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22 abril 2019

Viva o compasso pascal!

Viva o compasso pascal!


Mais um ano, mais uma visita
Deste compasso pascal,
É uma festa bem bonita,
E que nunca é igual.

E que nunca é igual
Logo vem outro, se falta algum,
Renova-se o pessoal,
Que aqui somos todos por um.

Que aqui somos todos por um,
Na alegria ou na tristeza,
Na fartura ou no jejum,
Cabendo todos à mesa.

Cabendo todos à mesa,
Onde não falta o anho assado,
Nesta casa portuguesa,
Onde honramos o passado.

Onde honramos o passado,
O presente e o futuro,
Se alguém está adoentado,
Tem aqui um porto seguro.

Tem aqui um porto seguro,
Damos valor à amizade,
Às vezes o rosto é duro,
Mas o resto é humildade.

Mas o resto é humildade,
Viva o compasso pascal,
E a nossa fraternidade!...
Boa Páscoa, pessoal!

Boa Páscoa, pessoal,
Boa saúde e longa vida,
À Ti Nitas, em especial,
Que nos é muito querida!

Quinta de Candoz,
segunda feira de Páscoa,

22 de abril de 2019

06 abril 2019

Parabéns, Gusto e Nitas"...45 anos de casados!... Que continuem a ser felizes!




Lisboa >  MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecologia >  17 de junho de 2018 > A Nita e o Gusto, frente ao Tejo, a ponte 25 de abril e o Cristo.Rei, em Almada, na margem esquerda


Lisboa > Estuário do rio Tejo > 17 de junho de 2018 > Uma fragata com o sugestivo nome "Sejas Feliz"... A Alice, eu, o Gusto e a Nitas tínhamos acabado de chegar de um cruzeiro pelo Mediterrâneo... Foto tirada do MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.



Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados


Soneto de parabéns, ao Gusto e à Nitas, pelos seus 45 anos de casados




Gusto, quarenta e cinco anos de casados

Até parecem pena de prisão pesada,

Junta-lhe agora mais nove de namorados,

E aí tens uma história bem contada.



“História bem contada e melhor vivida”

− Diz a Nitas, deste filme a atriz principal −

“E o segredo é, com conta, peso e medida,

Dosear o amor e nada de fazer mal”…



Ao outro, nosso companheiro, companheira:

Os que se amam também bulham mas nunca mentem,

Esta é a lição de uma vida inteira.



“Qu’ a prisão, mesmo dourada, é a rotina”

− Diz o Gusto, o outro ator 
−  “Experimentem!

O resto é só p’ra nós…, e aqui fecho a cortina!”




Parabéns aos nossos pombinhos, algures em Monção!

Muita saúde e longa vida, que vocês merecem tudo!

Lourinhã, 6 de abril de 2019

Luís e Alice

15 janeiro 2019

Boa continuação da viagem, ti Nitas!


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
A 174 m acima do nível do mar,  vista panorãmica, a 360 º 


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro >  
Um parzinho que veio do Porto


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
E que bem  que eles estão!


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
O grupo: a Nitas, a Laura, a Alice e o Gusto 
(os três últimos de costa)


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
As manas queridas



Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
Lisboa, praça do Martins Moniz (em primeiro plano... 
aqui é que é ou era o coração da... Mouraria)


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
Nitas, Alice e Laura


Lisboa > São Vicente (Graça) > Miradouro da Sra do Monte
1 de janeiro de 2019 > Um dos sítios "secretos" de Lisboa, 
junto a uma capelinha  que lhe dá o nome... e que é de finais do séc. XVIII.



Lisboa > São Vicente (Graça) > Miradouro da Sra do Monte
1 de janeiro de 2019 > Um dos sítios preferidos dos parzinhos 
apaixonados... Mas os tuc-tuc agora são uma "parga"...


Lisboa > São Vicente (Graça) > Rua Senhora do Monte
1 de janeiro de 2019 > O João e a Catarina moram aqui, 
a 100 metros do miradouro


Lisboa > São Vicente (Graça) > Calçada do Monte > 
Restaurante Giro Sabores do Mundo > 1 de janeiro de 2019 > 
 Aqui há sushi!, disse o tio Gusto e,,, gostou!...


Lisboa > São Vicente (Graça) > Calçada do Monte > 
Restaurante Giro Sabores do Mundo  > 
1 de janeiro de 2019 >  Rodísio de sushi: as manas também gostaram... 
Até o fotógrafo, que é alérgico, provou!

Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados.  




Boa continuação da viagem, ti Nitas!





Sete e dois são nove, fora nada…

Diz a jovem aniversariante:
“Sou mãe, avó e esposa bem amada,
E quero continuar adiante.

“Não posso, ao relógio, fazer ‘reset’,
Nem voltar ao ponto de partida, 
Agora só conto de sete em sete,
E dou graças a todos e à vida.”

Querida mana e tia, pois aqui tens, 
A nossa poética homenagem:
Não são versos de simples parabéns,

Neles vão gigas e gigas d’ amor,
Votos de saúde e boa viagem,
C’o São Gusto ao lado, teu protetor.



Alfragide, 15 de janeiro de 2019



Tua mana Chita, teu cunhado e amigo Luís,

Teus sobrinhos Joana e João



PS - Gostámos muito de vos ver por cá, 

na passagem do ano... 

Dada a raridade..., é sempre um privilégio!

















Sintra > Colares > Azenhas do Mar >  31 de dezembro de 2018 > 
A Ti Nitas não conhecia  este lugar mágico da nossa costa... 
O Ti Gusto, já a chocar uma 'gripalhada',
ficou no carro.. A Laura foi visitar uma amiga 
que vive perto da Praia das Maçãs, viúva do filósofo Fernando Belo.
recentemente desaparecido.
Nós tivemos o privilégio de "assistir" a (e "curtir") 
o último pôr do sol do ano.

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados.


PS - Para o Tio Gusto, o nosso grande especialista em matéria de vinhas e vinho, aqui fica este apontamento curioso sobre as Azenhas do Mar, terra e mar onde  se cultiva, incrível, um vinho que é único, o Colares!...

(...) O desenvolvimento das Azenhas como estância balnear ocorreu em meados dos 30, quando a 31 de Janeiro de 1930, foi inaugurada a linha do Eléctrico do Banzão até às Azenhas do Mar. Segundo a tradição local, inauguração esteve envolvida em grande festa, com um dos homens amantes da terra, o "Tota", a colocar o chafariz do Arcão a deitar o famoso "Vinho de Colares".

Para a produção do Vinho de Colares, cultivam-se nas Azenhas as uvas "Ramisco", que eram plantadas em covas no solo de areia (para fazer os buracos, os agricultores protegiam-se com cestas de vime em torno do buraco, não fosse uma derrocada tirar a vida a alguém), para chegar ao barro húmido, covas que chegavam a ter 10 e mais metros de profundidade, e era ai que colocavam os bacelos para que dentro de anos começassem a brotar à superfície, chegando esta fase teríamos que esperar mais uns bons 6 a 7 anos, guiando com carinho a vinha rente à areia para que o calor da mesma acelerasse a maturação das uvas, em vinhas viradas ao mar, em pequenas parcelas de muros de pedra solta. (...)

Fonte: Wikipedia Azenhas do Mar (com a devida vénia...)

Para quem quiser saber mais o vinho de Colares ( o mais caro do país...), leia aqui este artigo do Público >   Colares, a teoria de Darwin aplicada ao vinho
Por Pedro Garcias
02.08.2014

15 janeiro 2018

Adivinha para o dia de hoje



Adivinha do dia de hoje, 15 de janeiro de 2018

Quem é quem, que hoje vai ser lembrada,
E que aparece sempre em primeiro,
C’ um largo sorriso d’ avó babada,
Nas fotos do nosso cancio…neiro ?

Vamos lá ver se tu, leitor, adivinhas:
Quem será essa senhora prendada ?
Primeiro, nunca dorme com as galinhas,
É mãe extremosa e mulher bem ca…sada.

Goza a sua reforma merecida,
Canta no coro e toca cavaquinho,
E hoje faz mais um ano de… vida!

Pois, com estas qualidades descritas,
E em redor muitas flores e carinho,
Tá-se a ver: é a nossa querida… Nitas!


... Com um xicoração das famílias

Ferreira Carneiro,
Pinto Soares
e Graça Henriques...

09 setembro 2017

Vídeo de homenagem aos trabalhadores da "vinha do Senhor"...


Região Demarcada do Vinho Verde, sub-região de Amarante > Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Candoz, Quinta de Candoz, 3 de setembro de 2017

Vídeo  (5' 29'') alojado no You Tube > Luís Graça


Quinta de Candoz > Foto panorâmica da entrada principal, vista da estrada municipal nº 642


Quinta de Candoz > Muros de suporte, que hoje em dia custa milhares de euros (60 euros por metro cúbico, em média, ao preço local)


Quinta de Candoz > Vinha em altitude (c. 250/300 metros), roubada à floresta de carvalho e castanheiro...Acima, são os "montes" (pinhal...). O sobreiro cresce aqui a olhos vistos, embora não dê cortiça de jeito...


Quinta de Quandoz > O "sino" que chama "os trabalhadores da vinha do Senhor" para o almoço...
Fotos (e legendas) : © Luís Graça (2017). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].
 
1. Começou ontem a vindima na Quinta de Candoz, e eu tenho pena de lá não ter podido estar, até porque fazia anos o José Ferreira Carneiro (um dos meus sócios, meu cunhado, amigo e camarada de armas: o "caçula" fez a guerra do utramar em Angola, em Camabatela, 1970/71, enquanto o mano velho, o Tó,  foi gravemente ferido em Moçambique, sendo hoje DFA)...

Como temos aqui, no nosso blogue, alguns conceituados vitivinicultores (, estou-me a lembrar logo do nosso José Manuel Lopes e da Luisa Lopes, da Quinta da Senhora da Graça), e muitos mais são os "adoradores de Baco", lembrei-me de mostrar-vos este vídeo...

 Para a nossa geração, a vinha e a cultura da vinha são-nos familiares... Somos do tempo em que o vinho dava de comer a um milhão de portugueses, mas os nossos agricultores, analfabetos, não sabiam fazer vinho...No espaço de uma geração (!)  fez-se uma revolução em Portugal, em matéria de vitivinicultura... E produzimos já alguns dos melhores vinhos de mesa do mundo... Não galo dos enólogo, das "estrelas"... Há muita gente anónima por detrás desta revolução, de métodos de trabalho, de ténicas, de conhecimentos, de gestão, e sobretudo de mentalidades... Em suma, é bom que os nossos filhos, netos e bisnetos conheçam um pouco do que é o campo, a agricultura que se faz hoje, donde provém o vinho, o milho, as batatas, a alface, as pêras,  etc.

A Quinta de Candoz situa.-se na região demarcada do vinho verde, sub-região de Amarante. Fomos dos primeiros, na extinta freguesia de Paredes de Viadores (hoje freguesia de Paredes de Viadores e Manhuncelos), a modernizar a cultura da vinha, nos anos 80 do século passado. A quinta, de herança familiar, pertence a 4 sócios (3 irmãs e 1 irmão). Tem meia dúzia de parcelas, em solcalcos, suportados por muros de granito, construidos ao longo dos séculos por gente anónima, à força bruta de braço... No total, o nº de pés de videira não chegará às 2 mil, metade dos quais estão no "campo" que se mostra no vídeo acima. Só temos castas de vinho branco (arinto ou pedernã, azal, loureiro, e algum avesso e alvarinho).  O essencial da produção é vendido à "Aveleda" (Penafiel).  De dois em dois anos, fazemos vinho e engarrafamos para autoconsumo...

Com este vídeo, que não é promocional, eu quero apenas fazer uma homenagem aos trabalhadores da vinha e do vinho do meu querido país, em geral, e em muito em particular aos que continuam a manter de pé "a nossa quinta de Candoz": sem eles, o seu amor, inteligência, competência e sacrifício, eu não poderia mostra-vos este vídeo... Um hectare de vinha, num sub-região como esta, dá muito trabalho: pelo menos 2 dias por semana!... Do enxerto à poda, da "pulveriza" à vindima, vão muitos dias, horas, insónias, preocupações, trabalhos, dinheiro... Não vou entrar aqui em pormenores, técnicos, até porque sou um leigo nesta matéria, sou apenas o "poeta" e o "fotógrafo" da casa... Criei em 2005 o blogue "A Nossa Quinta de Candoz", que é sobretudo um hino a uma família portuguesa, comum, igual a tantas outras, honesta e trabalhadora:

  "Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses. A casa, as pedras, os muros, o chão, as minas, os carvalhos, os castanheiros, as vinhas... Na posse da família Ferreira Carneiro, há pelo menos dois séculos. Uma estória de loas e cantigas. Mas também de trabalhos (es)forçados. De pão e vinho sobre a mesa. De amor e de amizade. Rosa, Chita, Nitas, Zé, mais as respectivas caras metades (Quim, Luís, Gusto e Teresa). Pais fundadores: José Carneiro & Maria Ferreira."

Tenho uma ligação sentimental a esta quinta onde me casei... com a filha do "patrão" (ou uma das filhas)... Tenho uma bela amizade com os meus cunhados e cunhadas, e rendo-me ao amor com que, há mais de 3 décadas, cuidam deste patrimónuio familiar, como se fosse um jardim, sacrificando muito do seu tempo, dinheiro e, infelizmente, também saúde... Este vídeo é uma homenagem em especial ao Gusto e à Nitas, ao Zé, ao Adriano, os verdadeiros "trabalhadores da vinha do Senhor"... Daqui, da terra dos mouros, eu tiro-lhes o chapéu!... Muita saúde e longa vida que eles merecem tudo!... (LG)

Reproduzido do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné

15 janeiro 2017

Nitas: a minha autobiografia ao km 70 da autoestrada da vida



Setenta rosas para setenta anos... A oferta dos manos... O cartão diz: "Parabéns!" e traz uns versinhos onde se lê: "Querida Nitas, por mor dos teus setenta anos, / Aceita este ramalhete com setenta rosas, / Que outras tantas vidas venturosas / Te desejamos, os teis qu'ridos manos". data e local: 15 de janeiro de 2017, Porto, Hotel Ipanema Park. Assinado: Zé + Teresa, Rosa + Quim,  Tó + Graça,  Alice + Luís, Manel + Mi.




A aniversariante (Nitas),. os manos (Tó e Zé) e as manas (Alice e Rosa) na festa de aniversário, Porto, Hotel Ipanema Park, 15/1/2017

Fotos: Luís Graça (2017)


Nitas: a minha autobiografia ao km 70 da autoestrada da vida


por Luís Graça

1
Sou a mais novinha de três irmãs,
Rosa, Alice e eu, Ana… Belos frutos
Dos senhores de Candoz que, astutos,
Nos tratavam como  belas… romãs.

2
Tive uma infância alegre e feliz
E até dizem que fui muito mimada,
Eu, das coisas más, não me lembro nada,
Aceitei o destino como Deus o quis.

3
Sortuda, tenho mais três manos, rapazes,
Tó, Manel e Zé: nunca me deixaram mal,
Têm orgulho da terra natal,
São bons pais e avós, homens capazes.
  

4
No Porto estudei  para mais aprender,
E aos meus pais e manos estou obrigada,
Pelo Instituto fui diplomada,
E senhora engenheira passei a ser.

5
E as belas tranças que cortei, um dia ?
Não mais era rapariga de aldeia.
—Pst!, pst! — diz o Gusto — E aí a chamei,
E tirei-lhe uma foto, que alegria!

6
Então, a seta o Cupido lançou,
Certeira, ao meu pobre coração,
Foi numa tarde de fim de verão,
Que o amor da minha vida começou.


7
Mas sete anos o meu sogro servi,
Na mira de contigo, amor, casar
Diz o Gusto: — Fazíamos belo par,
E só passei a ter olhos p’ra ti!

8
Foi de arromba e de amor o meu casório,
Felicíssimos os meus pais, Zé e Maria,
Mais do que química, foi alquimia,
Com o meu Gusto montei um… laboratório!

9
O coração das mães é como o mar,
Tão grande que apaga sulcos e trilhos,
Sempre de abraços abertos pr’ os filhos,
E pr’as queridas noras que lhes calhar.


10
Pois, dou graças a todos e a Deus,
P’ las mercês do amor e da amizade,
Quero chegar a proveta idade
Para ainda ver crescer os netos meus.

11
Meu cabelo branco não tem mistério,
Gosto de assumir o que é natural,
Pintá-lo, sim, é artificial,
E para quê ? Não há cores no… cemitério!

12
Não me vejo nem me sinto reformada,
Tenho o coro, a casa da Madalena,
E Candoz, a lida não é pequena,
Tomara gente estar tão bem empregada!


13
Não é tarde p´ra cavaquinho tocar,
Cantar ou outro instrumento aprender,
A música alegra o nosso viver,
Que eu sozinha que é não quero estar.

14
E sou também uma avó babadíssima,
Tudo por causa da minha Carolina,
Eu a pensar ser minha triste sina
Ter qu’ viver uma velhice… chatíssima.

15
Espero, meus amigos, que desta festa
Tenham gostado… Por mim, adorei,
No centenário…,  vos convidarei,
De novo, pois não há amiga... como esta!


16
A vós todos, o meu muito obrigada,
Saio do hotel como uma princesa,
Tive muito amor, muitos mimos à mesa,
Sou uma menina… privilegiada!

Porto, Hotel Ipanema Park,

15 de janeiro de 2017

01 janeiro 2017

As janeiras da Madalena, com viagem no tempo 2006-2016







Vila Nova de Gaia > Madalena >  24 de dezembro de 2016 > Algumas das coisas boas do Natal português nortenho... Os arranjos de azevinho (de Candoz), as rabanadas, os bolinhos de chila, o arroz doce (prós "mouros", que a aletria é que é prós "morcões"...), a lareira, e sobretudo o calor humano, a amizade, a arte de bem receber... coisas que não têm preço e nem se vendem nas grandes superfícies!

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados



As janeiras da Madalena,
com viagem no tempo 2006-2016


Aos donos da casa, Gusto e Nitas


É  tradição natalícia
Aqui as janeiras cantar,
E,  se um dia isso acabar,
Meus meninos, chamem a polícia!

No novo ano que aí vem
Há mais três septuagenários,
Não faz mal, e ainda bem,
Colecionamos aniversários.

Luís, Ana e Augusto,
Cada um de seu signo astral,
Um jubila-se, mas a custo,
E não gosta do Pai Natal.

P’ra Ti Nitas, a melhor prenda  
É o seu homem, que não tem preço,
Visto de frente ou de avesso,
Comprava-o, se d’novo à venda.

Sou  festiva e gaiteira,
Tenho horóscopo benigno,
 Sou mulher trabalhadeira,
Capricórnio é meu signo.

Esfalfei-me a trabalhar
Para vos dar a consoada,
C’o licença, vou-me sentar,
Que estou dorida e cansada.
  

…2007

Nesta noite de magia,
Reinas como uma rainha
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.


2016

Ninguém sabe o segredo
P’ra um tão rápido crescer,
Se inda agora os vimos nascer,
À Nonô e  ao João Pedro.

Têm varinha de condão
Mamã Sandra e papá Rui,
Dá-se corda ao coração,
E o tempo com amor flui.

…2006

Nada há mais belo no mundo,
Que as nossas criancinhas,
Seus sorrisos calam fundo,
São as nossas melhores prendinhas.

Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Sendo esta a mais malandra,
Mas também com mais humor.
  

2016

E senhorinha Maria,
Qualquer dia, com namorado ?
Só poderá ser, mamã Sofia,
Um princípe encantado.

E para grande surpresa
Do Miguel, que fica acordado,
Sai à noite a princesa
Num coche todo dourado.

….2006

Já lá vai o dois mil e seis
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.

Nasceu a bela Maria,
Um prenda para todos nós,
Alegria dos avós,
Do Miguel e da Sofia.

A ajudante de cozinha
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.


2016

Hoje falta ao nosso Natal
O Joãozinho de Lisboa
Trocou-nos lá p’lo Funchal
Onde diz que tem coisa boa.

O seu nome é Catarina
Pró João é um florentina,
Tem a elegância da estrelícia
E a calma natalícia.

Quem não falta é o nosso vidente,
 Com a sua mais que tudo,
Tiago, ês o corpo  gente,
Estás feliz e és um sortudo.

E pra veres mais e melhor
Tens a tua neurologista,
A Sofia, que é um amor,
Só é pena ser benfiquista.
  

… 2006

Já receitam aspirina,
Só não partem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.

Os doutores que à mesa ‘stão,
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.

… 2007

Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.
  

… 2012

Bons augúrios de Natal
Diz a bola de cristal
 Que haverá moura pela costa, 
Vamos a ver se o Tiago gosta.

2016

O pai queria-o a comandar,
A nossa marinha de guerra,
Afinal ficou em terra,
Mas p’lo fisco a zelar.

E c’o Filipe fazem tandem
P’la estrada da vida fora,
A Suzana, bela mãe,
E a Carol, que já não chora.

O Gaudi, esse, é o rei,
É um Labrador refinado,  
Só que em nome da lei,
É da Maria apartado.


…2007

Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspetor
Da Segurança Social.


... 2012

Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!

2016

Dos convidados é o primeiro,
Mas às vezes fica amuado,
O nosso vizinho do lado,
De seu nome Pedro Carneiro.

São menos quatro à mesa,
Ele e o resto da família,
O Diogo, a Tata, a Patrícia,
Temos pena, e não é p’la despesa.

2016

De estórias é contadora,
E traz a todos alegria,
Na Madalena é senhora,
Tem os miminhos do tio e tia.

…2007

É como o cão  e o gato,
A Joana e  sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!

… 2012

A Joana veio ao norte,
Solteirinha, por casar,
Com mais um pouco de sorte,
Voltará de novo a amar. 


 … 2012

A Alice caiu num cato
E ficou que nem porco-espinho,
O Ti Gusto  com o seu tato
Tirou-o vaso do caminho,


2016

Este ano não se fez rogada
Cabelo branco é ternura,
Para quê pôr-se pintada
 Se é tudo contra-natura ?!

 Para quem quer ser avó,
E tem medo de ficar só,
O branco muito bem condiz,
Bem lhe assevera o Luís.


… 2006

Do nosso amigo José,
Pai da Sandra e do Miguel,
Dizem os netos que é
Um torrãozinho de mel.

2016

Ó Zé, tu, nosso decano,
Que a idade é sempre um posto,
Convidado ficas pró ano,
E eu também virei com gosto.

Está na hora de me ir embora
E p’ras janeiras acabar,
Resta-me apenas saudar
Os da casa e os de fora.

Há Natais de todo o cariz,
E tem sempre consumição,
Nesta casa a gente diz
Que faz bem ao coração.


Madalena, 24/25  de dezembro de 2016