quadras e outros textos poéticos, ao longo da tua vida, por ocasião dos teus aniversários e em outros momentos felizes que passámos juntos no seio das nossas famílias… Mas ficou, afinal, tanto por te dizer e partilhar contigo!...

Contra toda a evidência médica, fomos resistindo à ideia de te perder e fomos sempre alimentando a luzinha que, embora muito trémula, ainda era visível ao fundo do túnel, há uns meses atrás. Mas tu sabias que a vida te estava a escapar… não obstante a dedicação e a competência dos “anjos”, que no Hospital de São João, cuidaram de ti, a começar pelo teu hematologista, dr. Ricardo Pinto.

Recordo o que me escreveste, há um ano, agradecendo as palavras que eu te mandei, em meu nome e da tua mana Alice, por ocasião dos teus 75 anos. “Querido Luís: Quando partirmos para o outro lado do rio de Caronte, como tu dizes, o que fica para a posteridade, é o que tu escreves agora para nós… Tantas e tão lindas recordações. De nós pouco fica… Obrigada mais uma vez, a todos, por todo o carinho que recebo.” (Fim de citação).

Não, Nitas, de ti fica muito. Antes de mais, fica, em nós, uma saudade imensa. De ti, fica o teu sorriso luminoso, a tua grande bondade, a contagiante alegria de viver, a tua beleza interior, a tua gentileza, a tua fotogenia, o carinho com que tratavas as tuas plantas e flores na Madalena e em Candoz, o prazer com que ias para o coro e o cavaquinho, o orgulho, a ternura e o amor que tinhas pelo teu marido, Gusto, e pelos teus filhos Luís Filipe e José Tiago, o desvelo e o carinho que manifestavas pelos teus netos, e as tuas noras e a tua grande família: manos, cunhados, sobrinhos, etc.

Fica o exemplo extraordinário de abnegação e de resistência que deste ao longo de quatro anos de luta contra uma doença crónica degenerativa, cruel, irreversível, incurável, injusta. Tu não merecias este desfecho.

E fica o teu Gusto, sempre discreto mas eficiente e presente, sempre a teu lado, nos piores e melhores momentos, o Gusto, o teu grande companheiro de jornada, de estrada, o grande amor da tua vida. Fica o seu exemplo, para todos nós, de um extraordinário cuidador. Sem um ai, sem um ui, escudando-se muitas vezes na sombra, fora das luzes da ribalta, sem procurar protagonismo. Porque ele sabia que tu farias exatamente o mesmo por ele. Essa, sim, é uma grande prova de amor.

Fica ainda o exemplo do resto da tua família, que esteve sempre a teu lado, que soube ser carinhosa, fraterna e solidária na grande provação que foi a tua doença. Sem esquecer os teus bons amigos e antigos colegas, do ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto e dos grupos do coro e do cavaquinho…

Na tua morte, querida Nitas, todos morremos um pouco contigo. Falo em meu nome, em nome dos meus e dos teus, e de todos os demais que muito te amaram e que te vão recordar pela vida fora. Prometemos nunca te esquecer enquanto ainda tivermos do lado de cá do rio. Também já temos a moeda para dar ao barqueiro Caronte que nos há de levar ao teu encontro, na outra margem. Até lá vamos falando contigo, mesmo por entre lágrimas e suspiros. 

Recusamos dizer-te adeus, até sempre. Apenas, adeus, até um dia destes, querida Nitas!

Luís Graça

07 janeiro 2020

Balada do aprendiz de marinheiro... (Para o Luís Filipe, que hoje faz entas + 1)

Balada do aprendiz de marinheiro 


Aonde é que tu, meu cadete, andarias,
a esta hora, se na Escola tens ficado ?! 
No navio-escola Sagres embarcarias, 
e p’lo mundo muito terias viajado. 

Em boa hora não quiseste ser marinheiro… 
Quem cuidaria do Gaudi e da Carolina ? 
Puseste os teus amores, e bem, em primeiro, 
usando a arte de navegar á bolina… 

Em bom porto tinhas à espera a Susana, 
mais do que sereia, a mulher da tua vida, 
mas não lhe chega só amor e uma cabana: 

“Quero um vivenda, toda Xis-Pê-Tê-Ó, 
juras, levas-as o vento, uma prenda me é devida, 
e contigo e a Carolina, nunca est’rei só!” 


Para o Luís Filipe, em dia de anos 
(na era  dos entas + 1…) 

7 de janeiro de Vinte-Vinte! (feliz capicua…) 

Parabéns dos tios de Lisboa, 
que te deram guarida, 
nos teus heroicos tempos de aprendiz de marinheiro… 

Xi-corações também do João e da Joana.

26 outubro 2012

Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (11). Não há festa sem música (Parte IV): "Vem viver a vida, amor / Que o tempo que passou / Não volta, não"...O coro dos filhos, netos e sobrinhos


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 20 de outubro de 2012 > Festa das bodas de ouro da Rosa & do Quim (1962-2012) > Filhos, netos  e sobrinhos do casal entoam em coro uma paródia da conhecidíssima canção do José Cid (letra e música), "Vem viver a vida, amor / Que o tempo que passou / Não volta, não"...

Foi projetado também  um belíssimo filme feito pelo Miguel, relembrando estes cinquenta anos de amor de um casal que deu ao mundo quatro filhos (Zeza, Natália, Cristina e Miguel)...

Vídeo (2' 48''):

01 março 2010

Gusto, 63 anos... é meia vida! Parabéns... Não estamos velhos, os nossos filhos é que cresceram!


Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 >  Vê lá se conheces este par tão fotogénico ?.. Junto à fonte da aldeia onde há inúmeras quadras populares em azulejo... "Água e mulher só boa se quer": diz ele para ela...  (Ele, sempre arisco, fugindo aos paparizzi; ela, sempre receptiva à pst! pst! do fotógrafo de serviço)

Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 >  Nada como o verão, e as férias, para se dar atenção às pequenas/grandes coisas da vida...  Em 1996, já tínhamos dobrado o Cabo do Meio Século...


Porto > 6 de Março de 1979 > Ainda usávamos cabelo comprido e aprendíamos o jeito de ser pais...Tu aqui (que trenura!)  com o pequeno Luís Filipe, o primogénito, nascido a 7 de Janeiro desse ano... Tinha aqui dois meses...

Candoz > Natal de 1984 >  Éramos vinte cinco anos (um quarto de século!) mais novos e até sabíamos tocar acordeão e contar histórias à canalha... Da esquerda para a direita: tu, qual mágico, com o teu acordeão encantatório, o João (com 11 meses), a Joana (6 anos), o Filipe (5 anos, o Pedro (7 anos) e o lourinho do teu Tiago (com 3 anos)... Na velha cozinha da velha casa em cima da qual haveríamos de construir o nosso actual casarão... Há quanto tempo!... Pois é, foi no século passado... Estávamos a um passo de entrar na Cê Éi É...

Candoz > Natal de 1984 >  Divertida, a canalha... Já não me lembro a modinha que tocavas, mas eram sons, alegres, do Norte... Sempre gostei de te ver e ouvir tocar o acordeão... (Sei que o tens agora  arrumado no sótão das velharias! Que pena....).


Óbidos > Agosto de 1985 > Fazíamos sempre férias em Agosto... Era quando a fábrica fechava... Para os putos era o melhor mês do ano... Fizemos umas belas férias juntos,  estes anos todos, em que os putos ainda andavam às nossas cavalitas... E até levámos as sobrinhas que nos calharam na rifa: neste caso, a Susana, que é hoje uma senhora enfermeira e mãe de três robustos rapazes...




Candoz > Páscoa 1992 > Já não nos sentamos nesta pedra nem à sombra desta latada... E temos saudade de quem partiu, o patriarca José Carneiro (à esquerda) e a nossa querida sogra, Maria Ferreira, sem esquecer a tua querida mãe... A meio,  o meu velhote, que dificilmente voltará a Candoz (prestes a fazer 90 anos, em Agosto)... E o teu puto, o Tiago, sempre curioso, partilhando a leitura do Record e discutindo coisas da bola... Era a época, segundo creio, em que ele tinha como ídolo o Vitor Baía... (Espero que ele nos "veja", lá do outro lado do mundo, na Nova Zelândia, onde está de férias...).



Lourinhã > Praia de Valmitão > Agosto de 1985 >  Uma foto rara... Dificilmente te apanharia, na praia, em calções, alguns anos mais tarde... O que faz ser pai de putos pequenos!



Não, não foi no México!... Foi na Madeira, em Agosto (claro) de 1990!



Alugámos um carrão e percorremos a ilha de lés a lés, quatro adultos, quatro putos... Ainda a Madeira não era um queijo suíço... Não reconheceria a tua mulher se não estivesse ao lado da irmã, que é a minha cara metade... Que elegante que estava a Nitas nessa época!... Afinal, tínhamos todos 43 anos, tu, ela e eu, que a Alice leva um ano e meio de avanço... (Em férias, a Alice  insistia sempre em dar-te a "regueifa", ou seja, o volante do carro, coisa a que nunca te fazias rogado... Eu, pela minha parte, gostava de andar à boleia...).




Uma cena campestre, algures em Espanha, ou melhor na vizinha Galiza (aonde íamos com alguma frequência, com passagem por Vigo, para o marisco...)... Agosto de 1992... Depois do piquenique, a siesta... Nas gargantas do Sil, afluente do Rio Minho, perto de Orense (a legenda na foto é tua)... Na ponta do lado direito, o Pedrocas...





Bragança > Parque Natural de Montesinho > Montesinho > Casa-abrigo >  Agosto de 1992 > As férias foram sempre, para todos nós, incluindo os putos, uma janela para o mundo, para descobrir coisas novas, outras gentes, outras culturas, outros cheiros, outros sabores, outras cores, outras texturas, outro imaginário... (Lembras-te ? Chegámos à noite e fomos comprar pão quente e alheiras da terra... No dia seguinte, estavas para morrer, quando o estômago às voltas!... Ou era a maldita úlcera, de que finalmente conseguiste livrar-te há poucos anos atrás,  ao fim de que quarenta e tal anos de sofrimento e estoicismo, como eu nunca vi  em ninguém!)...





Espanha > La Coruña > Agosto de 1992 > Que bem comportadinhos que eles eram...



Bragança > Rio de Onor > Agosto de 1992 > Casas da aldeia, comunitária,  que nasceu dos constrangimentos da economia agro-pastoril de montanha, e que foi objecto de estudo de antropólogos como o Jorge Dias  ou o Joaquim Pais de Brito (meu prof e amigo)... Na foto, o Pedro, a Joana e o Filipe. O boi do povo, com a sua tonelada de carne e músculos, foi a vedeta, para os putos, pré-adolescentes...




A verdade é que eles (e ela...) cresceram, cresceram, sem a gente quase se dar conta...


Nessa época, só queriam hotéis com piscinas...




Candoz > Vindimas 1996 > E em Setembro, voltávamos ao trabalho...Na Quinta, eram as vindimas... Estas eram (e são) a minha mãe, Maria da Graça,  mais as assalariadas Alice e Zezinha.

Candoz > Vindimas 1996 > Este era (e é) o nosso querido Quim, quando jovem...

Candoz > Vindimas 1996 > Este era (e és) tu... Com mais cabelo...




Candoz > Vindimas 1996 >  Foto de família... Em Setembro, vinham as canseiras e as alegrias da vindima... Era a festa, o centro do equinócio de verão... Em 1996 éramos uns tantos, faltavam muitos mais... Em primeiro plano, o Manel, de cócoras; na segunda fila, da esquerda para a direita, os meus pais, a Mi, a Zeza, a Nitas, a Joana, o João, o Zé; na terceira fila, o Joaquim, o Miguel (marido da Cristina), o Miguel, a Alice, o teu pai, tu e o Zé do Chelo...


E voltamos ao princípio da história... Encontrámo-nos porque casámos com duas manas de Candoz, tu, nortenho, com a Nitas, que te deu dois belos rapazes, que são o teu orgulho de pai, o Filipe e o Tiago; eu, sulista,  com a Alice, que me deu uma Joana e um João... Falta aqui a nossa sócia e cunhada, Rosa, e o nosso outro sócio e também querido cunhado, Zé... Na foto, está cá o filho, Pedro, o Pedrocas, que sempre tratámos como nosso menino também... E está cá a nossa querida Carmen, mãe do Pedro, que partiu bem cedo, injustamente cedo,  desta vida, em 1992... Claro que falta cá muito mais gente (não vou enumerar a família toda, que é extensa, mas que, por certo,  estará hoje na tua festa, em espírito ou fisicamente, a começar pelo teu irmão Zé e a Berta, a quem envio um abraço, daqui, de Lisboa). 

A Carmen é a  primeira, do lado esquerdo, vestida de vermelho, sempre bem  produzida (como se diz aí no Norte)... A foto já não sei quando nem onde foi tirada... Tem seguramente muitos muitos anos, foi no século passado, quando ainda éramos todos muito jovens... Talvez em 1988...O sítio ? O Museu de Serralves,  um magnífico espaço que o Porto tem e os mouros de Lisboa invejam... (ou diria, admiram).

Espero que tenhas gostado desta pequena viagem de regresso a um passado, afinal recente, de que pessoalmente guardo as melhores recordações. Devo dizer-te que é um privilégio ser teu amigo e cunhado. Teu e da Nitas. Tu és o mais novito de nós,  os três, que nascemos em 1947, mas a partir de hoje estamos quites. Comemorámos juntos os 50 anos, lembras-te ? No Tromba Rija... Também no século passado... Espero poder bisar essa efeméride,  contigo, a Nitas, e a Alice, os nossos putos, netos e bisnetos. E os amigos, claro!

Que tenhas um grande dia, e sobretudo muita saúde para a segunda parte do filme de que és o actor e o herói, o filme da tua vida!  Um grande abraço. Luís

PS - Aproveitando a boleia, a Alice, a Joana e João mandam-te também muitos chicorações. 

Fotos: © Luís Graça (2010). Direitos reservados

07 janeiro 2009

Adivinhem, quem faz anos hoje ?... O trintão do Lucky Luke

Porto > R Joaquim Pires de Lima > c. 1981 > O nosso Luís Filipe (para os amigos, o Lucky Luke da banda desenhada), sentado à esquerda da prima de Lisboa, a Joana. (LG)

Texto e foto: © Luís Graça (2009). Direitos reservados.

Parabéns, grande morcão,
P’la Susana agarrado,
A partir d’ hoje trintão,
Felizardo e… já casado.

Já casado, sem papel,
Mas com toda a garantia,
Vive num favo de mel,
E amanhã em moradia.

Lucky Luke, meu herói,
Diz a Polly, com verdade,
Se alguma coisa te dói,
Não é por culpa da idade.

Não tendo nascido loiro,
Quem te vê e quem te viu,
Diz que és menino de oiro,
E que a sorte a ti sorriu.

Teu farol, tua estrelinha,
Brilhará p’la vida fora,
Seu nome é Suzaninha,
E contigo hoje mora.

Singela é a homenagem
Que a gente daqui te faz,
Se a vida é uma viagem,
Nunca olhes para trás!



Dos tios Luís e Alice
e dos primos Joana e João,
de Lisboa,
com muitos chicorações
para o Lucky Luke & para a Polly,
o par-modelo do ano de 2009.

04 maio 2008

Ao Luís Filipe, o novo doutor da família

Porto > Hotel Ipanema > 4 de Maio de 2008 > A Zezinha lendo os versos dedicados ao Luis Filipe que lhe foram enviados pelos tios e primos de Lisboa:Luis, Alice, Joana e João.



Porto > Hotel Ipanema > 4 de Maio de 2008 > A Zezinha a entregar (após a sua leitura) ao Luis Filipe, as folhas com os versos enviados pelos tios e primos de Lisboa, com a assistência a aplaudir.


Adeus, vida de estudante,
Que eu agora sou doutor,
Já não sou mais um tunante,
Nem aturo mais professor.

Quis ser um contabilista,
Mas encalhei no POC,
Cheguei a ser finalista,
Fui tramado por um escroque.

As saudades do ISCAP
Vão todinhas para a Tuna,
Minha amante, meu escape,
Minha ‘stôra, minha aluna.


Porto > 9 de Maio de 2007 > XX F.I.T.A > A Tuna do ISCAP a actuar com o Luis Filipe a tocar viola e a cantar.


Com muito engenho e arte,
… E um grãozinho na asa,
Levámos a toda a parte
O melhor da nossa casa.

Cerveja a rodo nos bares,
Muita música e poesia,
Muitas danças e cantares,
Era a Tuna da alegria.


27 de Abril de 2000 > Digressão da Tuna do ISCAP aos Estados Unidos. 1ª Página do Jornal "The Herald News" aquando da actuação da Tuna no Dia de Portugal no Colégio da Comunidade Portuguesa de Bristol. Tradução da Legenda das Imagens: "José Miguel Loucano Teixeira, acima, dança à frente da Tuna durante a celebração do Dia de Portugal no Colégio da Comunidade Portuguesa em Bristol. Abaixo, Luis Carneiro Pinto Soares conversa com a audiência durante as festividades."

Da China, Austrália, Brasil,
Guardo as melhores memórias,
Era ainda um juvenil,
Quando for sénior conto as estórias.

Foi na Marinha de Guerra
E talvez por ser fedelho,
Que fiquei de vez em terra,
Pr'a tristeza do meu velho

Andei na Escola Naval,
Não gostei, achei ridículo,
Não me fez bem nem fez mal,
Mas não pus no meu currículo.

Sou do Porto, sou morcão,
Bom filho, e bom rapaz,
Sou Luís, o Filipão,
O ISCAP ficou p’ra trás.

Gestão empresarial
Agora é o que está a dar,
Com o mercado global,
Vou ter sorte… ou ter azar.

Pessoa é o bom patrono
Desta universidade,
Do canudo já sou dono,
Vou ficar nesta cidade.

A família vou juntar,
Grande festa, coisa boa,
Há uma ausência a lamentar,
A da malta de Lisboa.

Mandaram-me estes versinhos,
Os meus tios e os meus primos,
Sempre muito queridinhos,
Estragam-me com os seus mimos.

A maior satisfação
É ter cá o mano Tiago,
P’ra mim, é uma lição,
E um amigo do carago!

Só me faltava a casinha
Para juntar os trapinhos
E co'a minha Susaninha
... Ter um bando de filhinhos!

Aos meus pais muito agradeço
O que fizeram por mim,
E aos meus amigo só peço:
Sede as flores do meu jardim!


Com um grande xicoração dos tios e primos de Lisboa.

P’ra ti, Filipe, muito em especial, p’ra tua Susana, p’rós teus pais, o teu mano, demais família e amigos. Divirtam-se.

Filipe, que pena e que inveja não podermos estar aí hoje contigo!

Lisboa, 4 de Maio de 2008.


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Luisa, Madrinha de Curso do Luis Filipe, a preparar-se para a Imposição de Insígnias, com a Susana a assessorar.




Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Imposição de Insígnias.


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Madrinha (Luisa) dando as três pancadas da praxe (desejo de felicidade) após a Imposição de Insígnias .


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Susana dando as três pancadas da praxe.




Porto > Cortejo da Queima - Avenida dos Aliados > 7 de Maio de 2008 > O Luis Filipe cartolado recebe o abraço de parabéns da Mãe depois de levar as 3 pancadas da bengala na cartola.




Porto > Cortejo da Queima - Avenida dos Aliados > 7 de Maio de 2008 > O Luis Filipe cartolado com a Mãe, o Pai e o irmão Tiago que veio da Madeira em tempo de assistir à Queima do irmão.





Video de uma parte da actuação da Tuna do ISCAP durante o XXI FITA realizado no Coliseu do Porto em 7 de Maio de 2008 e integrado no Programa da Queima das Fitas de 2008. Nesta actuação, o Luis Filipe (cartolado) terá provavelmente tido a sua última participação enquanto Tuno na Tuna do ISCAP.

Fotos, vídeo: Augusto Soares (2008). Direitos reservados.

15 janeiro 2008

Adivinhem quem faz anos hoje ?... Parabéns à nossa... NITAS!!!

Ilustração: © Joana Graça (2008). Todos os direitos reservados.

Foto (pormenor): autor desconhecido. A Senhora Engenheira quando jovem...

Foto da foto: Luís Graça (2007)

Quem reconhece a nossa mana ? Quem se lembra desta carinha larocas ?... Já lá vão uns aninhos... Mas a gente lá foi ao velho baú da família e desencantou-te, Nita...

Para quem chega aqui ao blogue e não te conhece, ficam desde já saber que tu és a última das raparigas, a seguir à Rosa e à Alice, e o penúltimo dos filhos do casal José Carneiro & Maria Ferreira... O mais novinho é o Zé. Outros rapazes são o António e o Manuel...

Vem tudo isto a propósito do 15 de Janeiro de 1947, ano em que a família Carneiro de Candoz ficou mais rica, com este pimpolho que se vê na fotografia... Perdeu-se na memória dos tempos o autor da chapa, mas ficou para a posteridade a fotogenia da criancinha... Já nessa altura ela gostava de aparecer na fotografia!...

Hoje, mãe de dois rapazes (e o mais novo, o Tiago, puxa ao fenótipo da menina sua mãe, loirinho também quando era menino e moço), continua a ser a Nita de sempre, de que todos gostamos muito...

Para os filhos, é aquela mãe. Para o marido, é aquela esposa. Para os sobrinhos, é aquela tia! Para os irmãos, é aquela mana. Para os cunhados, é aquela... mana. Para os colegas de trabalho, é simplesmente a Ana. Para os alunos, é a Senhora Engenheira. Para os Prof. do ISEP, a Engenheira Ana... Para os amigos, é aquela amiga, sempre prestável e atenciosa... Todos, sem excepção, reconhecem a sua enorme entrega às coisas em que se mete e a sua grande capacidade de trabalho...

Foi por isso que a Joana a retratou, no desenho acima, a abraçar a lua, com os pés bem asssentes na terra... Daqui de Lisboa, é assim que a gente a vê. Com pena, naturalmente, de não estar com ela, aí no Porto, para poder cantar-lhe os parabéns. Resta-nos saber que, além de hoje ser o seu dia, ela teve como prenda muito especial o seu Tiago, o nosso Dr. Tiago, que acaba de regressar de um périplo de quase três semanas pela Europa, antes de partir dentro de dias para a Madeira onde vai dar início ao seu internato médico de especialidade...

De forma que a família Soares está hoje reunida, num restaurante do Porto e o que é importante é sabermos que eles estão bem - o Gusto, o Luís Filipe, o Tiago e a aniversariante -, que eles estão felizes, que eles são um família unida, que eles são uma família portuguesa do Porto... E, enfim, que todos nós temos muito orgulho neles e que é, para nós, um privilégio e uma honra a sua amizade... Parabéns, Nita, que vivas muitos anos e que, no mínimo, daqui a trinta e nove anos, ainda tenhas força para soprar as 100 velas!

Os meios mouros, meios morcões, Alice, Luís, Joana, João.

PS - Aqui vai também uma gracinha do João que não escreve nem pinta mas toca... Vídeo: "Do João para a tia Nita" (Candoz, 8 de Dezembro de 2007). Vídeo: 1m e 17 ss.