27 Agosto 2014

As nossas comidinmhas (8): arroz de tomate com petingas e fanecas fritas + bacalhau à dona Olinda






Fotos de LG

Festa em honra de Nossa Senhora do Socorro, 2014: o grupo de bombos de Santa Eulália, Ariz, na Quinta de Candoz...





Vídeo 5' 44''



Vídeo 1' 47''








Marco de Canaveses > Paredes de Viadores e Manhuncelos >  Candoz > Tabanca de Candoz >  26/7/2014.> Grupo de Bombos de Santa Eulália, Ariz, no peditório para a festa em hona de Nossa Senhora do Socorro (que é semopre no último fim de semana de julho)

Fotos e vídeos: © Luís Graça  (2014). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: LG)


1. Tinha prometido ao Agostinho que publicava estes vídeos no nosso blogue. Ele é o cantador do Grupo de  Bombos de Santa Eulália, Ariz, Marco de Canaveses. Toca também concertina e caixa. Ele herdou o talento do seu avô que cantava à desgarrada. É uma geração, a do jovem Agostinho,  que, felizmente. já não irá à guerra (esperamo-lo bem!), e que é guardiã e continuadora de tradições desta nobre e valente gente do Douro Litoral.  Estas tradições fazem parte dos "nossos seres, saberes e lazeres" e são acarinhadas pelo família e anigos da Quinta de Candoz...

Quando chega o verão, há foguetes e alegria no ar. Estes jovens ganham uns cobres acompanhando os mordomos das festas no peditório , casa a casa. Neste caso, o peditória era para a festa da padroeira da freguesia de Paredes de Viadores (e que agora passou taambém a incluir a antuga freguesia de Manhuncelos), a  Nossa Senhora do Socorro, que tem uma  capela que remonta ao séc. XIX, num dos pontos altos do território da freguesia...

O Grupo de Bombos de Santa Eulália de Ariz tem página no Facebook.

2. Diga-se, de passagem, que Ariz, que é sede de freguesia, é hoje conhecida pelo seu carnaval, os seus foliões e cabecudos,  mas também, no seu passado histórico, pela famigerada "forca de Ariz" onde terão sido foram exsecutados (, ficando  dependurados os seus cadáveres, como forma de terror) muitos dos condenados à morte até à extinção da pena capital no nosso país...  mas também alguns dos portugueses, vítimas da guerra civil, fratricida, entre liberais e absolutistas (1828-1834).

Ariz fazia parte, até 1852, do extinto concelho de Bem-Vuver (que ocupava a parte do sul do atual concelho de Marco de Canaveses)... Por estas terras também o lendário herói do "banditismo social", Zé do Telhado ( Castelões de Recesinhos, Penafiel, 1818  / Mucari, Malanje, Angola, 1875). e o seu bando, cujas façanhas ficaram na memória das gentes dos vales do Sousa e Tâmega (onde nasceu Portugal).  Desterrado, Zé do Telhado morreu em Angola (onde a sua memória ainda é, ao que parece, venerada). (LG)



07 Agosto 2014

Não sei se as "aves do paraíso" são felizes,,, mas em Candoz poderiam sê-lo (Luís Graça)


Não sei se as aves do paraíso são felizes…

por Luís Graça

Não sei se as aves do paraíso
são felizes.
Mas em Candoz poderiam sê-lo.
Não há aves do paraíso em Candoz
porque Candoz fica no hemisfério norte,
longe dos trópicos e longe do paraíso
(se é que ele existe).
Dizem que as aves do paraíso
são as criaturas mais lindas do mundo.
Em Candoz, há outras aves, outros pássaros,
daqueles que rasgam os céus
e nidificam na terra:
há perdizes,
poucas e loucas;
há pombos bravos dos pinhais,
e rolas, de outras paragens,
alegres pintassilgos,
ruidosos pardais do telhado,
andorinhas, cada vez mais,
no vaivém das suas viagens,
mas também  boieiras, popas, verdilhões.
Há coros de rouxinóis,
outras aves canoras e canastrões,
melros de bico amarelo
que fazem seus ninhos nas videiras do vinho verde.
Não há guarda-rios, azuis e vermelhos,
à cota trezentos,
com o rio Douro ao fundo do vale,
a serra de Montemuro em frente.
Eça de Queiroz.
meu vizinho,  da Quinta de Tormes,
deveria gostar de Candoz
onde os pássaros são livres,
e, se são livres, logo serão felizes.
Pelo menos têm grandes espaços para voar,
os pássaros de Candoz.
Claro que há os predadores,
o gaio, o corvo, o búteo, o mocho, o milhafre…
A liberdade é a primeira condição da felicidade.
Triste é o melro na gaiola,
mesmo que esta seja forrada a ouro.
A outra condição é a equidade.
E eu aqui presumo 
que haja igualdade de oportunidades
na busca de alimentos,
de sítios para nidificar
e de parceiros para acasalar.
As andorinhas que por cá ficaram,
há mais de uma década,
parecem ser felizes.
São inteligentes, as andorinhas,
e fazem análises de custo-benefício,
como qualquer economista.
Passam todo o santo dia a caçar insetos
num raio de 500 metros à volta do ninho
que fizeram no alpendre de uma das casas
em redor do fio da lâmpada exterior.
É uma insólita construção,
herdada de geração em geração
e todos os anos retocada ou reconstruída.
Já não voltam para o norte de África,
ticam por cá,
as andorinhas de Candoz.
Se calhar fogem de Alá,
do alvoroço do povo
e dos tiros das Kalash.
Afinal, a felicidade está onde nós a pomos,
mas nós nunca a pomos onde nós estamos.

Lourinhã, 7/8/2014.

Há 38 anos casei-me em Candoz
com a Chita,
a minha “ave do paraíso”.
Foi o primeiro casamento civil do ano,
no Marco de Canaveses.

26 Julho 2014

Parabéns ao nosso Quin pelas suas 80 primaveras!... E à nosss Zezinha, pelo seu meio século + 1...

Tem uma ponta de vaidade,
Deus o fez e quis assim, 
Foi do campo p'ra cidade...
Quem é, quem é?... É o Quim!...

Nascido lá nas Regadas,
Lugar de Paços Gaiolo,
Tinha lábia p'rás casadas,
E com as solteiras era tolo.

Com o seu olho azul marinho,
Deixou menina chorosa,
Quem por ele tinha um fraquinho
Era a nossa mana Rosa.

Dura vida, a de Ambrões,
Por causa de um tal major,
Mas há mais recordações,
Lisboa foi a melhor.

São oitenta bem vividos,
Os anos do homenageado,
Parabéns lhe são devidos,
Ao Joaquim, nosso cunhado.

Mas também à Zezinha,
Que já está uma... cinquentona,
Nossa primeira sobrinha
E a mais... brincalhona.

Candoz, 26/7/2014,
Luís e Alice, Gusto e Nitas, Manel e Mi, Zé e Teresa...
Mais as Donas, Olinda, Helena... e Nina.

13 Fevereiro 2014

In Memoriam: Maria da Graça (1922-2014)



Lourinhã, jardim da Senhora dos Anjos, 1947: eu, aos 8 meses,
ao colo da minha mãe, Maria da Graça (1922-204) e ao lado do
meu pai, Luis Henriques (1920-2012). Foto: LG


In Memoriam, Maria da Graça (1922-2014)


Oração dos filhos, nora e genros, netos e bisnetos,
demais parentes bem como amigos
que vieram de mais longe ou de mais perto
(Porto, Fundão, Lisboa, Torres Vedras, Nadrupe, Atalaia, Lourinhã...),
para acompanhar a Maria da Graça,
"até à sua última morada",
e a quem eu estou muito grato e reconhecido.

Um xicocoração apertado para a Nitas, o Gusto, o Zé e o Quim
que, num dia triste de chuva e vento, fizeram mais de 500 km
para nos apoiar e consolar.
Obrigado ao resto da grande família de Candoz
que nos telefonou,
dando uma palavrinha de consolo.
Luís/Alice e restante família da Lourinhã


Minha querida mãe,
em nome de todos nós,
tua família e amigos,
e por ser o filho mais velho
deixa-me dizer-te
algumas palavras, breves, de despedida,
mas também de agradecimento e esperança.

Chegaste ao fim da autoestrada da vida,
ao km 91,
serenamente, sem dor, em paz.
E preparas-te para fazer outra viagem,
a travessia do rio Caronte,
como diziam os gregos antigos:
uma viagem de que nenhum mortal alguma vez regressou.

Estamos aqui,
na igreja onde tu me trouxeste para me batizares,
num dia frio como este, em 1947,
estamos hoje aqui
para te dizer
quanto te amamos.
Não ficarás na história com H grande,
mas ficas na nossa história,
nos nossos corações,
nas nossas memórias,
nas fotos e vídeos que fizemos,
nas palavras que sentimos,
nas palavras que te dissemos ou escrevemos,
nos gestos de amor, afeto e carinho
que trocámos…

Despedes-te da terra da alegria,
como diz o poeta Ruy Belo,
despedes-te da grande família
que, como uma verdadeira matriarca,
criaste, alimentaste, cuidaste…

Não vou dizer que foste a melhor mãe do mundo
porque estaria a fazer comparações sem sentido.
Para nós,
teus filhos, netos e bisnetos,
foste muito simplesmente
a mãe querida,
a sogra amada,
a avó babada,
a bisavó velhinha,
a boa amiga…

Não há palavras
para explicar o mistério da vida e da morte,
mas aqui, nesta oração, cabe uma palavra,
de reconhecimento,
de agradecimento
pelo amor incondicional que sempre tiveste por nós,
e pelo nosso saudoso e querido pai.
Por nós, teus filhos, nunca esqueceremos
os teus pequenos grandes gestos de amor,
desde a preciosa vida que nos deste
até ao desvelo e carinho
com que ajudaste a nascer e a a criar
e viste crescer os teus netos e bisnetos.

Foste uma boa mãe,
como todas as mães do mundo...
e eu, da minha parte, nunca esquecerei
que, com as minhas irmãs e o meu pai,
rezavas por mim, todos os dias,
nos quase 700 dias
em que estive lá longe,
na guerra, na Guiné.

Como rezavas por todos nós,
pelos teus demais filhos e netos
nas horas difíceis,
na véspera de um exame
ou na incerta hora de um parto.

Tal como pai, que tratava carinhosamente
por “Maria, minha cachopa”,
partes em paz contigo,
com o mundo,
e com Deus.
A tua vida foi um livro aberto,
a de um mulher simples e generosa
que nada ou muito pouco pedia em troca
e que tanto deu,
em serviço aos outros.

A tua vida,
a tua morte
são também um exemplo,
para todos nós,
de esperança, de tenacidade, de verdade e de bondade.
O teu exemplo e a tua doce memória
vão-nos acampanhar pelo resto das nossas das vidas.

Deixa-me, por mim, mandar-te um recado
dos teus netos e bisnetos,
estão aqui todos,
exceto o Filipe
que não pôde vir a tempo, de Inglaterra,
mas que está connosco em pensamento.

Avó linda, avó velhinha,
estamos-te gratos
por tudo o que nos deste em vida.
Falaremos de ti com saudade e ternura.
Vela por nós,
lá do alto,
onde já tens uma estrelinha com o teu nome,
Maria da Graça.

Igreja de Santa Maria do Castelo, Lourinhã, 13/2/2014

30 Dezembro 2013

As nossas comidinhas (7): O bacalhau com pencas. da ceia de Natal




Vídeo (1' 46) > Alojado em You Tube > Nhabijoes








Vídeo (2' 55'') > Alojado em You Tube > Nhabijoes


Madalena, Vila Nova de Gaia, Natal 2013. Casa dos tios Gusto & Nitas > Preparação da ceia de Natal, 24/12/2013 >  Diálogo entre o João Graça, a mãe, Alice, e o autor dos 3 vídeos, Luís Graça...

As nossas comidinhas (6): os doces de Natal da Tia Nitas




















Madalena, Natal de 2013 > Algumas das "entradas" e "saídas" da nossa mesa de Natal, na casa da tia Nitas e tio Gusto...

Fotos: Luís Graça



25 Dezembro 2013

As janeiras da Madalena, ditas na noite de Consoada pela Joana Graça



Vídeo (8' 24''): Alojado em You Tube > Nhabijoes 

Madalena, Vila Nova de Gaia, casa da Nitas & Gusto... O Luís Graça escreveu e a Joana Graça disse as janeiras de 2013/14... Vai-se mantendo a tradição, com as quadras (personalizadas) da Madalena...


Natal da Madalena, 2013

A angústia do papel branco
É coisa que dá aos poetas,
P’ra mais, agora que ando manco,
E vou-me abaixo das canetas.

O Natal não se compadece
Destas pequenas mazelas,
Quem é vivo sempre aparece,
Todos juntos, eles e elas.

O local de reunião
Não é Belém, é a Madalena,
Seja mouro ou cristão,
Quem não pode, fica com pena!

Os nossos anfitriões
Têm direito a gabadela,
Dos pequenos aos matulões
Todos vêm comer... na gamela.

É uma rica consoada,
Não tanto pelas iguarias,
Mas pela presença variada
Dos Josés e das Marias.

E até a avó do menino
Cá temos, a Dona Ana,
Nem cá falta um violino,
Nem um João nem uma Joana.

Até temos, p’ra completar,
Pedro, o pescador,
O tal que andava no mar,
E que foi atrás do Senhor.

Burro e vaca não há,
Mas não faltam as Carneiras,
Mais os pastores, os de cá e lá,
Que vêm cantar as janeiras.

Querubins e anjinhos,
Também os há com fartura,
São os nossos menininhos,
Que saudamos com ternura.

Mais apóstolos, só o Tiago,
Que há-de ser santo nas Compostelas,
Está agora cheio de bago,
A ver barrigas e costelas.

Rapaz solteiro e portista,
Tem casa nova na Baixa,
O nosso imagiologista,
Que pagou com dinheiro em caixa.

Das prendas do Pai Natal,
Destacaria a do João,
Um Stradivarius, que tal?!,
Que nos custou um dinheirão.

Mas, a do F’lipe, foi a melhor,
Um ano de estágio pago,
P’rás finanças, inspetor,
Fica rico ou fica gago.
Se ele tiver que ir p’ra Lisboa,
Piursa fica a Susana,
Não pode ter vida boa
Lá na terra da moirama.

Cada um cumpre o seu fado,
Diz o F’lipe com humor,
Eu, por mim, a servir o Estado,
Só o faço por ti, meu amor.

Mulher de sete talentos
É a Joana Carneiro,
Mete-se em muitos empreendimentos,
Mas o amor nunca é o primeiro.

Já fez mil coisas na vida,
De estórias é contadora;
Ainda te vou ver, querida,
De serpentes encantadora.

A Sandra e o Rui saudemos,
Companheiros deste dia,
E com eles também temos
O Miguel e a Sofia.

Falta o Pedro e a Patrícia,
Gente que nos alegra a janta,
E de quem direi, sem malícia,
Que pouco come e muito canta.

Pois que sejam também bem vindos,
Berta, Zé e demais vizinhos,
E façam o favor, meus lindos,
De provar os doces e… os vinhos.

Manda a Troika comer pouco
E, ainda menos, beber,
O Pai Natal está taralhouco
Vão-se todos mas é f…

Comam e bebam sem IVA,
Diz o Gusto, com todo o gosto,
Tenho escrita criativa,
Meu Natal não paga imposto.

E a ter que pedir, neste ano,
Algo à Troika e ao Pai Natal,
É que volte a ser soberano
O nosso querido Portugal.

Sintam-se todos contemplados,
Por estas quadras natalícias,
E nelas vão embrulhados
Meus abraços, beijos e carícias.

02 Outubro 2013

Histórias de vida: Maria da Graça (n. 1922, Nadrupe, Lourinhã): entrevista feita em 1/8/2009


Vídeo (3' 27''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Lourinhã, Praia da Areia Branca, 1/8/2009. Entrevista a Maria da Graça, a Dona Graça, amiga de Candoz, mãe de Luís Graça, casada com Luís Henriques (1920-2012), e mãe de 4 filhos, 12 netos e 5 bienetos ... Na altura já a viver no Lar e Centro de Dia Nossa Senhora da Guia,  Atalaia, Lourinhã.  Nasceu em 1922, no Nadrupe, Lourinhã. Era filha de Maria do Patrocínio, natural da Lourinhã e Manuel Barbosa, natural do Nadrupe, freguesia e concelho de Lourinhã.  Vídeo (3' 27'')

20 Setembro 2013

Cancioneiro de Candoz (1): No melhor pano cai a nódoa... (Luís Graça)


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 28 de agosto de 2013 > Um quivi, ainda verde...Um fruto de origem chinese cuja cutura se expandiu pelo continente australiano, pela América e depois pela Europa e, mais recentemente, por Portugal e a região de Entre Douro e Minho... Uma nódoa na paisagem, como o eucalipto e tantas outras plantas exóticas e infestantes (, mas também coisas, ideias, usos, costumes, etc.) ?...

Foto (e iegenda): © Luís Graça (2013). Todos os direitos reservados.





No melhor pano cai a nódoa

por Luís Graça


No melhor pano cai a nódoa, diz o povo.
Ou dizem que diz o povo.
Pergunto: com razão ?
Opto pela dúvida metódica.
Não sei se cai mesmo,
a nódoa no pano.
E afinal o que é que cai ?
E onde ?
A nódoa ou o pano ?
A nódoa no pano ou o pano na nódoa ?

Ou melhor, reformulando a questão:
é a nódoa que cai no pano
ou é o pano que cai na nódoa ?
O pano pode ser voador
como o tapete mágico
das mil e uma noites.
E até provocar um orgasmo de múltiplas nódoas.
E a nódoa, por seu turno,
pode estar ali,
especada,
emboscada,
traiçoeira,
oportunista,
como uma flor carnívora
à espera da sua vítima,
como a orquídea-abelha
à espera do zangão
para ser fecundada.

Pergunto:
será o pano fêmea
e a nódoa macho ?
Se sim, porque dizes o pano, a nódoa ?
Tu, que és pano,
não sei porque deverias ser
estático,
passivo,
objeto,
recetáculo.
Tu, que és nódoa,
terias que ser dinâmica,
proactiva,
sujeito,
vetor ?

Em boa verdade,
não sei mesmo se a nódoa cai,
como a a mação de Newton
por força da gravidade
ou por via do pecado original.
E muito menos se cai no pano.
E logo no melhor pano.

Além disso, por que é que no melhor pano
haveria de cair a pior nódoa ?
Ou por que é que no pior pano
não pode cair também a melhor nódoa ?

Na seda mais fina é que a nódoa pega,
há também quem o diga e ajuramente.
O que vale é que
a nódoa que põe a amora.
com outra, verde, se tira.
Eu prefiro a bosta de abril
que tira manchas mil.
Mas cuidado com os meses,
que a nódoa de janeiro
não a tira o ano inteiro
.
E depois há nódoas e nódoas:
nem toda a água do mar
pode certas nódoas tirar.
E, abrenúncio!,
nódoa de gordura
é alma que cai no inferno
.

A conclusão que eu tiro
é que não há pano sem nódoa,
não há nódoa sem pano,
não há ponto sem nó.

Luís Graça

PS - Não sou "xenófobo", nem "sinófobo"... Muitas outras coisas boas nos vieram da China (... tirando o "livrinho vermelho")... Por exemplo, o arroz, a videira, o papel... Já o desgraçado do eucalipto é praga australiana... Infelizmente, a eucaliptização de Portugal está em marcha, agora que a florestação é livre!... Por que as celuloses são quem mais ordenam... 

Enfim, é apenas um comentário, feito com sorriso amarelo, à legenda da foto... Felizmente que em Candoz só temos dois ou três pés de quivis, p'ra mostrar ao turista...Em contrapartida, temos dois belos sobreiros (!), além de bastantes carvalhos e castanheiros... O resto é vinha de socalco que o engenheiro e enólogo Augusto Soares (e, em dias de festa, tocador de acordeão) trata com esmero, saber, sabedoria, paciência e paixão... Vai ser a primeira vindima já este fim de semana, e eu não posso ir!... Ainda vim de lá a 10 do corrente... 400 km me separam de Candoz...

08 Setembro 2013

Parabéns, querido Zé, pelos teus 65!... Muita saúde e longa vida (2): Quadras de Luís Graça


Vídeo (2' 17''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses, Paredes de Viadores. Continuação da festa da família Ferreira, agora na casa da Quinta de Candoz.. 7-8 de setembro de 2013. Parte musical: Júlio e João (violinos), Gusto e Tiago (acordeões), Manuel (violão), Filipe e Miguel (violas)..Joãozinho e Nitas (cavaquinhos). Luís Graça diz quadras de parabéns ao cunhado, Zé Ferreira Carneiro, que fazia 65 anos, e que é o caçula da família. Vídeo (sem condições de luz...): Alice Carneiro (2013).



Teresa e Zé, o aniversariante. 

Foto e texto: Luís Graça (2013)

É rapaz de quarenta e oito
O nosso mano Carneiro,
Se não é o mais afoito,
É todos o mais po...rreiro!

Parabéns ao nosso Zé
Por mais este aniversário,
Bem se livrou da Guiné,
N'Angola não foi otá...rio!

Dois anos por lá andou,
No norte, em Camabatela,
C'o rádio às costas penou,
Foi um tempo bem... fatela!

Com muitos esses e erres
È o Zé Rei, Sua Alteza,
Bendito entre as mulheres,
Dona Olinda, Dona... T'resa!

Pode ser um bocado marreta
Mas é grande trabalhador,
Da enxcada à picareta,
E das Madames condu...tor.

É um poço de ternura
Para cunhados e manos, 
Tê-lo em Candoz é ventura,
Para mais em dia de...anos!

Saúde e longa v ida,
É o que a gente te deseja,
Diz a Teresa, querida,
Pondo no bolo a...cereja.

Venha daíu a champagna
Que hoje é dia de borracheira,
Não é francês, não é patranha,
É do nosso Murga...nheira!


Parabéns, querido Zé, pelos teus 65!... Muita saúde e longa vida (1): Quadras do Manuel Carneiro


Vídeo (2' 01''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses, Paredes de Viadores. Continuação da festa da família Ferreira, agora na casa da Quinta de Candoz.. 7-8 de setembro de 2013. Parte musical: Júlio e João (violinos), Gusto e Tiago (acordeões), Manuel (violão), Filipe e Miguel (violas)..Joãozinho e Nitas (cavaquinhos). Manuel Carneiro diz quadras de parabéns ao mano caçula, Zé Ferreira Carneiro, que fazia 65 anos. Vídeo (sem condições de luz...): Luis Graça.

07 Setembro 2013

Festa da Família Ferreira (22): Com acúcar, com afeto...



Joana e Mi


Vera e Cristina


Cristina, Ana e Vera



António, João e Gusto


Joanas, Nitas e João


Nelo e Filipe


Vera e João



Joana e Vera


Pedro e António


Joana e Inês


Romicas, filha e João


Da direita para a esquerda: Dona Olinda, Teresa e amiga da família


Adriano e Zé

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 > 7 de setembro de 2013 > Muitos tios, muitos primos e amigos também... Gente com açúcar e afeto...


Fotos (e legendas): Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira (21): o grupo dos cantaréus (IV): o cantinho do avô Carneirinho


Vídeo (2' 08''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 > 7 de setembro de 2013. Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 2011.

Neste vídeo  um coro da família faz homenagem ao nosso querido e saudoso José Carneiro (1911-1996), casado com a Maria Ferreira (1912-1995). A letra é da parceria Susana e Pedro. A Susana Carneiro, filho do mano António, o "mais velho", é neta do avô Carneirinho... (O Pedro é o companheiro da Susana, para quem não sabe). A letra é uma adaptação da canção "Sonhos de Menino", uma das mais conhecidas é do grande ídoloTony Carreira (, que, espero, não leve a mal este atropelo aos direitos de autor,,, Não é plágio, é homenagem... Ele tem aqui muitos/as fãs!, diz a Susana)...

Vídeo: Luís Graça.

Último poste da série >

7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (20):  o grupo dos cantaréus (III): o avô Carneirinho

Festa da Família Ferreira (20): o grupo dos cantaréus (III): o cantinho do avô Carneirinho


Vídeo (1' 20''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses >  Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 >  7 de setembro de 2013. Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 2011.

 Neste vídeo  um coro da família faz homenagem ao nosso querido e saudoso José Carneiro (1911-1996), casado com a Maria Ferreira (1912-1995). A letra é da parceria Susana e Pedro. A Susana Carneiro, filho do mano António, o "mais velho", é neta do avô Carneirinho... (O Pedro é o companheiro da Susana, para quem não sabe). A letra é uma adaptação da canção "Sonhos de Menino", uma das mais conhecidas é do grande ídoloTony Carreira (, que, espero, não leve a mal este atropelo aos direitos de autor,,, Não é plágio, é homenagem... Ele tem aqui muitos/as fãs!, diz a Susana)...

Vídeo: Luís Graça.

Último poste da série >

7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (19): Tuna rural de Candoz (V): Música e humor...

Festa da Família Ferreira (19): Tuna rural de Candoz (V): Música e humor...


Vídeo (3' 38''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > 7 de setembro de 2013 > Continuação da festa da família Ferreira 2013,  agora na casa da Quinta de Candoz.  Parte musical: Tuna Rural de Candoz: Júlio e João (violinos), Gusto e Tiago (acordeões), Manuel (violão), Filipe e Miguel (violas), oãozinho e Nitas (cavaquinhos), Flávio (realejo). Vídeo (em deficientes condições de luz...): Luís Graça (2013).

Quando a brejeirice (para mais no feminino!) não é sinónimo de ordinarice... São artistas do norte, caramba!...

Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (18): Venham mais cinco, de uma assentada eu pago já...

Festa da Família Ferreira (18): Venham mais cinco, de uma assentada eu pago já...




Ana Luísa (neto da Ana Ferreira e Joaquim Cardoso, que vive em Cacia/Aveiro) mais a Nitas


A Regina, esposa do Zé Manuel, nora do António Pinto... Perdeu ainda recentemente o pai e a sogra.


À direita o Zé Manel Pinto, com os primos do Alto (Tininha, marido e tia Olga)


Flávio e Quim, ambos da PSP


O António Pinto, o Manuel Pires e o Quim Barbosa


Uma mesa de bons e velhos amigos (1)



Uma mesa de bons e velhos amigos (2)

Foi bom ver o casal Zé Manel / Regina e família, incluindo o António Pinto, viúvo da Balbina Ferreira (desaparecida em 2011)... Esta família foi evocada também em versos do poeta de Candoz:

O Zé Manel e a regina
Enchem-nos de alegria,
Com eles, a nossa Balbina
Vem-nos fazer companhia.

À saúde do António Pinto,
E na esp'rança de o ver,
Ergo o meu copo de tinto.
Boa vindima há-de ter.

Texto e fotos: Luís Graça (2013)

Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira 2013 (17): Novos amigos...

Festa da Família Ferreira 2013 (17): Novos amigos...


O Miguel e a sua linda companheira, Daniela, que veio acompanhada do filho mais novo, o Hélder. 


A companheira do Miguel, que é "designer"


Ao centro, o Hélder, que adorou as brincadeiras da tia Zeza (1)


Ao centro, o Hélder, que adorou as brincadeiras da tia Zeza (2)


A Susana, a filha e o seu companheiro, Pedro, um "porreiraço", diz a Zeza (e toda a gente que com ele privou)


A São, a mulher do nosso querido violinista, o Júlio Marques Vieira: nunca nos tinha dado o prazer da sua presença nas nossas festas de família. É irmã do Quim  e da Graça. É tia, portanto, quer do Miguel quer da Susana. Pessoalmente, gostei muito de a conhecer...

Esperamos reencontrar estes novos amigos, no mínimo,  no próximo encontro. talvez daqui a um ano.

Com os amigos a adorar
Este convívio geracional,
O convite é p'ra voltar
P'ro ano, no mesmo local.

Fotos e legendas: Luís Graça (2013)

Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira 2013 (16): O primo Quim Vieira Mendes