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08 setembro 2025

Aos 77 anos do Zé: "Erguemos a taça à tua, / Que a saúde está primeiro, / Sete sete é capicua, / Viva o nosso Zé Carneiro!" (AQlice e Luís)


Marco de Canveses > Candoz > s/d > José Ferreira Carneiro, nascido em 8 de setembro de 1948, dia da festa de Nossa Senhora do Castelinho,  na quinta de Candoz, Peredes de Viadores, Marco de Canaveses. Entre Douro e Minho, Portugal. Produtor-engarrafador de vinho verde.  



Lourinhã > Praia da Areia Branca > 18 de agosto de 2025 > O Zé na festa de aniversário da mana Chita (que fez 80). São agora os manos mais novos da família Ferreira Carneiro,

Fotos (e legendas): © Luís Graça 2025). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


É o nosso mano querido, José Ferreira Carneiro, o nosso Zé, 
faz anos hoje, 8 de setembro,
 77 anos, uma capicua. 

Nasceu em 1948, na festa da Senhora do Castelinho.
Tem um filho, Pedro, e um neto, Diogo.  
A primeira esposa morreu, cedo, 
Carmen, mãe do Pedro. 

Voltou a casar, agora com a Teresa.
Vive com ela (e a sogra, a Dona Olinda) em Matosinhos.
São Mamede de Infesta, Padrão da Légua.

Trabalhou nos seguros. 
Está agora reformado. 
Também foi técnico de gás, como trabalhador independente. 
É um jeitosinho, um homem dos sete ofícios.
Ainda aprendeu, com o pai, a arte de ramadeiro.
Mas não ficou na terra, 
o apelo da cidade, a Invita, o Porto, era maior.
Lá podia estudar e fazer-se homem.
Hoje já tem Gmail, 
como qualquer português que se preze.
Mas não faz parte da Tabanca Grande,
até porque não esteve na Guiné.

Foi às sortes,  fez a tropa.
Foi parar ao Norte de Angola, em 1970/72, 
como 1º cabo de transmissões, 
numa companhia mista, de metropolitanos e angolanos. 

Não fala da guerra colonial. 
Não fala com emoção. 
Passou, passou, o tempo da tropa e da guerra.

Gostou de Camabatela e de Luanda. 
Andou na região do café, com a sua companhia 
a guardar as costas dos grandes fazendeiros do café. 

O que ele mais adora é vir trabalhar na Quinta de Candoz, 
onde nasceu.
Duas vezes por semana.
Trabalhar é limpar bordas,
é podar videiras,
é sulfatar,
é aparar carvalhos e castanheiros,
é sachar, é cavar, 
é tratar da horta, dos tomates aos pimentos,
é regar,
é rachar lenha,
é limpar as minas,
é manter o sistema de rega,
é fazer o vinho,
é cuidar das cubas de inox,
é engarrafar,
é pôr, com muito carinho, o rótulo "Nita" nas garrafas...
é tudo isto e maisd outras mil e um coisas,
que ele não é de capinar sentado.
E é legalmente o produtor-engarrafador do nosso vinho "Nita".


Adora os manos (Tó e Manel, mais velhos) 
e as manas, Rosa (a mais velha), Chita e Nita (que já faleceu). 
Ele é o mais novo de seis.  O caçula- 
É trabalhador, é leal, é alegre, é efusivo, é generoso. 
Tem às vezes azar com o "esqueleto". 
Já foi operado à coluna. 
Devia ter mais cuidado com os trabalhos pesados... 
Mas é um "mouro de trabalho". 
Não pode estar parado. 
Anda agora com um colete, porque partiu uma vértebra. 
Estar parado não é com ele. 
Está infeliz porque agora vão ser as vindimas, 
e o médico não o deixa fazer disparates. 
Os mais novos que trabalhem. 
Daqui as duas semanas estará pronto para outra. 

Fizemos  umas quadras, uns versinhos. 
De parabéns. 
Que ele bem precisa,  para levantar o ânimo. 
E bem merece. 
Afinal, ele é o melhor de todos nós.
 

Aqui vai, com todo o carinho, umas quadras para o nosso Zé,
que tem direito a festa, alegria, rancho melhorado
... e ânimo no dia dos seus 77 anos 
(para mais uma capicua!):


José Ferreira Carneiro,
setenta e sete a contar,
és mano, és companheiro,
sempre pronto a ajudar.

Na guerra foste valente,
calhou-te Camabatela,
nunca estiveste doente,
nem lá partiste a costela.

Homem bom, leal e forte,
não querias ser lavrador,
não te podes queixar da sorte,
tens família, tens amor.

Rebento da melhor casta,
Dos Ferreira e Carneiro,
Um dia passas a pasta
Ao teu Pedro, engenheiro.
 
Agora estás no estaleiro,
com o colete a apertar,
logo voltas ao terreiro,
ainda há muito p'ra vindimar.

Responde, contente, o Zé
com o seu jeito brincalháo:
“Hei de morrer de  pé,
Sou um mouro dum cabrão!"

Mouro só a trabalhar,
Que no resto é azul e branco,
Passa o tempo a chorar
Por andar agora manco.

"Com a vindima mesmo à porta,
E eu não me posso agachar,
Com esta coluna torta,
Nada faço, nem cantar."

Ao médico, obedece
Não nasceste p´ra morrer,
Nada de freima ou stresse,
Quem trabalha é p'ra viver.

Esta idade ninguém ta dá,
Nem com brancas no cabelo,
Sê feliz agora e já,
Sê Carneiro, e não... Camelo!

Erguemos a taça à tua,
Que a saúde está primeiro,
Sete sete é capicua,
Viva o nosso Zé Carneiro!
 
 
Brinde:

Setenta e sete anos,
 uma vida cheia de trabalho, de generosidade e de amor.
De amor  à  sua família, 
e à nossa família alargada, de Candoz.

É o mais novo dos nossos manos,
mas sempre foi um exemplo de força, de alegria e de companheirismo.

Mesmo quando a saúde lhe prega partidas, 
nunca perde o sorriso  nem a vontade de ajudar.
Por isso, ao Zé e aos manos, 
mas também  ao Pedro, ao Diogo, à Teresa, à Dona Olinda, 
e a todos nós, aqui presentes,   levantemos  o copo!...

Ao nosso Zém afinal, não falta nada:
tem anos, tem família, tem alegria… 
só às vezes lhe falta juízo, 
porque o médico mandou-o descansar, por quatro semanas,
e ele já quer é ir para vindimas!

Brindemos a ele, 
que descanse muito por agora, 
que recupere a saúde, 
que beba um copo do nosso vinho
 e que dure... pelo menos até aos aos cem!

 Viva o nosso Zé!

Candoz e Matosinhos, 8 de setembro de 2025, Alice e Luís
 
 

06 setembro 2025

Não foi uma festinha... foi uma festona, a das minhas oitenta primaveras!.. Obrigada, a todos! (Alice Carneiro, "Chita")




Aqui é Portugal...Aqui estão as minhas raízes... Ao fundo o rio Douro, a albufeira da barragem do Carrapatelo, Porto Antigo, a serra de Montemuro, já no distrito de Viseu...


Vim de Lisboa... Almocei na Costa Nova...Às 16:15 estava a chegar a Candoz...



Surporedsa ! (...Fotograna de vídeo)



A Mi, a nossa grande cantadeira



Pedro (vioal) e Júlio (violino)


Aspeto parcial dos participantes (que foram mais de 4 dezenas) (1)


Aspeto parcial dos participantes (que foram mais de 4 dezenas) (2)


Mimaram com flores, doces, petiscos, música, amor, alegria...


A Chita a dsicursar, Tiago (viola), João (violinmo), Catarina e Zé


João (violino) e Sofia (e Joquinhas)


A Chita e a Ana

Chita e a afilhada Susans



A avó e a neta


Alice, a Elisa Fernandes e a filha Maria...



As primas Romicas, Paula e Ana


Os primpos Joana, Tiago e João


Quinta de Candoz, 30 de agosto de 2025 >  A festa-surpresa dos 80 anos da "Ti" Alice


Fotos (e legendas): © Luís Graça 2025). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem da Alice, com data de 6 de setembro de 2015


 Queridos filhos, irmãos, sobrinhos, amigos, todos vós,  meus amores!


Seria hipócrita se vos não dissesse que a festinha que me preparam de surpresa em Candoz, à minha chegada, por volta das 16h30 do dia 30 de agosto passado, foi uma das maiores alegrias que recebi este ano. Talvez a maior, depois do nascimento da minha segunda netinha, a Rosa, em 23 de janeiro último. 

Por quatro ordens de razões: 

 (i) foi em diferido (12 dias depois do meu aniversário), mas fui apanhada de surpresa (e eu adoro este tipo de surpresas); 

(ii) foi na casa onde eu nasci, o cordão umbilical que me liga à terra, aos meus antepassados, às minhas melhores memórias da infância e da adolescência;

 (iii) foi planeada pelo João, Joana e Catarina, e teve imensas cumplicidades (desde os meus amigos Laura e Jaime até às minhas sobrinhas que sempre foram umas queridas para mim); 

e,por fim, (iv) estiveram comigo e convosco os meus filhos, as minhas netas, a Catarina...

E de facto, melhor equipa não podia haver. Uma verdadeira "orquestra sinfónica". A melhor equipa e a melhor companhia. Com exceção da minha Nita que  já se despediu da Terra da Alegria há mais de 2 anos (mas esteve a "ver-me e a abençoar-me", com o Gusto aqui ao meu lado) , bem como da Rosa, a mana mais velha (e o Quim) (por razões médicas),  tive a presença dos meus restantes manos, Tó (e Graça), Manel (e Mi), Zé (e Teresa)...Um privilégio, o de os ter ainda a ajudar-me a "apagar a vela".dos 80 anos.

Todos os demais presentes  encheram a casa de Candoz (que é de todos) e sobretudo o meu coração. Fora dos laços de sangue, deixem-me que faça aqui uma menção especial aos filhos da minha amiga Laura, o Tiago (que veio com a esposa) e a Elisa (com as filhas Francisca e Maria). Viu-os nascer e crescer... O Júlio, que já há muito é da família, encheu-nos o "adro"  com a alegria do seu violino (a par dos outros músicos e cantores, o João, o Tiago, o  Flávio, a Mi, o Zé Manel...). E o serviço de "catering" não podia ter sido mais profissional!... Toda a gente trouxe as suas iguarias e sobretudo muita, muita alegria!

 Tocaram-me todas as vossas manifestações de amor e carinho!.. E estou particularmente grata pelas palavras tocantes que me disseram em público (o meu Luís, o meu João, a minha Joana, as minhas sobrinhas Ana, Susana e Paula, a minha amiga Laura)...Tive direito a tudo: música, petiscos,doces, flores, alegria... e sobretudo muito amor e amizade!... Que podia eu querer mais, na minha festinha dos 80 (e depois da que tive, na Praia da Areia Branca, Lourinhã, no passado dia 18)?

Em boa verdade, foi uma fes...tona!  Eu já desconfiava de qualquer coisa... Só faltou "sequestrarem-me", quando manifestei a minha intenção de chegar na véspera, sexta feira, dia 29, estragando assim a festa de surpresa que me estavam a preparar.

Tudo acaba bem quando acaba em bem. E eu, agora com as baterias carregadas com tantas provas de ternura, meiguice, amizade, amor..., só quero poder continuar a caminhar ao vosso lado, enquanto tiver pedalada para vos acompanhar.

Como diz o meu Nhicas, a amizade e o amor são, como a saúde e a liberdade, um valor sem preço... mas tem custos. Um deles é o da reciprocidade:  o amor, com amor se paga... Fico-vos (e)ternamente grata. Alice

Vd. aqui dois  vídeo c. de 2 minutos cada, disponíveis no You Tube, na conta do Luís Graça.



 


21 janeiro 2025

Ao João Graça, que hoje faz anos e não precisa que a gente lhe diga que o ama muito





Guiné-Bissau > Região de Tombali > Parque Nacional do Cantanhez > Iemberém > Dezembro de 2009 > O Dr. João Graça, médico e músico,  ofereceu cinco dias (de 6 a 10 de Dezembro de 2009) das suas férias de quinze dias (de 5 a 19 do corrente), para trabalhar como médico no Centro de Saúde Materno-Infantil de Iemberém. Para além de Bissau e do Cantanhez, esteve também nos Bijagós, na zona leste (Bambadinca, Tabató, Bafatá, Contuboel e Gabu) e na região do Cacheu (São Domingos)

Aceitou, no regresso,  integrar a nossa Tabanca Grande e a publicar alguns apontamentos e fotos do seu diário de viagem.

Espantosa, a primeira foto de cima, em que o menino de Iemberém, a aprender a gramática da vida,  como que nos interpela, a todos, não só os pais-fundadores e os homens grandes da Guiné-Bissau mas também todos nós, portugueses, europeus e cidadãos do mundo... "Que lugar há para mim neste mundo que devia ser meu e teu, o nosso mundo, o único lugar que temos para nascer, crescer, viver e morrer com saúde, em liberdade, com dignidade, em paz ?"

Fotos (e legenda): © João Graça (2009). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar; Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


A gramática da vida

Ao João, que  hoje faz anos

Contra o ponto (.) a vírgula (,)
Contra o ponto de exclamação (!) as reticências (…)
CONTRA OS TíTULOS DE CAIXA ALTA,
o ponto de interrogação (?).
Ou então abram alas, malta,
parênteses, curvos ( ) ou rectos [ ],
e parem só aos sinais de proibição.

... Por precaução.


E ao Não!, digam Não!, ponto de exclamação (!).
E aqui carreguem nos sinais de interjeição:
Ai! ei! ii! oi! ui!...

... Que, com a vida sem pica, a gente fica
sem palavras nem (lo)comoção!



Ao sinal verde, toca a arrancar e a marchar
contra os OOO da arrogância,
os UUU da flatulência,
os III da intolerância,
os EEE da estupidez,
os AAA da bravata e os RRR do arroto,
mais os ÇÇÇ do caraças da doença,
e, pior, os acen(t)os da demência.


Cuidado, ao final das escadas,
â direita,
o cano de esgoto,
não escorregar em contramão.

... Não há receita contra as gralhas e as calinadas,
e os atropelos à decência.



War is over, baby,
bela bajuda de mama firme,
tira fora o chapéu de abas largas
e atira flores aos que morreram,
em terra, no ar e no mar,
pelas causas que não têm deferimento.

... Não os deixes inumar
na vala comum do esquecimento!



Cuidado, camarada,músico do mundo,
trânsfuga, refractário, desertor,
prisioneiro, inimigo, comissário,
capelão, comandante, detrator,
miliciano, agente duplo, lavadeira,
escriturário, artilheiro, piloto,
grumete, xico, cadete, capitão,
crente ou ateu, tanto faz,
e olha o robô,
que, no fim da picada, podes ser cuspido, zás!,
pela força centrífuga do silvo da cobra cuspideira
que se mordeu a si própria.

... Mas, a sério, ninguém se magoou ?


Quanto ao macaréu, já não é o que era,
garantiram-te no Xime...
Deixaram assorear o Geba Estreito,
que crime!,
os administradores das águas fluviais
braços de mar, tarrafes e canais de irrigação
da liberdade criativa.

... Dizer que o trabalho é bom p'ró preto
já não é politicamente correcto. Corta.


Mas que importa,
se já nem vocês se afoitam, pessoal,
de peito feito, aberto,
contra os jagudis imperiais do Corubal
que comeram as últimas letras do alfabeto.

... Morreram todos, os cabras-machos!


Para que serve afinal a liberdade sem a poesia nem a "bianda" ?
Há que pôr os pontos nos ii,
no semáforo intermitente,
engraxar as botas,
brunir os colarinhos,
escovar o camuflado,
serrar fileiras e os dentes,
pensar na puta da vida,
e no povo, agora, murcho, calado e tolo,
e abrir aspas entre as falas em crioulo.

... Enquanto o corpo está quente e o sangue sai às golfadas.


Até o barqueiro, coitado, perdeu o k da kanoa,
varada no tarrafo do Mato Cao.
Sem o til.

... Levaram-no, ao pobre do til, para o canil de Lisboa.


Há agora um fantasma de um quarteleiro
à procura das estrias, frias, do morteiro...
Triste samurai, aquele, que não encontra o fio nu da espada,
E em vão procura o historiador o rumo da história.

... E, ai! do pobre (a)tirador,
aquele que se mata a (a)tirar
o acento circunflexo da bala na câmara.


Encontraste um 'djubi', numa escola do mato,
exercitando o seu estilo caligráfico,
em caderno de duas linhas,
de acordo com a norma do acordo pouco ortográfico.

... Oxalá, Insh'Allah, Enxalé!



Resta o humorista, o velhaco,
que é sempre o último a perder
os quatros humores,
já no fundo da pista onde acabam todas as peugadas:
sangue, pouco e fraco, diz o o doutor,
fleuma, de mal a piores,
bílis amarela, quanto baste,
e bílis negra, às carradas.

... Que o último a morrer,
nem sempre é o que morre melhor.


Que o que faz bem ao braço, faz mal ao baço
e já não há coração que aguente
a pressão hiperbárica do pulmão.
O fígado, esse, mesmo de aço e de inox,
é um passador crivado....

... De balas sem ética nem estética, diz o raio X.

Não sabes o que é que faz mais urticária,
ao tabanqueiro viril, que não arreda pé,
se a inveja do pobre em hidratos de carbono
ou a pesporrência do rico em sais minerais.
Resta a cruz de guerra
da guerra de mil e troca o passo, na Guiné,
e os seus heróis.

... Todos diferentes, todos iguais.

Quanto à vida, baby,
no fundo, é tudo tretas:
sangue, suor e lágrimas...
é quando se tem 20 anos,
força nas canetas,
e muito esperma para dar e vencer.
Agora já se não usam palavras com trema.

... Nem tu sabes o que fazer com este poema.


De qualquer modo,
quando a gente morrer,
que não seja por falta de imaginação,
ou de habit(u)ação,
ou de fim do prazo de validade,
que seja ao menos numa cama fofa,
de consoantes e vogais.
Sem travessão. E com piedade.

...E mais:
dispensemos a notícia nos jornais.


Luís Graça
© 2008 | Revisto em 21/1/2025

Publicado originalmente aqui, no Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné
 

01 março 2024

Parabéns, Gusto,. pelos teus 77

 Sete sete, capicua,

Das sete que já viveste,

Uma medalha bem tua,

Que tu bem a mereceste.


Para trás fica a estrada,

Bela mas dura da vida,

E a  saudade magoada

Da tua Nita querida.


Boa colheita, os três,

Tu o mais novo de nós,

Portuense, pooirtuguês.

Hás de ser conde ... de Candoz.


Com filhos maravilhosos,

Netos que são um encanto,

Mais amigos amorosos,

Chegarás aos cento.. e tanto,


1 de março de 2024

Do Luís, Alice e do resto da malta de Lisboa

26 julho 2022

Parabéns, Zezinha e Quin

 Até aos 100 é sempre, Zezinha!

 Parabéns, a dobrar, tu e o teu papá

Merecem tudo!

 

É uma adorada sobrinha,

A primeira de Candoz,

Faz hoje anos a Zezinha,

P’ra alegria de todos nós.

 

Sente-se toda babosa,

É uma festa a dobrar,

Há ainda o pai Barbosa

Que a vela vai apagar.

 

E já está na pré-reforma,

Que o coração é quem ordena,

No resto está em boa forma,

Diz que a vida vale a pena.

 

Para mais é  ‘ganda’ avó,

Do Manel, muito babada,

Não se queixa de estar só,

E continua casada.

 

Menina sexagenária,

Tem longa linha da vida,

Ainda a verá centenária,

A sua prole querida.

 

26 de julho de 2022.

Dos tios do sul, Luís & Alice,

e dos primos, Joana, João, Catarina & Clarinha.

 

18 agosto 2020

Parabéns, Chita, que continues a ser a minha Rainha para o resto da vida... Assina, o teu Príncipe Com Sorte

 


Alice Carneiro, em 2020, em plena pandemia de Covid-19...Faz hoje anos e diz... que mais vale ser a Rainha do Dia, e por um Dia, do que ... Duquesa Toda a Vida. Um"selfie" para a história...



No 75º aniversário da minha Chita / nossa Alicinha


D’zoito d’ agosto está no nosso coração,

Nasceu em quarenta e cinco uma Alicinha,

Não foi em berço de ouro de princesinha,

Mas em casa farta… de vinho e de pão.



Aventureira, veio cá para o sul,

Sendo ela do Norte, da Casa de Candoz,

E logo se afeiçoou a todos nós,

E ao seu príncipe, que não era de sangue azul.



Sua segunda terra fez da Lourinhã,

Adora aqui receber os filhos e a neta,

Sempre foi uma grande amiga e anfitriã.



Mesmo com três quartos de século em cima,

Ainda se acha uma boa atleta,

E está grata… p’lo nosso amor e estima.




Lourinhã, 18 de agosto de 2020

75º aniversário da minha / nossa Alicinha,

Rainha do Dia e por Um Dia

(… que mais vale sê-lo,

do que… Duquesa toda a vida!)



O seu Príncipe Com Sorte, Luís Graça,

(...que espera que Ela continua a ser a sua Rainha, para o resto da vida!)

01 março 2020

Parabéns, Gusto, da malta toda que te ama!


Lourinhã > Praia da Areia Branca > Restaurante Foz >
 1 de janeiro de 2020 > O Gusto  não gosta, isso sim, é de ser fotografado


Soneto de bom viver para o Gusto 
que é do signo do Peixe, 
nasceu há 73 anos, às quatro da tarde 
e, dizem (mas é mentira...), não gosta de fazer anos…


Gusto, é bom estar vivo entre os que nos amam,
E os setenta e três anos poder celebrar.
Mesmo com as mazelas todas que nos tramam,
Há ainda muita estrada para andar.

Primeiro foi o encanto, os teus amores,
A tua Nitas, companheira de uma vida,
Depois os filhos, o crescimento, as dores,
E agora tens uma neta, tão querida.

Mas tu páras, escutas e olhas p’ra trás:
“Que fiz eu de bom para a humanidade ?”,
Sim, foste um bom homem, pai, e melhor rapaz.

Tu que és pisciano, nascido às quatro da tarde,
Tens um horóscopo de alta qualidade,
E uma vela tipo Duracell…que arde e arde!



Parabéns da malta toda que te ama!
A vida é bela!

Porto, HF Ipanema Park, Bar Twin Trees, 1 de março de 2020

10 julho 2019

Parabéns, Tiago, pelo teu 37º aniversáriio: sê feliz, ama e sê amado, pelo menos até ao fim dos entas...



Para o nosso Tiago querido,
Agora bem casado e trintão!



Parabéns pelas tuas 37 primaveras!


Voltas ao Porto seguro,
Deixas na ilha o vulcão,
Pode ser um bocado duro,
Mas não se extingue a paixão.

Não se extingue a paixão,
Por estar longe a tua amada,
E agora que és trintão,
E a Sofia bem casada.

E a Sofia bem casada,
Longe da sua cidade,
Em Barcelona exilada,
A suspirar de saudade.

A suspirar de saudade,
Mas sempre ao alcance da vista,
É uma parede de tabique
A distância que dela dista.

A distância que dela dista,
Não é coisa de tormenta
De avião ou por autopista,
O coração bem aguenta.

O coração bem aguenta,
É jovem e muito forte,
P’lo menos até aos noventa,
Sê feliz e boa sorte.

Teus tios e amigos, Luís e Alice
(O João e a Joana também assinam por baixo)


Alfragide, 10 de julho de 2019

06 abril 2019

Parabéns, Gusto e Nitas"...45 anos de casados!... Que continuem a ser felizes!




Lisboa >  MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecologia >  17 de junho de 2018 > A Nita e o Gusto, frente ao Tejo, a ponte 25 de abril e o Cristo.Rei, em Almada, na margem esquerda


Lisboa > Estuário do rio Tejo > 17 de junho de 2018 > Uma fragata com o sugestivo nome "Sejas Feliz"... A Alice, eu, o Gusto e a Nitas tínhamos acabado de chegar de um cruzeiro pelo Mediterrâneo... Foto tirada do MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.



Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados


Soneto de parabéns, ao Gusto e à Nitas, pelos seus 45 anos de casados




Gusto, quarenta e cinco anos de casados

Até parecem pena de prisão pesada,

Junta-lhe agora mais nove de namorados,

E aí tens uma história bem contada.



“História bem contada e melhor vivida”

− Diz a Nitas, deste filme a atriz principal −

“E o segredo é, com conta, peso e medida,

Dosear o amor e nada de fazer mal”…



Ao outro, nosso companheiro, companheira:

Os que se amam também bulham mas nunca mentem,

Esta é a lição de uma vida inteira.



“Qu’ a prisão, mesmo dourada, é a rotina”

− Diz o Gusto, o outro ator 
−  “Experimentem!

O resto é só p’ra nós…, e aqui fecho a cortina!”




Parabéns aos nossos pombinhos, algures em Monção!

Muita saúde e longa vida, que vocês merecem tudo!

Lourinhã, 6 de abril de 2019

Luís e Alice

01 março 2019

Parabéns, Gusto, muita saúde e longa vida porque tu mereces tudo!


Veneza, 16 de junho de 2018, a bordo do MSC Poesia


Atenas, Acrópole, 13 de junho de 2018 > Gusto, Chita e Nitas


Atenas, Estádio Olímpico, 13 de junho de 2018 >  Nitas


Albânia, Saranda, 14 de junho de 2018 >  Gusto e Chita

Croácia, Dubrovnik > 15 de junho de 2018 >
O Gusto no camarote do MSC Poesia, visto do cais (1)


Croácia, Dubrovnik > 15 de junho de 2018 >
O Gusto no camarote do MSC Poesia, visto do cais (2)


Lisboa, MAAT, 17 de junho de 2018 > A Nita e o Gusto (1)


Lisboa, MAAT, 17 de junho de 2019 > A Nita e o Gusto (2)


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados



Parabéns, Gusto!


Gusto, querido amigo e cunhado,
Os setenta e dois já ninguém nos tira,
Nem as doces lembranças do passado,
Histórias com verdade e mentira.

Vamos vivendo um ano de cada vez,
Já com alguns remendos e mazelas,
E pró ano são setenta e três,
Esperemos lá chegar co’ as nossas donzelas.

E tu que és médico não diplomado,
Sabes bem que a saúde é gestão
Do que nos faz mal e logo é pecado.

Mas hoje a tua vida festejamos,
E é do mais fundo do coração,
Que o melhor da vida te desejamos.


Alfragide, 1 de março de 2019,

Luís, Alice, Joana, João

08 setembro 2018

Parabéns, Zé, pelo teu 70º aniversário!... E marcamos já encontro para o centenário, 3ª feira, dia 8 de setembro de... 2048|


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Quinta de Candoz > 30 de maio de 2018 > O Zé na apanha da cereja... 


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas:  O Zé, tira óculos, põe óculos... sempre na reinação!


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: da esquerda para a direita: o mano velho, o Tó, depois o Zé, e o primo Quim (Vieira Mendes)


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Sempre gaiteiro, o Zé, aqui a dansar com a sobrinha, Becas.



Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé com o nosso querido doutor...Jô.


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé não está aqui porque,por volta das 17h, teve de regressar... Tinha outra festa, a de um afilhado da dona Olinda...

Fotos (e legendas):  Luís Graça (2018).



Soneto de parabéns ao Zé Carneiro
que entra hoje
para o clube dos septuagenários




No dia da festa do Castelinho,
nascia o último rebento de Candoz,
será para sempre o nosso maninho
e o melhor amigo de todos nós.

Setenta anos depois, aqui estamos,
pai, filho, neto… e demais convidados,
esta efeméride celebramos,
com todos os irmãos e os cunhados.

Que não  falte o “salpicão” à Teresa,
e, p'ra ti,  saúde e longa vida.
Não pagando dívidas a tristeza,

proponho um brinde ao septuagenário,
e, sendo esta uma festa divertida,
dizemos adeus,  até... ao centenário! (*)



Quinta de Candoz, 8 de setembro de 2018,

Luís, Chita e demais presentes:

Pedro e Diogo, Teresa e Dona Olinda, Mi e Manel, Nitas e Gusto, Tó e Graça, Adriano.


(*) O centenário é a uma terça-feira, dia 8/9/2048. Marcamos encontro, aqui, em Candoz.

01 março 2018

Para o Gusto, no 71º aniversário natalício

Gusto, em dia de anos,
ao km 71 da tua “picada” da vida,
não queria deixar de estar ao pé de ti,
quanto mais não seja, simbolicamente.

A prenda que te quero dar,
já a conheces,
é uma palavra amiga,
é um abraço feito poema…

Lembrei-te logo de ti,
ao reler há tempos
o grande poeta transmontano Miguel Torga.

Vou dizer-te esse poema, “Bucólica”,
escrito em 1937, na casa do poeta, em São Martinho de Anta, Sabrosa,
mas que podia ter sido escrito hoje, em Candoz,
na “nossa quinta de Candoz”,
de cujas videiras tu tratas
com a mesma ternura da mãe
que faz a trança à filha…

É um dos meus poemas de antologia:
é difícil dizer em tão poucas e singelas palavras
o que é a vida e o seu maravilhamento…
Peguei num verso, emprestado,  e fiz um mote
para o soneto que acabei de compor esta manhã
e  que te dedico, em dia de aniversário:
é um soneto à vida
e ao amor dos que te querem bem.
A Nitas vai dizê-lo por mim,
estou certo que vai dizê-lo tão bem ou melhor do que eu.
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 S. Martinho de Anta, 30 de abril de 1937

Bucólica

A vida é feita de nadas:

De grandes serras paradas
À espera de movimento;

De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;

De sombra de uma figueira;

De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga
In: TORGA, M. – Antologia poética. Coimbra, ed. autor, 1981, p. 247.

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Soneto à vida

Sim, Gusto, a vida é feita de nadas,
mais…, de mil e um gestos repetidos,
de dias bons e noites mal passadas,
de sonhos quase sempre esquecidos.

Já diziam nossos antepassados
que a vida, curta, não chegava a netos,
nem mesmo a filhos com barba, coitados…
Duro era o pão e escassos os afetos.

Hoje, que vais no comboio dos entas,
sorris, para a vida, maravilhado:
mesmo na carruagem dos setentas,

e, com mazelas, viajas em primeira,
co´ as contas em dia, és avô babado!
Que nada te falte,  nem a vi…deira!…


Parabéns, um grande xicoração  do Luís, Alice, Joana e João,
a gente de Lisboa que te ama!
1  de março de 2018