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24 fevereiro 2019

No almoço dos 80 anos do nosso mano mais velho, o Tó Carneiro




Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz> Circa 1965 > O nosso António, o mano mais velho, nascido em 1939.... Depois de regressar do Brasil, aos 24 anos, teve de cumprir o serviço militar. Estamos em meados dos anos sessenta. Com a especialidade de Magarefe, da Manutenção Militar, foi mobilizado para Moçambique.  m Tete, o António sofreu um grave acidente com uma pistola-metralhadora ligeira, uma UZI, disparada acidentalmente por um camarada... Milagrosamente salvou-se. Hoje é um DFA - Deficiente das Forças Armadas (com cerca de 2/3 de incapacidade).

Depois do seu regresso do Hospital Militar Principal, em Lisboa,  a família recebeu  visita de um sargento da sua unidade, o Sargento Touguinha, que foi para o António um verdadeiro anjo da guarda. Sem a a acção dele, provavelmente o nosso mano não se teria salvo. Infelizmente, hoje já falecido, ao que sabemos.

Na foto, podemos ver da esquerda para a direita, o António, de cigarro na boca, o Touguinha e a esposa, a Nitas (que deveria ter 18 anos), a Fernanda (vizinha, filha do sapateiro), o pai Carneiro (fazendo as honras à casa, com o copo e a caneca de vinho na mão), a Alice e a Rosa (já casada, a viver no Porto)... As criancinhas são as filhas da Rosa (e do Quim), a Zeza (a mais velha), junto à mãe, e a Natália. Por este pormenor, deduz-se que a foto terá sido tirada no Verão, na época das férias. Por outro lado, o pai Carneiro estava com os socos com que costumava andar no campo, a regar o milho. A foto deve ter sido tirada com tripé e temporizador ou por alguém também presente nessa ocasião.

 Foto do álbum do blogue A Nosssa Quinta de Candoz . Todos os direitos reservados.


Para ti, mano, que fazes amanhã  80 anos, 
a melhor prenda que os teus manos te gostariam de poder dar...


A melhor prenda para ti, mano Tó,
É uma que não te podemos dar,
Não serve para nada, é tão só
Um bem sem preço, não dá para trocar.

Adivinha que prenda será esta,
Não serve para comer nem beber,
Mas sem ela não és feliz, nem há festa,
Nem tempo p'ra os bisnetos ver crescer.

Chegaste hoje a uma bonita idade,
Tens sido um grande resistente,´
Mano querido da nossa irmandade.

Essa prenda de que aqui falamos,
É... a saúde, é não estar doente,
É a melhor que nós hoje te desejamos.


Maia, Restuarante Quinta das Raparigas,
almoço de 80º aniversário do Tó Carneiro (n. 25/2/1939),
Os manos e cunhados Alice e Luís, Nitas e Gusto, Rosa e Quim, Zé e Teresa, Manel e Mi


07 setembro 2013

Festa da Família Ferreira 2013 (4): comissão organizadora: todos primos, da 6ª geração, gente jovem, fixe, irreverente, divertida... dando continuidade a uma iniciativa com 30 anos


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Festa da Família Ferreira, 7 de setembro de 2013 > A comissão organizadora, trajada a rigor, com camisolas pretas com  uma foto de grupo do último encontro, em 2011, no mesmo sítio: da esquerda para a direita, Susana, Filipe, Romicas, Joana, Becas, Ana, Zeza e Cristina... Falta o Pedro.


Susana (com ar feliz e positivo, que eu gostei de ver), Filipe, Romicas


A comissão organizadora, em reunião de trabalho, agora já com o Pedro, à esquerda...


As manas Becas e Romicas, a amorosa Romicas ... À direita, a Zeza




A Becas, sempre fotogénica, com um dos filhos... Uma mulher de armas, corajosa, que merece o nosso melhor apoio e carinho...


A Zeza, mãe babada, com o seu filho João...  É "marca Barbosa", diz o Ferreiral... Consegue pôr os acompanhantes de um enterro a chorar até às lágrimas... Obrigado, Zeza, pela tua contagiante alegria e e ideias divertidas para animar o pessoal... Quanto ao resto, "mulher doente, mulher para sempre"!... 


A Cristina, sempre bem disposta e brejeira... Outra mulher de vida, como se diz aqui na família...


O Pedro, o pescador, com o pai Zé Carneiro, e a prima Joana mais as tias Nitas e Alice... Como o pai fazia anos no dia seguinte, 8 de setembro, o Pedro (acabado de chegar com os primos Joana e Joana, que vieram de Lisboa) foi-lhe pescar um robalo de cinco quilos e tal para lhe oferecer como prenda de aniversário... 


O Filipe que desta vez veio sem a  Susana, de licença conjugal, para uma despedida de solteira, de uma amiga...


O tema poético deste ano foi a nupcialidade, fertilidade e natalidade da Família Ferreira... Daqui a 30 anos queremos continuar a fazer este saudável e divertido convívio... Mas é preciso que haja Ferreirinhas, Carneirinhos, Cardosozinhos, Mendezinhos... para renovarem as gerações... DE quallquer modo, os tempos são outros, para o melhor e para o pior.  Abaixo o machismo, dizem elas!... Aqui vão uns versos a propósito (e a propósito, muitos beijinhos para a Urche Cardoso e a mãe Glória Gordalina, que não puderam vir desta vez):

A família está em crise,
Não há padres para rezar,
O amor é uma chatice
E ninguém se quer casar.

O Filipe e a Susana 
São jovens com sentimento,
Mas bem chora a Dona Ana
Por tardar o casamento.

O Tiago bem namora
Para logo se descasar,
Mas há-de chegar a hora
De também o nó querer dar.

E a Dona Alice em Lisboa
Com dois filhos solteirinhos ?
Ser avó é coisa boa,
Venham de lá os netinhos.

O Miguel da Rosa e Quim
Lá juntou os trapinhos, 
Não perdeu o seu latim,
Já tem a quem dar miminhos.

Ao Pedro da Madalena
Não há mulher que lhe meta medo,
Arranjou uma morena,
Não tem aliança no dedo.

À Urche, que é menina de Alfama,
Não lhe cantem aquele fado
"Muito quero a quem me ama,
Seja solteiro ou casado".

Quero um novo por estrear,
Que seja bom rapazinho,
Os três te hei-de tirar,
Meu querido namoradinho.

Era assim que a Rosa dizia;
"Lá em casa mandava o home,
E só ele calças vestia,
Mas de amor nunca passei fome".

Chamavam-lhe Prima... Vera,
Que era nome de estação,
Casou com o Meco, que era
Um... meco engatatão.

Da Ana é estranho o casório,
Com o João, um bom... sacana.
Mas nunca deu falatório
Só por ser ao... fim de semana.

Em Chaves sê flaviense,
Susana bem o pensou,
E, como boa marcoense,
Logo um Flávio ali pescou.

Mas que três mulheres de vida,
Filhas do Manel e da Mi,
Qual delas a mais querida,
Gostei delas mal as vi.

Uma vida a aturar, só,
As garotas de Ipanema,
E logo cinco!, diz o Tó,
Em casa, não no cinema!

É um Carneiro valente,
É um Ferreira com sorte,
É um doente p'ra sempre,
Por quatro vezes desafiou a morte.

[Mano Tó Carneiro, estás aí para dar e durar!... Gostámos de te ter e de te ver ao nosso lado e ao lado das tuas garotas de Ipanema... Só faltou a Paula... Beijinhos para ela e restante família... Um abraço para o Jorge!]

(Continua)

________________

Texto e fotos: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (3): A chegada das merendas, à moda antiga...


Vídeo (0' 56''). Alojado em You Tube > Nhabijoes


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 >  7 de setembro de 2013 > Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 10 de julho de 2011.

Neste vídeo mostra-se a chegada das merendas, tradicionalmente em cesto de vime, transportado à cabeça... pelas mulheres. Neste caso, a Mi, a nossa querida Mi (Maria Mendes), casada com o Manuel Carneiro, de Candoz... Entra no recinto da festa, cantando com a sua belíssima voz um cantaréu, que não é da Beira Baixa, meus senhores... O célebre "Milho verde" é uma canção popular da Beira-Baixa, que o Zeca Afonso imortalizou. Este cantaréu tem, por base a sua letra, ou uma variante nortenha...

Sachadeiras do meu milho, 
Sachadeiras do meu milho, 
Sachai o meu milho bem, 
Não olheis para o caminho, 
Não olheis para o caminho, 
Que a merenda já lá vem, 
Que a merenda já lá vem, 
Que a merenda já lá vem...



A Graça, mulher do António Carneiro, transportando a sua cesta da merenda...


A Mi, mulher do Manuel Carneiro, fez questão de mostrar como era (é) a tradição, transportando a sua cesta da merenda e cantando um cantaréu... De costas, o Zé Manel Pinto.










Exemplos de alguns dos muitos e variados acepipes que cada família (de Lisboa, Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Aveiro, Marco de Canaveses...) trouxe e partilhou com os parentes... neste grande piquenique que durou a tarde toda, abrilhantada depois pela Tuna Rural de Candoz (, tudo músicos prata da casa) e animada com jogos e brincadeiras, da iniciativa da comissão organizadora.

Na mesa não podia faltar o anho assado (ou o arroz de forno). E, claro, o bom vinho verde de Candoz, e de outros produtores como o António Pinto (Ambrões).

E, a propósito, aqui vão mais algumas quadras que o poeta de Candoz escreveu para a ocasião:

Parabéns às cozinheiras
Destes ricos e belos manjares,
Não há cozinho como o dos Ferreiras,
O melhor nestes lugares.

Está aqui a melhor mesa,
Do Marco até Aveiro,
Desde os doces Olinda & T'resa
Até, da Mi, o fumeiro.

Ana Luisa é boa mãe
E excelente ceramista,
Veio com a família também
P'ra dar cor à nossa lista.

À saúde do António Pinto,
E na esperança de o ver,
Ergo o meu copo de tinto,
Boa vindima há-de ter.

Vem de terras aveirenses
O clã do bom do Manel,
Para, aos marcoenses,
Mostrar quem traz melhor farnel.

Registo com especial apreço
A presença do Adriano,
Pelo que dele conheço
É um amigo de todo o ano.

 Texto, vídeo e fotos: Luís Graça (2013).  

28 agosto 2008

Efemérides: Recordando o casório do Jorge e da Paulinha, em 28 de Agosto de 1999

Viv' os noivos, vivam todos
Os amigos que aqui estão,
Uns são mouros, outros godos,
Fazem bela união.

Fazem bela união
O Jorge e a Paulinha
Que hoje deram a mão,
Para o resto da vidinha.

Para o resto da vidinha,
Deram o nó a preceito,
Numa velha igrejinha,
Com os amigos do peito.

Com os amigos do peito,
Os dois Ruis mais o Vitor;
O casamento está feito,
O resto é só amor.

O resto é só amor,
Já cá temos a Carolina
É uma jóia, é uma flor,
Uma querida menina

Uma querida menina,
Diz o pai, Jorge Dinis,
O amor é uma mina
P'ró economista f'liz!

P'ró economista f'liz
Amor vem sempre primeiro
A Paula assim o quis,
Com a benção do Carneiro

Com a benção do Carneiro,
No vale dos Raposinhos
Não falte paz e dinheiro
A este par d'amorzinhos

Boda do casamento e baptizado,
28 de Agosto de 1999

Os amigos da mesa seis

Rosa Carneiro
Alice Carneiro
Ana Carneiro
José Carneiro
+ Quim, Luis, Gusto e Teresa
José Carneiro
Augusto Soares

01 janeiro 2008

Álbum de família (1): A visita do sargento Touguinha

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz> Circa 1965 > O nosso António, o mais velho, depois de regressar do Brasil, aos 24 anos, teve de cumprir o serviço militar. Estamos em meados dos anos sessenta. Com a especialidade de Magarefe, da Manutenção Militar, foi mobilizado para Moçambique.

Em Tete, o António sofreu um grave acidente com uma pistola-metralhadora ligeira, uma UZI, disparada acidentalmente por um camarada... Milagrosamente salvou-se. Hoje é um DFA - Deficiente das Forças Armadas (com cerca de 2/3 de incapacidade).

Depois do seu regresso do Hospital Militar Principal, em Lisboa, recebemos a visita de um sargento da sua unidade, o Sargento Touguinha, que foi para o António um verdadeiro anjo da guarda. Sem a a acção dele, provavelmente o nosso mano não se teria salvo.

Na foto, podemos ver da esquerda para a direita, o António, de cigarro na boca, o Touguinha e a esposa, a Nitas (que deveria ter 18 anos), a Fernanda (vizinha, filha do sapateiro), o pai Carneiro (fazendo as honras à casa, com o copo e a caneca de vinho na mão), a Alice e a Rosa (já casada, a viver no Porto)... As criancinhas são as filhas da Rosa (e do Quim), a Zeza (a mais velha), junto à mãe, e a Natália. Por este pormenor, deduz-se que a foto terá sido tirada no Verão, na época das férias. Por outro lado, o pai Carneiro estava com os socos com que costumava andar no campo, a regar o milho.

A foto deve ter sido tirada com tripé e temporizador. Há uma outra foto em que aparece o Zé, ao lado da Rosa.

Onde quer que este nosso amigo esteja (disseram-nos que já morreu), os nossos eternos agradecimentos por tudo o que ele fez pelo nosso mano António.