por Luís Graça
15 janeiro 2017
Nitas: a minha autobiografia ao km 70 da autoestrada da vida
por Luís Graça
31 outubro 2012
Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (19): Não há festa sem música (Parte XI):... Nem sem cantigas como "A minha saia velhinha"...
"A minha saia velhinha" (tradicional)
Vídeo (4' 16'': Gusto/Luís Graça (2012). Alojado em You Tube > Nhabijoes [Clicar aqui para visualizar o vídeo)
Aqui vai a letra (original) de "A minha saia velhinha" (Popular, Minho)
.
A minha saia velhinha
Está toda rotinha
d'andar a bailar;agora tenh'uma nova,
feitinha na moda
p'ra eu estriar.
Minha mãe casai-me cedo,
enquanto sou rapariga:
que o milho ceifado tarde
não dá palha nem espiga!
O meu amor era torto
e eu mandei-o cavacar:
agora já tenho lenha
para fazer um jantar.
José Nuno Oliveira (recolhida em Marrancos, anos 70)
________________
20 outubro 2012
Vivó's Noivos: As bodas de ouro da Rosa & do Quim (1962-2012) (1): Aos (e)ternos namorados...
Aos (e)ternos namorados!
Cinquent’ anos de casados,
Leva já este lindo par,
Rosa e Quim, enamorados,
Que voltam hoje a casar.
Voltam hoje a casar,
Na sua terra natal,
São um caso exemplar
Neste nosso Portugal.
Neste nosso Portugal,
Neste berço da Nação,
Vai agora este feliz casal
Estar no altar em oração.
Estar no altar em oração,
E de novo a Deus rogar
Que abençoe a sua união,
Até a morte os levar,
Hão-de na terra viver,
Ora a rir, ora chorar,
E um poucochinho a sofrer.
Um poucochinho a sofrer,
É da condição terrena;
Mas, da vida, o que se quer ?
Que seja longa... e serena!
Que seja longa e serena
A estrada dos setenta,
E que valha mesmo a pena
O amor… aos noventa!
Os/as manos/as e cunhados/as de Candoz,
António & Graça,
Manel & Mi,
Alice & Luís,
Nitas & Gusto,
Zé & Teresa
20 de outubro de 2012
26 setembro 2011
In memoriam: Nosso pai, avô e bisavô José Carneiro (26-9-1911/1-7-1996)
Nosso querido Pai,
Temos tantas saudades de ti, querido pai!...
“É tão bom ser pequenino,
ter pai, ter mãe, ter avós,
ter esperança no destino,
e ter quem goste de nós”…
Cem anos depois, querido avô,
os teus netos e netas continuam a gostar de ti,
e a acreditar que tu, lá no alto,
deves ter uma pontinha de orgulho neles…
Continua a velar por nós e a proteger-nos,
como sempre o fizeste
aos teus filhos e filhas, nossos pais e mães.
Nosso querido, velhinho, bisavô José Carneiro:
Continua a velar por nós e a proteger-nos,
12 abril 2009
Páscoa 2009 (2): Aleluia, Aleluia, Cristo Ressuscitou!
Candoz > 12 de Abril de 2009 > A visita do compasso pascal... A casa estava cheia de familiares e amigos... Lá fora chovia... mas havia calor nos nossos corações...
Este ano tivemos mais gente de Lisboa: além da Alice, do Luís e da Joana, os seus amigos Arq José Paradela, Dra. Matilde e o seu filho Jorge... (Eles ficaram encantados com a hospitalidade, a espontaneidade e a alegria da nossa gente).
Vídeo e texto: © Luís Graça (2009). Direitos reservados
24 fevereiro 2009
A nossa grande família, agora mais rica, com o nascimento do Joãozinho, 3º filho da Susana e do Flávio
Daqui vão os nossos parabéns à família, à Susana, Flávio, Nuno e Rui, agora aumentada e melhorada com a entrada do Joãozinho... É uma equipa de respeito, quatro machos e uma... carneira. Que Deus os proteja! E que o leitinho nunca falte ao Joãozinho, para ele crescer e... a gente a ver.
Fotos: Luís Graça (2009)
14 fevereiro 2009
Quando on n' a que l'amour / Quando não há senão o amor
Fotos e texto: © Luís Graça (2009). Direitos reservados.
Para todo(a)s o(a)s namorados(a)s do mundo, em geral,
E o(a)s da grande família Carneiro, em particular.
E muito em especial,
Para a Chita(que tinha, há trinta e cinco anos,
Jacques Brel entre os seus músicos e poetas preferidos)
Quand on’a que l’amour
(por Luís Graça, inspirado em Jacques Brel *)
Quando não há senão o amor,
Para se dar, em partilha,
Dia a dia,
Milha a milha,
Nesta grande viagem
Que é a vida,
E cujo roteiro ninguém sabe de cor.
Quando não há senão o amor,
Eu e tu,
Meu porto,
Minha ilha,
Para que cada dia, cada hora,
Estoire como um foguete
Em feérica alegria selvagem.
Quando não há senão o amor,
A ternura,
A música,
A poesia,
Como único lembrete,
Como única riqueza,
Como única certeza,
Como única fonte certa de alegria,
Para se viver,
Aqui e agora.
Quando não há senão o amor,
Como frágil razão,
Como Nau Catrineta,
Como rota incerta,
Como fraco álibi,
Como irónica canção,
A opor ao absurdo da guerra e da morte.
Quando não há senão o amor,
E a compaixão,
Para vestir amanhã,
Contra o frio do vento norte,
Com mantos de ouro e fina lã
Os que nunca tiveram sorte.
Quando não há senão o amor,
E a amizade,
Para aquecer o coração
E cobrir de azul, sol e liberdade
Os muros sujos
E feios
Da cidade.
Quando não há senão o amor,
Para fazer calar os canhões,
E abafar os tambores
Dos que na guerra ganham milhões
E da morte são os senhores.
Quando não há senão
Os amantes,
Os amigos,
Os músicos,
Os poetas,
Para que a esperança tenha um hino
E venha contrariar o destino.
Quando não houver,
No mundo,
Outra força que não o amor,
Então poderemos morrer,
Em paz,
Com a sua doce lembrança;
Então da morte seremos
Os triunfadores,
E da vida
Os verdadeiros conquistadores.
Luís Graça
(*) Para ouvir a canção original, de 1956, na voz do poeta e músico Jacaques Brel (1929-1978), clicar aqui (letra e música).
Madalena, 24 de Dezembro de 2008 /Alfragide, 14 de Fevereiro de 2009
21 janeiro 2009
Adivinhem quem faz anos hoje ? O João, outro dos nossos médicos...

Caricatura de João, no livro do Curso de Medicina de 2002/2008, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM / UNL). (Cartoonista: Rui Duarte) (Com a devida vénia...).
O João faz hoje 25 anos... Filho da Maria Alice e do Luís Graça. Vive em Alfragide. Está a fazer o ano comum do internato médico no Hospital de São Francisco Xavier / Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE.
À minha mãe, ao meu pai, à minha mana, aos meus avós,
e aos meus amigos, mais que mil,
tantos que não cabem aqui todos,
mas que eu gostaria de rever
no dia em que faço um quarto de século!
Às vinte e três, trinta e três,
De mil nove e oitenta quatro,
Nascia eu, bela rês,
De normalíssimo parto.
Quatro quilos mal pesados,
Cinquenta e um de comprido,
Meia dúzia de criados,
E eis um rapaz bem parido.
Bem parido e melhor tratado
P’la mão de futura ministra;
P’ra me mostrar obrigado,
Fiz-lhe uma coisa sinistra.
Sinistra, é um exagero,
Com a bexiga apertadinha,
Logo disse: “Eu cá, não espero”,
Aí vai uma mijinha…
Coitada da minha mãe,
Ali deitada, indefesa,
Que foi vítima também
Desta minha safadeza.
Privado é o hospital,
Aquário meu signo é,
E meu país Portugal,
Só mais tarde CEE.
Não me faltou o carinho,
De amigos, mais de mil,
Nem o meu o pai, queridinho,
Tudo gente de Abril.
Em casa fui recebido
Como um peludo ursinho,
Mimado, mais que lambido,
P’rá Joana, era o fofinho.
Ao apelido Carneiro,
Não achei grande graça,
Na escolinha era o primeiro,
Mas, lá fora, de má raça.
Chamavam-me João Mé-mé,
Por troça ou brincadeira,
À dentada e a pontapé,
Geri o conflito à maneira.
Vesti o bibe da creche,
No INSA era um senhor,
Até mordi, ao que parece,
O neto do director!
Lembro a Helena Munhoz
Que foi minha educadora,
Mas um dia ela e nós,
Foi-se tudo dali embora.
No Bairro de São Miguel,
Estudei com a Rosa Ralo,
O primeiro dia foi fel,
Custou muito a amargá-lo.
Da escola C mais S
Tenho muita saudade,
Ou o Garret não fosse
O meu prof da liberdade.
Em Alfragide, onde moro,
Tenho amigos do coração,
Tenho a Rita, que namoro,
E mais alguns que aqui estão.
Dou um salto até ao Camões,
Já a tocar violino,
Lá fiz mais amigalhões,
E decidi meu destino.
O resto da minha história
Não vou pô-la na praça,
É futura memória
Do senhor doutor João… Graça.
Vai a última quadrinha,
A minha querida mãezinha,
A quem devo este Natal.
A ela faço homenagem,
Ao quilómetro vinte e cinco
Desta terrena viagem:
Às vezes choro, e outras… brinco.
Obrigado, Dona Alice,
Do coração, cá do fundo,
Acho que nunca te disse:
És a melhor... mãe do mundo!
(Versos de L.G., lidos na festa de anos do João,
Alfragide, 21 de Janeiro de 2009)
10 julho 2008
Parabéns, Tiago , o nosso menino de oiro, o nosso querido médico, que hoje faz 26 anos!
Este menino de ouro orgulha-nos a todos. Em jeito de homenagem, fui ao baú repescar estas velhas fotos... O teu tio, que te quer muito, deseja-te um belo dia, na companhia dos teus queridos pais, Gusto e Nitas, mais a tia Rosa e o tio Quim, que estão contigo este fim de semana. Bem gostaríamos, todos nós, de estar aí também na tua festa.
PARABÉNS!!! Os tios Luís e Alice, os primos Joana e João. Temos muitas saudades tuas.
Região Autónoma da Madeira - Jardim Botánico > 10 de Julho de 2008 - 18 anos depois das fotografias acima > O Tiago no dia do seu 26º Aniversário com a Mãe, a tia Rosa (Madrinha) e o tio Quim (Padrinho).Fotos: © Luís Graça (2008) e Augusto Pinto Soares (2008). Direitos reservados.
PS - Já agora visita o meu blogue e vê, em vídeo, a actuação do João e da banda dele no Cabaret Maxime, de Lisboa. Ele ficou todo babado, porque a casa estava a abarrotar... É um sítio mítico de Lisboa. Os Melech Mechaya lançaram oficialmente o seu EP (com cinco temas, dos quais três originais, sempre dentro da música instrumental klezmer)... Além dos/as muitos/as amigos/as e colegas (incluindo os/as da Faculdade de Ciências Médicas), ele (e o grupo) teve a presença especial da talentosa, belíssima, fabulosa actriz, em meteórica ascensão, Soraia Chaves, irmã de uma amiga dele... Os Melech Mechaya estão em forma e recomendam-se. No dia 18 de Julho irão actuar à LOurinhã e em em Agosto estarão nos Açores. Como deves imaginar, com tudo isto o médico sofre enquanto o violinista goza...
7 de Julho de 2008 > Guiné 63/74 - P3028: Eu, o Jorge Cabral, o António Graça de Abreu e... o Levezinho, no velho/novo Maxime, com os Melech Mechaya (Luís Graça)
11 março 2008
O meu Muito Obrigado à equipa que me operou ao coração no dia16/2/2008
Não posso esquecer, além disso, o Exmo. Sr. Dr. Vasco que me observou, me acompanhou nos diversos exames e depois me encaminhou para o serviço de cirurgia.
Tratou-se de uma cirurgia ao coração para substituição da válvula mitral por uma prótese biológica. Tudo correu às mil maravilhas. Eu ajudei com a minha boa disposição, mas todo o sucesso da operação é mérito da competência e empenhamento desta fantástica equipa que me devolveu a saúde e a alegria de viver.
Nesta ocasião, eu pensei neles todos, em todos os que me ajudaram a superar o meu problema de saúde, a equipa que me operou, a minha querida família, a minha mulher e os meus filhos, genros e netos, toda a de mais família e os todos os meus amigos, que sempre me apoiaram, dedicando-lhes estas singelas palavras:
"Todos os dias nos devemos vestir com a gravata da alegria e o fato do sorriso, num corpo sempre banal, para a festa da vida, e que a simplicidade e a felicidade sejam jóias para adornar a elegância da nossa alma".
"Se ajudarmos a resolver os problemas dos outros, resolvemos melhor os nossos.
"Sofro quando vejo que o meu nada é o tudo que tenho para deixar aos outros e dar a Deus. Por que Deus não precisa de nada. Não precisa sequer de ser defendido. Apenas quer ser respeitado por todos e amado por aqueles que o quiserem".
Bem hajam todos!
Não sou Aleixo nem Pessoa
Nem tão pouco Camões,
Graças aos cardiologistas
Que reparam corações!
Joaquim Vieira Marques Barbosa
Padrão da Légua - Matosinhos
18 setembro 2007
Para a história da nossa terra (2): Fotos antigas
A vindima...
Os tocadores que animavam bailes e romarias...
Paredes de Viadores, Capela da Senhora do Socorro...
Fonte: AGUIAR, P. M. Vieira de - Descrição Histórica, Corográfica e Folclórica de Marco de Canaveses. Porto: Esc Tip Oficina de S. José. 1947.
(Com a devida vénia).
08 maio 2007
Os nossos dois novos doutores: Tiago Soares e João Carvalho
Fotos: Luís Graça (2007).
Vivam os nossos doutores...
Refrão:
Vivam os novos doutores,
O Tiago e o João,
Dignos de todos os louvores,
Nosso orgulho, nossa lição.
Para o Tiago:
Há muitas luas atrás,
Nascia o nosso Tiago,
Lourinho e bom rapaz,
Portuense dum carago!
É um lindo bebé-chorão,
Que a mãe embala, sem medo;
É p’ró Luís, o irmão,
O seu último brinquedo.
Teve uma infância feliz,
Numa família normal,
Foi saudável o petiz
Na sua terra natal.
C’a sua linda melena,
Parecia um querubim,
Cortá-la, foi uma pena,
Mas tudo tem o seu fim.
Constou que foi por receio
Duma calvície precoce,
Que na hora do recreio
O amor era mais doce.
No tempo em que andou na escola,
Dizem que muito se ria,
Mas também jogava à bola,
Imitando o Baía.
Outro sonho foi correr mundo,
Ser o Senna do kartódromo:
Mas foi desgosto profundo
Ver a morte no autódromo.
O Ayrton, campeão,
Marcou-lhe a puberdade,
Ficará no coração,
Como exemplo de heroicidade.
É Soares e Carneiro,
Gente de carácter forte,
C’o seu espírito aventureiro,
Irá sempre tentar a sorte.
Por cada porta fechada
Há mais duas por abrir,
- Pai, não quero a tua mesada,
Pró Brasil vou partir.
Não chores, querida Ana,
Ele vai ser grande surfista,
Mestre por Copacabana,
Do amor, especialista.
Estão à espera do doutor,
As garotas de Ipanema;
Que vida bela, Senhor,
Mais bela que no cinema.
E em Palermo, outra sabática,
Onde muito aprendeu,
Foi lição teórico-prática,
Ao Erasmus agradeceu.
Vocação p’ra medicina,
Não são cantigas e lérias,
Bons hotéis com piscina,
Já ele queria nas férias.
Tem o Porto outra magia
Para viver e para estudar,
Já passou na anatomia,
E o curso vai acabar.
Na Tuna do Orfeão,
Canta e toca, é rei e mago,
É outra grande paixão,
Do nosso doutor Tiago.
Muitas noites mal dormidas,
Olheiras fundas, cansaço,
Exames, horas sofridas,
Uma só vontade d’aço.
Teres chegado a esta meta,
Tiago, valeu a pena,
Como lá dizia o poeta,
Nunca foste de alma pequena.
Para o João:
Que linda hora esta,
Em que temos mais um doutor,
Para animar a nossa festa,
João, solicitador.
Pai feliz e mãe babada,
Que eu conheci de miúda,
Uma família adorada,
Tudo gente já graúda.
Parabéns por terem dado
O amor, a melhor lição,
Ao vosso filho prendado,
O nosso q’rido João.
Refrão:
Vivam os novos doutores,
O Tiago e o João,
Dignos de todos os louvores,
Nosso orgulho, nossa lição.
Letra: Luís Graça
Fotos de um grande dia (6 de Maio de 2007): Missa campal e benção das pastas (Estádio do Bessa) e o almoço-convívio da família e amigos do Tiago e do João (Hotel Ipanema, Porto) + o Cortejoa da Queima das Fitas, pelas ruas da cidade do Porto) (8 de Maio de 2007)
Porto > Estádio do Bessa > 6 de Maio de 2007 > O João Carvalho entre colegas finalistas a assistir á benção das pastas no Estádio do Bessa.
Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > O Tiago durante o cortejo já com a sua cartola e bengala de Finalista.
Porto > Cortejo da Queima das Fitas > 8 de Maio de 2007 > O Tiago a receber da Mãe as 3 pancadas com a bengala na cartola (expressão de desejo de felicidade), com a assistência da Tia Berta.
Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > O abraço e o beijo da Mãe após as 3 pancadas com a bengala na cartola, sob o olhar da Tia Berta.
Porto > Cortejo da Queima > 8 de Maio de 2007 > Coitada da cartola no fim do cortejo depois de tantas pancadas com a bengala (desejos de felicidade), de colegas, amigos, familiares, e ...

