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29 maio 2018
Do Joãozinho para a madrinha Alice, na véspera de fazer a comunhão solene
Publicada por
Luís Graça
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terça-feira, maio 29, 2018
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14 fevereiro 2018
Soneto de um (e)terno (e)namorado
Alcácer do Sal, 28 de janeiro de 2018, ao pôr do sol. Fotos de Luís Graça (2018)
Soneto de um (e)terno (e)namorado
para a Chita
Quisera eu jurar-te amor eterno,
se imperfeito não fosse o meu ser,
nesta terra, muitas vezes inferno,
onde temos de viver e morrer.
Esquece, amor, não há o céu dos amantes,
um lugar perfeito e aborrecido,
lá não passaríamos de figurantes,
sem o cantinho que nos é querido.
Aceita, pois, este pobre soneto,
de um homem que por ti se fez poeta,
e que não te deu o céu, mas um gueto,
onde às vezes te sentes prisioneira.
Porém, não teve por ti uma paixoneta,
antes, sim, uma paixão verdadeira.
Alfragide, Dia dos Namorados,
14 de fevereiro de 2018
Teu (e)terno (e)namorado, Luís
Publicada por
Maria Alice Ferreira Carneiro
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quarta-feira, fevereiro 14, 2018
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01 janeiro 2017
As janeiras da Madalena, com viagem no tempo 2006-2016
Fotos (e legenda): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados
As janeiras da Madalena,
com viagem no tempo 2006-2016
Aos donos da casa, Gusto e Nitas
É tradição natalícia
Aqui as janeiras cantar,
E,
se um dia isso acabar,
Meus meninos, chamem a polícia!
No novo ano que aí vem
Há mais três septuagenários,
Não faz mal, e ainda bem,
Colecionamos aniversários.
Luís, Ana e Augusto,
Cada um de seu signo astral,
Um jubila-se, mas a custo,
E não gosta do Pai Natal.
P’ra Ti Nitas, a melhor prenda
É o seu homem, que não tem preço,
Visto de frente ou de avesso,
Comprava-o, se d’novo à venda.
Sou
festiva e gaiteira,
Tenho horóscopo benigno,
Sou mulher trabalhadeira,
Capricórnio é meu signo.
Esfalfei-me a trabalhar
Para vos dar a consoada,
C’o licença, vou-me sentar,
Que estou dorida e cansada.
…2007
Nesta noite de magia,
Reinas como uma rainha
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.
2016
Ninguém sabe o segredo
P’ra um tão rápido crescer,
Se inda agora os vimos nascer,
À Nonô e ao João Pedro.
Têm varinha de condão
Mamã Sandra e papá Rui,
Dá-se corda ao coração,
E o tempo com amor flui.
…2006
Nada há mais belo no mundo,
Que as nossas criancinhas,
Seus sorrisos calam fundo,
São as nossas melhores prendinhas.
Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Sendo esta a mais malandra,
Mas também com mais humor.
São as nossas melhores prendinhas.
Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Sendo esta a mais malandra,
Mas também com mais humor.
2016
E senhorinha Maria,
Qualquer dia, com namorado ?
Só poderá ser, mamã Sofia,
Um princípe encantado.
E para grande surpresa
Do Miguel, que fica acordado,
Sai à noite a princesa
Num coche todo dourado.
….2006
Já lá vai o dois mil e seis
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.
Nasceu a bela Maria,
Um prenda para todos nós,
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.
Nasceu a bela Maria,
Um prenda para todos nós,
Alegria dos avós,
Do Miguel e da Sofia.
Do Miguel e da Sofia.
A ajudante de cozinha
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.
2016
Hoje falta ao nosso Natal
O Joãozinho de Lisboa
Trocou-nos lá p’lo Funchal
Onde diz que tem coisa boa.
O seu nome é Catarina
Pró João é um florentina,
Tem a elegância da estrelícia
E a calma natalícia.
Quem não falta é o nosso vidente,
Com a sua mais que tudo,
Tiago, ês o corpo gente,
Estás feliz e és um sortudo.
E pra veres mais e melhor
Tens a tua neurologista,
A Sofia, que é um amor,
Só é pena ser benfiquista.
… 2006
Já receitam aspirina,
Só não partem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.
Só não partem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.
Os doutores que à mesa ‘stão,
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.
… 2007
Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.
… 2012
Bons augúrios de Natal
Diz a bola de cristal
Que haverá moura pela costa,
Vamos a ver se o Tiago gosta.
2016
O pai queria-o a comandar,
A nossa marinha de guerra,
Afinal ficou em terra,
Mas p’lo fisco a zelar.
E c’o Filipe fazem tandem
P’la estrada da vida fora,
A Suzana, bela mãe,
E a Carol, que já não chora.
O Gaudi, esse, é o rei,
É um Labrador refinado,
Só que em nome da lei,
É da Maria apartado.
…2007
Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspetor
Da Segurança Social.
... 2012
Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!
2016
Dos convidados é o primeiro,
Mas às vezes fica amuado,
O nosso vizinho do lado,
De seu nome Pedro Carneiro.
São menos quatro à mesa,
Ele e o resto da família,
O Diogo, a Tata, a Patrícia,
Temos pena, e não é p’la despesa.
2016
De estórias é contadora,
E traz a todos alegria,
Na Madalena é senhora,
Tem os miminhos do tio e tia.
…2007
É como o cão e o gato,
A Joana e sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!
… 2012
A Joana veio ao norte,
Solteirinha, por casar,
Com mais um pouco de sorte,
Voltará de novo a amar.
Solteirinha, por casar,
Com mais um pouco de sorte,
Voltará de novo a amar.
… 2012
A Alice caiu num cato
E ficou que nem porco-espinho,
O Ti Gusto com o seu tato
E ficou que nem porco-espinho,
O Ti Gusto com o seu tato
Tirou-o vaso do caminho,
2016
Este ano não se fez rogada
Cabelo branco é ternura,
Para quê pôr-se pintada
Se é tudo contra-natura ?!
Para quem quer ser avó,
E tem medo de ficar só,
O branco muito bem condiz,
Bem lhe assevera o Luís.
…
2006
Do
nosso amigo José,
Pai da Sandra e do Miguel,
Dizem os netos que é
Um torrãozinho de mel.
Pai da Sandra e do Miguel,
Dizem os netos que é
Um torrãozinho de mel.
2016
Ó Zé, tu, nosso decano,
Que a idade é sempre um posto,
Convidado ficas pró ano,
E eu também virei com gosto.
Está na hora de me ir embora
E p’ras janeiras acabar,
Resta-me apenas saudar
Os da casa e os de fora.
Há Natais de todo o cariz,
E tem sempre consumição,
Nesta casa a gente diz
Que faz bem ao coração.
Madalena, 24/25 de dezembro de 2016
Publicada por
Luís Graça
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domingo, janeiro 01, 2017
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18 agosto 2015
Parabéns, querida Chita! (Luís)... Parabéns, querida mãezinha (Joana e João)
Lourinhã > A aniversariante, rodeada pelo Luís e pelo João... Faltou a Joaninha
que estava a trabalhar...
Presentes: do lado direito, a contar do primeiro plano: Orlando Rolim, João (companheiro da Rita Canário), Luís, Alice e Nitas; do lado esquerdo, Helena Rolim, Rita Canário, Laura Fonseca e Gusto.... Falta o João Graça, que tirou a foto... E, claro, a Joana, que não pôde vir por razões de trabalho... (LG)
__________________
Parabéns, mãe!
Parabéns, amor!
Luís, Joana e João
Querida Chita... querida mãezinha!
1.
Ao quilómetro setenta
da tua autoestrada da vida,
olhando para trás,
parece-te muito caminho andado,
e mais do que isso,
muita canseira,
muita freima,
muitos sonhos desfeitos.
2.
Será, de facto ?
Tudo depende do ângulo
com que olhares
o teu percurso de vida...
3.
Há um balanço (existencial)
que só tu podes fazer,
e que não podes delegar
a ninguém.
E que será sempre relativo.
Costumamos dizer
que a felicidade está onde a gente a põe,
mas a verdade é que nunca pomos
onde estamos.
4.
Outro olhar possível
que podes ter sobre os teus setenta,
enquanto te sentas um pouco
no marco quilométrico
para descansar,
olhar para trás
e tomar balanço...
Outro olhar possível
é o da gratidão!
5.
Gratidão pelo dom da vida,
o amor dos teus pais,
o amor dos teus irmãos,
o amor do teu Nhicas,
o amor da tua Joaninha,
o amor do teu Joãozinho,
enfim, o amor do teu homem e dos teus filhos,
que não são perfeitos
e que nunca o serão,
Gratidão, também,
pelos amigos e amigas que tens
e que te estimam muito...
6.
E, ainda, um olhar de esperança
em relação ao resto
que te falta percorrer
na tua autoestrada da vida
Estás, não na terceira idade,
deixemo-nos de preconceitos,
mas na idade madura,
a da serenidade,
da sapiência,
da sabedoria...
Querida Chita,
querida mãe:
a vida vale a pena ser vivida,
olha então em frente
e pensa sobretudo
nas alegrias
que ainda podes ter,
nos projetos que vais realizar,
envelhecendo serenamente,
mas de maneira ativa,
produtiva,
saudável.
7.
Pensa nos afetos
que vais continuar a dar
e a receber,
pensa nas vidas
que prolongarão a tua vida
e as nossas vidas.
Não penses no raio da portagem
que todos temos de pagar:
"A vida é uma viagem,
por atalho ou autoestrada,
no final tens uma portagem
que não queres pagar por nda!"...
8.
Pensa nas coisas boas
que a vida te dá todos os dias,
pensa no teu dia,
goza o teu dia...
E boa viagem,
com a gente sempre por perto,
perto de ti,
para te apaparciar,
para te amar!
Os teus "mais que tudo",
Luís, Joana, Jioão
PS - O Gusto, a Nitas e a Laura
não precisam de ser consultados
para subscrever esta mensagem natalícia.
Falamos também em nome deles.
Dão-nos há muito o privilégio da sua amizade.
E tens a honra de os ter aqui contigo,
na festa do teu 70º aniversário.
Em nome deles, deixamos-te aqui
mais uma quadra:
"Tudo começou em Candoz,
ao quilómetro mil nove quatro cinco,
hoje, Chita, vamos ao Foz
p'ra te brindar com afinco!"
Publicada por
Luís Graça
à(s)
terça-feira, agosto 18, 2015
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Parabéns da malta toda, querida Alice, pelas tuas 70 belas primaveras! (Anita)
Lourinhã, casa do Luís & Alice, Rua da Misericórdia... Festa de aniversário da Alice, 18 de agosto de 2015 > Ao centro a Alice, rodeada à direita pela Nitas e o Gusto e à esquerda pela Laura... Foto de LG.
Lourinhã, dia 18 de agosto de 2015 > Festa dos 70 anos da nossa querida irmã Alice
I
Viva a fada desta festa,
Que dá o melhor que tem,
É por muito gostar dela
Que a gente de longe vem.
II
Setenta anos hoje fazes
E ainda há pouco nasceste,
Passa o tempo, passam anos,
Foste bebé, já cresceste.
III
A vida deu muitas voltas,
Alguns choros, muitas alegrias,
Fica a certeza de que
Foram sete décadas bem vividas.
IV
Luís, João, Joana,
Acompanham teu percurso,
Deu-tos Deus como oferenda,
Foi teu voto ardente e justo.
V
Por seres irmã porreira,
Setenta beijinhos te quero dar,
Da família não presente
Mas que gostaria de estar.
VI
Família Carneiro, claro,
Sabes de quem estou a falar,
Mas a família Soares
Também se quer associar.
... Aqui vão os 70 beijos e abraços
De todos os irmãos e irmãs,
De todos os sobrinhos e sobrinhas,
De todos os cunhados e cunhadas,
De todos os sobrinhos netos e netas,
De todos os amigos que se queiram associar.
Tua mana, Anita
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Luís Graça
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terça-feira, agosto 18, 2015
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07 agosto 2014
Não sei se as "aves do paraíso" são felizes,,, mas em Candoz poderiam sê-lo (Luís Graça)
Não sei se as aves do paraíso são felizes…
por Luís Graça
Não sei se
as aves do paraíso
são felizes.
Mas em
Candoz poderiam sê-lo.
Não há aves do paraíso em Candoz
porque
Candoz fica no hemisfério norte,
longe dos
trópicos e longe do paraíso
(se é que
ele existe).
Dizem que as aves do paraíso
são as criaturas mais lindas do mundo.
Em Candoz, há outras
aves, outros pássaros,
daqueles que
rasgam os céus
e nidificam
na terra:
há
perdizes,
poucas e loucas;
poucas e loucas;
há pombos bravos dos pinhais,
e rolas, de
outras paragens,
alegres
pintassilgos,
ruidosos
pardais do telhado,
andorinhas,
cada vez mais,
no vaivém das suas viagens,
mas também boieiras, popas, verdilhões.
Há coros de
rouxinóis,
outras aves
canoras e canastrões,
melros de
bico amarelo
que fazem
seus ninhos nas videiras do vinho verde.
Não há
guarda-rios, azuis e vermelhos,
à cota
trezentos,
com o rio
Douro ao fundo do vale,
a serra de
Montemuro em frente.
Eça de
Queiroz.
meu vizinho,
da Quinta de Tormes,
deveria
gostar de Candoz
onde os
pássaros são livres,
e, se são
livres, logo serão felizes.
Pelo menos
têm grandes espaços para voar,
os pássaros
de Candoz.
Claro que há
os predadores,
o gaio, o
corvo, o búteo, o mocho, o milhafre…
A liberdade
é a primeira condição da felicidade.
Triste é o
melro na gaiola,
mesmo que esta
seja forrada a ouro.
A outra
condição é a equidade.
E eu aqui
presumo
que haja igualdade de oportunidades
na busca de
alimentos,
de sítios
para nidificar
e de parceiros
para acasalar.
As
andorinhas que por cá ficaram,
há mais de
uma década,
parecem ser
felizes.
São
inteligentes, as andorinhas,
e fazem
análises de custo-benefício,
como qualquer
economista.
Passam todo
o santo dia a caçar insetos
num raio de
500 metros à volta do ninho
que fizeram no
alpendre de uma das casas
em redor do fio
da lâmpada exterior.
É uma
insólita construção,
herdada de
geração em geração
e todos os
anos retocada ou reconstruída.
Já não
voltam para o norte de África,
ticam por
cá,
as
andorinhas de Candoz.
Se calhar
fogem de Alá,
do alvoroço
do povo
e dos tiros
das Kalash.
Afinal, a felicidade está onde nós a pomos,
mas nós nunca a pomos onde nós
estamos.
Lourinhã,
7/8/2014.
Há 38 anos
casei-me em Candoz
com a Chita,
a minha “ave
do paraíso”.
Foi o
primeiro casamento civil do ano,
no Marco de
Canaveses.
Publicada por
Luís Graça
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quinta-feira, agosto 07, 2014
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07 setembro 2013
Festa da Família Ferreira 2013 (9): Os primos do Ribeirinho, ramo da família Carneiro
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da Família Ferreira 2013 > 7 de setembro de 2013 > O reencontro dos primos Carneiros, de Candoz (Nitas, Alice, Zé, Rosa) com os primeiros Carneiro, do Ribeirinho (Dolores, Alice, Carmesinda).
O reencontro: as duas Alice, a de Candoz, e a do Ribeirinho
As primas Carmesinda (mais o marido) e a Alice de Candoz
Da esquerda para a direita: Carmesinda, o marido, o marido da Dolores e a Rosa
Alice (do Ribeirinho), Rosa e Carmesinda
O marido da Dolores e o Zé Carneiro
A Dolores e o Manel
A Dolores, que tem uma belísisma voz, junto à Nitas, à Mi e à São, no grupo dos cantaréus.
Para elas (e para eles), aqui vão uns versinhos de improviso, a pedido da Chita, que o poeta não as tinha na sua lista:
Os primos do Ribeirinho
Fizeram-nos a surpresa,
Apareceram de mansinho,
Sentaram-se à nossa mesa.
Se o pai Carneiro fosse vivo,
Logo um anho mataria
E à mesa um lugar cativo
Para eles reservaria.
Dolores, Alice, Carmesinda,
Sois primas muito queridas,
Não se vão embora ainda,
Com as memórias sofridas.
Texto e fotos; Luís Graça (2013)
Publicada por
Luís Graça
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sábado, setembro 07, 2013
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18 agosto 2010
Horóscopo (para a Chita que hoje faz anos)
Lourinhã > Praia de Vale de Frades > 9 de Agosto de 2010 > A Alice
Lourinhã > Praia de Vale de Frades > 9 de Agosto de 2010 > Uma ave marinha
Lourinhã > Praia de Paimogo > 9 de Agosto de 2010 > Um aspecto do Forte (Séc. XVII) e da enseada
Texto e fotos: © Luís Graça (2010). Todos os direitos reservados
Horóscopo
(Para a Chita que hoje faz anos)
És caixa de fragrâncias do mar,
És navio de popa a proa,
Ancorado na enseada de Paimogo,
És ágar-ágar,
Corpo escorrido de algas,
És ilha e promontório,
És gruta, caverna, furna, algar,
Só não és tágide, nascida em Lisboa.
Chamam-te chita, mas és leoa.
És caminho de Pedro e Inês
Entre as fragas das Cesaredas,
Aonde voltarás uma e outra vez.
No meu sul, és ave de arribação,
Mas também, no teu norte, rota de colisão.
És o princípio da mentira
De todas as verdades proclamadas,
Tens sabores de coentro e hortelã,
E de outras ervas aromáticas como a ternura,
És razão, nua,
Às vezes, muda, surda e cega,
És contradição,
Pura e dura,
Nunca malsã,
És argumento e metáfora,
És alfa,
Mas nunca omega.
Poderias ter sido pássaro híbrido,
Entre a cegonha e o flamingo,
Se não fora o norte, o teu norte,
Magnético,
Truculento,
Desabrido,
Traçado na linha da vida da tua palma da mão.
Poeta, sou pobre na arte da adivinhação,
Praticada entre o pôr do sol e a aurora,
Mas julgo que já foste deusa,
Entre Atena, Diana, Higia e Pandora,
Quiçá até pastora,
Tocando no Olimpo bandos de animais,
A preceito.
Pode ser grosseiro o meu traço do teu horóscopo,
Pode até ser pouco ético,
Mas a mim falta-me sobretudo o jeito,
Para te dizer que te amo… demais!
Happy Birthday!
Lisboa, 18 de Agosto de 2010
Teu Luís
Publicada por
Luís Graça
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quarta-feira, agosto 18, 2010
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