Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses. A casa, as pedras, os muros, o chão, as minas, os carvalhos, os castanheiros, as vinhas... Na posse da família Ferreira Carneiro, há pelo menos dois séculos. Uma estória de loas e cantigas. Mas também de trabalhos (es)forçados. De pão e vinho sobre a mesa. De amor e de amizade. Rosa, Chita, Nitas, Zé, mais as respectivas caras metades (Quim, Luís, Gusto e Teresa). Pais fundadores: José Carneiro & Maria Ferreira.
Não há Páscoa sem foguetes... E sem fogo, não há alegria no Minho e no Douro Litoral... Mesmo com a crise, cada meia dúzia de foguetes custa a módica quantia de 30 euros... Quando o compasso chega a uma casa, o fogueteiro sinaliza a sua presença... Os vizinhos, mais à frente, preparam-se, com grande excitação, para a cerimónia... É uma tradição rica de significado socioantropológico... À noite, da 'varanda' de Candoz assiste-se, de borla, ao espectáculo único da largada de fogo em cada das diversas freguesias circunvizinhas (do Marco de Canaveses: Paredes de Viadores, Passos de Gaiolo...; e de Baião: Mesquinhata, São Leocádia, Grilo, Ribadouro...). Há palpites, críticas, comentários, exclamações... sobre a quantidade e a qualidade do fogo de cada freguesia... E no final há uma vencedora...
Candoz > 12 de Abril de 2009 > A visita do compasso... A casa estava cheia de familiares e amigos... Lá fora chovia... mas havia calor nos nossos corações... Este ano tivemos mais gente de Lisboa: além da Alice, do Luís e da Joana, os seus amigos Arq José Paradela, Dra. Matilde e o seu filho Jorge... (Eles ficaram encantados com a hospitalidade, a espontaneidade e a alegria da nossa gente).
A Páscoa, este ano, foi molhada. O compasso visitou-nos, na 2ª feira, já por volta das 15h... Ao almoço não podia faltar o arroz de forno. O anho, em cada ano que passa, está sempre melhor do que o do ano passado. Graças às cozinheiras que a idade vai apurando. Ou então devido à saudade destes sabores. Chovia. O que não impediu a festa... Os foguetes... A família e os amigos, muitos vindo de longe... O compasso, dizem, é tradição sobretudo minhota e duriense que tenderá a acabar. Discutia isso com o Gusto que, segundo as leituras que andou a fazer, faz remontar a origem do compasso pascal à legislação liberal de 1869 que extendeu a desarmotização dos chamados bens de mão morta aos passais...
A alienação dos passais provocou a pobreza do padre da aldeia. O compasso pascal terá sido uma forma expedita, de iniciativa dos paroquianos, para compenssar a perda de receitas do pároco. As esmolas que as famílias põem no saco do compasso, no final da visita, reverteria originalmente para o bolso do padre.... As coisas hoje já não são exactamente assim... A visita pascal é um pretexto também para a afirmação social, o exibicionismo dos vizinhos e parentes mais ricos, que são capazes de gastar uns bons contos de réis em foguetório... Mesmo com crise, este ano, o fogo esteve à altura da tradição...
Candoz > Páscoa > 24 de Março de 2008 > As comidinhas: o arroz de formo ou de anho, que é uam obra-prima da cozinha do Norte, em geral, e de Candoz, em particular.
Candoz > 26 de Abril de 2008 > Uma cerdeira especial... Há uma relação de amor com as árvores, cada uma tem a sua história... Aqui o Zé conta-nos uma história que é também uma questão de fé... Diálogo entre dois cunhados, o Zé e o Luís...
Candoz > Setembro de 2008 > Serviço é serviço, conhaque é conhaque... Nada é deixado ao acaso antes das vindimas... Nem depois... Leva tudo a sério, mas também é capaz de ser descontraído, bem humorado, afável e brincalhão...
Fotos: Luís Graça (2009)
Aqui vão uns versinhos de parabéns para o Gusto que faz hoje 62 anos ("bem passados, como o bife")... Gostava que fosse a Nitas lê-los, mais logo, ao seu "mais que tudo", no dia da sua festa, depois de saltar a rolha do espumante e de se fazer o chim-chim da praxe...
Em nome de todos nós, a família, os cunhados e as cunhadas, os sobrinhos e as sobrinhas, os amigos e as amigas, de Lisboa, do Porto, de Matosinhos, de Paredes, da Madalena, de Candoz, de todo o lado... De Lisboa, os de mais longe, aquele chicoração especial, dos cunhados Alice e Luís e dos sobrinhos Joana e João (LG):
Contra a colite ulcerosa O doente tem que ser velhaco, É uma doença merdosa, Vou lixá-la com o tabaco.
Já deixara o cigarrito, Um dos meus poucos vícios, Agora cá o Gustito Não lhe vê só malefícios.
A úlcera está curada, Foi o combate de uma vida, Uma autêntica cruzada, Uma luta desmedida.
Se eu já me reformei, Haja saúde e… caroço, Trabalhei que me fartei, Desde menino e moço.
Sou uma espécie em extinção, O homem dos sete ofícios, Já toquei acordeão, Só nunca fui a... comícios.
O Porto é a minha cidade, Mas trabalho que nem um mouro, Em Candoz, de sociedade, Tendo ao fundo o Rio Douro.
Só não sou um hortelão Nem cavador de enxada, P'lo tractor tenho paixão E na poda sou um espada.
Estou sempre na bricolagem, Não sou tipo de estar parado, E, mesmo quando em viagem, Não me ponham atrás, sentado.
Não sou lá muito efusivo Na expressão dos sentimentos, Se puder logo me esquivo Quando vejo ajuntamentos.
Sempre de Dragão ao peito, Sou treinador de bancada, P’ró que tenho menos jeito É a conversa fiada.
Estou mais velho, c’um carago... Há a família que adoro, Meus filhos Filipe e Tiago, Mas só com a Nitas moro.
A vida é uma autoestrada Que só tem uma saída, Quanto mais acelerada, Maior risco de ser mal vivida.
A Nitas vai-me aturando Nestas longas caminhadas, Ora gemendo e chorando, Ora dando... umas gargalhadas.
Já lá vão sessenta e dois, - Como o bife, bem passados - Vivo o agora, e o depois... Logo se vê, meus cunhados!
Quinta de Candoz > 26 de Abril de 2008 > É difícil escolher um vídeo das muitas dezenas que temos, "sem bolinhas ao canto direito" (!), sobre a nossa vida e os nossos trabalhos em Candoz... Escolhi este, apesar de tudo, por que traz imagens de três os nossos melhores trabalhadores: por ordem de entrada em cena, o Adriano, o Gusto e o Zé... É uma homenagem a eles três, e em especial ao nosso Gusto, que hoje faz anos, e que é um exemplo do homem dos sete ofícios em vias de extinção... É polivalente e flexível, dedicado e competente, qualidades que hoje se exigem aos colaboradores nas empresas: tanto trabalha ao sábado como à semana, tanto pega no tractor como na motocultivadora, tanto agarra a tesoura de poda como tecla no computador, tanto faz a escrita da sociedade como enxerta videiras, cerdeiras ou castanheiros... Ah!, e dantes tocava acordeão. Não creio que se tenha esquecido! De qualquer modo, dá-nos música a todos!... É sobretudo um bom cunhado e um melhor amigo (LG)
Paredes > Casa da Susana e do Flávio > 6 de Fevereiro de 2009 > É uma casa portuguesa, com certeza... A nossa Susana é Carneiro, filha do Manel e da Mi, enfermeira, dedicada e competentíssima, na Unidade de Cuidados Intensivos do O Hospital Padre Américo Vale do Sousa, Penafiel, que faz parte do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa... O Flávio é um flaviense, nado e criado em Chaves. Trabalha na PSP no Porto... O primeiro rebento do casal foi o Rui (em cima na foto). O segundo foi o Nuno... E agora temos o Joãozinho, de que são padrinhos a Alice e o Zé, seus tios-avós...A Susana é uma mãe extremosa... Aqui a dar de mamar ao seu novo rebento
Paredes > Casa da Suzana e do Flávio > A madrinha, Alice, às voltas com as cólicas do Joãozinho...
Nascido em 13 de Janeiro de 2009, é um consolo ver este menino a mamar... Um menino tranquilo... ao colo da mãe.
Daqui vão os nossos parabéns à família, à Susana, Flávio, Nuno e Rui, agora aumentada e melhorada com a entrada do Joãozinho... É uma equipa de respeito, quatro machos e uma... carneira. Que Deus os proteja! E que o leitinho nunca falte ao Joãozinho, para ele crescer e... a gente a ver.
III Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, V Congresso do Médico Interno e XIV Congresso Nacional de Medicina (Lisboa, 19 a 21 de Fevereiro de 2009) > Centro de Congressos de Lisboa > 20 de Fevereiro de 2009 > Cerimónia do Juramento de Hipócrates, feito pelos mais de 400 novos médicos, inscritos na Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos (*). Na mesa, presidida pelo Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal, Dr. Pedro Nunes, e tendo ao seu lado esquerdo a Dra. Isabel Caixeiro, presidente da Secção Regional do Sul, estavam presentes, além de dois antigos bastonários portugueses (Drs. Gentil Martins e Germano de Sousa), os bastonários da Ordem dos Médicos de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique.
III Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, V Congresso do Médico Interno e XIV Congresso Nacional de Medicina (Lisboa, 19 a 21 de Fevereiro de 2009) > Centro de Congressos de Lisboa > 20 de Fevereiro de 2009 > Actuação da Tuna Médica de Lisboa, que antecedeu a cerimónia do Juramento de Hipócrates, feito pelos mais de 400 novos médicos, inscritos na Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos (*).
III Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, a decorrer de 19 a 21 de Fevereiro de 2009, a par do V COngresso do Médico Intermo e do XIV Congresso Nacional de Medicina, sob o lema Os Médicos e o Desenvolvimento Humano. O Direito à Saúde: Que Futuro ? > Auditório I do Centro de Congressos de Lisboa > 20 de Fevereiro de 2009 > O nosso João, vestidinho de novo dos pés à cabeça, prepara-se para fazer o Juramento de Hipócrates, com mais de 400 novos médicos, inscritos na Secção Regional do Sul, da Ordem dos Médicos.
O Presidente da República, Cavaco Silva, presidiu, no Centro de Congressos de Lisboa, à Sessão de Abertura do III Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, proferindo uma intervenção. Esteve também presente a Ministra da Saúde, Ana Jorge (que foi pediatra do João e amiga de framília) > Centro de Congressos de Lisboa, 20 de Fevereiro de 2009 > Cerimónia do Juramento de Hipócrates de mais de 400 novos médicos, recém inscritos na Secção Regional do Sul, da Ordem dos Médicos.
Quatro amigos de curso e de turma (da esquerda para a direita): Rogério Silva (Roger), João Mouta, José Barroca e João Graça. O João mais três amigas e colegas de turma: Mariana Eloy, Rita Canário e Anica...
Momentos de descontracção e de alegria... Em primeiro plano, ao centro, a Alice era uma mãe discreta mas compreensivelmente orgulhosa...
O Bastonário da Ordem dos Médicos Dr. Pedro Nunes e a presidente da secção regional do Sul, Dra. Isabel Caixeiro.
Para todo(a)s o(a)s namorados(a)s do mundo, em geral, E o(a)s da grande família Carneiro, em particular. E muito em especial, Para a Chita(que tinha, há trinta e cinco anos, Jacques Brel entre os seus músicos e poetas preferidos)
Quand on’a que l’amour (por Luís Graça, inspirado em Jacques Brel *)
Quando não há senão o amor, Para se dar, em partilha, Dia a dia, Milha a milha, Nesta grande viagem Que é a vida, E cujo roteiro ninguém sabe de cor.
Quando não há senão o amor, Eu e tu, Meu porto, Minha ilha, Para que cada dia, cada hora, Estoire como um foguete Em feérica alegria selvagem.
Quando não há senão o amor, A ternura, A música, A poesia, Como único lembrete, Como única riqueza, Como única certeza, Como única fonte certa de alegria, Para se viver, Aqui e agora.
Quando não há senão o amor, Como frágil razão, Como Nau Catrineta, Como rota incerta, Como fraco álibi, Como irónica canção, A opor ao absurdo da guerra e da morte.
Quando não há senão o amor, E a compaixão, Para vestir amanhã, Contra o frio do vento norte, Com mantos de ouro e fina lã Os que nunca tiveram sorte.
Quando não há senão o amor, E a amizade, Para aquecer o coração E cobrir de azul, sol e liberdade Os muros sujos E feios Da cidade.
Quando não há senão o amor, Para fazer calar os canhões, E abafar os tambores Dos que na guerra ganham milhões E da morte são os senhores.
Quando não há senão Os amantes, Os amigos, Os músicos, Os poetas, Para que a esperança tenha um hino E venha contrariar o destino.
Quando não houver, No mundo, Outra força que não o amor, Então poderemos morrer, Em paz, Com a sua doce lembrança; Então da morte seremos Os triunfadores, E da vida Os verdadeiros conquistadores.
Luís Graça
(*) Para ouvir a canção original, de 1956, na voz do poeta e músico Jacaques Brel (1929-1978), clicar aqui (letra e música).
Madalena, 24 de Dezembro de 2008 /Alfragide, 14 de Fevereiro de 2009
Candoz, 9 de Janeiro de 2009 > O grande nevão deste ano > Fotos do Meco, marido da Vera Carneiro, um premiado e talentoso fotógrafo que faz parte da nossa família alargada... Não estamos habituados a ver a nossa terra sob este manto de neve... Até mesmo a Nina, a nossa cadela, viu neve pela primeira vez... As ovelhas da Tia Mi (que é a sogra do Meco) também parecem estar a estranhar este fim de tarde, em que de repente o céu escureceu e a terra branqueou... Vamos lá a ver se este ano se cumpre a promessa, implícita no provérbio popular que me foi recordado, a propósito, pelo Ti Manel Carneiro (pai da Vera, sogro do MECO): "Ano de nevão, ano de pão"...
Imagens seleccionadas e editadas por L.G. Vd. também poste do Tio Gusto > 14 de Janeiro de 2009 > A neve também chegou a Candoz
Capa da agenda 2008, da revista Pais e Filhos (Pormenor). Autora: Joana Graça
Um chicoração para o Miguel, com 300 quilómetros de comprimento, tanto quanta a distância (apenas física) que nos separa entre Lisboa e Porto... Parabéns pelos teus 33 anos! Que capicua! ... Que sejam 33 anos, felizes e criativos para o nosso designer...
Dos primos e tios de Lisboa: Joana, João, Luís, Alice.
Lourinhã, Jardim da Nossa Senhora dos Anjos > Setembro de 1947 > Com oito meses, ao colo da mãe, Maria da Graça (n. 1922) e ao lado do pai, Luís Henriques (n. 1920).
Madeira-Funchal > 27 de Dezembro de 2008 > O Luis a ser entrevistado para a TVI.
Madeira - Funchal > 31 de Dezembro de 2008 > O Luis preparando a máquina para mais uma foto do fogo de artifício de Fim do Ano.
Pois é. Faz hoje 62 anos que nasceu o criador, editor e impulsionador do nosso Blogue. Para além de cunhado e tio, ele é o amigo sempre presente, o nosso poeta, o repórter fotográfico sempre com a máquina em posição para fixar todos os momentos que em comunhão temos vivido quer na nossa quinta, quer nas várias ocasiões de lazer que juntos temos passado, Ele é para nós aquilo que a sua cunhada Nita bem expressa ao dizer que ele é um AMOR, um QUERIDO.
Falta-nos a veia para nesta altura aqui inserirmos umas quantas quadras alusivas a este momento e que bem merecia por tantas que nos tem presenteado nas várias ocasiões mais festivas. Não nos falta contudo a nossa sincera amizade, o nosso reconhecimento por tanta manifestação de carinho e atenção que nos tem dedicado nos bons e maus momentos. A sua sensibilidade, a sua disponibilidade para com todos deixa-nos, por vezes, frustrados por não sabermos corresponder da mesma maneira, por muito que tentemos.
PARABÉNS!!! Com amor e carinho. Os cunhados Nita e Gusto, os sobrinhos Filipe e Tiago que muito te admiram.
Texto e fotos: Augusto Soares(2008). Direitos reservados.
O João faz hoje 25 anos... Filho da Maria Alice e do Luís Graça. Vive em Alfragide. Está a fazer o ano comum do internato médico no Hospital de São Francisco Xavier / Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE.
À minha mãe, ao meu pai, à minha mana, aos meus avós, e aos meus amigos, mais que mil, tantos que não cabem aqui todos, mas que eu gostaria de rever no dia em que faço um quarto de século!
Às vinte e três, trinta e três, De mil nove e oitenta quatro, Nascia eu, bela rês, De normalíssimo parto.
Quatro quilos mal pesados, Cinquenta e um de comprido, Meia dúzia de criados, E eis um rapaz bem parido.
Bem parido e melhor tratado P’la mão de futura ministra; P’ra me mostrar obrigado, Fiz-lhe uma coisa sinistra.
Sinistra, é um exagero, Com a bexiga apertadinha, Logo disse: “Eu cá, não espero”, Aí vai uma mijinha…
Coitada da minha mãe, Ali deitada, indefesa, Que foi vítima também Desta minha safadeza.
Privado é o hospital, Aquário meu signo é, E meu país Portugal, Só mais tarde CEE.
Não me faltou o carinho, De amigos, mais de mil, Nem o meu o pai, queridinho, Tudo gente de Abril.
Em casa fui recebido Como um peludo ursinho, Mimado, mais que lambido, P’rá Joana, era o fofinho.
Ao apelido Carneiro, Não achei grande graça, Na escolinha era o primeiro, Mas, lá fora, de má raça.
Chamavam-me João Mé-mé, Por troça ou brincadeira, À dentada e a pontapé, Geri o conflito à maneira.
Vesti o bibe da creche, No INSA era um senhor, Até mordi, ao que parece, O neto do director!
Lembro a Helena Munhoz Que foi minha educadora, Mas um dia ela e nós, Foi-se tudo dali embora.
No Bairro de São Miguel, Estudei com a Rosa Ralo, O primeiro dia foi fel, Custou muito a amargá-lo.
Da escola C mais S Tenho muita saudade, Ou o Garret não fosse O meu prof da liberdade.
Em Alfragide, onde moro, Tenho amigos do coração, Tenho a Rita, que namoro, E mais alguns que aqui estão.
Dou um salto até ao Camões, Já a tocar violino, Lá fiz mais amigalhões, E decidi meu destino.
O resto da minha história Não vou pô-la na praça, É futura memória Do senhor doutor João… Graça.
Vai a última quadrinha,
Para alguém muito especial, A minha querida mãezinha, A quem devo este Natal.
A ela faço homenagem, Ao quilómetro vinte e cinco Desta terrena viagem: Às vezes choro, e outras… brinco.
Obrigado, Dona Alice, Do coração, cá do fundo, Acho que nunca te disse: És a melhor... mãe do mundo!
(Versos de L.G., lidos na festa de anos do João Graça, Alfragide, 21 de Janeiro de 2009)
Madeira > Levada de Ribeiro-Frio / Balcões > Miradouro de Balcões > 2 de Janeiro de 2009 >A Tia Nitas embevecida com o... passarinho.
Um recuerdo no dia em que faz aninhos... Com chicoração da mana Alice, do cunhado Luís e dos sobrinhos Joana e João. Daqui até aos 100 anos é sempre em frente, tia Nitas - diz o João que está hoje de serviço, no Hospital São Francisco Xavier, a sua nova casa nos tempos mais próximos...
Nesse tempo ainda não havia o blogue... Aqui ficam as quadras que escrevemos, para a tia Nitas, há sete anos atrás, neste dia especial... As palavras que escrevemos continuam a ser sentidas e a fazer sentido... Parabéns, mana, cunhada, tia, amiga!
Viva a senhora engenheira, Em química diplomada, No trabalho é a primeira, Em tudo é muito prendada.
Em tudo é muito prendada, A começar p’lo amor; É feliz e bem casada Co’um sortudo dum doutor.
Co’ um sortudo dum doutor, Danado p’ra trabalhar; Ele, bom pai e gestor, Com ela faz belo par.
Com ela faz belo par, A nossa querida Tia, Parabéns lhe vamos dar Por ser hoje o seu dia!
Por ser hoje o seu dia, Dia quinze de Janeiro, Fiz-lhe esta poesia, Eu, a Joana Carneiro.
Eu, a Joana Carneiro, Não lhe vou tocar um hino; O João é mais porreiro, Vai-lhe tocar violino.
Vai-lhe tocar violino, P’ra animar o serão; A Alice toca o sino, E fala com o coração.
E fala com o coração O Luís, para lhe dizer: “Nitas, aquele abração!, Muita força p’ra viver!”
Lisboa, 15 de Janeiro de 2002
Hoje faz anos a nossa Nitas!,
Mais que mana, cunhada e tia, aquela amiga de todos os bons e maus momentos da nossa vida. De Lisboa com amor a pensar em vocês todos, a Nitas, o Gusto, o Luís Filipe, o Tiago…
O forte nevão que durante a tarde e a noite do dia 9 de Janeiro de 2009 assolou todo o País (especialmente a Região Nortenha) não podia deixar de estar presente na nossa Quinta de Candoz.
As pessoas mais idosas não se recordam de verem , neste local, tanta neve acumulada por todo o lado, como se verificou neste dia.
As imagens que se seguem foram tiradas por volta das 9 horas da manhã do dia 10 de Janeiro de 2009 quando a temperatura ainda rondava os 3 Graus Negativos.
Texto e fotos: Augusto Soares(2009). Direitos reservados.
Porto > R Joaquim Pires de Lima > c. 1981 > O nosso Luís Filipe (para os amigos, o Lucky Luke da banda desenhada), sentado à esquerda da prima de Lisboa, a Joana. (LG)
Quinta de Candoz > 22 de Dezembro de 2006 > O Zé a podar...
Quinta de Candoz > 26 de Abril de 2008 > O Zé falando com a videira...
Quinta de Candoz > 26 de Abril de 2008 > O Zé e os seus inseparáveis companheiros de sábados: O Gusto, à esquerda, o Adriano, à direita... Falta cá, na foto, o Quim... Cautelas com a saúde tem-no afastado ultimamente do nosso convívio. (Desejamos-lhe rápidas melhoras.)
Quinta de Candoz> 26 de Abril de 2008> O Zé, pau para toda a obra...
Foi encontrado, no meio da lenha, no dia 30 de Agosto de 2008, por volta das 10h20, mum sábado em que procedíamos à arrumação do barraco da lenha.
O ouriço-cacheiro (nome científico, Erinaceus europaeus) é um pequeno mamífero, insectívoro. É perfeitamente inofensivo.
Existe por todo o país. Em Lisboa, por exemplo, pode ser encontrado no Parque Florestal de Monsanto. Eis o que diz esta página:
"O Ouriço-cacheiro é o único mamífero da fauna portuguesa que tem o corpo coberto por espinhos (cerca de 6 mil), que não são mais que pêlos modificados. Estes pêlos, bastante aguçados, têm entre 2 e 3 cm e cobrem o animal no dorso e flancos. O ventre, castanho-acinzentado, está coberto de pêlos.
"Quando se sente ameaçado, enrola-se sobre si próprio, escondendo as suas pequenas patas e as áreas sem espinhos, e transforma-se numa 'bola com picos', bastante difícil de penetrar. A cabeça distingue-se facilmente do resto do corpo, os olhos são grandes, as orelhas são relativamente pequenas e possui uma cauda rudimentar.
"O seu comprimento varia entre 20 e 35 cm e a cauda entre 10 e 20 cm. Os adultos pesam em média 700 g, podendo este valor variar entre 400 e 1200 g. Um animal que não possua, pelo menos, entre 500-600 g terá dificuldade em sobreviver ao período de hibernação.
"Alimentam-se essencialmente de insectos (gafanhotos, escaravelhos, moscas, etc.) e também de minhocas e caracóis. Ovos de aves, pequenas rãs e répteis, cereais e frutos silvestres, tudo pode fazer parte da sua alimentação.
"A época de reprodução ocorre de Abril a Agosto, podendo existir duas ninhadas por ano, com picos de nascimento em Maio-Julho e Setembro. O período de gestação é de 12 a 13 semanas, após o que nascem 4-6 crias, embora possam nascer entre 2 e10. As crias nascem de olhos fechados e peladas, mas ao fim de poucas horas despontam os primeiros espinhos, abandonando o ninho após 22 dias.
"Quando o alimento escasseia, e a descida da temperatura torna incomportável a manutenção da temperatura do corpo, o ouriço hiberna. Antes de hibernar, os animais têm que engordar para ter energia suficiente para o período de hibernação, durante o qual ocorrem uma série de alterações:
- ficam frios ao toque, tendo a sua temperatura diminuído de 35ºC para 9ºC; - ficam imóveis; - a respiração pára durante longos períodos de tempo (respiram 1 a 10 vezes por minuto); - o ritmo cardíaco passa de 190 para 20 batimentos por minuto; - o funcionamento dos órgãos internos é reduzido de modo a poupar energia.
"Estando mais vulnerável a predadores enquanto hiberna, o ouriço escolhe cuidadosamente o local para o fazer, construindo um ninho em buracos, em troncos de árvores, no solo ou em rochas"(...).
Em Portugal, no campo, ainda há muitos preconceitos contra este pequeno mamífero, pachorrento e simpático que, nas fábulas, faz o papel de 'bom rapaz'... Dizem que é uma iguaria entre a etnia cigana. É vulgar ser morto e queimado pelos nossos agricultores. Também o vemos nas nossas autoestradas, esmagado pelos carros. É atraído pelo calor do alcatrão.
Fazemos votos para que o nosso ouriço-cacheiro continue a ter bons encontros, como o nosso... E já agora quem sabe mais sobre este simpático bichinho ?
Agosto é vento, É areia, É sal, Contra as pálpebras dos marinheiros Que morreram nos teus sonhos. Nunca deixes morrer os sonhos. Os teus sonhos. Nem os marinheiros de olhos azuis E cabelos louros ao vento Que subiam os mastros dos navios Do teu museu do mar, imaginário.
Tu que vieste com o vento norte, Ganhas novo fôlego e alento E outra leveza Ao perfazeres os dez mil passos Diários, matinais, no areal. Para que o corpo não crie raízes. E a gente possa desfrutar a beleza Da enseada de Paimogo.
O melhor de Agosto São as esplanadas Das pequenas terras de Portugal, À beira mar. Tão cheias de nadas, Tão saloias, Tão pimbas, Tão belas. Conheci-te numa delas.
Agosto são os escorpiões tatuados Nos corpos Das petites filles portugaises Que voltam à terra dos avós. Agosto são as alegrias e as vertigens Do regresso. Porque voltamos sempre às origens.
Os únicos que têm de vencer São os surfistas. Vencer a onda, O vento, A areia, O sal. Não temos que destruir para vencer.
Agosto é também O puro desejo da mãe Pelo filho incestuoso. Lânguidas mamãs, De mamas flácidas. São focas estiradas ao sol. São focas. São fofas. Como é bom também ser mamã, E foca E fofa E babada.
O melhor de Agosto É teres o dia todo Por tua conta, O dia, a semana, o mês. Os dias úteis do mês.
Mas o melhor de Agosto é o teu dia. Dezoito. E estamos cá todos, A apaparicar-te, Eu, há trinta e tantos anos, O João, há vinte e quatro. A Nitas, o Gusto, a Glória… E os muitos amigos Que te adoram E que te dão um toque de telemóvel. A Joana não está Mas deu sinais de vida e de amor por ti. Deixa que os que gostam de ti, Te apapariquem.
Luís Graça
Lourinhã, Rua da Misericórdia, 18 de Agosto de 2008.
26 de Julho de 2008... Faz anos o Quim: 74!!! Uma bela idade, ainda por cima com um coração novo... É também a festa de Nossa Senhora do Socorro. Os Bombos 4 Estações, da freguesia de Paredes de Viadores, Marco de Canaveses (Telefone 255 582 038), acompanhavam os mordomos da festa na recolha de contribuições.
Um dos dois mordomos que aparecem na foto, o mais novo, é o nosso primo, o Pinto. Parabéns também a ele e aos restantes mordomos por manterem viva aquela que é, porventura, a seguir à festa da sede do concelho, a maior e a melhor festa anual do Marco de Canaveses. O fogo de artifício deste ano, por exemplo, agradou plenamente ao povo da terra e aos forasteiros.... Ao som da música do grego Vangelis, o fogo de artfício foi de nível internacional...
Cerejeiras em flor... Quinta de Candoz, Lugar de Candoz, Freguesia de Paredes de Viadores, Concelho de Marco de Canavezes, Segunda feira de Páscoa, 24 de Março de 2008... No vídeo, aparece o Gusto e o Joaquim, este último à conversa com o autor do vídeo.
Cerejeira ou cerdeira ? O dicionário Houaiss de Língua Portuguesa não regista o vocábulo cerdeira, muito usado na região de Entre Douro e Minho, mas também no Alto Douro... Tomo a liberdade de transcrever aqui um belíssimo poema de um camarada e amigo meu, que é da Régua, o José Manuel Lopes, também produtor, de excelentes vinhos de mesa na Região Demarcada do Douro, na sua Quinta da Graça. Foi escrito no sul da Guiné, em 1973, em plena guerra (1):
O recordar dos sentidos
Como é bom ver as flores das amendoeiras as cerdeiras a florir as flores das laranjeiras as vinhas a rebentar as flores dos pessegueiros e as rosas do quintal como é bom ver
como é bom sentir o tacto duma pele macia debaixo da nossa mão o aconchego duns seios para matar a solidão como é bom sentir
como é bom ouvir quem nos faça sorrir o som da água a correr o vento a soprar nas canas como é bom ouvir
como é bom cheirar o doce aroma do mosto que se solta do lagar ou o cheiro do fumeiro naquela lareira a secar como é bom cheirar
como é bom saborear uma sopa quente do pote uma sardinha na brasa ou carne fresca a grelhar como é bom saborear
como é bom falar numa roda de amigos ou num serão ao luar cantar canções e poemas até a noite acabar como é bom falar
Região Autónoma da Madeira > Agosto de 1990 > Férias conjuntas das duas famílias, Alice & Luís, Gusto & Nitas... Nas fotos, os primos (dos mais novos para os mais velhos): João, Tiago, Luís Filipe e Joana... Foram umas férias de sonho... Alugámos um carro com o qual percorremos toda a ilha... Nessa altura, a Madeira ainda não era o queixo suiço que é hoje... O nosso Tiago tinha então 8 anos e estava longe de poder imaginar que, passados dezoito anos e muitos sonhos (em que ele quis ser tudo o que há neste e no outro mundo, desde jogador de futebol a piloto de karting), em 2008 seria médico e estaria a trabalhar no Centro Hospitalar do Funchal, a fazer o primeiro ano (comum) do Internato Complementar de Medicina...
Este menino de ouro orgulha-nos a todos. Em jeito de homenagem, fui ao baú repescar estas velhas fotos... O teu tio, que te quer muito, deseja-te um belo dia, na companhia dos teus queridos pais, Gusto e Nitas, mais a tia Rosa e o tio Quim, que estão contigo este fim de semana. Bem gostaríamos, todos nós, de estar aí também na tua festa.
PARABÉNS!!! Os tios Luís e Alice, os primos Joana e João. Temos muitas saudades tuas.
Região Autónoma da Madeira - Jardim Botánico > 10 de Julho de 2008 - 18 anos depois das fotografias acima > O Tiago no dia do seu 26º Aniversário com a Mãe, a tia Rosa (Madrinha) e o tio Quim (Padrinho).
PS - Já agora visita o meu blogue e vê, em vídeo, a actuação do João e da banda dele no Cabaret Maxime, de Lisboa. Ele ficou todo babado, porque a casa estava a abarrotar... É um sítio mítico de Lisboa. Os Melech Mechaya lançaram oficialmente o seu EP (com cinco temas, dos quais três originais, sempre dentro da música instrumental klezmer)... Além dos/as muitos/as amigos/as e colegas (incluindo os/as da Faculdade de Ciências Médicas), ele (e o grupo) teve a presença especial da talentosa, belíssima, fabulosa actriz, em meteórica ascensão, Soraia Chaves, irmã de uma amiga dele... Os Melech Mechaya estão em forma e recomendam-se. No dia 18 de Julho irão actuar à LOurinhã e em em Agosto estarão nos Açores. Como deves imaginar, com tudo isto o médico sofre enquanto o violinista goza...
Lourinhã > Atalaia > Lar e Centro de Dia de Nossa Senhora da Guia > 27 de Junho de 2008 > Ps pais do Luís e sogros da Alice... Agora no ocaso da vida (o Luís Henriques, com 87 anos; a Maria da Graça, com 85), ficaram institucionalizados (um eufemismo para se dizer que os nossos velhos foram para um lar)...
O seu novo lar agora é na Atalaia, junto ao mar, a menos de três quilómetros da Lourinhã... Ao fim de cinco dias, pareciam estar bem... São o único casal que está no Lar, e têm só para eles um quarto privativo, com vista para o mar e as Berlengas...
Quiseram deixar aqui um depoimento, filmado para os netos de Lisboa, o João e a Joana (que ainda os não puderam visitar) e para os amigos do Norte, que sempre os trataram tão bem... Ficarão radiantes quando receberem uma visita do pessoal de Candoz, o tio Quim e a tia Rosa, o tio Gusto e a tia Nitas, o tio Manel e a tia Mi, o tio Zé e a tia Teresa, o tio António e a tia Graça, e mais a sua farta descendência...
Gente amiga, do melhor... Vejam lá a minha sorte! Fui tratado como um senhor, Quando lá estive, no Norte!
Londres, 9 de Junho de 2008. O Gusto, a Nitas, a Alice e o Luís, turistas em Londres... Uma experiência inolvidável. Uma viagem de 30 minutos na maior roda de observação panorâmica do mundo, situada na margem sul do Rio Tamisa, entre a Ponte Westminster, a oeste, e a Ponte Dourada do Jubileu, a leste. A 135 metros de altura, tem-se uma vista fabulosa de Londres, até a uma distância de 40 km. Peso da estrutura: 2100 toneladas. Velocidade: 0,26 m/s. Número de cápsulas: 32. Nº máximo de passageiros do cápsula: 25. Preços (para adultos) entre as £ 15,5 e as £ 12 (seniores, 60 ou mais anos).
Já se tornou o monumento mais visitado do mundo: mais de 30 milhões (recorde batido em 5 de Junho de 2008), cerca de 3,5 milhões por ano. Para saber mais, vd. Para saber mais:
Candoz pertence à freguesia de Paredes de Viadores, concelho do Marco de Canavezes
A Casa
Os sócios-fundadores: as três manas e o mano mais novo
A Alice, a Nitas, o Zé e a Rosa. As respectivas caras-metades são o Luis, o Gusto, a Teresa e o Quim.
O editor do blogue
Luís Graça
Sou sociólogo do trabalho e da saúde, doutorado em saúde pública, professor na Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa... Sou casado com a Alice, e tenho dois filhos: Joana, psicóloga, e João, médico e músico. Fiz a guerra colonial na Guiné (CCAÇ 12, Contuboel e Bambadinca, 1969/71). E-mail
Economista e gestor de empresas durante a semana, ele é uma espécie de homem dos sete instrumentos em Candoz, aos sábados: agrónomo, enxertador, podador, tractorista, viticultor, enólogo, contabilista... A única coisa que ele detesta no campo é a enxada.