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14 setembro 2012

As nossas comidinhas (4): Anho assado com arroz de forno à moda de Candoz






"Coma,  que no céu não há disto" - costumava eu dizer ao meu velhote,  em vida... Um dia destes digo qual a é a receita das manas Rosa, Chita e Nitas, herdeiras dos nossos saberes gastronómicos... Porque o que é bom, é para se partilhar com os outros (cristãos e não cristãos)...

50 anos de casada vai fazer a Rosa. E temos festa rija no dia 20 de outubro!...

Este aninho já se foi, no passado dia 1 de setembro de 2012, antecipando a festa de aniversário do Zé, que é sempre no dia da festa do Castelinho...

O anho estava, como sempre, melhor do que o último... Para acabar as férias,  em beleza, como manda a tradição. Felzmene que aqui, com o Marão à vista, ainda mandam os que aqui estão, não os da Troika!

Fotos: Luís Graça (2012)

24 abril 2012

O nosso saudoso Luís Henriques (1920-2012), um amigo de Candoz


Lourinhã > Abril de 1999 > Luís Henriques (1920-2012) e Maria da Graça (n- 1922)


1. Texto de Luís Graça, publicado no jornal Alvorada, [Lourinhã,] nº 1103, 20 de abril de 2012, p. 26

Morreu o Luís Sapateiro (1920-2012), uma figura muita popular e querida da nossa terra 





Luís Henriques, mais conhecido por Luís Sapateiro, nasceu na Lourinhã em 1920. Homem de fé, morreu no passado domingo de Páscoa, dia 8, na Atalaia, no Lar e Centro de Dia de N. Sra da Guia, onde vivia desde 2008 com a esposa, Maria da Graça. 

 Filho de Domingos Henriques e de Alvarina de Sousa, ficou órfão de mãe, aos dois anos. Viveu nos primeiros anos de infância com a nova família do pai, que casou pela terceira vez. Ao todo teve uma dúzia de irmãos. Depois de feita a 4ª classe, o seu primeiro emprego foi como marçano na loja do fotógrafo e comerciante Manuel Lourenço da Luz, pai do fotógrafo António José da Luz (Foto Luz).

Aos 13 anos, terá uma nova família de acolhimento, a do seu tio materno, Francisco de Sousa (Fofa), músico e industrial de sapataria. Aprende o ofício de sapateiro. Aos 20 anos assenta praça nas Caldas da Rainha. Entre julho de 1941 e setembro de 1943, esteve como expedicionário na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde. A saudade da terra era mitigada pela presença de diversos lourinhanenses que pertenciam à mesma unidade. Do Mindelo escreve à sua namorada, futura noiva e esposa: Maria, minha cachopa,/ Não me sais do pensamento, / Tão logo saia da tropa, /Trataremos do casamento

De regresso à Lourinhã, faz sociedade com o seu irmão Domingos Severino. Abrem a sua própria oficina de sapataria, na Rua Miguel Bombarda. Casa, entretanto, em 1946. A 29 de janeiro de 1947 nasce o seu primeiro filho, Luís. Até 1964, terá ainda mais três raparigas: Graciete, Maria do Rosário e Ana Isabel. 

Atleta amador, joga futebol e é treinador das camadas juvenis, ao mesmo tempo que participa na vida associativa das diversas coletividades da sua terra, desde o Sporting Clube Lourinhanense (SCL) até aos bombeiros, a banda de música e a misericórdia e ainda as irmandades de N. Sra dos Anjos e de São Sebastião. Quando morreu, era de há muito o sócio nº 1 do SCL, coletividade que de resto sempre o acarinhou e o homenageou, tanto em vida como na morte.

Era um bom lourinhanense, muito querido e estimado por toda a gente. Espirituoso, bem humorado, com jeito para o improviso poético, definia assim a sua terra: Lourinhã, uma vila catita, / Bonita, sem vaidade,/ tem montras como uma cidade, / Mas também ninguém nos engana: / Ao fim de semana, / Sem sol, sem bola e sem missa, / É uma terra de preguiça… 



Trabalhador por conta própria, deu trabalho a muitos sapateiros. O seu negócio teve altos e baixos. Ainda está na memória de muita gente o local da sua última oficina, na Praça Coronel António Maria Batista, nº 9. Daí também o seu desabafo, sob a forma de parlenda popular: À segunda feira [o tradicional dia de descanso dos sapateiros] , o trabalho abunda; à terça, dor de cabeça; à quarta, trabalho à farta; à quinta, dança a pelintra; à sexta, o patrão é uma besta; ao sábado, o patrão arreliado… passa-se para o outro lado! 


Foi, além disso, um bom pai e um avô carinhoso. Tinha 12 netos e 5 bisnetos. Viveu pobre e morreu pobre, mas com dignidade, vítima de doença prolongada. Escreveu um diário (cerca de 500 páginas manuscritas) entre 2008 e 2011.

Os seus familiares e amigos mais próximos lembrá-lo-ão sempre como um homem simples mas único, que irradiava alegria de viver e boa disposição. Não deixa “obra feita”, como sói dizer-se. Mas o seu exemplo de generosidade, bondade e otimismo perdura para além da morte. Para os seus filhos, netos e bisnetos, foi um privilégio tê-lo como pai e avô. Para eles, foi e será sempre o melhor pai e avô do mundo.

Uma palavra muito especial de agradecimento é devida à direção do SCL e ao pessoal do Lar e Centro de Dia de N. Sra. da Guia, na Atalaia, bem como ao médico dr.Rui Martins. Mas também aos seus parentes, amigos, conterrâneos e vizinhos que se interessaram pelo seu estado de saúde e que o acompanharam até à sua última morada na terra, incluindo os elementos do Coro Municipal da Lourinhã, Rui Mateus, Moura, Quim Zé e Ana Mateus que no cemitério cantaram para ele a famosa e sublime canção alpina Signore delle cime (do italiano Giuseppe de Marzi, 1958). 

Texto e foto: Luís Graça.

08 julho 2011

Gente feliz... com uma lágrima ao canto do olho (2): As nossas férias... Praia do Valmitão, Lourinhã, início dos anos 80

24 agosto 2010

As primas do Marco vieram a Lisboa, ao CCB, ver os Melech Mechaya, na 4ª edição do Festival CCB Fora de Si 2010 (1)



Lisboa > CCB - Centro Cultural de Belém > Praça do Museu > Os Melech Mechaya,  na 4ª edição do Festival CCB Fora de Si 2010 (16 de  Julho a 29 de Agosto), 22 de Agosto de 2010, 22h00...

Vídeo (3' 57''): Luis Graça (2010). (Gravação com permissão do grupo...)




A tia Alice observando o cartaz á entrada do CCB - Centro Cultural de Belém... Festival CCB Fora de Si 2010, na Praça do Museu, 22 de Agosto de 2010, Domingo, às 22h00,  espectáculo com os Melech Mechaya onde toca (violino) (e canta e encanta o primo João)...

"Melech Mechaya é uma viagem festiva pela música klezmer (música tradicionbal judaica) que reúne ainda a energia da música balcânica, a cadência dos ritmos ciganos e a elegância das sonoridades árabes"...



O palco do espectáculo, CCB, Praça do Museu... por volta das 21h00

Actuação do grupo, que tocou músicas conhecidas do seu disco Budjabá e um novo tema, da sua criação

Um aspecto (parcial) da assistência... 

O Meco, a Mariana e a Vera... Em segundo plano, a Inês... A escala de Lisboa é outra, queridas primas...


As primas, a Mariana e a Inês, mais o pai, o Meco; em segundo plano a tia Alice (que vive em Alfragide)... Tudo o mundo dançou que se fartou...Mas o fotógrafo não registou esses momentos porque estava a gravar o espectáculo...



A tia Alice com um casal de amigos, o Fernando e a Goretti (que costumam passar férias na Lourinhã)

Fotos (e legendas): © Luís Graça (2010). Todos os direitos reservados


23 agosto 2010

Margarida Peixoto: Um hino à amizade

1. Mensagem da Margarida Peixoto (que foi professora primária em Passinhos, em 1972), enviada no dia dos anos da Alice:

Boa amiga Alice:

PARABÉNS!

Há uns anos atrás uma nova vida surgiu algures, lá para os lados de Marco de Canaveses... Candoz oi presenteado com uma perolazinha pequenina, que foi crescendo, crescendo em tamanho, bondade, delicadeza... e tantos outros adjectivos cheios de grandeza e profundidade!...

Quis o Destino, que alguns (muitos!...) anos depois nos conhecêssemos e,  sem podermos dar uma explicação plausível, nasceu uma amizade intensa.

Hoje, neste dia tão especial, além de querer desejar os "banais" Parabéns, quero referir a importância que teve para mim este conhecimento.

Nem queria acreditar, que já na casa dos 60, quando tudo parece terminado, quando acabamos de crescer, de perdermos o tempo com preocupações muitas vezes sem sentido, vemos os dias correr um pouco nublados uns iguais aos outros... Eis que encontramos alguém que nos faz reviver o passado e termos vontade de gritar bem alto: "A vida está aqui, agora, não no futuro, nem no passado." ESTÁ  AQUI AGORA!

Cada etapa é linda de se viver.

Cada ano traz um colorido diferente, formando uma tela, tão maravilhosa, que nem Miguel Ângelo, Picasso, Renoir... ou  qualquer outro ilustre ARTISTA, poderia dar melhor colorido ou sentido à vida! Pois cada tela representa para cada um de nós, a vida que vivemos e ainda viverremos.

Neste dia, nesta hora, quero desejar áàminha boa Amiga que a tela da vida esteja sempre com cores garridas e quentes, que quando por qualquer motivo, elas se tornarem mais suaves e frias, não faz mal,
pois a vida é uma roda que gira, gira e logo surgirão as cores mais fortes para levantar o "ego"....

Obrigada por estares presente na minha vida para me fazer sorrir mais vezes.

Daqui envio uma "margarida" e em cada uma das suas pétalas vai o desejo sincero que todos os teus sonhos sejam realizados e mesmo no centro, no "olhinho" da margarida , olha bem..... Um raio de Sol abriu para
te abraçar e dizer - te apenas: FELICIDADES,  PARABÉNS!

Da Margarida

Um abraço do  Carlos Peixoto

2. Comentário da Alice:

Querida Margarida:

Achei tão lindo o teu texto!... Por um lado, tive vontade de o publicar imediatamente no nosso blogue, para o dar a conhecer à minha família, aos nossos amigos e vizinhos... Mas, por outro lado, também experimentei, logo a seguir, um sentimento de pudor: não, aquela "perolazinha" (que tu pões a nascer e a crescer em Passinhos) não poderia ser eu... Fico constrangida quando recebo um elogio, penso sempre que é excessiva e que não o mereço... Coisas minhas... Rapidamente superei essa ambivalência de sentimentos e, com o encorajamento do Luís, aceitei que a tua mensagem de parabéns pelo meu 65º aniversário pudesse ser partilhada no blogue A Nossa Quinta de Candoz.

A tua mensagem é um verdadeiro hino à amizade, está tão bem escrita e revela a sensibilidade da grande mulher, pedagoga e agora pintora que tu és!... Que melhor prenda de anos poderia eu ter recebida de uma amiga senão esta confissão sincera de que o nosso encontro em 2009 (algo casual, a reboque dos nossos maridos) está na origem de uma bela amizade que está a dar maior cor e mais vida à sua própria vida ?!

Para mim é também um motivo de orgulho e um privilégio ter-te na minha lista das "amigas favoritas". Obrigada pela magnífica "margarida" que recebi no dia 18! Um doce beijinho. Um xicoração para o Carlos (o Luís manda-lhe um Alfa Bravo que, em linguagem da tropa, quer dizer abraço).
Alice

06 abril 2010

Parabéns, querida Joana!


















Imagens de Candoz, da Serra de Montemuro e de Porto Antigo, em dia de Páscoa,. 4 de Abril de 2010... A pensar na Joana que faz anos a 6 de Abril, e que desta vez não pôde vir connosco.

Fotos: © Luís Graça (2010). Direitos reservados


Se não tivesses nascido… 


Se não tivesses nascido,
A tua mãe não seria a mãe mais feliz do mundo
Nem o teu pai o pai mais babado do planeta,
No dia 6 de Abril de 1978…

Se não tivesses nascido,
O João não seria o mesmo João que é hoje,
Orgulhoso da sua mana mais velha.

Se não tivesses nascido,
A Fada Oriana e os seus amiguinhos da floresta
Não teriam a mesma graça
Nem o mesmo encanto.

Se não tivesses nascido,
Não terias comido gelado ao copinho
Nem a tua mãe teria ouvido a mais bela declaração de amor
Que uma mãe pode ouvir em vida:
- Mamã, gosto mais de ti
Do que gelado ao copinho!

Se não tivesses nascido,
Não teríamos conhecido as alegrias e as tristezas
Do nascer e do crescer desse ser maravilhoso
Que és tu.

Se não tivesses nascido,
As flores do nosso jardim em Candoz
Não sorririam nem falariam para nós,
Como sorriem e falam
Nos dias solares.

Se não tivesses nascido,
O sol e a lua decerto não namorariam
Nem viveriam tão perto de nós.

Se não tivesses nascido,
Nunca teríamos o conhecido o pânico
De te ter perdido no meio da multidão.
Nem a alegria de ouvir, no altifafalante:
- Encontrou-se uma menina,
que diz chamar-se Joana
e que se perdeu dos seus pais.

Se não tivesses nascido e crescido,
Nunca terias ido para longe
Nem nunca regressarias de longe,
E a gente nunca saberia
O que era ter saudades tuas.

Se não tivesses nascido, crescido e adoecido,
A gente nunca teria estado à tua cabeceira,
A medir-te a febre,
A pôr-te compressas frias na cabeça,
A ouvir-te em sonhos e delírios,
A ouvir-te, simplesmente.

Se não tivesses nascido…
Nunca serias a nossa Joaninha,
A crisálida, a borboleta,
Depois a Joana,
Adulta, madura,
Sem mais adjectivos possessivos
Nem qualificativas.
A Joana, psicólogo, ilustradora,
Pintora, escritora.
A Joana, simplesmente mulher,
32 anos feitos hoje,
De alma cheia
E corpo inteiro,
Que sorri para a vida
E tem janelas abertas para o futuro.

Desculpa se a gente às vezes se distrai
E te chama nossa, a nossa Joana.
Como se a gente te quisesse só para nós…

Se nasceste,
Foi para tornares o mundo mais habitável
E colorir a vida.
Se nasceste,
Foi para seres feliz
E fazeres os outros felizes.
(Claro, reclamamos a nossa quota-parte
Da tua felicidade…).

Parabéns, querida Joana!

Os teus pais, Luís e Alice,
E o teu mano João,
No dia da tua festa,
6 de Abril de 2010.

01 março 2010

Gusto, 63 anos... é meia vida! Parabéns... Não estamos velhos, os nossos filhos é que cresceram!


Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 >  Vê lá se conheces este par tão fotogénico ?.. Junto à fonte da aldeia onde há inúmeras quadras populares em azulejo... "Água e mulher só boa se quer": diz ele para ela...  (Ele, sempre arisco, fugindo aos paparizzi; ela, sempre receptiva à pst! pst! do fotógrafo de serviço)

Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 >  Nada como o verão, e as férias, para se dar atenção às pequenas/grandes coisas da vida...  Em 1996, já tínhamos dobrado o Cabo do Meio Século...


Porto > 6 de Março de 1979 > Ainda usávamos cabelo comprido e aprendíamos o jeito de ser pais...Tu aqui (que trenura!)  com o pequeno Luís Filipe, o primogénito, nascido a 7 de Janeiro desse ano... Tinha aqui dois meses...

Candoz > Natal de 1984 >  Éramos vinte cinco anos (um quarto de século!) mais novos e até sabíamos tocar acordeão e contar histórias à canalha... Da esquerda para a direita: tu, qual mágico, com o teu acordeão encantatório, o João (com 11 meses), a Joana (6 anos), o Filipe (5 anos, o Pedro (7 anos) e o lourinho do teu Tiago (com 3 anos)... Na velha cozinha da velha casa em cima da qual haveríamos de construir o nosso actual casarão... Há quanto tempo!... Pois é, foi no século passado... Estávamos a um passo de entrar na Cê Éi É...

Candoz > Natal de 1984 >  Divertida, a canalha... Já não me lembro a modinha que tocavas, mas eram sons, alegres, do Norte... Sempre gostei de te ver e ouvir tocar o acordeão... (Sei que o tens agora  arrumado no sótão das velharias! Que pena....).


Óbidos > Agosto de 1985 > Fazíamos sempre férias em Agosto... Era quando a fábrica fechava... Para os putos era o melhor mês do ano... Fizemos umas belas férias juntos,  estes anos todos, em que os putos ainda andavam às nossas cavalitas... E até levámos as sobrinhas que nos calharam na rifa: neste caso, a Susana, que é hoje uma senhora enfermeira e mãe de três robustos rapazes...




Candoz > Páscoa 1992 > Já não nos sentamos nesta pedra nem à sombra desta latada... E temos saudade de quem partiu, o patriarca José Carneiro (à esquerda) e a nossa querida sogra, Maria Ferreira, sem esquecer a tua querida mãe... A meio,  o meu velhote, que dificilmente voltará a Candoz (prestes a fazer 90 anos, em Agosto)... E o teu puto, o Tiago, sempre curioso, partilhando a leitura do Record e discutindo coisas da bola... Era a época, segundo creio, em que ele tinha como ídolo o Vitor Baía... (Espero que ele nos "veja", lá do outro lado do mundo, na Nova Zelândia, onde está de férias...).



Lourinhã > Praia de Valmitão > Agosto de 1985 >  Uma foto rara... Dificilmente te apanharia, na praia, em calções, alguns anos mais tarde... O que faz ser pai de putos pequenos!



Não, não foi no México!... Foi na Madeira, em Agosto (claro) de 1990!



Alugámos um carrão e percorremos a ilha de lés a lés, quatro adultos, quatro putos... Ainda a Madeira não era um queijo suíço... Não reconheceria a tua mulher se não estivesse ao lado da irmã, que é a minha cara metade... Que elegante que estava a Nitas nessa época!... Afinal, tínhamos todos 43 anos, tu, ela e eu, que a Alice leva um ano e meio de avanço... (Em férias, a Alice  insistia sempre em dar-te a "regueifa", ou seja, o volante do carro, coisa a que nunca te fazias rogado... Eu, pela minha parte, gostava de andar à boleia...).




Uma cena campestre, algures em Espanha, ou melhor na vizinha Galiza (aonde íamos com alguma frequência, com passagem por Vigo, para o marisco...)... Agosto de 1992... Depois do piquenique, a siesta... Nas gargantas do Sil, afluente do Rio Minho, perto de Orense (a legenda na foto é tua)... Na ponta do lado direito, o Pedrocas...





Bragança > Parque Natural de Montesinho > Montesinho > Casa-abrigo >  Agosto de 1992 > As férias foram sempre, para todos nós, incluindo os putos, uma janela para o mundo, para descobrir coisas novas, outras gentes, outras culturas, outros cheiros, outros sabores, outras cores, outras texturas, outro imaginário... (Lembras-te ? Chegámos à noite e fomos comprar pão quente e alheiras da terra... No dia seguinte, estavas para morrer, quando o estômago às voltas!... Ou era a maldita úlcera, de que finalmente conseguiste livrar-te há poucos anos atrás,  ao fim de que quarenta e tal anos de sofrimento e estoicismo, como eu nunca vi  em ninguém!)...





Espanha > La Coruña > Agosto de 1992 > Que bem comportadinhos que eles eram...



Bragança > Rio de Onor > Agosto de 1992 > Casas da aldeia, comunitária,  que nasceu dos constrangimentos da economia agro-pastoril de montanha, e que foi objecto de estudo de antropólogos como o Jorge Dias  ou o Joaquim Pais de Brito (meu prof e amigo)... Na foto, o Pedro, a Joana e o Filipe. O boi do povo, com a sua tonelada de carne e músculos, foi a vedeta, para os putos, pré-adolescentes...




A verdade é que eles (e ela...) cresceram, cresceram, sem a gente quase se dar conta...


Nessa época, só queriam hotéis com piscinas...




Candoz > Vindimas 1996 > E em Setembro, voltávamos ao trabalho...Na Quinta, eram as vindimas... Estas eram (e são) a minha mãe, Maria da Graça,  mais as assalariadas Alice e Zezinha.

Candoz > Vindimas 1996 > Este era (e é) o nosso querido Quim, quando jovem...

Candoz > Vindimas 1996 > Este era (e és) tu... Com mais cabelo...




Candoz > Vindimas 1996 >  Foto de família... Em Setembro, vinham as canseiras e as alegrias da vindima... Era a festa, o centro do equinócio de verão... Em 1996 éramos uns tantos, faltavam muitos mais... Em primeiro plano, o Manel, de cócoras; na segunda fila, da esquerda para a direita, os meus pais, a Mi, a Zeza, a Nitas, a Joana, o João, o Zé; na terceira fila, o Joaquim, o Miguel (marido da Cristina), o Miguel, a Alice, o teu pai, tu e o Zé do Chelo...


E voltamos ao princípio da história... Encontrámo-nos porque casámos com duas manas de Candoz, tu, nortenho, com a Nitas, que te deu dois belos rapazes, que são o teu orgulho de pai, o Filipe e o Tiago; eu, sulista,  com a Alice, que me deu uma Joana e um João... Falta aqui a nossa sócia e cunhada, Rosa, e o nosso outro sócio e também querido cunhado, Zé... Na foto, está cá o filho, Pedro, o Pedrocas, que sempre tratámos como nosso menino também... E está cá a nossa querida Carmen, mãe do Pedro, que partiu bem cedo, injustamente cedo,  desta vida, em 1992... Claro que falta cá muito mais gente (não vou enumerar a família toda, que é extensa, mas que, por certo,  estará hoje na tua festa, em espírito ou fisicamente, a começar pelo teu irmão Zé e a Berta, a quem envio um abraço, daqui, de Lisboa). 

A Carmen é a  primeira, do lado esquerdo, vestida de vermelho, sempre bem  produzida (como se diz aí no Norte)... A foto já não sei quando nem onde foi tirada... Tem seguramente muitos muitos anos, foi no século passado, quando ainda éramos todos muito jovens... Talvez em 1988...O sítio ? O Museu de Serralves,  um magnífico espaço que o Porto tem e os mouros de Lisboa invejam... (ou diria, admiram).

Espero que tenhas gostado desta pequena viagem de regresso a um passado, afinal recente, de que pessoalmente guardo as melhores recordações. Devo dizer-te que é um privilégio ser teu amigo e cunhado. Teu e da Nitas. Tu és o mais novito de nós,  os três, que nascemos em 1947, mas a partir de hoje estamos quites. Comemorámos juntos os 50 anos, lembras-te ? No Tromba Rija... Também no século passado... Espero poder bisar essa efeméride,  contigo, a Nitas, e a Alice, os nossos putos, netos e bisnetos. E os amigos, claro!

Que tenhas um grande dia, e sobretudo muita saúde para a segunda parte do filme de que és o actor e o herói, o filme da tua vida!  Um grande abraço. Luís

PS - Aproveitando a boleia, a Alice, a Joana e João mandam-te também muitos chicorações. 

Fotos: © Luís Graça (2010). Direitos reservados

17 fevereiro 2010

Serra de Montemuro: Olhó o geladinho!!!




Serra de Montemuro, entre Cinfães e Castro Daire. 14 de Fevereiro de 2010. Fazia um frio de rachar. Um ou dois graus negativos às 15h30: era quanto marcava no computador do carro...

A Nitas (na imagem), a Alice, o Gusto e o Luis (vozes)...Recordando as brincadeiras de infância, quando chegava o inverno e a água congelava nas fontes, nas caleiras, nos riachos... Histórias do século passado, quando ainda não havia gelados (ice creams) da Nestlé ou pelo menos não chegavam essas guloseimas às crianças da aldeia, no Portugal Profundo...

Íamos a caminho de Lazarim, no Concelho de Lamego, à procura dos caretos e do entrudo... Afinal, os ditos (e famosos) só desfilavam na Terça Feira de Carnaval, dia 16...

Vídeo: 2' 33'' > You Tube > AliceDeCandoz










Serra de Montemuro > 14 de Fevereiro de 2010 > As formas caprichosas mas sempre belíssimas da água em estado sólido...
Vídeo e fotos: © Luís Graça (2010). Direitos reservados

04 novembro 2009

Joãozinho Mendes Carneiro Gomes: eu, cristão, me baptizo (Parte IV)

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Igreja paroquial >O Joãozinho, ao colo da madrinha, Maria Alice Ferreira Carneiro, a entrar na igreja para a cerimómia do baptismo...

Vídeo (1' 41''): © Luís Graça (2009). Direitos reservados

24 fevereiro 2009

A nossa grande família, agora mais rica, com o nascimento do Joãozinho, 3º filho da Susana e do Flávio

Paredes > Casa da Susana e do Flávio > 6 de Fevereiro de 2009 > É uma casa portuguesa, com certeza... A nossa Susana é Carneiro, filha do Manel e da Mi, enfermeira, dedicada e competentíssima,  na Unidade de Cuidados Intensivos do O Hospital Padre Américo Vale do Sousa, Penafiel, que faz parte do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa... O Flávio é um flaviense, nado e criado em Chaves. Trabalha na PSP no Porto... O primeiro rebento do casal foi o Rui (em cima na foto). O segundo foi o Nuno... E agora temos o Joãozinho, de que são padrinhos a Alice e o Zé, seus tios-avós...A Susana é uma mãe extremosa... Aqui a dar de mamar ao seu novo rebento

Paredes > Casa da Suzana e do Flávio > A madrinha, Alice, às voltas com as cólicas do Joãozinho...

Nascido em 13 de Janeiro de 2009, é um consolo ver este menino a mamar... Um menino tranquilo... ao colo da mãe.

Daqui vão os nossos parabéns à família, à Susana, Flávio, Nuno e Rui, agora aumentada e melhorada com a entrada do Joãozinho... É uma equipa de respeito, quatro machos e uma... carneira. Que Deus os proteja! E que o leitinho nunca falte ao Joãozinho, para ele crescer e... a gente a ver.

Fotos: Luís Graça (2009)