07 setembro 2013

Festa da Família Ferreira 2013 (7): A Lena e o Toninho, e os seus descendentes



Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, 7 de setembro de 2013. Festa da Família Ferreira 2013 > > A prima Helena (ou Lena), filha do tio António Ferreira, já falecido, António Nunes Ferreira ('Vitorino') (1910-1990)... Mora no Alto. É a mais velha das primas Ferreira. Aqui com o Zé, o mais novo da família Ferreira Carneiro.  Está casada com o Toninho, e tem 3 filhos  (Mila, Nelo e Zé) e 6 netos, e espera um bisneto...A família também esteve na festa de 2011.



O Toninho, que neste dia fazia 80 anos... É reformado da CP.  É o mais velho dos convivas, presentes na festa. Aqui ao lado do Zé (que faz anos no dia seguinte, dia da festa do Castelinho).


A mais filha da Lena e do Toninho,  a Maria Emília (que tem 3 filhos).


O Toninho, feliz, ao lado da filha, a Mila, depois de lhe cantarem e tocarem os "parabéns a você!"



Da esquerda para a direita: a Tina, filha da Maria Emília, ao lado do marido (, cujo nome infelizmente não registei), de uma tia (, a Olga, mulher do Nelo) e do Zé Manel Pinto, primo. A Tina vai ter um filho, em janeiro próximo, dando início à oitava geração da família Ferreira (contada desde 1820)...


A simpatiquíssima Tina, que é psicóloga


O filho mais novo (?) da Lena e do Toninho, o Nelo, mais a esposa,   Olga(, Peço perdão se estou a baralhar os nomes mas o nosso convívio é esporádico, anual).


Sobre o casal mais velho presente na festa, a Lena e o Toninho, o nosso poeta de Candoz escreveu a seguinte quadra:

Folgo em tê-los por cá,
À Helena e ao Toninho,
São gente do melhor que há,
E formam um belo parzinho..



E a Tina também teve direito a uns versinhos:

A oitava geração
É a do bisneto da Leninha,
Bela moça ou mocetão
Que lhe há-de dar a Tininha.


Texto e fotos: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (6): Grupo dos cantaréus (II)





Vídeo (2' 55''). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses, Paredes de Viadores. Festa da família Ferreira,. 7 de setembro de 2013. Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 2011. Neste vídeo mostra-se a exibição de um grupo de mulheres da família que cantam lindamente os tradicionais cantaréus (que só podem ou devem ser cantados pelas mulheres): Nitas, Mi, São (mulher do maior violonista da região, Júlio Veira Marques, também presente na festa) e Dolores, sobrinha de José Carneiro. Ao grupo juntou-se o Manel Carneiro, o Quim Barbosa, o Zé Manel Pinto e a Maria Emília.

Letra e música: Ao passar a ribeirinha (popular, Açores, com adaptações)

Texto e vídeo: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (5): O grupo dos cantaréus (I)



Vídeo (1' 59''). Luís Graça (2013). Alojado em You Tube > Nhabijoes

Marco de Canaveses, Paredes de Viadores. Festa da família Ferreira, 7 de setembro de 2013. Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 2011.

Neste vídeo  mostra-se a exibição de um grupo de mulheres que cantam lindamente os tradicionais cantaréus (que só podem ou devem ser cantados pelas mulheres): Nitas, Mi, São (mulher do maior violonista da região, Júlio Veira Marques, também presente na festa) e Dolores, sobrinha do José Carneiro...

Letra:

Agora é que pinta o bago,
Ai, agora é que anda o pintor
Agora é que eu vou falar
Ai, deveras ao meu amor. (...)


Vídeo e texto: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (4): comissão organizadora: todos primos, da 6ª geração, gente jovem, fixe, irreverente, divertida... dando continuidade a uma iniciativa com 30 anos


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Festa da Família Ferreira, 7 de setembro de 2013 > A comissão organizadora, trajada a rigor, com camisolas pretas com  uma foto de grupo do último encontro, em 2011, no mesmo sítio: da esquerda para a direita, Susana, Filipe, Romicas, Joana, Becas, Ana, Zeza e Cristina... Falta o Pedro.


Susana (com ar feliz e positivo, que eu gostei de ver), Filipe, Romicas


A comissão organizadora, em reunião de trabalho, agora já com o Pedro, à esquerda...


As manas Becas e Romicas, a amorosa Romicas ... À direita, a Zeza




A Becas, sempre fotogénica, com um dos filhos... Uma mulher de armas, corajosa, que merece o nosso melhor apoio e carinho...


A Zeza, mãe babada, com o seu filho João...  É "marca Barbosa", diz o Ferreiral... Consegue pôr os acompanhantes de um enterro a chorar até às lágrimas... Obrigado, Zeza, pela tua contagiante alegria e e ideias divertidas para animar o pessoal... Quanto ao resto, "mulher doente, mulher para sempre"!... 


A Cristina, sempre bem disposta e brejeira... Outra mulher de vida, como se diz aqui na família...


O Pedro, o pescador, com o pai Zé Carneiro, e a prima Joana mais as tias Nitas e Alice... Como o pai fazia anos no dia seguinte, 8 de setembro, o Pedro (acabado de chegar com os primos Joana e Joana, que vieram de Lisboa) foi-lhe pescar um robalo de cinco quilos e tal para lhe oferecer como prenda de aniversário... 


O Filipe que desta vez veio sem a  Susana, de licença conjugal, para uma despedida de solteira, de uma amiga...


O tema poético deste ano foi a nupcialidade, fertilidade e natalidade da Família Ferreira... Daqui a 30 anos queremos continuar a fazer este saudável e divertido convívio... Mas é preciso que haja Ferreirinhas, Carneirinhos, Cardosozinhos, Mendezinhos... para renovarem as gerações... DE quallquer modo, os tempos são outros, para o melhor e para o pior.  Abaixo o machismo, dizem elas!... Aqui vão uns versos a propósito (e a propósito, muitos beijinhos para a Urche Cardoso e a mãe Glória Gordalina, que não puderam vir desta vez):

A família está em crise,
Não há padres para rezar,
O amor é uma chatice
E ninguém se quer casar.

O Filipe e a Susana 
São jovens com sentimento,
Mas bem chora a Dona Ana
Por tardar o casamento.

O Tiago bem namora
Para logo se descasar,
Mas há-de chegar a hora
De também o nó querer dar.

E a Dona Alice em Lisboa
Com dois filhos solteirinhos ?
Ser avó é coisa boa,
Venham de lá os netinhos.

O Miguel da Rosa e Quim
Lá juntou os trapinhos, 
Não perdeu o seu latim,
Já tem a quem dar miminhos.

Ao Pedro da Madalena
Não há mulher que lhe meta medo,
Arranjou uma morena,
Não tem aliança no dedo.

À Urche, que é menina de Alfama,
Não lhe cantem aquele fado
"Muito quero a quem me ama,
Seja solteiro ou casado".

Quero um novo por estrear,
Que seja bom rapazinho,
Os três te hei-de tirar,
Meu querido namoradinho.

Era assim que a Rosa dizia;
"Lá em casa mandava o home,
E só ele calças vestia,
Mas de amor nunca passei fome".

Chamavam-lhe Prima... Vera,
Que era nome de estação,
Casou com o Meco, que era
Um... meco engatatão.

Da Ana é estranho o casório,
Com o João, um bom... sacana.
Mas nunca deu falatório
Só por ser ao... fim de semana.

Em Chaves sê flaviense,
Susana bem o pensou,
E, como boa marcoense,
Logo um Flávio ali pescou.

Mas que três mulheres de vida,
Filhas do Manel e da Mi,
Qual delas a mais querida,
Gostei delas mal as vi.

Uma vida a aturar, só,
As garotas de Ipanema,
E logo cinco!, diz o Tó,
Em casa, não no cinema!

É um Carneiro valente,
É um Ferreira com sorte,
É um doente p'ra sempre,
Por quatro vezes desafiou a morte.

[Mano Tó Carneiro, estás aí para dar e durar!... Gostámos de te ter e de te ver ao nosso lado e ao lado das tuas garotas de Ipanema... Só faltou a Paula... Beijinhos para ela e restante família... Um abraço para o Jorge!]

(Continua)

________________

Texto e fotos: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (3): A chegada das merendas, à moda antiga...


Vídeo (0' 56''). Alojado em You Tube > Nhabijoes


Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 >  7 de setembro de 2013 > Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 10 de julho de 2011.

Neste vídeo mostra-se a chegada das merendas, tradicionalmente em cesto de vime, transportado à cabeça... pelas mulheres. Neste caso, a Mi, a nossa querida Mi (Maria Mendes), casada com o Manuel Carneiro, de Candoz... Entra no recinto da festa, cantando com a sua belíssima voz um cantaréu, que não é da Beira Baixa, meus senhores... O célebre "Milho verde" é uma canção popular da Beira-Baixa, que o Zeca Afonso imortalizou. Este cantaréu tem, por base a sua letra, ou uma variante nortenha...

Sachadeiras do meu milho, 
Sachadeiras do meu milho, 
Sachai o meu milho bem, 
Não olheis para o caminho, 
Não olheis para o caminho, 
Que a merenda já lá vem, 
Que a merenda já lá vem, 
Que a merenda já lá vem...



A Graça, mulher do António Carneiro, transportando a sua cesta da merenda...


A Mi, mulher do Manuel Carneiro, fez questão de mostrar como era (é) a tradição, transportando a sua cesta da merenda e cantando um cantaréu... De costas, o Zé Manel Pinto.










Exemplos de alguns dos muitos e variados acepipes que cada família (de Lisboa, Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Aveiro, Marco de Canaveses...) trouxe e partilhou com os parentes... neste grande piquenique que durou a tarde toda, abrilhantada depois pela Tuna Rural de Candoz (, tudo músicos prata da casa) e animada com jogos e brincadeiras, da iniciativa da comissão organizadora.

Na mesa não podia faltar o anho assado (ou o arroz de forno). E, claro, o bom vinho verde de Candoz, e de outros produtores como o António Pinto (Ambrões).

E, a propósito, aqui vão mais algumas quadras que o poeta de Candoz escreveu para a ocasião:

Parabéns às cozinheiras
Destes ricos e belos manjares,
Não há cozinho como o dos Ferreiras,
O melhor nestes lugares.

Está aqui a melhor mesa,
Do Marco até Aveiro,
Desde os doces Olinda & T'resa
Até, da Mi, o fumeiro.

Ana Luisa é boa mãe
E excelente ceramista,
Veio com a família também
P'ra dar cor à nossa lista.

À saúde do António Pinto,
E na esperança de o ver,
Ergo o meu copo de tinto,
Boa vindima há-de ter.

Vem de terras aveirenses
O clã do bom do Manel,
Para, aos marcoenses,
Mostrar quem traz melhor farnel.

Registo com especial apreço
A presença do Adriano,
Pelo que dele conheço
É um amigo de todo o ano.

 Texto, vídeo e fotos: Luís Graça (2013).  

Festa da Família Ferreira 2013 (2): Uma centena marcou presença






Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Adro da Igreja de Nª Sra. do Socorro > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira > Fotografia de grupo... Pelas nossas contas, e pelas fotos, teremos tido desta vez um total de 101 presenças, assim distribuídas por famílias:

Candoz (a) = 17

Manuel Carneiro  &  Mi (2), fillhos Ana (3), Susana  (5) e Vera (4) (, incluindo dos respetivos consortes, mais os filhos... e mais 3 amigas de Baião)
´
Candoz (b) = 31

Alice, Luís, mais os filhos João e Joana [ Lisboa]  = 4

Nitas, Gusto, mais filhos Filipe e Tiago [ Madalena / Porto]  + Zé Soares, Berta e netos [ Madalena]  = 8

Zé, Teresa, Dona Olinda e amiga [ Matosinhos]  (4), mais Pedro e família [ Madalena] (4)= 8

Primas, do lado dos Carneiro, Dolores (mais o marido), Carnmesinda (mais o marido) e Alice  [Vila Nova Gaia] = 5

Primo:  Quim Vieira Mendes [Vila Nova Gaia] (1)

Amigos: Adriano [ Matosinhos ] =1

Candoz (c)= 17

Rosa e Quim (2), mais filhos e netos: Zezinha (3), Miguel (3), Cristina (4)
Amigos: Júlio Veira Marques (2), Manuel Marques (3) [ Matosinhos ]

Candoz (d)= 10

António  & Graça (2), mais filhas,  Becas (3), Romicas (2), Susana (3) [ Matosinhos ]

Alto= 15

Helena  & Toninho (2), mais três filhos  (6) e netos (6) + Rosa (1)

Ambrões & Passinhos= 5

António Pinto, filho Zé Manel, nora e netos (5)

Cacia/Aveiro=6

Manuel Pires, Ana Luísa, marido e 3 filhos (6).

Seguem mais alguns versos, alguns dos quais não chegaram a ser ditos na ocasião (ou entregues aos interessados). São basicamente de boas vindas á Família Ferreira e aos seus diversos clãs, incluindo os ausentes:

Família Ferreira, olá,
Os ausentes e os presentes,
Mesmo os que já não estão cá,
Os nossos saudosos parentes.

Dois séculos de Ferreiras,
São quase oito gerações,
Incluindo Mendes e Carneiros,
Cardosos e outros... morcões.

Perdão, se alguém esqueci,
Deste imenso Ferreiral.
Perdão, se a lista perdi,
Que a intenção não era tal.

Olá, amigo, parente,
Sê bem vindo, gente fixe,
Toca tudo a dar ao dente,
Que a troika, a crise se lixe.

A oitava geração
É a do bisneto da Leminha,
Bela moça ou mocetão

Que lhe há-de dar a Tininha.

[Desculpa, Leninha, se quebrámos algum segredo...].

E, falan do de criação,
Saudemos o Jó, doutor,
Que é da sexta geração
E de novo progenitor

[Vai ser pai por estes dias, razão também por que não veio... Parabéns aos pais, e ao Manel Pires, avô babado]

De outros Ferreiras ausentes.
No Brasil lembro os Cardosos,
Zeca e Pedro, parentes,
Que lá são ricos e famosos

[O Pedro bem gostaria de poder vir, como há 2 anos... mas em setembro as criancinhas no Brasil já estão na escola]

Outro Cardoso, o Toninho,
Faz parte desta famíl'a,
Vinha a Candoz, de pequenino,
Era um puto bem reguila.

Falta aqui o Zé Ferreira.
Fidalgo de Viadores,
A banhos lá na Figueira,
Fugindo dos nossos calores.

[Boas férias, Zé!... Sentimos a tua falta e a da tua família]

Mas não nos faltam Ferreiras,
Lá no Alto moradores,
Gostam de festas e feiras
E são todos uns... amores!

(Continua)

Recorde-se que o 1ºencontro da família Ferreira foi  em 29 de setembro de 1984, em Fandinhães, Paços de Gaiolo... E o último foi há dois anos, em 10 de julho de 2011.

Texto e fotos: Luís Graça (2013)

Festa da Família Ferreira 2013 (1): Em Candoz, fazem-se os preparativos... Acende-se o forno











Quinta de Candoz, 7 de setembro de 2013 > Dia da Festa da Família Ferreira >Preparativos da família Carneiro (aliás, duas): acende-se o forno porque não há festa sem arroz... de forno. Leia.se: anho assado... É uma freima!... Começa logo de manhã cedo, com o acender do forno. A Tia Mi sabe quanta lenha é necessária: nem mais nem menos uma acha!...Aqui não se pode aplicar o ditado; "mulgher e lenha, quanto a tenha!"... É tudo a olho, não há termémetros nem, termostastos.. É uma vida de experiência e de sabedoria... que a cozinha é arte e ciência... Depois, passadas cerca de duas horas, mete-se o tachos de barro com o arroz, e por cima as grelhas...Os pedações de anho, devidamente temperados e enfeitados com ervas aromáticas, ficam a assanhar,a  pingar, para o arroz com uma calda especial (que é o segredo da Ti Nitas e do resto das cozinheiras da casa, passando de geração em geração). E está na hora de abrir o abrir o forno e meter a "merenda" em cestos de vime, para levar para o recinto da festa, junto à capela de Nª. Sra. do Socorro, a 3 km de Candoz. Há mesas e bancos, de pedra, para alojar os 70 a 90 convivas que são esperados este ano, uns da freguesia (Paredes de Viadores), outros de mais longe (Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Aveiro, Leiria, Lisboa, Brasil...). Também virão amigos da família. E a a propósito estamos a falar dos Ferreiras, nascidos em Fandinhães, António, Maria, Ana e Rosa, nascidos na década de 1910, e bisnetos de João Ferreira e Mariana Soares, nascidos por volat de 1820. Recorde-se aqui os seus consortes: Amélia Rocha, José Carneiro, Joaquim Cardoso e José  Vieira Mendes, respetivamente. Os filhos do António, da Maria, da Ana e da Rosa (, infelizmente já desaparecidos, tal como os seus consortes) pertencem, pois, à 5ª geração. A organização da festa, este ano, pertenceu, à malta da 6ª geração...

Há versos (quadras populares, de 7 sílabas métricas) para quase todos os convivas... E começam assim:

Vamos saudar a memória
Dos nossos entes queridos,
Fazem parte da nossa história
E do melhor dos tempos idos...

(Continua)

Texto e fotos Luís Graça (2013)

18 agosto 2013

Parabéns a você!... Para a mana Chita, Alice Carneiro, que está a passar férias na Lourinhã (Nitas)







Fotos: © Augusto Soares (2013). Todos os direitos reservados


1. Mensageem da Nitas, com data de hoje:

Data: 18 de agosto de 2013 09:52
Assunto: Parabéns!!!


Querida Mana,

Na impossibilidade de estar contigo pessoalmente,  aqui vai o meu/nosso (, do Gusto, do Tiago, do Filipe e Susana)  ramo de flores virtual do nosso jardim bem real!!!...

Para ti, para que possas apreciar com os teus olhos neste dia tão especial.

São os girassois da minha horta, fruto do meu carinho e suor, que neste momento estão lindos de morrer.

Aproveitei a presença dos nossos queridos irmãos (José, António e Manel) e cunhadas (Graça e Mi) , para todos te enviarmos um girassol, acompanhada de um grande abraço de Parabéns. O Augusto não está aí, porque alguém tinha de tirar a foto...

01 abril 2013

A Santa Páscoa de Candoz: Viva o compasso!

A Santa Páscoa de Candoz

Páscoa em março, fome ou mortaço,
Diz o povo… Mas em Candoz,
Não há Páscoa sem compasso,

E não há gente como… nós!

Viva o compasso pascal
Que nos vem visitar,
Franqueando nosso portal,
Santas bênçãos nos quer dar.

Páscoa é festa com mensagem:
Triunfa a vida sobre a morte;
Segue o compasso a viagem
E a todos deseja…sorte.

Viva o compasso pascal
Que nos faz esta visita,
Vem por bem, não vem por mal,
Mas traz um saco prá… guita!

Sem guita não há foguetes,

Que é coisa que o povo adora,
Sem ovos não há omeletes,
Sem folar não me vou… embora!

Páscoa é festa da nossa vida,

É tradição cá do Norte,
Não há gente tão querida,
Alegre e de altivo… porte.

É casa de boa gente,
É povo abençoado,
Que gosta de dar ao dente
E se pela por anho… assado!

Parabéns às cozinheiras

Desta bíblica iguaria,
Elas são também obreiras
Desta nossa… alegria.

A todos, muito obrigados:

Sem uma farta e grande mesa,
Sem amigos e convidados,
Páscoa seria… tristeza!

Os donos da casa,
Quinta de Candoz, 1/4/2013

21 janeiro 2013

Adivinhem quem faz anos hoje... O João Graça, 29!


Ao meu companheiro de fitness, ginásio, sauna.

Ao meu crítico literário.

Ao meu futuro editor de poesia.

Ao amável e atento ouvinte das minhas estórias.

Ao meu copiloto, às vezes, da 2ª circular.

Ao violino da minha orquestra.

Ao severo vigilante das praias da minha saúde.

Ao filho da minha amada.

Ao mano da minha querida filha.

Ao querido neto do saudoso avô Luís.

Ao meu bom irã.

Ao meu caçula.

Ao meu filho João.

Ao meu João.

É o último ano da tua vintena.

Para o ano serás trintão.

É um privilégio ter-te a meu lado, perto de mim, perto de nós.

Que eu possa usufruí-lo, o privilégio da tua companhia,

ainda por muitos e bons anos.

Eu e a tua mãe. A tua família.

Um xicoração de parabéns.


LG

15 janeiro 2013

Adivinham quem faz anos hoje ... A Tia Nitas, agora exímia tocadora de cavaquinho e voz de um conhecido grupo coral... (Quem disse que a reforma é morte social ?)



Madalena, V. N. Gaia > 25 de dezembro, Natal de 2011 > Um casa cheia (de músicos, de luzes, de alegria, de boas pessoas, de gente fixe)... Ao centro, sentada,  a Tia Nitas (voz e cavaquinho), tendo por detrás, de pé, o João (violino), à esquerda,  a Susana  e o Filipe (violas). Faltou à comparência o Tiago (que, tal como o irmão Filipe, toca também cavaquinho, bandolim, viola braguesa... e saxofone). A um canto, à direita,  discreto mas arguto observador e severo crítico musical,  o tio Gusto (há anos que sentimos a falta do seu mágico  acordeão; finalmente,  tivemos esse privilégio este ano, no Natal de 2012!)

Ó Laurindinha: Letra  (popular)

                     
Ó Laurindinha, vem à janela,
Ó Laurindinha, vem à janela,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra, ai, ai, ai,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra!

Se ele vai p’rá guerra, deixai-lo ir,
Se ele vai p’rá guerra, deixai-lo ir,
Ele é rapaz novo, ai, ai, ai,
Ele torna a vir, ai, ai, ai,
Ele é rapaz novo, ai, ai, ai,
Ele torna a vir.

Ele torna a vir, se Deus quiser,
Ele torna a vir, se Deus quiser,
Inda vem a tempo, ai, ai, ai,
De arranjar mulher, ai, ai, ai,
Inda vem a tempo, ai, ai, ai.
De arranjar mulher.

Ele torna a vir, virá ou não,
Ele torna a vir, virá ou não,
Ó Laurindinha, ai, ai, ai,
Dá-me a tua mão, ai, ai, ai,
Ó Laurindinha, ai, ai, ai,
Dá-me a tua mão.

Ó Laurindinha, vem à janela,
Ó Laurindinha, vem à janela,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra, ai, ai, ai,
Ver o teu amor, ai, ai, ai,
Que ele vai p’rá guerra.



Vídeo (1' 09''): Luís Graça (2011).


1. Enfim, sabímos que a tia Nitas, ainda antes de se reformar, já tinha arranjado mais um amor da sua vida (a somar ao Gusto, aos filhos Filipe e Tiago,  à Susana, aos sobrinhos, aos manos e manas, aos cunhados e cunhadas, a Candoz, ao Instituto, à Madalena, ao Fê Quê Pê,  às aromáticas, e por aí fora)... Esse novo amor é o grupo de cavaquinhos do  Coral da Casa do Pessoal do IPP - Instituto Politécnico do Porto. (Ainda há dias foram cantar as janeiras no Majestic,  o café-ícone do Porto).

Também temos acompanhado os progressos da arte e da técnica de tocar cavaquinho, por parte da sra. eng técnica  Ana Carneiro Pinto Soares  (Nitas, para os muitos amigos e amigas que ela tem).

Reformada em 2010,  deixou saudades em todo o mundo (dos alunos aos docentes e investigadores do ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto e demais pessoal), justamente pelo melhor que ela tem: a competência, a paixão, a simpatia...   Mas não pensem que ela foi para casa esfregar tachos e panelas.

Proativa como sempre  o foi, ei-la agora na roda viva da vida, sem tempo para se ir abaixo das canetas, bem pelo contrário: continua a respirar (e a  transpirar) saúde, alegria, boa disposição, amor, amizade, hospitalidade, solidariedade... Enfim, uma mulher de quem podíamos dizer que sempre foi, é e continuará a ser a mulher dos  sete ofícios, com jeitinho para tudo, dentro ou fora do lar, da tácnica de laboratório à gestora hoeteleira, da chefe (de cozinha) à tocadora de cavaquinho...

Com o cavaquinho e a voz ela deliciou os seus convivas da noite de Natal de 2011, na Madalena, com um música sobejamente conhecida, a Laurindinha. Fomos repescar este vídeo que não nos desmente. Há um ano ela já tocava como gente grande, agora imaginem um ano depois. Infelizmente,  não há registos da sua memorável atuação na noite de Natal de 2012.

Hoje, em dia de festa, em dia do seu  aniversário (uma capicua, adivinhem quantos anos?), quisemos lembrar e saudar a nossa querida Nitas (tia, irmã, cunhada, amiga, sócia...) que, para além de talentosa, carinhosa, charmosa e jeitosa, mata-nos com mil e um mimos e afetos sempre que a gente, cá de baixo, em Lisboa, vai lá acima, ao Porto.

Muita saúde e longa vida, querida Nitas!...

Xicorações de todo o pessoal de Lisboa e arredores, mais os do Porto, da Madalena, de Matosinhos, de Candoz, e por aí fora, sem esquecer... as meninas do Brasil!

24 dezembro 2012

As janeiras da Madalena, 2012/13















Madalena, V.N.Gaia, Casa da Nitas e do Gusto, consoada de 2012

Fotos e texto: Luís Graça (2012)

1. 


 Manda a nossa tradição

Que se cantem as janeiras,

À patroa e ao patrão,

Gente boa, com maneiras.


2. 

 Mais os seus convidados,

Companheiras e companheiros,

À mesa bem instalados,

Com fama de lambareiros.


3. 

 Saibam todos que isto não é convento,

Nem a Nitas abadessa,

No Natal estica o orçamento,

E põe alegria na travessa.


4. 

 O patrão, esse, dá de frosques,

Para não ser mais roubado,

Foge do Robim dos Bosques,

E evita o Zé do Telhado.


5. 

 Nesta noite de encantar,

Cantemos, e com a voz quente.

Mesmo c’o a crise a durar,

Ninguém chora, minha gente.


6. 

 No Natal dos sem abrigo,

Não há de faltar cá nada,

Bem dispenso o formigo,

Mas como um rabanada.



7. 

 Pode a saúde estar em cacos,

Acabar-se o alcatrão,

A rua ser só buracos,

Mas faltar esta noite, não!


8. 

 Saúde agora é saudinha,

Diz o rei mago Gaspar,

Medicamento é mezinha,

Sopa do pobre, jantar.


9. 

 Tristezas não pagam dívidas,

As tuas e as da Nação,

Muito menos faces lívidas

Ficam bem aos que aqui estão.


10. 

 O Tio Gusto com o acordeão,

O João com o violino,

Dispenso o rabecão,

Mas não o meu vinho fino.


11. 

Só nos resta o triste fado,

Feito o balanço da Nação

Que penhorou o seu Estado,

Do hospital à prisão.


12. 

 Boas festas, senhor Gusto,

Nesta noite de cegarrega,

Não quero saber o custo

Do bacalhau da Noruega!


13. 

 Boas festas, senhores doutores! [, Tiago, João,]

Se aí vem o fim do mundo,

Pra quê quererem ser professores

Se isto vai tudo ao fundo ?


14. 

 Boas festas, senhor Filipe,

Mais a Poli e o Gaudi, [cão,]

Que não apanhem a gripe,

E p’ró ano tenham um Audi.



15. 

 Tatiana, que é um amor,

Meninos, fonte d' alegria,

João Pedro e Leonor

Mais o Diogo e a Maria.



16. 

 Sorte e azar teve a Sofia

Ao partir uma patinha,

Ó Mamã, diz a Maria,

Vou já buscar a colinha.



17. 

 Boas festas, tia Berta,

Gente boa cá da terra,

Com os netos sempre alerta,

Só ao Zé às vezes berra.



18. 

 Parabéns, ó pescador, [Pedro]

Campeão do robalo,

Lá na praia és o maior…

Segredo ? É só apanhá-lo!



19. 

 A Joana veio ao norte,

Solteirinha, por casar,

Com mais um pouco de sorte,

Voltará de novo a amar.



20. 

 Vamos a ver se o Tiago gosta:

Bons augúrios pelo Natal,

Haverá moura pela costa,

Diz a bola de cristal!



21. 

 Mesmo sendo tu um Melech Mechaya, [João,]

Se em Cabo Verde passares,

Cuidado, o coração não te caia,

Com uma morna, é melhor parares.



22. 

 A Alice caiu num cacto

E ficou que nem porco-espinho,

Com o diabo fez um pacto

Para lhe poupar… o rabinho!



23. 

 Boas festas, senhor engenheiro [, Rui,]

Um bom ano p’ra sua empresa,

Que ganhe muito dinheiro,

Tenha farta e rica mesa.



24. 

 A Sandrinha, enfermeira,

Hoje connosco vai estar,

De greve ficou a parteira,

P’ra mais partos não há lugar.



25.  


Boas festas, caro Miguel,

Que és bancário, não banqueiro,

Fiquem os dedos, vá-se o anel,

Que a saúde está  primeiro.


 26. 

Parabéns, cara Patrícia,

Nossa vizinha e sobrinha,

Teus meninos são uma delícia,

O Diogo e a Tatianinha!


27.

Parabéns às cozinheiras

Deste tão lauto jantar,

Já não digo mais asneiras,

Vou à rua apanhar ar.


27.

 Acabo aqui as janeiras:

O resto do pessoal,

Gente simples, sem peneiras,

Fica pra outro Natal!


Madalena, 25 de dezembro de 2012

18 novembro 2012

Fenónemos de Candoz (1): O limão antropomórfico... Será que pica, será que morde ? (pergunta o Diogo)






Candoz > 29 de julho de 2007 > O Diogo, que é filho do Pedro e neto do Zé, estava muito sério, a observar este "fenómeno" de Candoz: um limão que ele não sabia se era para agarrar, espremer, trincar...ou só para brincar... Será que pica, será que morde ?

Fotos: Luís Graça (2007)