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10 julho 2019

Parabéns, Tiago, pelo teu 37º aniversáriio: sê feliz, ama e sê amado, pelo menos até ao fim dos entas...



Para o nosso Tiago querido,
Agora bem casado e trintão!



Parabéns pelas tuas 37 primaveras!


Voltas ao Porto seguro,
Deixas na ilha o vulcão,
Pode ser um bocado duro,
Mas não se extingue a paixão.

Não se extingue a paixão,
Por estar longe a tua amada,
E agora que és trintão,
E a Sofia bem casada.

E a Sofia bem casada,
Longe da sua cidade,
Em Barcelona exilada,
A suspirar de saudade.

A suspirar de saudade,
Mas sempre ao alcance da vista,
É uma parede de tabique
A distância que dela dista.

A distância que dela dista,
Não é coisa de tormenta
De avião ou por autopista,
O coração bem aguenta.

O coração bem aguenta,
É jovem e muito forte,
P’lo menos até aos noventa,
Sê feliz e boa sorte.

Teus tios e amigos, Luís e Alice
(O João e a Joana também assinam por baixo)


Alfragide, 10 de julho de 2019

06 abril 2019

Parabéns, Gusto e Nitas"...45 anos de casados!... Que continuem a ser felizes!




Lisboa >  MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecologia >  17 de junho de 2018 > A Nita e o Gusto, frente ao Tejo, a ponte 25 de abril e o Cristo.Rei, em Almada, na margem esquerda


Lisboa > Estuário do rio Tejo > 17 de junho de 2018 > Uma fragata com o sugestivo nome "Sejas Feliz"... A Alice, eu, o Gusto e a Nitas tínhamos acabado de chegar de um cruzeiro pelo Mediterrâneo... Foto tirada do MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.



Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados


Soneto de parabéns, ao Gusto e à Nitas, pelos seus 45 anos de casados




Gusto, quarenta e cinco anos de casados

Até parecem pena de prisão pesada,

Junta-lhe agora mais nove de namorados,

E aí tens uma história bem contada.



“História bem contada e melhor vivida”

− Diz a Nitas, deste filme a atriz principal −

“E o segredo é, com conta, peso e medida,

Dosear o amor e nada de fazer mal”…



Ao outro, nosso companheiro, companheira:

Os que se amam também bulham mas nunca mentem,

Esta é a lição de uma vida inteira.



“Qu’ a prisão, mesmo dourada, é a rotina”

− Diz o Gusto, o outro ator 
−  “Experimentem!

O resto é só p’ra nós…, e aqui fecho a cortina!”




Parabéns aos nossos pombinhos, algures em Monção!

Muita saúde e longa vida, que vocês merecem tudo!

Lourinhã, 6 de abril de 2019

Luís e Alice

01 março 2019

Parabéns, Gusto, muita saúde e longa vida porque tu mereces tudo!


Veneza, 16 de junho de 2018, a bordo do MSC Poesia


Atenas, Acrópole, 13 de junho de 2018 > Gusto, Chita e Nitas


Atenas, Estádio Olímpico, 13 de junho de 2018 >  Nitas


Albânia, Saranda, 14 de junho de 2018 >  Gusto e Chita

Croácia, Dubrovnik > 15 de junho de 2018 >
O Gusto no camarote do MSC Poesia, visto do cais (1)


Croácia, Dubrovnik > 15 de junho de 2018 >
O Gusto no camarote do MSC Poesia, visto do cais (2)


Lisboa, MAAT, 17 de junho de 2018 > A Nita e o Gusto (1)


Lisboa, MAAT, 17 de junho de 2019 > A Nita e o Gusto (2)


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados



Parabéns, Gusto!


Gusto, querido amigo e cunhado,
Os setenta e dois já ninguém nos tira,
Nem as doces lembranças do passado,
Histórias com verdade e mentira.

Vamos vivendo um ano de cada vez,
Já com alguns remendos e mazelas,
E pró ano são setenta e três,
Esperemos lá chegar co’ as nossas donzelas.

E tu que és médico não diplomado,
Sabes bem que a saúde é gestão
Do que nos faz mal e logo é pecado.

Mas hoje a tua vida festejamos,
E é do mais fundo do coração,
Que o melhor da vida te desejamos.


Alfragide, 1 de março de 2019,

Luís, Alice, Joana, João

08 setembro 2018

Parabéns, Zé, pelo teu 70º aniversário!... E marcamos já encontro para o centenário, 3ª feira, dia 8 de setembro de... 2048|


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Quinta de Candoz > 30 de maio de 2018 > O Zé na apanha da cereja... 


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas:  O Zé, tira óculos, põe óculos... sempre na reinação!


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: da esquerda para a direita: o mano velho, o Tó, depois o Zé, e o primo Quim (Vieira Mendes)


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Sempre gaiteiro, o Zé, aqui a dansar com a sobrinha, Becas.



Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé com o nosso querido doutor...Jô.


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé não está aqui porque,por volta das 17h, teve de regressar... Tinha outra festa, a de um afilhado da dona Olinda...

Fotos (e legendas):  Luís Graça (2018).



Soneto de parabéns ao Zé Carneiro
que entra hoje
para o clube dos septuagenários




No dia da festa do Castelinho,
nascia o último rebento de Candoz,
será para sempre o nosso maninho
e o melhor amigo de todos nós.

Setenta anos depois, aqui estamos,
pai, filho, neto… e demais convidados,
esta efeméride celebramos,
com todos os irmãos e os cunhados.

Que não  falte o “salpicão” à Teresa,
e, p'ra ti,  saúde e longa vida.
Não pagando dívidas a tristeza,

proponho um brinde ao septuagenário,
e, sendo esta uma festa divertida,
dizemos adeus,  até... ao centenário! (*)



Quinta de Candoz, 8 de setembro de 2018,

Luís, Chita e demais presentes:

Pedro e Diogo, Teresa e Dona Olinda, Mi e Manel, Nitas e Gusto, Tó e Graça, Adriano.


(*) O centenário é a uma terça-feira, dia 8/9/2048. Marcamos encontro, aqui, em Candoz.

01 março 2018

Para o Gusto, no 71º aniversário natalício

Gusto, em dia de anos,
ao km 71 da tua “picada” da vida,
não queria deixar de estar ao pé de ti,
quanto mais não seja, simbolicamente.

A prenda que te quero dar,
já a conheces,
é uma palavra amiga,
é um abraço feito poema…

Lembrei-te logo de ti,
ao reler há tempos
o grande poeta transmontano Miguel Torga.

Vou dizer-te esse poema, “Bucólica”,
escrito em 1937, na casa do poeta, em São Martinho de Anta, Sabrosa,
mas que podia ter sido escrito hoje, em Candoz,
na “nossa quinta de Candoz”,
de cujas videiras tu tratas
com a mesma ternura da mãe
que faz a trança à filha…

É um dos meus poemas de antologia:
é difícil dizer em tão poucas e singelas palavras
o que é a vida e o seu maravilhamento…
Peguei num verso, emprestado,  e fiz um mote
para o soneto que acabei de compor esta manhã
e  que te dedico, em dia de aniversário:
é um soneto à vida
e ao amor dos que te querem bem.
A Nitas vai dizê-lo por mim,
estou certo que vai dizê-lo tão bem ou melhor do que eu.
___________________________

 S. Martinho de Anta, 30 de abril de 1937

Bucólica

A vida é feita de nadas:

De grandes serras paradas
À espera de movimento;

De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;

De sombra de uma figueira;

De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga
In: TORGA, M. – Antologia poética. Coimbra, ed. autor, 1981, p. 247.

____________


Soneto à vida

Sim, Gusto, a vida é feita de nadas,
mais…, de mil e um gestos repetidos,
de dias bons e noites mal passadas,
de sonhos quase sempre esquecidos.

Já diziam nossos antepassados
que a vida, curta, não chegava a netos,
nem mesmo a filhos com barba, coitados…
Duro era o pão e escassos os afetos.

Hoje, que vais no comboio dos entas,
sorris, para a vida, maravilhado:
mesmo na carruagem dos setentas,

e, com mazelas, viajas em primeira,
co´ as contas em dia, és avô babado!
Que nada te falte,  nem a vi…deira!…


Parabéns, um grande xicoração  do Luís, Alice, Joana e João,
a gente de Lisboa que te ama!
1  de março de 2018



15 janeiro 2018

Adivinha para o dia de hoje



Adivinha do dia de hoje, 15 de janeiro de 2018

Quem é quem, que hoje vai ser lembrada,
E que aparece sempre em primeiro,
C’ um largo sorriso d’ avó babada,
Nas fotos do nosso cancio…neiro ?

Vamos lá ver se tu, leitor, adivinhas:
Quem será essa senhora prendada ?
Primeiro, nunca dorme com as galinhas,
É mãe extremosa e mulher bem ca…sada.

Goza a sua reforma merecida,
Canta no coro e toca cavaquinho,
E hoje faz mais um ano de… vida!

Pois, com estas qualidades descritas,
E em redor muitas flores e carinho,
Tá-se a ver: é a nossa querida… Nitas!


... Com um xicoração das famílias

Ferreira Carneiro,
Pinto Soares
e Graça Henriques...

29 outubro 2017

Parabéns, João Monteiro, no dia do teu 52º aniversário




Paredes de Viadores > 10 de Julho de 2011 > O João na festa da família Ferreira.

Foto e texto: Luís Graça (2017)



Hoje é dia de São João,
Faz anos o João Monteiro,
Dele se diz que o coração
É maior que o mundo inteiro.


Bendito entre as mulheres,
No amor foste um sortudo,
Tuas filhas, lindos seres,
E a Ana que te quer tudo.

Sem esquecer a nossa Mi,
Nem o teu sogro Carneiro,
Toda a gente gosta de ti,
És  o amigo João Porreiro.

Luís / Alice, Candoz, 29/10/2017.

08 setembro 2017

Sessenta e oito mais um... Parabéns, querido mano Zé!



Quinta de Candoz, 1/9/2017; foto panorâmica. Foto LG


Quem faz anos, hoje, é o Zé,
O nosso mano querido,
Ferreira Carneiro é,
Gente de bom apelido.

Sessenta e oito mais um,
Diz, sem ponta de malícia,
Depois dos setenta, pum!,
É que ele vai ser notícia.

No clube septuagenário,
Estão já as manas e os cunhados,
À espera do centenário,
Serão todos bem festejados.

Toma, Zé, xicoração,
Tão rico como o almoço,
Hoje os parabéns se dão
A ti, menino e moço.

Tua santa padroeira,
Senhora do Castelinho,
Te encha a algibeira
De graveto… e miminho!

Tua mana Alice e teu cunhado Luís

Alfragide, 8 de Setembro de 2017

10 julho 2017

Parabéns, Tiago, pelas tuas 35 primaveras!


Quinta de Candoz > Os primos, ainda no séc. XX... Da esquerda para a direita: João, Luís Filipe, Tiago e Joana.

Foto: álbum da família, s/d





Soneto de parabéns, para ti, Tiago,
pelas tuas 35 primaveras!






"Nasceu cedo, logo às sete, é de oiro,
Este menino", diz a mãe, babada...
"É mocho, pia até de madrugada",
P’ró pai, é um sinal de bom agoiro.

P’ró Filipe,  é o bebé-chorão,
Mano fofo a quem dar dentadinha,
E lambuzadela… na carequinha;
Ou seja, amor, carinho e proteção.

P’ra todos nós,  foi bênção e alegria,
Amigo irrequieto e divertido.
E logo acrescenta a bela Sofia:

"P’ra mim, és o meu grande amor, querido!"...
Em coro te dizemos,  neste dia:
"Tiago, obrigados… por teres nascido!"



Comboio Intercidades, 
Porto-Lisboa, 10 de julho de 2017, 11:47


O tio Luís... em nome da malta toda!...  (Teus pais, teu mano, tua cunhada, tua sobrinha, teus tios, teus primos... e teus amigos, sem esquecer a tua querida Sofia...)

01 março 2017

"A melhor prenda que tu me podes dar!... Ao Gusto, no dia em que faz 70 anos




Gusto:

O que é que um homem há-de dizer a um amigo que faz 70 anos ?

Primeiro, felicitá-lo por ter chegado até aqui, ao km 70. E depois desejar-lhe boa continuação da viagem.

Chegar ao km 70 já é obra, para nós, para pessoas da nossa geração. Quando nascemos, em 1947, a esperança média de vida era bem menor.

Como hoje te disse de manhã, "não estamos velhos, os nossos filhos é que cresceram" e também eles se fizeram à estrada...

Quanto a nós, comprámos um bilhete até aos 100. Vamos lá a ver como decorre o resto da viagem, ao lado daquelas e daqueles que muito amamos. Por mim, já sabes… considero-te o irmão que nunca tive, com a vantagem de não termos os laços de sangue, mas apenas o do parentesco social… Espero poder continuar a estar na lista dos teus amigos favoritos…

Como eu gosto de dizer, em linguagem da tropa (e da guerra que tu felizmente não fizeste), boa continuação, para ti, para a tua Nitas, para os teus filhos, que nossos filhos são, para a tua neta, para as companheiras dos teus filhos e para os demais presentes na tua festa dos 70 anos (o Zé, a Berta, filhos, genro, nora,  netos…)… uma boa continuação da viagem pela “picada da vida fora”…

Saberás proteger-te e protegê-los, àqueles que amas,  das “minas e armadilhas” que nos vão pondo pelo caminho… Não só os nossos inimigos mas também alguns amigos da onça… Como diz o provérbio português, que “Deus me proteja dos meus inimigos, que dos meus amigos cuido eu”.

Estes votos são naturalmente meus e do resto da minha família, a Alice, a Joana e o João… Para estes dois, tens sido também mais do que o tio Gusto…


E agora deixa-me que dizer-te um soneto, ligeiramente brejeiro, à moda do Bocage, que fiz na viagem de comboio, de Lisboa até aqui, esta tarde… e que é uma pequena homenagem ao homem dos sete ofícios, e sobretudo ao esposo, ao pai, ao tio, ao cunhado, ao mano,  ao amigo, por quem todos nós, na família, temos o maior apreço, estima e amor.


A MELHOR PRENDA QUE TU ME PODES DAR…

Para o Gusto, no dia em que faz 70 anos…



Já o senhor doutor engravatado
Não sou!... Olha-me, Nitas, só p’ra esta mão,
Com calos que não são de cirurgião,
Mas de um podador bem calejado.

Depois de tantos anos de lavoura,
E de ver os meus sócios pobretanas,
Confesso que às vezes tenho ganas
De, às urtigas, mandar a tesoura.

E logo hoje que faço setenta,
E não me levam a fora jantar!
Pois não me desfaço da ferramenta!...

Nitas, a melhor prenda que me podes dar,
É mandar certificar, aos oitenta,
Que, por ti, continuo a bem podar!...


Luís Graça, 1/3/2017

22 janeiro 2017

Recordando: foi há 11 anos em Florença, no Erasmus... O João fazia 22 anos... E teve 60 amigos em casa...



Excerto do blogue Arriverdeci Portogallo, de JonnyGrace, Florença, Toscânia, Italy > 




Fotorreportagem da minha festa de aniversário

27 gennaio 2006



Aconteceu no dia 21.
Foram as contracções uterinas da minha mãe 
que me puseram cá para fora. 
E aqui estou eu, 
22 anos depois, 
a festejar as ditas, 
num pais que nao é o meu, 
mas que pedi emprestado durante um ano. 

A festejar, longe da familia, namorada e amigos, 
mas perto de outras amizades 
que por aqui fui fazendo. 
Sem incidentes e regurgitações, 
a festa correu muito bem. 
Apareceram 60 pessoas, 
divididas pela sala, cozinha, corredores 
e um belo terraço com vista para a Basílica de San Lorenzo. 
Quase todos os meus amigos vieram. 
E isso deixou-me obviamente feliz.

Na verdade, os preparativos começaram tardíssimo. 
Às 18h00 fui com o Gui ao PennyMarket comprar bebidas e aperitivos. 
Uma hora depois entravamos no local da festa, 
com tudo por preparar. 
Faltava colocar as velas na escadas e terraço, 
montar o sistema de som,
preparar a sangria e as tostas com o fiambre, 
mudar a posição dos sofas 
e fazer o jantar para um círculo mais pequeno de amigos, 
entre os quais estava o Daniel e a Mané, 
vindos directamente de Bolonha. 

Às 21h30, como combinado, 
começaram a chegar as primeiras pessoas. 
Até às 7h00 da manhã houve risos, 
barulho, 
música, 
violino, 
guitarra, 
presentes, 
gente feliz 
e telefonemas carinhosos.


Grazie a tutti.

Senhor doutor, diga trinta e três!... Parabéns ao nosso João!...


1ª página do Diário de Lisboa, sábado, 21 de janeiro de 1984 (Cortesia de Fundação Mário Soares > Casa Comum > Arquivos > Diário de Lisboa / Ruella Ramos)




Senhor doutor, diga trinta e três,
E multiplique por três, são noventa 
E nove, mais um, cem. Em português, 
Se diz: “Quem muito ama, muito aguenta”. 

E se quem muito ama, muito aguenta, 
É porque é do signo do Aquário, 
E teve, do mundo, a melhor placenta: 
Parabéns, e até ao teu centenário! 

Alfragide, 21/1/2017, 

os teus progenitores


Querido João: nasceste num dia, igual a muitos outros de janeiro de 1984. Mas estavas com pressa de nascer. Foste para a maternidade aos solavancos, por volta das 10h da noite, a ouvir na rádio um poema do Ary dos Santos, acabado de falecer, no dia 18... 

A letra de "Os putos" ficará célebre, no fado do Carlos do Carmo (disponível aqui, com a devida vénia):


Os putos

Uma bola de pano, num charco,
Um sorriso traquina, um chuto,
Na ladeira a correr, um arco 
O céu no olhar, dum puto. 

Uma fisga que atira a esperança,
Um pardal de calções, astuto 
E a força de ser criança 
Contra a força dum chui, que é bruto. 

Parecem bandos de pardais à solta,
Os putos, os putos,
São como índios, capitães da malta,
Os putos, os putos,
Mas quando a tarde cai,
Vai-se a revolta,
Sentam-se ao colo do pai,
É a ternura que volta,
E ouvem-no a falar do homem novo,
São os putos deste povo,
A aprenderem a ser homens. 

As caricas brilhando na mão,
A vontade que salta ao eixo,
Um puto que diz que não, 
Se a porrada vier não deixo 

Um berlinde abafado na escola,
Um pião na algibeira sem cor,
Um puto que pede esmola,
Porque a fome lhe abafa a dor. 

José Carlos Ary dos Santos


Tens, por outro lado, os "Diários de Lisboa", do mês de janeiro de 1984, dos dias 1 a 31... Pode-te ser últil este "lnk" (, do portal Casa Comum / Findação Mário Saores), se um dia quiseres escrever a tua autobiografia... A discussão do aborto estava então ao rubro, no país que te coube em sorte... Nessa altura, estávamos já em negociações com a então CEE... O "mon ami Mitterand" deu uma ajuda...

Que bom teres nascido!... Temos muito orgulho em ti!...Sê feliz! 

Teus pais, Luís e Alice, e tua mana Joana

15 janeiro 2017

Nitas: a minha autobiografia ao km 70 da autoestrada da vida



Setenta rosas para setenta anos... A oferta dos manos... O cartão diz: "Parabéns!" e traz uns versinhos onde se lê: "Querida Nitas, por mor dos teus setenta anos, / Aceita este ramalhete com setenta rosas, / Que outras tantas vidas venturosas / Te desejamos, os teis qu'ridos manos". data e local: 15 de janeiro de 2017, Porto, Hotel Ipanema Park. Assinado: Zé + Teresa, Rosa + Quim,  Tó + Graça,  Alice + Luís, Manel + Mi.




A aniversariante (Nitas),. os manos (Tó e Zé) e as manas (Alice e Rosa) na festa de aniversário, Porto, Hotel Ipanema Park, 15/1/2017

Fotos: Luís Graça (2017)


Nitas: a minha autobiografia ao km 70 da autoestrada da vida


por Luís Graça

1
Sou a mais novinha de três irmãs,
Rosa, Alice e eu, Ana… Belos frutos
Dos senhores de Candoz que, astutos,
Nos tratavam como  belas… romãs.

2
Tive uma infância alegre e feliz
E até dizem que fui muito mimada,
Eu, das coisas más, não me lembro nada,
Aceitei o destino como Deus o quis.

3
Sortuda, tenho mais três manos, rapazes,
Tó, Manel e Zé: nunca me deixaram mal,
Têm orgulho da terra natal,
São bons pais e avós, homens capazes.
  

4
No Porto estudei  para mais aprender,
E aos meus pais e manos estou obrigada,
Pelo Instituto fui diplomada,
E senhora engenheira passei a ser.

5
E as belas tranças que cortei, um dia ?
Não mais era rapariga de aldeia.
—Pst!, pst! — diz o Gusto — E aí a chamei,
E tirei-lhe uma foto, que alegria!

6
Então, a seta o Cupido lançou,
Certeira, ao meu pobre coração,
Foi numa tarde de fim de verão,
Que o amor da minha vida começou.


7
Mas sete anos o meu sogro servi,
Na mira de contigo, amor, casar
Diz o Gusto: — Fazíamos belo par,
E só passei a ter olhos p’ra ti!

8
Foi de arromba e de amor o meu casório,
Felicíssimos os meus pais, Zé e Maria,
Mais do que química, foi alquimia,
Com o meu Gusto montei um… laboratório!

9
O coração das mães é como o mar,
Tão grande que apaga sulcos e trilhos,
Sempre de abraços abertos pr’ os filhos,
E pr’as queridas noras que lhes calhar.


10
Pois, dou graças a todos e a Deus,
P’ las mercês do amor e da amizade,
Quero chegar a proveta idade
Para ainda ver crescer os netos meus.

11
Meu cabelo branco não tem mistério,
Gosto de assumir o que é natural,
Pintá-lo, sim, é artificial,
E para quê ? Não há cores no… cemitério!

12
Não me vejo nem me sinto reformada,
Tenho o coro, a casa da Madalena,
E Candoz, a lida não é pequena,
Tomara gente estar tão bem empregada!


13
Não é tarde p´ra cavaquinho tocar,
Cantar ou outro instrumento aprender,
A música alegra o nosso viver,
Que eu sozinha que é não quero estar.

14
E sou também uma avó babadíssima,
Tudo por causa da minha Carolina,
Eu a pensar ser minha triste sina
Ter qu’ viver uma velhice… chatíssima.

15
Espero, meus amigos, que desta festa
Tenham gostado… Por mim, adorei,
No centenário…,  vos convidarei,
De novo, pois não há amiga... como esta!


16
A vós todos, o meu muito obrigada,
Saio do hotel como uma princesa,
Tive muito amor, muitos mimos à mesa,
Sou uma menina… privilegiada!

Porto, Hotel Ipanema Park,

15 de janeiro de 2017

18 agosto 2015

Parabéns, querida Chita! (Luís)... Parabéns, querida mãezinha (Joana e João)



Lourinhã > A aniversariante, rodeada pelo Luís e pelo João... Faltou a Joaninha 
que estava a trabalhar... 




Lourinhã, Praia da Areia Branca, Restaurante Foz > 18 de agosto de 2015 > Jantar de aniversário da Alice > Uma das surpresas da noite foi a oferta, pelo Luís, Joana e João, de um exemplar de uma "pré-publicação" do livro de poemas "Amor(es)", 1º volume de uma trilogia, da autoria de Luís Graça, "Amor(es), Guerra(s), Lugar(es)"... 

Presentes:  do lado direito, a contar do primeiro plano: Orlando Rolim, João (companheiro da Rita Canário), Luís, Alice e Nitas; do lado esquerdo, Helena Rolim, Rita Canário, Laura Fonseca e Gusto.... Falta o João Graça, que tirou a foto... E, claro, a Joana, que não pôde vir por razões de trabalho... (LG)

__________________


Parabéns, mãe!

Parabéns, amor!


Luís, Joana e João



Querida Chita... querida mãezinha!



1. 


Ao quilómetro setenta
da tua autoestrada da vida,
olhando para trás,
parece-te muito caminho andado,
e mais do que isso,
muita canseira,
muita freima,
muitos sonhos desfeitos.

2. 


Será,  de facto ?
Tudo depende do ângulo
com que olhares
o teu percurso de vida...

3. 


Há um balanço (existencial)
que só tu podes fazer,
e que não podes delegar
a ninguém.
E que será sempre relativo.
Costumamos dizer
que a felicidade está onde a gente a põe,
mas a verdade é que nunca pomos
onde estamos.

4. 


Outro olhar possível
que podes ter sobre os teus setenta,
enquanto te sentas um pouco
no marco quilométrico
para descansar,
olhar para trás
e tomar balanço...
Outro olhar possível
é o da gratidão!

5. 


Gratidão pelo dom da vida,
o amor dos teus pais,
o amor dos teus irmãos,
o amor do teu Nhicas,
o amor da tua Joaninha,
o amor do teu Joãozinho,
enfim, o amor do teu homem e dos teus filhos,
que não são perfeitos 
e que nunca o serão,
Gratidão, também, 
pelos amigos e amigas que tens
e que te estimam muito...

6. 


E, ainda, um olhar de esperança
em relação ao resto
que te falta percorrer
na tua autoestrada da vida
Estás, não na terceira idade,
deixemo-nos de preconceitos,
mas na idade madura,
a da serenidade,
da sapiência,
da sabedoria...
Querida Chita,
querida mãe:
a vida vale a pena ser vivida,
olha então em frente
e pensa sobretudo
nas alegrias
que ainda podes ter,
nos projetos que vais realizar,
envelhecendo serenamente,
mas de maneira ativa,
produtiva,
saudável.

7. 


Pensa nos afetos 
que vais continuar a dar
e a receber,
pensa nas vidas
que prolongarão a tua vida
e as nossas vidas.
Não penses no raio da portagem
que todos temos de pagar:
"A vida é uma viagem,
por atalho ou autoestrada,
no final tens uma portagem
que não queres pagar por nda!"...

8. 


Pensa nas coisas boas
que a vida te dá todos os dias,
pensa no teu dia,
goza o teu dia...
E boa viagem,
com a gente sempre por perto,
perto de ti,
para te apaparciar,
para te amar!

Os teus "mais que tudo",

Luís, Joana, Jioão



PS - O Gusto, a Nitas e a Laura
não precisam de ser consultados
para subscrever esta mensagem natalícia.
Falamos também em nome deles.
Dão-nos há muito o privilégio da sua amizade.
E tens a honra de os ter aqui contigo,
na festa do teu 70º aniversário.
Em nome deles, deixamos-te aqui
mais uma quadra:

"Tudo começou em Candoz,
ao quilómetro mil nove quatro cinco,
hoje, Chita, vamos ao Foz
p'ra te brindar com afinco!"

Parabéns da malta toda, querida Alice, pelas tuas 70 belas primaveras! (Anita)


Lourinhã, casa do Luís & Alice, Rua da Misericórdia... Festa de aniversário da Alice, 18 de agosto de 2015 > Ao centro a Alice, rodeada à direita pela Nitas e o Gusto e à esquerda pela Laura...  Foto de LG.


Lourinhã, dia 18 de agosto de 2015 >  Festa dos 70 anos da nossa querida irmã Alice


I


Viva a fada desta festa,

Que dá o melhor que tem,
É por muito gostar dela
Que a gente de longe vem.

II


Setenta anos hoje fazes

E ainda há pouco nasceste,
Passa o tempo, passam anos,
Foste bebé, já cresceste.

III


A vida deu muitas voltas,

Alguns choros, muitas alegrias,
Fica a certeza  de que
Foram sete décadas bem vividas.

IV


Luís, João, Joana,

Acompanham teu percurso,
Deu-tos Deus como oferenda,
Foi teu voto ardente e justo.

V


Por seres irmã porreira,

Setenta beijinhos te quero dar,
Da família não presente
Mas que gostaria de estar.

VI


Família Carneiro, claro,

Sabes de quem estou a falar,
Mas a família Soares
Também se quer associar.


... Aqui vão os 70 beijos e abraços

De todos os irmãos e irmãs,
De todos os sobrinhos e sobrinhas,
De todos os cunhados e cunhadas,
De todos os sobrinhos netos e netas,
De todos os amigos que se queiram associar.

Tua mana,  Anita


01 março 2015

Parabéns, Gusto, muita saúde e longa vida porque tu mereces tudo!

Gusto,
já tiveste oito,
dezoito,
vinte oito,
trinta e oito,
quarenta e oito,
cinquenta e oito…

Agora tens mais dez…
Quer dizer que tens mais currículo... de vida.
…Um CV seguramente mais pesado, mais rico, 

traduzido em saber e experiência.

Contrariamente às outras contas de débito,
nesta, a conta da vida, o que conta
não é o deve mas o haver…

Pois então que somes muitos e muitos anos,
sempre com saúde (mesmo que remendada),
com alegria (que as tristezas não pagam dívidas),
com felicidade (não temos outro jeito…)
e com gratidão (pelo milagre da vida)…

Daqui a dois anos, está prometido,
temos que comemorar, em conjunto, 
o privilégio de termos somado 7 décadas…
A Chita, que é da colheita de 1945,
a Nitas, eu e tu,
que somos da colheita de 1947.

… Bom, 
e espero que o Dragão hoje te dê um jeitinho
a soprar a vela…
Quem faz anos, e para mais sessenta e oito,
e sendo Augusto, 
meu cunhado, 
companheiro de viagens, 
sócio 
e amigo,
merece uma cereja no topo do bolo de aniversário,
que a vida também é feita destas pequenas, efémeras, alegrias.

O abraço, ao vivo, fica para daqui a uns dias em Lisboa.

Luís (e, por extensão, Alice, Joana e João)

15 janeiro 2015

Parabéns, tia Nitas, pelos 34, vezes as 2 pernitas!

Madalena > Natal de 2010 > Nitas. Foto de LG

Já não está no Lab Tec,
É engenheira reformada,
Só não quer que lhe dê o treque
Antes de ser avó babada.

Agora é coralista,
E toca o cavaquinho,
É uma grande portista,
E gosta muito de miminho.


Às vezes diz ai e ui,
Quando no sofá descansa,
E nessa queixa se inclui
A pena de não ser criança.

Já lá vão trinta e quatro,
Vezes as duas pernitas,
Chora, mas não faz teatro,
A nossa querida Nitas.

Sempre gostou de aniversários,
Festas e arranjos florais,
Não menos que limpar armários,
Móveis, portas e portais.

Hoje vestiu-se a rigor
E vai gastar nota preta,
De braço dado com o sô doutor,
Num restaurante que não é da treta.

Nada como estar à mesa
Com aqueles de que a gente gosta,
Noras e filhos, com certeza,
Mais o Gaudi (, vai uma aposta ?).

Não falta o senhor inspetor,
Para a prenda desalfandegar,
Será sempre prenda de amor,
Com lágrima p’ra deitar.

- Calma lá - diz o Tiago -
Se o amor paga imposto,
Esta noite sou eu que pago,
E faço-o com todo o gosto.

Mana, tia e cunhada,
Ficamos de longe a curtir
Essa festa animada,
De cantar, chorar e… rir!

Parabéns, Nitas querida,
Toma lá xicoração,
Muita saúde, longa vida,
E boa... disposição!

Lisboa, Alice, João, Joana e Luís

15/1/2015

26 julho 2014

Parabéns ao nosso Quin pelas suas 80 primaveras!... E à nosss Zezinha, pelo seu meio século + 1...

Tem uma ponta de vaidade,
Deus o fez e quis assim, 
Foi do campo p'ra cidade...
Quem é, quem é?... É o Quim!...

Nascido lá nas Regadas,
Lugar de Paços Gaiolo,
Tinha lábia p'rás casadas,
E com as solteiras era tolo.

Com o seu olho azul marinho,
Deixou menina chorosa,
Quem por ele tinha um fraquinho
Era a nossa mana Rosa.

Dura vida, a de Ambrões,
Por causa de um tal major,
Mas há mais recordações,
Lisboa foi a melhor.

São oitenta bem vividos,
Os anos do homenageado,
Parabéns lhe são devidos,
Ao Joaquim, nosso cunhado.

Mas também à Zezinha,
Que já está uma... cinquentona,
Nossa primeira sobrinha
E a mais... brincalhona.

Candoz, 26/7/2014,
Luís e Alice, Gusto e Nitas, Manel e Mi, Zé e Teresa...
Mais as Donas, Olinda, Helena... e Nina.