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02 janeiro 2017

As janeiras da Madalena: Vivó 2017



Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 27 de dezembro de 2016 > O sobreiro grande... Em terra roubada à floresta de castanheiro, a 300 metros acima do nível do mar, o sobreiro adapta-se bem; cresce em altura, mas não dá cortiça de jeito... Este tem 50 anos, ainda me lembro dele, pequeno mas com vontade de vingar, aproveitando as condições de clima favoráveis à vida vegetativa (calor e humidade no verão. temperatura não muito baixa no inverno)... Há alguma analogia com a  mensagem de boas festas que recebi de um amigo meu e ex-camaradas de armas: não basta estarmos vivos e ativos, é preciso sermos...proativos! (Ativo= Que exerce ação, oposto de passivo; proativo=Que não se baseia na reacção a algo, mas toma iniciativa de acção.)



Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 27 de dezembro de 2016 > As bolotas dos carvalhos


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados.  


Janeiras da Madalena:
Vivó 2017

O dois mil e dezasseis
Já lá vai e deixa saudade,
Depois da festa dos Reis,
Ficamos mais velhos de idade.

Ficamos mais velhos de idade,
Todos  aqueles que aqui estão,
Uns com mais ruindade,
Outros jurando que não.

Outros jurando que não,
Tão frescos que nem um pêro,
Mente sã em corpo são,
Cuidando de si com esmero.
  
Cuidando de si com esmero,
E nós cultivando a  esp’rança,
Por mim, este ano só espero
Que não nos falta a confiança.

Que não nos falta a confiança,
E nos aguentemos nas canetas,
Vivendo com temperança,
Sem ter que andar de muletas.

Sem ter que andar de muletas,
E sermos uns coitadinhos,
Mas pior é ir de carretas
Lá pró mundo dos anjinhos.
  
Lá pró mundo dos anjinhos,
Quanto mais tarde melhor,
Tratem bem desses corpinhos,
Que eu a todos desejo amor.

Que eu a todos desejo amor
(e paz nesta terra querida),
Traz mais cor e melhor sabor
A uma vida bem vivida.

A uma vida bem vivida,
Neste ano que chega agora,
Dêmos  à má sorte uma corrida,
A tristeza mandemos embora.

A tristeza mandemos embora,
Que a vida é que vale a pena,
Aqui é que ela não mora,
Nesta casa da Madalena.

Nesta casa da Madalena.
Há o melhor “réveillon”,
Tia Nitas, mulher pequena,
Toca tudo, menos “acordéon”.

Toca tudo, menos “acordéon”,
Do cavaquinho à panela,
Sabe receber, é um dom,
Que, dizem, nasceu com ela.

Que, dizem, nasceu com ela,
É o marido que nos garante,
Enquanto por todos nós zela
E nos serve o espumante.

E nos serve o espumante,
Formam os dois um belo par,
Obrigado a este restaurante
Por este rico jantar.

Por este rico jantar,
Fica desde já prometido,
Pró ano nós cá voltar,
Fica escrito e fica dito.

Madalena,  V. N. Gaia,
31 de dezembro de 2016 / 
1 de janeiro e 2017


Luís Graça

01 janeiro 2017

As janeiras da Madalena, com viagem no tempo 2006-2016







Vila Nova de Gaia > Madalena >  24 de dezembro de 2016 > Algumas das coisas boas do Natal português nortenho... Os arranjos de azevinho (de Candoz), as rabanadas, os bolinhos de chila, o arroz doce (prós "mouros", que a aletria é que é prós "morcões"...), a lareira, e sobretudo o calor humano, a amizade, a arte de bem receber... coisas que não têm preço e nem se vendem nas grandes superfícies!

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados



As janeiras da Madalena,
com viagem no tempo 2006-2016


Aos donos da casa, Gusto e Nitas


É  tradição natalícia
Aqui as janeiras cantar,
E,  se um dia isso acabar,
Meus meninos, chamem a polícia!

No novo ano que aí vem
Há mais três septuagenários,
Não faz mal, e ainda bem,
Colecionamos aniversários.

Luís, Ana e Augusto,
Cada um de seu signo astral,
Um jubila-se, mas a custo,
E não gosta do Pai Natal.

P’ra Ti Nitas, a melhor prenda  
É o seu homem, que não tem preço,
Visto de frente ou de avesso,
Comprava-o, se d’novo à venda.

Sou  festiva e gaiteira,
Tenho horóscopo benigno,
 Sou mulher trabalhadeira,
Capricórnio é meu signo.

Esfalfei-me a trabalhar
Para vos dar a consoada,
C’o licença, vou-me sentar,
Que estou dorida e cansada.
  

…2007

Nesta noite de magia,
Reinas como uma rainha
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.


2016

Ninguém sabe o segredo
P’ra um tão rápido crescer,
Se inda agora os vimos nascer,
À Nonô e  ao João Pedro.

Têm varinha de condão
Mamã Sandra e papá Rui,
Dá-se corda ao coração,
E o tempo com amor flui.

…2006

Nada há mais belo no mundo,
Que as nossas criancinhas,
Seus sorrisos calam fundo,
São as nossas melhores prendinhas.

Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Sendo esta a mais malandra,
Mas também com mais humor.
  

2016

E senhorinha Maria,
Qualquer dia, com namorado ?
Só poderá ser, mamã Sofia,
Um princípe encantado.

E para grande surpresa
Do Miguel, que fica acordado,
Sai à noite a princesa
Num coche todo dourado.

….2006

Já lá vai o dois mil e seis
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.

Nasceu a bela Maria,
Um prenda para todos nós,
Alegria dos avós,
Do Miguel e da Sofia.

A ajudante de cozinha
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.


2016

Hoje falta ao nosso Natal
O Joãozinho de Lisboa
Trocou-nos lá p’lo Funchal
Onde diz que tem coisa boa.

O seu nome é Catarina
Pró João é um florentina,
Tem a elegância da estrelícia
E a calma natalícia.

Quem não falta é o nosso vidente,
 Com a sua mais que tudo,
Tiago, ês o corpo  gente,
Estás feliz e és um sortudo.

E pra veres mais e melhor
Tens a tua neurologista,
A Sofia, que é um amor,
Só é pena ser benfiquista.
  

… 2006

Já receitam aspirina,
Só não partem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.

Os doutores que à mesa ‘stão,
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.

… 2007

Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.
  

… 2012

Bons augúrios de Natal
Diz a bola de cristal
 Que haverá moura pela costa, 
Vamos a ver se o Tiago gosta.

2016

O pai queria-o a comandar,
A nossa marinha de guerra,
Afinal ficou em terra,
Mas p’lo fisco a zelar.

E c’o Filipe fazem tandem
P’la estrada da vida fora,
A Suzana, bela mãe,
E a Carol, que já não chora.

O Gaudi, esse, é o rei,
É um Labrador refinado,  
Só que em nome da lei,
É da Maria apartado.


…2007

Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspetor
Da Segurança Social.


... 2012

Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!

2016

Dos convidados é o primeiro,
Mas às vezes fica amuado,
O nosso vizinho do lado,
De seu nome Pedro Carneiro.

São menos quatro à mesa,
Ele e o resto da família,
O Diogo, a Tata, a Patrícia,
Temos pena, e não é p’la despesa.

2016

De estórias é contadora,
E traz a todos alegria,
Na Madalena é senhora,
Tem os miminhos do tio e tia.

…2007

É como o cão  e o gato,
A Joana e  sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!

… 2012

A Joana veio ao norte,
Solteirinha, por casar,
Com mais um pouco de sorte,
Voltará de novo a amar. 


 … 2012

A Alice caiu num cato
E ficou que nem porco-espinho,
O Ti Gusto  com o seu tato
Tirou-o vaso do caminho,


2016

Este ano não se fez rogada
Cabelo branco é ternura,
Para quê pôr-se pintada
 Se é tudo contra-natura ?!

 Para quem quer ser avó,
E tem medo de ficar só,
O branco muito bem condiz,
Bem lhe assevera o Luís.


… 2006

Do nosso amigo José,
Pai da Sandra e do Miguel,
Dizem os netos que é
Um torrãozinho de mel.

2016

Ó Zé, tu, nosso decano,
Que a idade é sempre um posto,
Convidado ficas pró ano,
E eu também virei com gosto.

Está na hora de me ir embora
E p’ras janeiras acabar,
Resta-me apenas saudar
Os da casa e os de fora.

Há Natais de todo o cariz,
E tem sempre consumição,
Nesta casa a gente diz
Que faz bem ao coração.


Madalena, 24/25  de dezembro de 2016


24 dezembro 2014

As janeiras da Madalena, 2014-2015


As janeiras da Madalena, 2014-2015

1
Obrigado aos da casa
Por esta ceia de Natal,
Mesmo c’um grãozinho na asa
De nada vou dizer mal.

2
Bacalhau de cinco estrelas,
Que de sal estava q.b.,
Já as pencas, amarelas,
Foi do tempo, já se vê…

3
O azeite, o melhor do mundo,
Coisa fina de gourmet,
E o vinho que cala fundo,
E trepa qual TGV ?

4
E p’ra alegrar a malta,
Venham os queijos, como abertura!,
Nem o de chèvre aqui falta,
Nesta tábua de fartura,

5
É uma noite de grande festa,
Juntando Soares e Carneiros,
E eu até trouxe uma cesta
P’ra os restos dos lambareiros.


6
Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!

7
Na arte imobiliária
Marca pontos, a Susana,
A nossa biproprietária,
Qu’não basta… amor e uma cabana.

8
E que tem moura encantada,
Dizem, é o nosso Tiago,
Anda muito bem guardada,
Que o diabo é do carago!

9
Quais duquesas e quais duques,
A não ser que fosse uma louraça,
Só tem olhos para os books
O doutor João da Graça.

10
Sofia sabe de tudo,
De dieta à gestão de eventos,
O Miguel é um sortudo,
Vive em casa de talentos.

11
São já velha tradição,
Na Madalena, as janeiras,
Nem a Joana suja o chão,
Nem o Pedro faz asneiras.

12
O Novo Ano é sempre assim,
Diz o Gusto, sem inquietações,
Em português ou em mandarim,
Seguiremos as instruções.

13
Sabe tudo sobre a colite,
Médico otrata por colega,
Que se lixe a tendinite,
Seu saber p'ra ela chega.


14
Passa a ser cronometrado
O trabalho da enfermeira:
- Ó Sandra, já estou tramado -,
Diz o Rui com ciumeira.

15
Ó mamãs Sandra e Sofia,
E a canalha ? É só crescer
João Pedro, Nonô, Maria,
Inda agora os vi nascer.

16
 E tu, Patrícia, que dizes
Do teu Diogo e da tua Tata ?
- Cá os meus dois petizes
Já têm cara de lata!

17
Quem já tem lugar marcado
Nesta santa manjedoura
É o Zé, avô babado,
E dona Berta, senhora.

18
Há mais dois comensais
Que são fregueses deste hotel,
Nunca se sentem a mais,
A Alice e o Lis Manel…

19
Se tudo foi bem contado,
Só me resta terminar,
Nitas, Gusto, muito obrigado,
Vou-me embora, encantado. 


20
Ninguém leva o humor a mal
Nesta casa de boa gente,
A todos feliz Natal,
E que ninguém fique…doente!


Madalena, 24-25 de dezembro de 2014


Luís Graça

25 dezembro 2013

As janeiras da Madalena, ditas na noite de Consoada pela Joana Graça



Vídeo (8' 24''): Alojado em You Tube > Nhabijoes 

Madalena, Vila Nova de Gaia, casa da Nitas & Gusto... O Luís Graça escreveu e a Joana Graça disse as janeiras de 2013/14... Vai-se mantendo a tradição, com as quadras (personalizadas) da Madalena...


Natal da Madalena, 2013

A angústia do papel branco
É coisa que dá aos poetas,
P’ra mais, agora que ando manco,
E vou-me abaixo das canetas.

O Natal não se compadece
Destas pequenas mazelas,
Quem é vivo sempre aparece,
Todos juntos, eles e elas.

O local de reunião
Não é Belém, é a Madalena,
Seja mouro ou cristão,
Quem não pode, fica com pena!

Os nossos anfitriões
Têm direito a gabadela,
Dos pequenos aos matulões
Todos vêm comer... na gamela.

É uma rica consoada,
Não tanto pelas iguarias,
Mas pela presença variada
Dos Josés e das Marias.

E até a avó do menino
Cá temos, a Dona Ana,
Nem cá falta um violino,
Nem um João nem uma Joana.

Até temos, p’ra completar,
Pedro, o pescador,
O tal que andava no mar,
E que foi atrás do Senhor.

Burro e vaca não há,
Mas não faltam as Carneiras,
Mais os pastores, os de cá e lá,
Que vêm cantar as janeiras.

Querubins e anjinhos,
Também os há com fartura,
São os nossos menininhos,
Que saudamos com ternura.

Mais apóstolos, só o Tiago,
Que há-de ser santo nas Compostelas,
Está agora cheio de bago,
A ver barrigas e costelas.

Rapaz solteiro e portista,
Tem casa nova na Baixa,
O nosso imagiologista,
Que pagou com dinheiro em caixa.

Das prendas do Pai Natal,
Destacaria a do João,
Um Stradivarius, que tal?!,
Que nos custou um dinheirão.

Mas, a do F’lipe, foi a melhor,
Um ano de estágio pago,
P’rás finanças, inspetor,
Fica rico ou fica gago.
Se ele tiver que ir p’ra Lisboa,
Piursa fica a Susana,
Não pode ter vida boa
Lá na terra da moirama.

Cada um cumpre o seu fado,
Diz o F’lipe com humor,
Eu, por mim, a servir o Estado,
Só o faço por ti, meu amor.

Mulher de sete talentos
É a Joana Carneiro,
Mete-se em muitos empreendimentos,
Mas o amor nunca é o primeiro.

Já fez mil coisas na vida,
De estórias é contadora;
Ainda te vou ver, querida,
De serpentes encantadora.

A Sandra e o Rui saudemos,
Companheiros deste dia,
E com eles também temos
O Miguel e a Sofia.

Falta o Pedro e a Patrícia,
Gente que nos alegra a janta,
E de quem direi, sem malícia,
Que pouco come e muito canta.

Pois que sejam também bem vindos,
Berta, Zé e demais vizinhos,
E façam o favor, meus lindos,
De provar os doces e… os vinhos.

Manda a Troika comer pouco
E, ainda menos, beber,
O Pai Natal está taralhouco
Vão-se todos mas é f…

Comam e bebam sem IVA,
Diz o Gusto, com todo o gosto,
Tenho escrita criativa,
Meu Natal não paga imposto.

E a ter que pedir, neste ano,
Algo à Troika e ao Pai Natal,
É que volte a ser soberano
O nosso querido Portugal.

Sintam-se todos contemplados,
Por estas quadras natalícias,
E nelas vão embrulhados
Meus abraços, beijos e carícias.

24 dezembro 2012

As janeiras da Madalena, 2012/13















Madalena, V.N.Gaia, Casa da Nitas e do Gusto, consoada de 2012

Fotos e texto: Luís Graça (2012)

1. 


 Manda a nossa tradição

Que se cantem as janeiras,

À patroa e ao patrão,

Gente boa, com maneiras.


2. 

 Mais os seus convidados,

Companheiras e companheiros,

À mesa bem instalados,

Com fama de lambareiros.


3. 

 Saibam todos que isto não é convento,

Nem a Nitas abadessa,

No Natal estica o orçamento,

E põe alegria na travessa.


4. 

 O patrão, esse, dá de frosques,

Para não ser mais roubado,

Foge do Robim dos Bosques,

E evita o Zé do Telhado.


5. 

 Nesta noite de encantar,

Cantemos, e com a voz quente.

Mesmo c’o a crise a durar,

Ninguém chora, minha gente.


6. 

 No Natal dos sem abrigo,

Não há de faltar cá nada,

Bem dispenso o formigo,

Mas como um rabanada.



7. 

 Pode a saúde estar em cacos,

Acabar-se o alcatrão,

A rua ser só buracos,

Mas faltar esta noite, não!


8. 

 Saúde agora é saudinha,

Diz o rei mago Gaspar,

Medicamento é mezinha,

Sopa do pobre, jantar.


9. 

 Tristezas não pagam dívidas,

As tuas e as da Nação,

Muito menos faces lívidas

Ficam bem aos que aqui estão.


10. 

 O Tio Gusto com o acordeão,

O João com o violino,

Dispenso o rabecão,

Mas não o meu vinho fino.


11. 

Só nos resta o triste fado,

Feito o balanço da Nação

Que penhorou o seu Estado,

Do hospital à prisão.


12. 

 Boas festas, senhor Gusto,

Nesta noite de cegarrega,

Não quero saber o custo

Do bacalhau da Noruega!


13. 

 Boas festas, senhores doutores! [, Tiago, João,]

Se aí vem o fim do mundo,

Pra quê quererem ser professores

Se isto vai tudo ao fundo ?


14. 

 Boas festas, senhor Filipe,

Mais a Poli e o Gaudi, [cão,]

Que não apanhem a gripe,

E p’ró ano tenham um Audi.



15. 

 Tatiana, que é um amor,

Meninos, fonte d' alegria,

João Pedro e Leonor

Mais o Diogo e a Maria.



16. 

 Sorte e azar teve a Sofia

Ao partir uma patinha,

Ó Mamã, diz a Maria,

Vou já buscar a colinha.



17. 

 Boas festas, tia Berta,

Gente boa cá da terra,

Com os netos sempre alerta,

Só ao Zé às vezes berra.



18. 

 Parabéns, ó pescador, [Pedro]

Campeão do robalo,

Lá na praia és o maior…

Segredo ? É só apanhá-lo!



19. 

 A Joana veio ao norte,

Solteirinha, por casar,

Com mais um pouco de sorte,

Voltará de novo a amar.



20. 

 Vamos a ver se o Tiago gosta:

Bons augúrios pelo Natal,

Haverá moura pela costa,

Diz a bola de cristal!



21. 

 Mesmo sendo tu um Melech Mechaya, [João,]

Se em Cabo Verde passares,

Cuidado, o coração não te caia,

Com uma morna, é melhor parares.



22. 

 A Alice caiu num cacto

E ficou que nem porco-espinho,

Com o diabo fez um pacto

Para lhe poupar… o rabinho!



23. 

 Boas festas, senhor engenheiro [, Rui,]

Um bom ano p’ra sua empresa,

Que ganhe muito dinheiro,

Tenha farta e rica mesa.



24. 

 A Sandrinha, enfermeira,

Hoje connosco vai estar,

De greve ficou a parteira,

P’ra mais partos não há lugar.



25.  


Boas festas, caro Miguel,

Que és bancário, não banqueiro,

Fiquem os dedos, vá-se o anel,

Que a saúde está  primeiro.


 26. 

Parabéns, cara Patrícia,

Nossa vizinha e sobrinha,

Teus meninos são uma delícia,

O Diogo e a Tatianinha!


27.

Parabéns às cozinheiras

Deste tão lauto jantar,

Já não digo mais asneiras,

Vou à rua apanhar ar.


27.

 Acabo aqui as janeiras:

O resto do pessoal,

Gente simples, sem peneiras,

Fica pra outro Natal!


Madalena, 25 de dezembro de 2012

25 dezembro 2007

Madalena: O nosso Natal de 2007 (1): Boas festas, boas festas, boas festas vimos dar...

Madalena > Natal de 2007 > Éramos 20 à mesa (aliás, em duas mesas...). Este ano tivemos a alegria da presença do Manel e da Maria, vindos de Candoz...

Os verdes para os arranjos natalícios vieram de Candoz...

O bacalhau não era de Candoz, mas estava uma maravilha... Este sector esteve ao cuidado da nossa Alice...

As pencas de Candoz, as melhores do mundo... Este ano estava de comer e chorar por mais... Tenríssimas, queimadas da neve, como manda a tradição...

Uma mesa, como sempre, farta e bonita...

O Manel, que veio de Candoz, com a tia Mi, passar connosco a consoada... Ficaram de 24 para 25...


A tia Berta já faz parte da decoração da festa de Natal...


A Patrícia, o Pedro e o Luís Filipe...

Os primos Luís Filipe e Pedro...

O Tiago, agora já médico, que no dia 27 partia para uma viagem de três semanas pela Europa (Pisa, Roma, Berlim...), antes de seguir para a Madeira onde vai começar o seu internato de especialidade...

O Rui e a Sandra... Ela enfermeira (Centro Hospitalar de Matosinhos), ele, Engenheiro, gestor de empresas...A Sandra trabalhou 12 horas seguidas antes de se sentar à mesa connosco, que a vida dos profissionais de saúde não está fácil...



A Berta, ao fundo, acompanhada da filha (Sandra), do genro (Rui) e do marido (Zé Soares)...

A Joana, vestida de Mãe Matal, mais a Nónó... Falta aqui o Joãozinho da Sandra e do Rui.



A Joana, cantando estórias de fadas à Nónó e à Tatiana... Além do Joãozinho, havia ainda o "puto" do Pedro e da Patrícia, o Diogo...

Fotos: Luís Graça (2007)

Boas festas, boas festas...Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos cantar as janeiras,
À canalha, mais pequena,
Pacata, não faz asneiras,
Vive aqui na Madalena.

Vivam os vizinhos do lado,
Gente da nossa família,
A Sandra, o Rui, pai babado,
Zé, Berta e Companhia.

Olha a bela rabanada,
As pencas e o bacalhau,
Ceia farta, bem regada,
Nesta noite sem igual.


Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos cantar as janeiras,
Ao Pedro do I Esse Quê (1),
Com o gás não faz asneiras,
Sabe tudo de A a Zê.

É pai, às vezes ansioso,
Diz a Patrícia, mamã,
Que filho é bem precioso,
E o futuro é amanhã.

O Manel mais a Maria
Formam um casal porreiro,
É uma grande alegria,
Ter cá um mano Carneiro.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Já não se amofina tanto
O Manel dos bigodes,
Nem a Mi lhe diz, em pranto:
Ou te calas ou te f…

Tio Gusto, reformado,
Já da tripa não se queixa,
Nem o semblante é carregado,
Anda são como uma ameixa.

Foi-se o ouro, mas não os dedos,
Neste ano malfadado,
Tranca-se a porta aos medos,
Depois de se ser roubado.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Reinas como uma rainha
Nesta noite de magia,
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.

Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspector
Da Segurança Social.

Mas o grande herói, carago,
Deste ano, longo e épico,
Foi o nosso Doutor Tiago,
Da Família o novo médico.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Atrás dele vem o João,
Tocando a sua rabeca,
Não será cirurgião,
Operar é uma seca.

Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.

Viva a nossa Joaninha,
Que é uma fada encantada,
Muito gosta de caminha,
E de sonhar acordada.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Hoje é coach e ilustradora,
Faz agendas e postais,
Amanhã será pintora,
P’ra alegrar nossos Natais.

É como o cão e o gato,
A Joana e sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!

A última quadra é p’ra ti,
Minha querida mulher,
Juro que nada bebi,
Nem ao copo nem à colher.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Se tivesse um grão na asa,
Até saberia cantar,
E ao dono desta casa
Iria maravilhar.

Obrigado, meu cunhado (2),
Por este belo jantar,
Pensava, equivocado,
Que era só p’ra petiscar.

Vamos cantar as janeiras
A todos os que aqui estão,
Gente fina e com maneiras,
Fizeram um belo serão.


Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos pôr o melhor sorriso,
E ajudar este mundo,
Que precisa de mais siso,
P’ra gente não ir... ao fundo.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C'o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Letra: Luís Graça

__________

Notas de L.G.:

(1) ISQ = Instituto de Soldadura e Qualidade. O Pedro é técnico de gás no ISQ.

(2) O dono da casa, o Gusto.

01 janeiro 2007

A Consoada e as Janeiras

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar.

Viva o dono cá da casa,
Que nos deu este jantar,
Mesmo com um grão na asa,
Eu a todos vou saudar.

Obrigado, tio Gusto,
Foi ‘ma Santa Consoada,
Não vou perguntar o custo
Desta bela jantarada.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

Obrigado, tio Gusto,
P’la posta de bacalhau,
Consegui comê-la a custo,
Não era posta, era um calhau.

Mandam-me ser responsável
Em matéria de consumo,
Mas é pouco aceitável
Nesta mesa só ter sumo.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

Viva a fada deste lar,
Que dá o melhor que tem,
É por muito nos amar
Que a gente de longe vem.

Senhora Dona Aninhas,
Podem faltar as filhós,
Que o melhor são as prendinhas
Lá das pencas de Candoz.


Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

A ajudante de cozinha
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.

Do nosso amigo José,
Pai da Sandra e do Miguel,
Dirão os netos que é
Um torrãozinho de mel.


Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar

É um avô muito feliz,
Com três belos repimpolhos,
Não é ele que o diz,
Vê-se o brilho nos seus olhos.

Um tipo muito porreiro
É também o nosso Pedro,
Marra às vezes como um Carneiro,
P’ra ninguém isso é segredo.


Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar.


Os doutores que à mesa ‘stão,
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.

Já receitam aspirina,
Só não abrem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


É mouro, o meu cunhado,
Não é caso p’ra ter pena,
Já tem lugar reservado
Neste hotel da Madalena.

De Lisboa com amor
Veio a Alice, minha mana,
P’rá festa ter mais calor,
Trouxe com ela a Joana.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Nesta quadra natalícia,
Falta saudar os mais VIP
A Sofia e a Patrícia,
O Rui e o Luís F’lipe.


Seus sorrisos calam fundo,
Não há melhores prendinhas,
Nada mais belo no mundo,
Que as nossas criancinhas.

Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Esta é a mais malandra,
Mas também um rico amor.

Filhos de Pedro e Patrícia,
O Diogo e a Tatiana
São também uma delícia,
Uma canalha bacana.
.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Mesa farta, caldo quente,
Na ceia de fim de ano,
É sinal de boa gente,
Bato à porta, não m’ engano.

Boas festas, Senhor Gusto,
Eu que sou seu convidado,
É com gosto, não a custo,
Que lhe digo obrigado.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Já lá vai o dois mil e seis
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.

Nasceu a bela Maria,
Alegria dos avós,
Do Miguel e da Sofia,
Prenda para todos nós.

Dois mil e sete, ano novo,
Saúde e algum dinheiro,
P’ra esta gente, este povo,
Dos Soares aos Carneiro.

Refrão

Boas festas, meus senhores,
Boas festas q’remos dar,
Vós sois todos uns amores,
E juntos vamos cantar


Madalena, noite de Consoada, 24 de Dezembro de 2006 / Ceia de Ano Novo, 31 de Dezembro de 2006