01 janeiro 2008

Uma noite memorável dos Melech Mechaya no Porto: Contagiarte, 7 de Dezembro de 2007







Foi uma noite que ficará na memória do nosso João e do seu grupo musical, os Melech Mechaya... Os meus amigos, cotas como eu, que foram comigo adoraram... A malta nova era capaz de ficar a dançar toda a noite, se o chão do bar aguentasse e os Melech Mechaya tivessem todo o tempo do mundo...

O João (e o seu grupo) teve o apoio dos primos, dos tios e dos amigos do Porto (1), o que foi muito simpático... Sei que eles gostaram muito, mesmo que a actuação do grupo tenha começado e acabado muito tardiamente. Até o tio Zé adorou, misturado com toda aquela malta nova, fixe, onde se misturam estudantes portugueses e estrangeiros, do Erasmus, e alguma fauna noctívaga do Porto underground... Os primos, que tinham algumas reservas iniciais em relação ao bar (Contagiarte) - que eles achavam um pouco... chunga - acabaram por rectificar a sua opinião... Afinal, o ambiente é simpático e o festival Etnias é uma aposta para continuar...

Parabéns ao líder do grupo pela empatia que consegue manter com o público... O nosso João, por seu vez, mostrou-se descontraído e inspirado, não se intimidando com a proximidade de um público, jovem, entusiasta, em cima dele... A sala, de facto, não tem condições para este tipo de música que é altamente contagiante, dançável, festiva, alegre... Parabéns, João, parabéns aos teus amigos...(LG)
__________

Nota de L.G.:

(1) Vd, post de 15 de Novembro de 2007 > A banda do primo João, os Melech Mechaya, vem actuar ao Porto, dia 6 de Dezembro, no âmbito do Festival Etnias

As cores (únicas) do nosso inverno...







Candoz >29 de Dezembro de 2007 > As cores (únicas) do fim do Outono / princípio do Inverno... Dia de nevoeiro, com a manhã muito fria...Ainda há folhas nos castanheiros e nos carvalhos... Mas as videiras já estão completamente despidas, tendo-se iniciado em Dezembro a poda, que pode prolongar-se até Fevereiro/Março... Na propriedade temos também alguns sobreiros, de folha perene...Crescem aqui a um ritmo de fazer inveja ao Alentejo...

Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

Álbum de família (1): A visita do sargento Touguinha

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz> Circa 1965 > O nosso António, o mais velho, depois de regressar do Brasil, aos 24 anos, teve de cumprir o serviço militar. Estamos em meados dos anos sessenta. Com a especialidade de Magarefe, da Manutenção Militar, foi mobilizado para Moçambique.

Em Tete, o António sofreu um grave acidente com uma pistola-metralhadora ligeira, uma UZI, disparada acidentalmente por um camarada... Milagrosamente salvou-se. Hoje é um DFA - Deficiente das Forças Armadas (com cerca de 2/3 de incapacidade).

Depois do seu regresso do Hospital Militar Principal, em Lisboa, recebemos a visita de um sargento da sua unidade, o Sargento Touguinha, que foi para o António um verdadeiro anjo da guarda. Sem a a acção dele, provavelmente o nosso mano não se teria salvo.

Na foto, podemos ver da esquerda para a direita, o António, de cigarro na boca, o Touguinha e a esposa, a Nitas (que deveria ter 18 anos), a Fernanda (vizinha, filha do sapateiro), o pai Carneiro (fazendo as honras à casa, com o copo e a caneca de vinho na mão), a Alice e a Rosa (já casada, a viver no Porto)... As criancinhas são as filhas da Rosa (e do Quim), a Zeza (a mais velha), junto à mãe, e a Natália. Por este pormenor, deduz-se que a foto terá sido tirada no Verão, na época das férias. Por outro lado, o pai Carneiro estava com os socos com que costumava andar no campo, a regar o milho.

A foto deve ter sido tirada com tripé e temporizador. Há uma outra foto em que aparece o Zé, ao lado da Rosa.

Onde quer que este nosso amigo esteja (disseram-nos que já morreu), os nossos eternos agradecimentos por tudo o que ele fez pelo nosso mano António.

Para o nosso Quim, com votos de boa saúde em 2008



Candoz, 8 de Dezembro de 2007 > O Quim escolhendo um tronco com musgo para o presépio da igreja do Padrão da Légua...

Para o Quim, que está a precisar dos nossos miminhos..., um grande chicoração dos/as sócios/as e cunhados/as da Sociedade de Candoz... Vai correr tudo bem, nós estamos cá a torcer, a sofrer e a rezar por ti...

25 dezembro 2007

Madalena: O nosso Natal de 2007 (1): Boas festas, boas festas, boas festas vimos dar...

Madalena > Natal de 2007 > Éramos 20 à mesa (aliás, em duas mesas...). Este ano tivemos a alegria da presença do Manel e da Maria, vindos de Candoz...

Os verdes para os arranjos natalícios vieram de Candoz...

O bacalhau não era de Candoz, mas estava uma maravilha... Este sector esteve ao cuidado da nossa Alice...

As pencas de Candoz, as melhores do mundo... Este ano estava de comer e chorar por mais... Tenríssimas, queimadas da neve, como manda a tradição...

Uma mesa, como sempre, farta e bonita...

O Manel, que veio de Candoz, com a tia Mi, passar connosco a consoada... Ficaram de 24 para 25...


A tia Berta já faz parte da decoração da festa de Natal...


A Patrícia, o Pedro e o Luís Filipe...

Os primos Luís Filipe e Pedro...

O Tiago, agora já médico, que no dia 27 partia para uma viagem de três semanas pela Europa (Pisa, Roma, Berlim...), antes de seguir para a Madeira onde vai começar o seu internato de especialidade...

O Rui e a Sandra... Ela enfermeira (Centro Hospitalar de Matosinhos), ele, Engenheiro, gestor de empresas...A Sandra trabalhou 12 horas seguidas antes de se sentar à mesa connosco, que a vida dos profissionais de saúde não está fácil...



A Berta, ao fundo, acompanhada da filha (Sandra), do genro (Rui) e do marido (Zé Soares)...

A Joana, vestida de Mãe Matal, mais a Nónó... Falta aqui o Joãozinho da Sandra e do Rui.



A Joana, cantando estórias de fadas à Nónó e à Tatiana... Além do Joãozinho, havia ainda o "puto" do Pedro e da Patrícia, o Diogo...

Fotos: Luís Graça (2007)

Boas festas, boas festas...Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos cantar as janeiras,
À canalha, mais pequena,
Pacata, não faz asneiras,
Vive aqui na Madalena.

Vivam os vizinhos do lado,
Gente da nossa família,
A Sandra, o Rui, pai babado,
Zé, Berta e Companhia.

Olha a bela rabanada,
As pencas e o bacalhau,
Ceia farta, bem regada,
Nesta noite sem igual.


Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos cantar as janeiras,
Ao Pedro do I Esse Quê (1),
Com o gás não faz asneiras,
Sabe tudo de A a Zê.

É pai, às vezes ansioso,
Diz a Patrícia, mamã,
Que filho é bem precioso,
E o futuro é amanhã.

O Manel mais a Maria
Formam um casal porreiro,
É uma grande alegria,
Ter cá um mano Carneiro.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Já não se amofina tanto
O Manel dos bigodes,
Nem a Mi lhe diz, em pranto:
Ou te calas ou te f…

Tio Gusto, reformado,
Já da tripa não se queixa,
Nem o semblante é carregado,
Anda são como uma ameixa.

Foi-se o ouro, mas não os dedos,
Neste ano malfadado,
Tranca-se a porta aos medos,
Depois de se ser roubado.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Reinas como uma rainha
Nesta noite de magia,
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.

Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspector
Da Segurança Social.

Mas o grande herói, carago,
Deste ano, longo e épico,
Foi o nosso Doutor Tiago,
Da Família o novo médico.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Atrás dele vem o João,
Tocando a sua rabeca,
Não será cirurgião,
Operar é uma seca.

Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.

Viva a nossa Joaninha,
Que é uma fada encantada,
Muito gosta de caminha,
E de sonhar acordada.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Hoje é coach e ilustradora,
Faz agendas e postais,
Amanhã será pintora,
P’ra alegrar nossos Natais.

É como o cão e o gato,
A Joana e sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!

A última quadra é p’ra ti,
Minha querida mulher,
Juro que nada bebi,
Nem ao copo nem à colher.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Se tivesse um grão na asa,
Até saberia cantar,
E ao dono desta casa
Iria maravilhar.

Obrigado, meu cunhado (2),
Por este belo jantar,
Pensava, equivocado,
Que era só p’ra petiscar.

Vamos cantar as janeiras
A todos os que aqui estão,
Gente fina e com maneiras,
Fizeram um belo serão.


Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos pôr o melhor sorriso,
E ajudar este mundo,
Que precisa de mais siso,
P’ra gente não ir... ao fundo.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C'o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Letra: Luís Graça

__________

Notas de L.G.:

(1) ISQ = Instituto de Soldadura e Qualidade. O Pedro é técnico de gás no ISQ.

(2) O dono da casa, o Gusto.

22 dezembro 2007

Neste Natal tornem o mundo mais bonito, com o vosso sorriso (Alice)



Ilustração: © Joana Graça (2006)


Neste Natal tornem o mundo mais bonito
com o vosso sorriso,
com as vossas gargalhadas,
com as as vossas emoções à flor da pele…


Minhas amigas, meus amigos:


Não é fácil
não cair nos chavões
repetidos até exaustão,
nesta época:
paz, amor, amizade, alegria, solidariedade, blá-blá-blá…
Mas por outro lado
também é insuportável o silêncio.
Mesmo que haja excessivo ruído
nestes dias que antecedem o Natal,
é nos difícil não-comunicar.
Queremos dizer aos amigos/as que estamos vivos/as,
sentir que eles/elas estão vivos/as.
É talvez a altura do ano
em que a solidão dói mais, custa mais.

Por isso hesitei
entre a palavra e o silêncio.
Os/as amigos/as também se entendem
através do silêncio,
também sabem deixar espaços
para que a amizade se construa
no silêncio das noites
e dos dias
em que não damos sinais de vida uns aos outros.

Gosto da ideia
de que o Natal deveria ser todos os dias.
Mas, por outro lado, recuo
ante a perspectiva
de 365 dias de felicidade,
de mares, de desertos, de lagos de felicidade,
365 felizes todos seguidos,
sem um dia de discórdia,
de conflitos,
de chatices,
de problemas,
de incidentes,
de pequenos altos e baixos…
Bolas, nem um pouco de adrenalina,
como aquela que experimentámos,
muitas vezes,
no início das nossas acções de formação…

Seria bom
que nos organizássemos
nesse sentido,
de virmos a ter Natal todos os dias.
não no calendário,
mas em nós mesmos,
nos nossos corpos e almas,
nas nossas casas, colmeias, empresas, cidades, países, mundos…

Dito isto,
hesitei entre o silêncio
e a palavra,
mas mais forte é o apelo
dos sons, dos tons e das cores
da amizade
neste princípio de Inverno de 2007,
na despedida de mais um ano,
em que inexoravelmente somos mais velhos/as…

Minhas amigas, meus amigos:

Não foi um ano fácil
para alguns/algumas de nós,
sobretudo para aqueles/as
que cortaram o cordão umbilical
com o seu local de trabalho,
chegados/as ao fim da sua caminhada profissional.


É a pensar em vocês,
queridos/as amigos/as,
para quem o ano de 2007 não foi pai nem mãe,
mas padrasto e madrasta,
que daqui envio uma palavra
doce,
quente,
amiga,
solidária,
positiva,
fofa,
calorosa,
feliz…

Tornem as vossas vidas
e o nosso mundo mais bonitos
com o vosso sorriso,
com as vossas gargalhadas,
com as vossas emoções à flor da pele…

A Vossa Alice,
de sempre (às vezes, mais poético-sentimental)

08 dezembro 2007

Passinhos, Paredes de Viadores: A Festa de N. Sra. da Conceição (7): Procissão das velas, magusto e bailarico na noite do dia 7 de Dezembro

Um conjunto musical de Cinfães, composto por rabeca, saxofone, acordeão, viola e violão.


Na noite fria de 7 de Dezembro de 2007, foi acesa uma grande fogueira.

A Alice a dançar no terreiro (com o Luís da Costa); à direita, o Zé Maria.


Da esquerda para a direita: O Quim, o Manel, a Zezinha (de costas), a Nitas e a Alice...

Em primeiro plano, a Alice; à esquerda, o Quim e a Nitas.


Ao centro, o senhor Manuel Marques a falar com a Alice, rodeados pelo Zé Maria, a Nitas e a Mi.

A família Carneiro, de Candoz, marcou presença logo no dia 7: em primeiro plano, a Alice (à esquerda), que vive em Lisboa, e a Nitas (que vive no Porto)... Em segundo plano, o António (que é o mano mais vellho, vive em Custóias, Matosinhos), o Manel (que está em Candoz) e o seu genro, o João Monteiro, casado com a a Ana Maria, que será uma das mordomas da festa de 2008.

Paredes de Viadores > Passinhos > 7 de Dezembro de 2007 > Ermida de N. Sra. da Conceição > A Festa começou logo no dia 7, com a procissão das velas, seguida de um magusto e de bailarico, no terreiro, animado pelo conjunto musical de Cinfães.

Para a posteridade aqui ficam os nomes das mordomas que organizaram a festa deste ano. Eu fixei pelo menos quatro: a Elisa, a Lena, a Mena e a Regina... Umas de Passinhos e outras do Alto.


Texto e fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.