Balada do aprendiz de marinheiro
Aonde é que tu, meu cadete, andarias,
a esta hora, se na Escola tens ficado ?!
No navio-escola Sagres embarcarias,
e p’lo mundo muito terias viajado.
Em boa hora não quiseste ser marinheiro…
Quem cuidaria do Gaudi e da Carolina ?
Puseste os teus amores, e bem, em primeiro,
usando a arte de navegar á bolina…
Em bom porto tinhas à espera a Susana,
mais do que sereia, a mulher da tua vida,
mas não lhe chega só amor e uma cabana:
“Quero um vivenda, toda Xis-Pê-Tê-Ó,
juras, levas-as o vento, uma prenda me é devida,
e contigo e a Carolina, nunca est’rei só!”
Para o Luís Filipe, em dia de anos
(na era dos entas + 1…)
7 de janeiro de Vinte-Vinte! (feliz capicua…)
Parabéns dos tios de Lisboa,
que te deram guarida,
nos teus heroicos tempos de aprendiz de marinheiro…
Xi-corações também do João e da Joana.
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25 dezembro 2018
Boas e felizes festas de Natal e Ano Novo, 2018/19
Porto > Parque da Cidade > 23 de dezembro de 2018 > Duas fotos, tiradas com a minha nova máquina reflex, Nikon D5300... Parabéns ao Porto por este magnífico equipamento urbano, projeto do arquiteto paisagista Sidónio Pardal!... Faço votos para que, em 2019, se enchem os 80 hectares do parque com tertúlias de caminheiros...
Foto (e legenda): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados
"So(r)neto" natalício das tabancas de Candoz & Madalena:
Natal todo o ano ?... Não, muito obrigado!
"So(r)neto" natalício das tabancas de Candoz & Madalena:
Natal todo o ano ?... Não, muito obrigado!
por Luís Graça
Com duas sílabas e cinco letras,
Com duas sílabas e cinco letras,
Se escreve a nossa palavra Natal.
Como nos ensinaram as nossas mestras,
É das mais belas que há em Portugal.
Mas, sendo a vida filha de putice,
Por favor, não façam Natal todo o ano,
Que grande freima, que grande chatice,
Seria um logro, um cruel engano.
É bom p’rás baterias carregar,
O Natal no solstício do inverno,
Pode-se comer, beber, orar… e amar.
Três dias é d’mais como o Carnaval,
Mas Natal todo o ano seria inferno,
E só nos poderia fazer mal!...
Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses,
e Madalena, Vila Nova de Gaia, 22 e 23 de dezembro de 2018
Luís Graça
Post scriptum ou adenda (muito importante) -
Recomendação dos filhos e netos aos pais e avós:
Tanto crime contra a mãe-natureza,
Tanto crime contra a mãe-natureza,
Pelas nossas gerações cometido!...
P'ró ano, queremos ter a certeza
De que o nosso futuro está garantido!
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terça-feira, dezembro 25, 2018
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08 setembro 2018
Parabéns, Zé, pelo teu 70º aniversário!... E marcamos já encontro para o centenário, 3ª feira, dia 8 de setembro de... 2048|
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Quinta de Candoz > 30 de maio de 2018 > O Zé na apanha da cereja...
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: da esquerda para a direita: o mano velho, o Tó, depois o Zé, e o primo Quim (Vieira Mendes)
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Sempre gaiteiro, o Zé, aqui a dansar com a sobrinha, Becas.
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé com o nosso querido doutor...Jô.
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé não está aqui porque,por volta das 17h, teve de regressar... Tinha outra festa, a de um afilhado da dona Olinda...
Fotos (e legendas): Luís Graça (2018).
Soneto de parabéns ao Zé Carneiro
que entra hoje
para o clube dos septuagenários
No dia da festa do Castelinho,
nascia o último rebento de Candoz,
será para sempre o nosso maninho
e o melhor amigo de todos nós.
Setenta anos depois, aqui estamos,
pai, filho, neto… e demais convidados,
esta efeméride celebramos,
com todos os irmãos e os cunhados.
Que não falte o “salpicão” à Teresa,
e, p'ra ti, saúde e longa vida.
Não pagando dívidas a tristeza,
proponho um brinde ao septuagenário,
e, sendo esta uma festa divertida,
dizemos adeus, até... ao centenário! (*)
Quinta de Candoz, 8 de setembro de 2018,
Luís, Chita e demais presentes:
Pedro e Diogo, Teresa e Dona Olinda, Mi e Manel, Nitas e Gusto, Tó e Graça, Adriano.
(*) O centenário é a uma terça-feira, dia 8/9/2048. Marcamos encontro, aqui, em Candoz.
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sábado, setembro 08, 2018
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25 agosto 2018
Viva a Festa da Família Ferreira, 2018 - Parte I: P'lo menos pelas redondezas / Não há festa como esta...
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Foto de grupo, com gente da 5ª, 6ª e 7ª geração (i).
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Foto de grupo, com gente da 5ª, 6ª e 7ª geração (ii).
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Foto de grupo, com gente da 5ª, 6ª e 7ª geração (iii).
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, hoje na casa dos 70/80 anos: a Rosa Carneiro, filha de Maria Ferreira e de José Carneiro.
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, à direita, o António Carneiro, o mais velho da família Ferreira Carneiro, de Candoz. A zseu lado, o Joaquim Barbosa, casado com a Rosa.
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração: o "caçula" da família Ferreira Carneiro (Candoz), o José Ferreira Carneiro, que faz 70 anos no próximo dia 8 de setembor, dia da festa do Castelinho... À direita, a Mi, casada com o Manuel Ferreira Carneiro.
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração: da direita para a esquerda, Zé Ferreira, filho do António Ferreira (de alcunha, "Vitorino"), o Manel (viúva da Luisa, filha da tia Aninhas) e o António Pinto (viúva da Balbina, irmã do Zé).
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, ao centro o Quim Vieira Mendes, filho de Rosa Ferreira.
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, a Ana Ferreira Carneiro (Pinto Soares, pelo casamento)...
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração: a Maria Alice Ferreira Carneiro e o primo Quim.
Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, o Zé Ferreira com o Gusto Soares, marido da Nitas (Ana Ferreira Carneiro).
Fotos (e legendas): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados
Viva a Festa da família Ferreira, 2018
Em homenagem aos nossos pais, avós e bisavós
António, Maria, Rosa e Ana,
filhos de Balbina Ferreira (1876-1938), casada com José Nunes Ferreira (, de alcunha ‘Vitorino’) (1875-1948);
bisnetos de João Ferreira, o primeiro (1821-1897), casado com Mariana Soares (1822-1895). (São estes as nossos antepassados comuns, conhecidos, mais antigos, donos das terras de Candoz e Leiroz; tiveram 6 filhos, 3 Ferreira e 3 Soares, entre eles o João Ferreira, segundo (1847-1918), casado com Maria Joaquina (1845-1895); quando completarmos a nossa árvore genealógica, iremos descobrir que a família Ferreira é velha como o carago…).
Estão aqui hoje representantes da 5º geração, a do António Carneiro, filho de Maria Ferreira e José Carneiro; tudo gente na casa dos 70/80 [levantar o braço]
Representantes da 6ª geração, a das filhas do António e da Graça; gente na casa dos 30/40/50 [levantar o braço]
Representantes da 7ª geração, a dos netos do António e da Graça… [levantar o braço]
E já temos gente da 8ª geração: por exemplo, a prima Lena, do Alto, já é bisavó…[levantar o braço].
Da 4ª geração, gente que hoje teria mais de 100 anos, não temos infelizmente já cá ninguém. Mas estão cá os seus descendentes:
(i) O mais velho era o António Nunes Ferreira, o ‘Vitorino’, o brasileiro, que nasceu em 1910 e casou com Amélia Rocha; [levantar o braço]
(ii) A mais nova era a Ana Ferreira, nascida em 1917, e que casou com Joaquim Cardoso; [levantar o braço]
(iii) As do meio eram a Maria Ferreira, que casou com José Carneiro [levantar o braço];
(iv) e a Rosa Ferreira, que casou com o José Vieira Mendes…[levantar o braço]
Filhos fora do casamento não consta que tenha havido… Mas se estiver aqui algum, que levante a mão…
Relembrando aqui os encontros anteriores:
(i) o primeiro, a 29 de setembro de 1984, em Fandinhães, Paços de Gaiolo, terra antiquíssima, freguesia do extinto concelho de Bem-Viver, onde nasceu toda a 4ª geração…
(ii) o segundo, no ano seguinte, em Montedeiras;
(ii) os seguintes foram já aqui, em Paredes de Viadores, no parque de merendas da igreja de N. Sra. do Socorro: o terceiro em 10 de julho de 2011; o quarto em 7 de setembro 2013;
(iii) e agora o quinto em 25 de agosto de 2018. 34 anos depois do primeiro… Alguns de vós ainda não tinham nascido…
Parabéns a todo os que chegaram até hoje, vivos e de boa saúde, e que nos alegram com a sua presença, neste 5º encontro. Lembramos os já falecidos e naturalmente os ausentes.
O próximo encontro será quando a malta quiser [... E já ficou maracado para sábado, 31 de agosto de 2019]. Nessa altura seria giro publicar o livrinho com a árvore genealógica da família Ferreira, em edição revista e aumentada…Mais as receitas das nossas "comidinhas", as letras e as músicas das nossas "tunas rurais", bem como os "canteréus"...
Para não vos maçar mais, vamos às quadras populares que escrevi para a ocasião... E se não se esqueçam, no fim, de dar o nome, o telemóvel e o endereço de email… Além de pagar o porco…
Estamos obrigados/as à Ana Maria, o João Monteiro, a Becas, a Zezinha, o João Carneiro, e toda uma vasta equipa que tornaram possível este encontro.
1
P’lo menos pelas redondezas,
Não há festa como esta,
Dizemos não às tristezas,
Com a gente que nos resta.
2
Com a gente que nos resta,
Da família Ferreira,
Não há tempo para a sesta,
Queremos é bailar na eira.
3
Queremos é bailar na eira,
Como no tempo dos avós,
Danados p’ra a brincadeira,
Nunca estávamos sós.
4
Nunca estávamos sós,
Nem os primos da cidade,
Que se juntavam a nós,
Formando grande irmandade.
5
Formando grande irmandade,
Gente boa, três maninhas,
Um rapaz, de maior idade,
C’o a mais nova, a ti Aninhas.
6
C’o a mais nova, a ti Aninhas,
Que era muito gaiteira,
Rosa, a santa das santinhas,
E a Maria, a lavradeira.
7
… O rapaz, o “Vitorino”,
Andou lá pelo Brasil,
Voltar foi seu destino,
Antes do 25 de Abril.
8
Antes do 25 de Abril,
Estava gente para nascer,
Outro deram o corpanzil
Para a Pátria defender.
9
Para a Pátria defender
Nas terras do Ultramar…
Ficou muito para ver
E muito mais pra contar.
10
E muito mais pra contar
Da família, a grande gesta,
Mas o tempo não vos quero roubar,
Vamos é curtir a festa!
11
Vamos é curtir a festa,
Comer, beber e pular,
Do porco já pouco resta,
O dia é para reinar.
12
O dia é para reinar,
Toca a rabeca chuleira,
Com o violão a acompanhar,
Viva a festa dos Ferreira.
13
Viva a festa dos Ferreira,
Em Paredes de Viadores,
Tudo gente bailadeira,
As senhoras e os senhores.
14
As senhoras e os senhores,
Ainda dão seu pé de dança,
Músicos e cantadores,
Temos alma de criança.
15
Temos alma de criança,
E a vida aqui celebramos,
No futuro temos esp’rança,
E pró ano cá voltamos!
Paredes de Viadores, sítio da N* Sr* do Socorro, 25 de agosto de 2018
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sábado, agosto 25, 2018
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14 fevereiro 2018
Soneto de um (e)terno (e)namorado
Alcácer do Sal, 28 de janeiro de 2018, ao pôr do sol. Fotos de Luís Graça (2018)
Soneto de um (e)terno (e)namorado
para a Chita
Quisera eu jurar-te amor eterno,
se imperfeito não fosse o meu ser,
nesta terra, muitas vezes inferno,
onde temos de viver e morrer.
Esquece, amor, não há o céu dos amantes,
um lugar perfeito e aborrecido,
lá não passaríamos de figurantes,
sem o cantinho que nos é querido.
Aceita, pois, este pobre soneto,
de um homem que por ti se fez poeta,
e que não te deu o céu, mas um gueto,
onde às vezes te sentes prisioneira.
Porém, não teve por ti uma paixoneta,
antes, sim, uma paixão verdadeira.
Alfragide, Dia dos Namorados,
14 de fevereiro de 2018
Teu (e)terno (e)namorado, Luís
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Maria Alice Ferreira Carneiro
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quarta-feira, fevereiro 14, 2018
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10 julho 2017
Parabéns, Tiago, pelas tuas 35 primaveras!
Quinta de Candoz > Os primos, ainda no séc. XX... Da esquerda para a direita: João, Luís Filipe, Tiago e Joana.
Foto: álbum da família, s/d
Soneto de parabéns, para ti, Tiago,
pelas tuas 35 primaveras!
"Nasceu cedo, logo às sete, é de oiro,
Este menino", diz a mãe, babada...
"É mocho, pia até de madrugada",
P’ró pai, é um sinal de bom agoiro.
P’ró Filipe, é o bebé-chorão,
Mano fofo a quem dar dentadinha,
E lambuzadela… na carequinha;
Ou seja, amor, carinho e proteção.
P’ra todos nós, foi bênção e alegria,
Amigo irrequieto e divertido.
E logo acrescenta a bela Sofia:
"P’ra mim, és o meu grande amor, querido!"...
Em coro te dizemos, neste dia:
"Tiago, obrigados… por teres nascido!"
Comboio
Intercidades,
Porto-Lisboa, 10 de julho de 2017, 11:47
O tio Luís... em nome da malta toda!... (Teus pais, teu mano, tua cunhada, tua sobrinha, teus tios, teus primos... e teus amigos, sem esquecer a tua querida Sofia...)
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segunda-feira, julho 10, 2017
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01 março 2017
"A melhor prenda que tu me podes dar!... Ao Gusto, no dia em que faz 70 anos
O que é que um homem há-de dizer a um amigo que faz 70 anos ?
Primeiro, felicitá-lo por ter chegado até aqui, ao km 70. E depois desejar-lhe boa continuação da viagem.
Chegar ao km 70 já é obra, para nós, para pessoas da nossa geração. Quando nascemos, em 1947, a esperança média de vida era bem menor.
Como hoje te disse de manhã, "não estamos velhos, os nossos filhos é que cresceram" e também eles se fizeram à estrada...
Quanto a nós, comprámos um bilhete até aos 100. Vamos lá a ver como decorre o resto da viagem, ao lado daquelas e daqueles que muito amamos. Por mim, já sabes… considero-te o irmão que nunca tive, com a vantagem de não termos os laços de sangue, mas apenas o do parentesco social… Espero poder continuar a estar na lista dos teus amigos favoritos…
Como eu gosto de dizer, em linguagem da tropa (e da guerra que tu felizmente não fizeste), boa continuação, para ti, para a tua Nitas, para os teus filhos, que nossos filhos são, para a tua neta, para as companheiras dos teus filhos e para os demais presentes na tua festa dos 70 anos (o Zé, a Berta, filhos, genro, nora, netos…)… uma boa continuação da viagem pela “picada da vida fora”…
Saberás proteger-te e protegê-los, àqueles que amas, das “minas e armadilhas” que nos vão pondo pelo caminho… Não só os nossos inimigos mas também alguns amigos da onça… Como diz o provérbio português, que “Deus me proteja dos meus inimigos, que dos meus amigos cuido eu”.
Estes votos são naturalmente meus e do resto da minha família, a Alice, a Joana e o João… Para estes dois, tens sido também mais do que o tio Gusto…
E agora deixa-me que dizer-te um soneto, ligeiramente brejeiro, à moda do Bocage, que fiz na viagem de comboio, de Lisboa até aqui, esta tarde… e que é uma pequena homenagem ao homem dos sete ofícios, e sobretudo ao esposo, ao pai, ao tio, ao cunhado, ao mano, ao amigo, por quem todos nós, na família, temos o maior apreço, estima e amor.
A MELHOR PRENDA QUE TU ME PODES DAR…
Para o Gusto, no dia em que faz 70 anos…
Já o senhor doutor engravatado
Não sou!... Olha-me, Nitas, só p’ra esta mão,
Com calos que não são de cirurgião,
Mas de um podador bem calejado.
Depois de tantos anos de lavoura,
E de ver os meus sócios pobretanas,
Confesso que às vezes tenho ganas
De, às urtigas, mandar a tesoura.
E logo hoje que faço setenta,
E não me levam a fora jantar!
Pois não me desfaço da ferramenta!...
Nitas, a melhor prenda que me podes dar,
É mandar certificar, aos oitenta,
Que, por ti, continuo a bem podar!...
A MELHOR PRENDA QUE TU ME PODES DAR…
Para o Gusto, no dia em que faz 70 anos…
Já o senhor doutor engravatado
Não sou!... Olha-me, Nitas, só p’ra esta mão,
Com calos que não são de cirurgião,
Mas de um podador bem calejado.
Depois de tantos anos de lavoura,
E de ver os meus sócios pobretanas,
Confesso que às vezes tenho ganas
De, às urtigas, mandar a tesoura.
E logo hoje que faço setenta,
E não me levam a fora jantar!
Pois não me desfaço da ferramenta!...
Nitas, a melhor prenda que me podes dar,
É mandar certificar, aos oitenta,
Que, por ti, continuo a bem podar!...
Luís Graça, 1/3/2017
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22 janeiro 2017
Senhor doutor, diga trinta e três!... Parabéns ao nosso João!...
1ª página do Diário de Lisboa, sábado, 21 de janeiro de 1984 (Cortesia de Fundação Mário Soares > Casa Comum > Arquivos > Diário de Lisboa / Ruella Ramos)
Senhor doutor, diga trinta e três,
E multiplique por três, são noventa
E nove, mais um, cem. Em português,
Se diz: “Quem muito ama, muito aguenta”.
E se quem muito ama, muito aguenta,
É porque é do signo do Aquário,
E teve, do mundo, a melhor placenta:
Parabéns, e até ao teu centenário!
Alfragide, 21/1/2017,
os teus progenitores
Querido João: nasceste num dia, igual a muitos outros de janeiro de 1984. Mas estavas com pressa de nascer. Foste para a maternidade aos solavancos, por volta das 10h da noite, a ouvir na rádio um poema do Ary dos Santos, acabado de falecer, no dia 18...
A letra de "Os putos" ficará célebre, no fado do Carlos do Carmo (disponível aqui, com a devida vénia):
Os putos
Uma bola de pano, num charco,
Um sorriso traquina, um chuto,
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.
Uma fisga que atira a esperança,
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.
Parecem bandos de pardais à solta,
Os putos, os putos,
São como índios, capitães da malta,
Os putos, os putos,
Mas quando a tarde cai,
Vai-se a revolta,
Sentam-se ao colo do pai,
É a ternura que volta,
E ouvem-no a falar do homem novo,
São os putos deste povo,
A aprenderem a ser homens.
As caricas brilhando na mão,
A vontade que salta ao eixo,
Um puto que diz que não,
Se a porrada vier não deixo
Um berlinde abafado na escola,
Um pião na algibeira sem cor,
Um puto que pede esmola,
Porque a fome lhe abafa a dor.
José Carlos Ary dos Santos
Tens, por outro lado, os "Diários de Lisboa", do mês de janeiro de 1984, dos dias 1 a 31... Pode-te ser últil este "lnk" (, do portal Casa Comum / Findação Mário Saores), se um dia quiseres escrever a tua autobiografia... A discussão do aborto estava então ao rubro, no país que te coube em sorte... Nessa altura, estávamos já em negociações com a então CEE... O "mon ami Mitterand" deu uma ajuda...
Que bom teres nascido!... Temos muito orgulho em ti!...Sê feliz!
Teus pais, Luís e Alice, e tua mana Joana
18 agosto 2015
Parabéns, querida Chita! (Luís)... Parabéns, querida mãezinha (Joana e João)
Lourinhã > A aniversariante, rodeada pelo Luís e pelo João... Faltou a Joaninha
que estava a trabalhar...
Presentes: do lado direito, a contar do primeiro plano: Orlando Rolim, João (companheiro da Rita Canário), Luís, Alice e Nitas; do lado esquerdo, Helena Rolim, Rita Canário, Laura Fonseca e Gusto.... Falta o João Graça, que tirou a foto... E, claro, a Joana, que não pôde vir por razões de trabalho... (LG)
__________________
Parabéns, mãe!
Parabéns, amor!
Luís, Joana e João
Querida Chita... querida mãezinha!
1.
Ao quilómetro setenta
da tua autoestrada da vida,
olhando para trás,
parece-te muito caminho andado,
e mais do que isso,
muita canseira,
muita freima,
muitos sonhos desfeitos.
2.
Será, de facto ?
Tudo depende do ângulo
com que olhares
o teu percurso de vida...
3.
Há um balanço (existencial)
que só tu podes fazer,
e que não podes delegar
a ninguém.
E que será sempre relativo.
Costumamos dizer
que a felicidade está onde a gente a põe,
mas a verdade é que nunca pomos
onde estamos.
4.
Outro olhar possível
que podes ter sobre os teus setenta,
enquanto te sentas um pouco
no marco quilométrico
para descansar,
olhar para trás
e tomar balanço...
Outro olhar possível
é o da gratidão!
5.
Gratidão pelo dom da vida,
o amor dos teus pais,
o amor dos teus irmãos,
o amor do teu Nhicas,
o amor da tua Joaninha,
o amor do teu Joãozinho,
enfim, o amor do teu homem e dos teus filhos,
que não são perfeitos
e que nunca o serão,
Gratidão, também,
pelos amigos e amigas que tens
e que te estimam muito...
6.
E, ainda, um olhar de esperança
em relação ao resto
que te falta percorrer
na tua autoestrada da vida
Estás, não na terceira idade,
deixemo-nos de preconceitos,
mas na idade madura,
a da serenidade,
da sapiência,
da sabedoria...
Querida Chita,
querida mãe:
a vida vale a pena ser vivida,
olha então em frente
e pensa sobretudo
nas alegrias
que ainda podes ter,
nos projetos que vais realizar,
envelhecendo serenamente,
mas de maneira ativa,
produtiva,
saudável.
7.
Pensa nos afetos
que vais continuar a dar
e a receber,
pensa nas vidas
que prolongarão a tua vida
e as nossas vidas.
Não penses no raio da portagem
que todos temos de pagar:
"A vida é uma viagem,
por atalho ou autoestrada,
no final tens uma portagem
que não queres pagar por nda!"...
8.
Pensa nas coisas boas
que a vida te dá todos os dias,
pensa no teu dia,
goza o teu dia...
E boa viagem,
com a gente sempre por perto,
perto de ti,
para te apaparciar,
para te amar!
Os teus "mais que tudo",
Luís, Joana, Jioão
PS - O Gusto, a Nitas e a Laura
não precisam de ser consultados
para subscrever esta mensagem natalícia.
Falamos também em nome deles.
Dão-nos há muito o privilégio da sua amizade.
E tens a honra de os ter aqui contigo,
na festa do teu 70º aniversário.
Em nome deles, deixamos-te aqui
mais uma quadra:
"Tudo começou em Candoz,
ao quilómetro mil nove quatro cinco,
hoje, Chita, vamos ao Foz
p'ra te brindar com afinco!"
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Luís Graça
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07 agosto 2014
Não sei se as "aves do paraíso" são felizes,,, mas em Candoz poderiam sê-lo (Luís Graça)
Não sei se as aves do paraíso são felizes…
por Luís Graça
Não sei se
as aves do paraíso
são felizes.
Mas em
Candoz poderiam sê-lo.
Não há aves do paraíso em Candoz
porque
Candoz fica no hemisfério norte,
longe dos
trópicos e longe do paraíso
(se é que
ele existe).
Dizem que as aves do paraíso
são as criaturas mais lindas do mundo.
Em Candoz, há outras
aves, outros pássaros,
daqueles que
rasgam os céus
e nidificam
na terra:
há
perdizes,
poucas e loucas;
poucas e loucas;
há pombos bravos dos pinhais,
e rolas, de
outras paragens,
alegres
pintassilgos,
ruidosos
pardais do telhado,
andorinhas,
cada vez mais,
no vaivém das suas viagens,
mas também boieiras, popas, verdilhões.
Há coros de
rouxinóis,
outras aves
canoras e canastrões,
melros de
bico amarelo
que fazem
seus ninhos nas videiras do vinho verde.
Não há
guarda-rios, azuis e vermelhos,
à cota
trezentos,
com o rio
Douro ao fundo do vale,
a serra de
Montemuro em frente.
Eça de
Queiroz.
meu vizinho,
da Quinta de Tormes,
deveria
gostar de Candoz
onde os
pássaros são livres,
e, se são
livres, logo serão felizes.
Pelo menos
têm grandes espaços para voar,
os pássaros
de Candoz.
Claro que há
os predadores,
o gaio, o
corvo, o búteo, o mocho, o milhafre…
A liberdade
é a primeira condição da felicidade.
Triste é o
melro na gaiola,
mesmo que esta
seja forrada a ouro.
A outra
condição é a equidade.
E eu aqui
presumo
que haja igualdade de oportunidades
na busca de
alimentos,
de sítios
para nidificar
e de parceiros
para acasalar.
As
andorinhas que por cá ficaram,
há mais de
uma década,
parecem ser
felizes.
São
inteligentes, as andorinhas,
e fazem
análises de custo-benefício,
como qualquer
economista.
Passam todo
o santo dia a caçar insetos
num raio de
500 metros à volta do ninho
que fizeram no
alpendre de uma das casas
em redor do fio
da lâmpada exterior.
É uma
insólita construção,
herdada de
geração em geração
e todos os
anos retocada ou reconstruída.
Já não
voltam para o norte de África,
ticam por
cá,
as
andorinhas de Candoz.
Se calhar
fogem de Alá,
do alvoroço
do povo
e dos tiros
das Kalash.
Afinal, a felicidade está onde nós a pomos,
mas nós nunca a pomos onde nós
estamos.
Lourinhã,
7/8/2014.
Há 38 anos
casei-me em Candoz
com a Chita,
a minha “ave
do paraíso”.
Foi o
primeiro casamento civil do ano,
no Marco de
Canaveses.
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Luís Graça
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quinta-feira, agosto 07, 2014
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13 fevereiro 2014
In Memoriam: Maria da Graça (1922-2014)
![]() |
Lourinhã, jardim da Senhora dos Anjos, 1947: eu, aos 8 meses, ao colo da minha mãe, Maria da Graça (1922-204) e ao lado do meu pai, Luis Henriques (1920-2012). Foto: LG |
In Memoriam, Maria da Graça (1922-2014)
Oração dos filhos, nora e genros, netos e bisnetos,
demais parentes bem como amigos
que vieram de mais longe ou de mais perto
(Porto, Fundão, Lisboa, Torres Vedras, Nadrupe, Atalaia, Lourinhã...),
para acompanhar a Maria da Graça,
"até à sua última morada",
e a quem eu estou muito grato e reconhecido.
Um xicocoração apertado para a Nitas, o Gusto, o Zé e o Quim
que, num dia triste de chuva e vento, fizeram mais de 500 km
para nos apoiar e consolar.
Obrigado ao resto da grande família de Candoz
que nos telefonou,
dando uma palavrinha de consolo.
Luís/Alice e restante família da Lourinhã
Minha querida mãe,
em nome de todos nós,
tua família e amigos,
e por ser o filho mais velho
deixa-me dizer-te
algumas palavras, breves, de despedida,
mas também de agradecimento e esperança.
Chegaste ao fim da autoestrada da vida,
ao km 91,
serenamente, sem dor, em paz.
E preparas-te para fazer outra viagem,
a travessia do rio Caronte,
como diziam os gregos antigos:
uma viagem de que nenhum mortal alguma vez regressou.
Estamos aqui,
na igreja onde tu me trouxeste para me batizares,
num dia frio como este, em 1947,
estamos hoje aqui
para te dizer
quanto te amamos.
Não ficarás na história com H grande,
mas ficas na nossa história,
nos nossos corações,
nas nossas memórias,
nas fotos e vídeos que fizemos,
nas palavras que sentimos,
nas palavras que te dissemos ou escrevemos,
nos gestos de amor, afeto e carinho
que trocámos…
Despedes-te da terra da alegria,
como diz o poeta Ruy Belo,
despedes-te da grande família
que, como uma verdadeira matriarca,
criaste, alimentaste, cuidaste…
Não vou dizer que foste a melhor mãe do mundo
porque estaria a fazer comparações sem sentido.
Para nós,
teus filhos, netos e bisnetos,
foste muito simplesmente
a mãe querida,
a sogra amada,
a avó babada,
a bisavó velhinha,
a boa amiga…
Não há palavras
para explicar o mistério da vida e da morte,
mas aqui, nesta oração, cabe uma palavra,
de reconhecimento,
de agradecimento
pelo amor incondicional que sempre tiveste por nós,
e pelo nosso saudoso e querido pai.
Por nós, teus filhos, nunca esqueceremos
os teus pequenos grandes gestos de amor,
desde a preciosa vida que nos deste
até ao desvelo e carinho
com que ajudaste a nascer e a a criar
e viste crescer os teus netos e bisnetos.
Foste uma boa mãe,
como todas as mães do mundo...
e eu, da minha parte, nunca esquecerei
que, com as minhas irmãs e o meu pai,
rezavas por mim, todos os dias,
nos quase 700 dias
em que estive lá longe,
na guerra, na Guiné.
Como rezavas por todos nós,
pelos teus demais filhos e netos
nas horas difíceis,
na véspera de um exame
ou na incerta hora de um parto.
Tal como pai, que tratava carinhosamente
por “Maria, minha cachopa”,
partes em paz contigo,
com o mundo,
e com Deus.
A tua vida foi um livro aberto,
a de um mulher simples e generosa
que nada ou muito pouco pedia em troca
e que tanto deu,
em serviço aos outros.
A tua vida,
a tua morte
são também um exemplo,
para todos nós,
de esperança, de tenacidade, de verdade e de bondade.
O teu exemplo e a tua doce memória
vão-nos acampanhar pelo resto das nossas das vidas.
Deixa-me, por mim, mandar-te um recado
dos teus netos e bisnetos,
estão aqui todos,
exceto o Filipe
que não pôde vir a tempo, de Inglaterra,
mas que está connosco em pensamento.
Avó linda, avó velhinha,
estamos-te gratos
por tudo o que nos deste em vida.
Falaremos de ti com saudade e ternura.
Vela por nós,
lá do alto,
onde já tens uma estrelinha com o teu nome,
Maria da Graça.
que vieram de mais longe ou de mais perto
(Porto, Fundão, Lisboa, Torres Vedras, Nadrupe, Atalaia, Lourinhã...),
para acompanhar a Maria da Graça,
"até à sua última morada",
e a quem eu estou muito grato e reconhecido.
Um xicocoração apertado para a Nitas, o Gusto, o Zé e o Quim
que, num dia triste de chuva e vento, fizeram mais de 500 km
para nos apoiar e consolar.
Obrigado ao resto da grande família de Candoz
que nos telefonou,
dando uma palavrinha de consolo.
Luís/Alice e restante família da Lourinhã
Minha querida mãe,
em nome de todos nós,
tua família e amigos,
e por ser o filho mais velho
deixa-me dizer-te
algumas palavras, breves, de despedida,
mas também de agradecimento e esperança.
Chegaste ao fim da autoestrada da vida,
ao km 91,
serenamente, sem dor, em paz.
E preparas-te para fazer outra viagem,
a travessia do rio Caronte,
como diziam os gregos antigos:
uma viagem de que nenhum mortal alguma vez regressou.
Estamos aqui,
na igreja onde tu me trouxeste para me batizares,
num dia frio como este, em 1947,
estamos hoje aqui
para te dizer
quanto te amamos.
Não ficarás na história com H grande,
mas ficas na nossa história,
nos nossos corações,
nas nossas memórias,
nas fotos e vídeos que fizemos,
nas palavras que sentimos,
nas palavras que te dissemos ou escrevemos,
nos gestos de amor, afeto e carinho
que trocámos…
Despedes-te da terra da alegria,
como diz o poeta Ruy Belo,
despedes-te da grande família
que, como uma verdadeira matriarca,
criaste, alimentaste, cuidaste…
Não vou dizer que foste a melhor mãe do mundo
porque estaria a fazer comparações sem sentido.
Para nós,
teus filhos, netos e bisnetos,
foste muito simplesmente
a mãe querida,
a sogra amada,
a avó babada,
a bisavó velhinha,
a boa amiga…
Não há palavras
para explicar o mistério da vida e da morte,
mas aqui, nesta oração, cabe uma palavra,
de reconhecimento,
de agradecimento
pelo amor incondicional que sempre tiveste por nós,
e pelo nosso saudoso e querido pai.
Por nós, teus filhos, nunca esqueceremos
os teus pequenos grandes gestos de amor,
desde a preciosa vida que nos deste
até ao desvelo e carinho
com que ajudaste a nascer e a a criar
e viste crescer os teus netos e bisnetos.
Foste uma boa mãe,
como todas as mães do mundo...
e eu, da minha parte, nunca esquecerei
que, com as minhas irmãs e o meu pai,
rezavas por mim, todos os dias,
nos quase 700 dias
em que estive lá longe,
na guerra, na Guiné.
Como rezavas por todos nós,
pelos teus demais filhos e netos
nas horas difíceis,
na véspera de um exame
ou na incerta hora de um parto.
Tal como pai, que tratava carinhosamente
por “Maria, minha cachopa”,
partes em paz contigo,
com o mundo,
e com Deus.
A tua vida foi um livro aberto,
a de um mulher simples e generosa
que nada ou muito pouco pedia em troca
e que tanto deu,
em serviço aos outros.
A tua vida,
a tua morte
são também um exemplo,
para todos nós,
de esperança, de tenacidade, de verdade e de bondade.
O teu exemplo e a tua doce memória
vão-nos acampanhar pelo resto das nossas das vidas.
Deixa-me, por mim, mandar-te um recado
dos teus netos e bisnetos,
estão aqui todos,
exceto o Filipe
que não pôde vir a tempo, de Inglaterra,
mas que está connosco em pensamento.
Avó linda, avó velhinha,
estamos-te gratos
por tudo o que nos deste em vida.
Falaremos de ti com saudade e ternura.
Vela por nós,
lá do alto,
onde já tens uma estrelinha com o teu nome,
Maria da Graça.
Igreja de Santa Maria do Castelo, Lourinhã, 13/2/2014
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20 setembro 2013
Cancioneiro de Candoz (1): No melhor pano cai a nódoa... (Luís Graça)
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 28 de agosto de 2013 > Um quivi, ainda verde...Um fruto de origem chinese cuja cutura se expandiu pelo continente australiano, pela América e depois pela Europa e, mais recentemente, por Portugal e a região de Entre Douro e Minho... Uma nódoa na paisagem, como o eucalipto e tantas outras plantas exóticas e infestantes (, mas também coisas, ideias, usos, costumes, etc.) ?...
Foto (e iegenda): © Luís Graça (2013). Todos os direitos reservados.
No melhor pano cai a nódoa
por Luís Graça
No melhor pano cai a nódoa, diz o povo.
Ou dizem que diz o povo.
Pergunto: com razão ?
Opto pela dúvida metódica.
Não sei se cai mesmo,
a nódoa no pano.
E afinal o que é que cai ?
E onde ?
A nódoa ou o pano ?
A nódoa no pano ou o pano na nódoa ?
Ou melhor, reformulando a questão:
é a nódoa que cai no pano
ou é o pano que cai na nódoa ?
O pano pode ser voador
como o tapete mágico
das mil e uma noites.
E até provocar um orgasmo de múltiplas nódoas.
E a nódoa, por seu turno,
pode estar ali,
especada,
emboscada,
traiçoeira,
oportunista,
como uma flor carnívora
à espera da sua vítima,
como a orquídea-abelha
à espera do zangão
para ser fecundada.
Pergunto:
será o pano fêmea
e a nódoa macho ?
Se sim, porque dizes o pano, a nódoa ?
Tu, que és pano,
não sei porque deverias ser
estático,
passivo,
objeto,
recetáculo.
Tu, que és nódoa,
terias que ser dinâmica,
proativa,
sujeito,
vetor ?
Em boa verdade,
não sei mesmo se a nódoa cai,
como a a mação de Newton
por força da gravidade
ou por via do pecado original.
E muito menos se cai no pano.
E logo no melhor pano.
Além disso, por que é que no melhor pano
haveria de cair a pior nódoa ?
Ou por que é que no pior pano
não pode cair também a melhor nódoa ?
Na seda mais fina é que a nódoa pega,
há também quem o diga e ajuramente.
O que vale é que
a nódoa que põe a amora.
com outra, verde, se tira.
Eu prefiro a bosta de abril
que tira manchas mil.
Mas cuidado com os meses,
que a nódoa de janeiro
não a tira o ano inteiro.
E depois há nódoas e nódoas:
será o pano fêmea
e a nódoa macho ?
Se sim, porque dizes o pano, a nódoa ?
Tu, que és pano,
não sei porque deverias ser
estático,
passivo,
objeto,
recetáculo.
Tu, que és nódoa,
terias que ser dinâmica,
proativa,
sujeito,
vetor ?
Em boa verdade,
não sei mesmo se a nódoa cai,
como a a mação de Newton
por força da gravidade
ou por via do pecado original.
E muito menos se cai no pano.
E logo no melhor pano.
Além disso, por que é que no melhor pano
haveria de cair a pior nódoa ?
Ou por que é que no pior pano
não pode cair também a melhor nódoa ?
Na seda mais fina é que a nódoa pega,
há também quem o diga e ajuramente.
O que vale é que
a nódoa que põe a amora.
com outra, verde, se tira.
Eu prefiro a bosta de abril
que tira manchas mil.
Mas cuidado com os meses,
que a nódoa de janeiro
não a tira o ano inteiro.
E depois há nódoas e nódoas:
nem toda a água do mar
pode certas nódoas tirar.
E, abrenúncio!,
nódoa de gordura
é alma que cai no inferno.
A conclusão que eu tiro
é que não há pano sem nódoa,
não há nódoa sem pano,
não há ponto sem nó.
nódoa de gordura
é alma que cai no inferno.
A conclusão que eu tiro
é que não há pano sem nódoa,
não há nódoa sem pano,
não há ponto sem nó.
Luís Graça
PS - Não sou "xenófobo", nem "sinófobo"... Muitas outras coisas boas nos vieram da China (... tirando o "livrinho vermelho")... Por exemplo, o arroz, a videira, o papel... Já o desgraçado do eucalipto é praga australiana... Infelizmente, a eucaliptização de Portugal está em marcha, agora que a florestação é livre!... Por que as celuloses são quem mais ordenam...
PS - Não sou "xenófobo", nem "sinófobo"... Muitas outras coisas boas nos vieram da China (... tirando o "livrinho vermelho")... Por exemplo, o arroz, a videira, o papel... Já o desgraçado do eucalipto é praga australiana... Infelizmente, a eucaliptização de Portugal está em marcha, agora que a florestação é livre!... Por que as celuloses são quem mais ordenam...
Enfim, é apenas um comentário, feito com sorriso amarelo, à legenda da foto... Felizmente que em Candoz só temos dois ou três pés de quivis, p'ra mostrar ao turista...Em contrapartida, temos dois belos sobreiros (!), além de bastantes carvalhos e castanheiros... O resto é vinha de socalco que o engenheiro e enólogo Augusto Soares (e, em dias de festa, tocador de acordeão) trata com esmero, saber, sabedoria, paciência e paixão... Vai ser a primeira vindima já este fim de semana, e eu não posso ir!... Ainda vim de lá a 10 do corrente... 400 km me separam de Candoz...
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Luís Graça
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sexta-feira, setembro 20, 2013
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01 abril 2013
A Santa Páscoa de Candoz: Viva o compasso!
A Santa Páscoa de Candoz
Páscoa em março, fome ou mortaço,
Diz o povo… Mas em Candoz,
Não há Páscoa sem compasso,
E não há gente como… nós!
Viva o compasso pascal
Que nos vem visitar,
Franqueando nosso portal,
Santas bênçãos nos quer dar.
Páscoa é festa com mensagem:
Triunfa a vida sobre a morte;
Segue o compasso a viagem
E a todos deseja…sorte.
Viva o compasso pascal
Que nos faz esta visita,
Vem por bem, não vem por mal,
Mas traz um saco prá… guita!
Sem guita não há foguetes,
Que é coisa que o povo adora,
Sem ovos não há omeletes,
Sem folar não me vou… embora!
Páscoa é festa da nossa vida,
É tradição cá do Norte,
Não há gente tão querida,
Alegre e de altivo… porte.
É casa de boa gente,
É povo abençoado,
Que gosta de dar ao dente
Páscoa em março, fome ou mortaço,
Diz o povo… Mas em Candoz,
Não há Páscoa sem compasso,
E não há gente como… nós!
Viva o compasso pascal
Que nos vem visitar,
Franqueando nosso portal,
Santas bênçãos nos quer dar.
Páscoa é festa com mensagem:
Triunfa a vida sobre a morte;
Segue o compasso a viagem
E a todos deseja…sorte.
Viva o compasso pascal
Que nos faz esta visita,
Vem por bem, não vem por mal,
Mas traz um saco prá… guita!
Sem guita não há foguetes,
Que é coisa que o povo adora,
Sem ovos não há omeletes,
Sem folar não me vou… embora!
Páscoa é festa da nossa vida,
É tradição cá do Norte,
Não há gente tão querida,
Alegre e de altivo… porte.
É casa de boa gente,
É povo abençoado,
Que gosta de dar ao dente
E se pela por anho… assado!
Parabéns às cozinheiras
Desta bíblica iguaria,
Elas são também obreiras
Desta nossa… alegria.
A todos, muito obrigados:
Sem uma farta e grande mesa,
Sem amigos e convidados,
Páscoa seria… tristeza!
Os donos da casa,
Quinta de Candoz, 1/4/2013
Parabéns às cozinheiras
Desta bíblica iguaria,
Elas são também obreiras
Desta nossa… alegria.
A todos, muito obrigados:
Sem uma farta e grande mesa,
Sem amigos e convidados,
Páscoa seria… tristeza!
Os donos da casa,
Quinta de Candoz, 1/4/2013
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segunda-feira, abril 01, 2013
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16 abril 2012
Luis Henriques (1920-2012), "meu pai, meu velho, meu camarada" (Parte III)
Luis Henriques (19.8.1920-8.4.2012) > Praia da Areia Branca, esplanada do Bar dos Cinco Paus > 17 de março de 2012 > A sua despedida do mar azul,com as Berlengas ao fundo, que ele tanto amava...
(Continuação)
Era um bom lourinhanense, muito querido e estimado por toda a gente. Espirituoso, bem humorado, com jeito para o improviso poético, definia assim a sua terra:
(Continuação)
Era um bom lourinhanense, muito querido e estimado por toda a gente. Espirituoso, bem humorado, com jeito para o improviso poético, definia assim a sua terra:
Lourinhã, uma vila catita,
Bonita, sem vaidade,
Tem montras como uma cidade,
Mas também ninguém nos engana:
Ao fim de semana,
Sem sol, sem bola e sem missa,
É uma terra de preguiça…
Ou noutra variante:
Lourinhã tem três entradas,
Três saídas,
Três igrejas,
Três ermidas,
Três moinhos de vento
E ladrões em todo o tempo.
Era um homem de palavra e de palavras, que nunca usou como arma de arremesso contra ninguém. Talvez por essa razão não tinha inimigos conhecidos:
Era um homem de palavra e de palavras, que nunca usou como arma de arremesso contra ninguém. Talvez por essa razão não tinha inimigos conhecidos:
Palavra fora da boca
É pedra fora da mão,
Tu pensa bem as palavras
E tira-as do teu coração.
Trabalhador por conta própria, deu trabalho a muita gente, numa época em que o emprego era escasso e mal remunerado… Muitos deles, os que ainda estão no meio dos vivos, falam dele como um patrão que dava camisa ao seu empregado... Ao fim da semana, podia não haver dinheiro em casa, mas não falhava a semanada do seu pessoal...
Tinha, por outro lado, inúmeros clientes, quer da vila, quer das aldeias mais a norte do concelho (do Sobral a São Bartolomeu) e até fora do concelho (Bufarda, por exemplo). Terá percorrido, na sua vida, muitas dezenas de milhares de quilómetros, de bicicleta, levando e trazendo calçado dos seus “fregueses”, que muito o estimavam.
O seu negócio teve altos e baixos, e conheceu várias sociedades e vários locais. A última e a mais conhecida das suas oficinas foi na Praça Coronel António Maria Batista, nº 9 (junto ao beco quer liga à Rua João Silva Marques). Daí também o seu desabafo, sob a forma de parlenda popular:
Trabalhador por conta própria, deu trabalho a muita gente, numa época em que o emprego era escasso e mal remunerado… Muitos deles, os que ainda estão no meio dos vivos, falam dele como um patrão que dava camisa ao seu empregado... Ao fim da semana, podia não haver dinheiro em casa, mas não falhava a semanada do seu pessoal...
Tinha, por outro lado, inúmeros clientes, quer da vila, quer das aldeias mais a norte do concelho (do Sobral a São Bartolomeu) e até fora do concelho (Bufarda, por exemplo). Terá percorrido, na sua vida, muitas dezenas de milhares de quilómetros, de bicicleta, levando e trazendo calçado dos seus “fregueses”, que muito o estimavam.
O seu negócio teve altos e baixos, e conheceu várias sociedades e vários locais. A última e a mais conhecida das suas oficinas foi na Praça Coronel António Maria Batista, nº 9 (junto ao beco quer liga à Rua João Silva Marques). Daí também o seu desabafo, sob a forma de parlenda popular:
À segunda [o tradicional dia de descanso dos sapateiros] , o trabalho abunda;
à terça, dor de cabeça;
à quarta, trabalho à farta;
à quinta, dança a pelintra;
à sexta, o patrão é uma besta;
ao sábado, o patrão arreliado… passa-se para o outro lado!
Foi, além disso, um bom pai e um avô carinhoso. Tinha orgulho nos seus filhos, netos e bisnetos, os quais, por sua vez, tiveram a rara felicidade de estarem junto dele na hora, difícil, da sua partida deste mundo. Viveu pobre e morreu pobre. A maior riqueza que lhes deixa são os valores por que norteou a sua vida, o seu sorriso, a sua bondade, o seu exemplo de trabalhador honesto e incansável, enfim, a sua alegria de viver que contagiava tudo e todos.
Foto à esquerda, acima: Lourinhã > Abril de 1991 > Luís Henriques (1920-2012) e a sua companheira de toda uma vida, Maria da Graça (n. 1922)
Morreu com dignidade, vítima de doença prolongada. Viveu os seus últimos quatro anos no Lar e Centro de Dia de N. Sra da Guia, na Atalaia, onde encontrou uma segunda família.
Em 30/10/2008 escrevia no seu diário: “(…) nesta nova família que nos arranjaram, fico triste pelos que se encontram piores do que eu. Não tenho culpa de ter nascido assim. Por tudo isto, sou feliz, embora pobre, mas alegre, e gosto de conviver com todos. É esta a minha política: esquecer as minhas dores lembrando dos que se encontram bem piores do que eu (…)”.
Os seus familiares e amigos mais próximos lembrá-lo-ão sempre como uma homem simples mas único que irradiava alegria de viver e boa disposição à sua volta.
Uma palavra muito especial de agradecimento é devida à direção do SCL e ao Lar e Centro de Dia da Atalaia (na pessoa da sua diretora técnica dra. Ana Caetano, do médico dr. Rui Martins e dos demais profissionais que cuidaram do meu pai, até à sua morte, com uma inexcedível competência, dedicação e humanidade). Mas também aos seus parentes, amigos, conterrâneos e vizinhos que se interessaram pelo seu estado de saúde e que o acompanharam até à sua última morada na terra.
Por fim, um xicoração muito especial aos elementos do Coro Municipal da Lourinhã, Rui Mateus, Moura, Quim Zé e Ana Mateus que no cemitério cantaram para ele e para todos nós a famosa e sublime canção alpina “Signore delle cime”, composta em 1958 pelo italiano Giuseppe de Marzi:
Dio del cielo, Signore delle cime,
Un nostro amico hai chiesto alla montagna.
Ma ti preghiamo, ma ti preghiamo:
Su nel Paradiso, sul nel Paradiso lascialo andare per le tue montagne…
Texto e fotos: © Luís Graça (2012). Todos os direitos reservados
Morreu com dignidade, vítima de doença prolongada. Viveu os seus últimos quatro anos no Lar e Centro de Dia de N. Sra da Guia, na Atalaia, onde encontrou uma segunda família.
Em 30/10/2008 escrevia no seu diário: “(…) nesta nova família que nos arranjaram, fico triste pelos que se encontram piores do que eu. Não tenho culpa de ter nascido assim. Por tudo isto, sou feliz, embora pobre, mas alegre, e gosto de conviver com todos. É esta a minha política: esquecer as minhas dores lembrando dos que se encontram bem piores do que eu (…)”.
Os seus familiares e amigos mais próximos lembrá-lo-ão sempre como uma homem simples mas único que irradiava alegria de viver e boa disposição à sua volta.
Uma palavra muito especial de agradecimento é devida à direção do SCL e ao Lar e Centro de Dia da Atalaia (na pessoa da sua diretora técnica dra. Ana Caetano, do médico dr. Rui Martins e dos demais profissionais que cuidaram do meu pai, até à sua morte, com uma inexcedível competência, dedicação e humanidade). Mas também aos seus parentes, amigos, conterrâneos e vizinhos que se interessaram pelo seu estado de saúde e que o acompanharam até à sua última morada na terra.
Por fim, um xicoração muito especial aos elementos do Coro Municipal da Lourinhã, Rui Mateus, Moura, Quim Zé e Ana Mateus que no cemitério cantaram para ele e para todos nós a famosa e sublime canção alpina “Signore delle cime”, composta em 1958 pelo italiano Giuseppe de Marzi:
Dio del cielo, Signore delle cime,
Un nostro amico hai chiesto alla montagna.
Ma ti preghiamo, ma ti preghiamo:
Su nel Paradiso, sul nel Paradiso lascialo andare per le tue montagne…
Texto e fotos: © Luís Graça (2012). Todos os direitos reservados
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20 agosto 2011
Nas bodas de prata da Ana e do João
Paredes de Viadores ; 10 de Julho de 2011
O João e a Ana, na festa da família Ferreira.
Foto: Luis Graça (2011).
Viva a nossa Ana Maria
Que é uma jóia de sobrinha,
Não querendo ficar p’ra tia,
Logo se casou novinha.
Fino que nem um rato,
Logo o João disse que sim:
- Bom rapaz, sempre cordato,
Serei teu até ao fim!
- E prometo ser-te fiel,
Mesmo que ganhe o Euromilhões,
Sou homem com fé e fel,
Sem medo dos trambolhões.
- Serás sempre, Ana querida,
O pavio a que a mim me basta,
P’ra recuperar a luz da vida
Se a vida nos for madrasta.
- Ai, Deus, a minha pombinha
Que me rouba o falcão!,
A minha doce menina
Que vai casar com o João!
- A chorares, é de alegria,
Ó compadre, digo-te eu,
Ficas bem, tu e a Maria,
Com a sorte que Deus te deu.
Chamo filha, nova, à nora,
Que é de mel seu coração;
Tu mais rico ficas agora,
Na troca com o meu João.
E mais loas não faltaram,
Na festa do casamento,
Manas e tias choraram,
Todas de contentamento.
Duas famílias se uniram,
Os Monteiro e os Carneiro,
E todos se divertiram,
Com o santo casamenteiro.
São Gonçalo de Amarante,
Santo protector dos amores,
Tens novo casal amante,
Em Paredes de Viadores.
Foi no século passado,
No ano de oitenta e seis,
Tudo bem comido e regado,
Pago p'lo Manel em mil réis.
Veio o euro, foi-se a prata,
Veio a Tânia e a Maria,
João, põe lá a gravata,
Qu' hoje, depois da missa, há folia!
Parabéns aos noivos,
Candoz, 20 de Agosto de 2011.
Os tios, Alice e Luis, Nitas e Gusto, Rosa e Quim, Zé e Teresa
Publicada por
Luís Graça
à(s)
sábado, agosto 20, 2011
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