02 janeiro 2017

As janeiras da Madalena: Vivó 2017



Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 27 de dezembro de 2016 > O sobreiro grande... Em terra roubada à floresta de castanheiro, a 300 metros acima do nível do mar, o sobreiro adapta-se bem; cresce em altura, mas não dá cortiça de jeito... Este tem 50 anos, ainda me lembro dele, pequeno mas com vontade de vingar, aproveitando as condições de clima favoráveis à vida vegetativa (calor e humidade no verão. temperatura não muito baixa no inverno)... Há alguma analogia com a  mensagem de boas festas que recebi de um amigo meu e ex-camaradas de armas: não basta estarmos vivos e ativos, é preciso sermos...proativos! (Ativo= Que exerce ação, oposto de passivo; proativo=Que não se baseia na reacção a algo, mas toma iniciativa de acção.)



Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 27 de dezembro de 2016 > As bolotas dos carvalhos


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados.  


Janeiras da Madalena:
Vivó 2017

O dois mil e dezasseis
Já lá vai e deixa saudade,
Depois da festa dos Reis,
Ficamos mais velhos de idade.

Ficamos mais velhos de idade,
Todos  aqueles que aqui estão,
Uns com mais ruindade,
Outros jurando que não.

Outros jurando que não,
Tão frescos que nem um pêro,
Mente sã em corpo são,
Cuidando de si com esmero.
  
Cuidando de si com esmero,
E nós cultivando a  esp’rança,
Por mim, este ano só espero
Que não nos falta a confiança.

Que não nos falta a confiança,
E nos aguentemos nas canetas,
Vivendo com temperança,
Sem ter que andar de muletas.

Sem ter que andar de muletas,
E sermos uns coitadinhos,
Mas pior é ir de carretas
Lá pró mundo dos anjinhos.
  
Lá pró mundo dos anjinhos,
Quanto mais tarde melhor,
Tratem bem desses corpinhos,
Que eu a todos desejo amor.

Que eu a todos desejo amor
(e paz nesta terra querida),
Traz mais cor e melhor sabor
A uma vida bem vivida.

A uma vida bem vivida,
Neste ano que chega agora,
Dêmos  à má sorte uma corrida,
A tristeza mandemos embora.

A tristeza mandemos embora,
Que a vida é que vale a pena,
Aqui é que ela não mora,
Nesta casa da Madalena.

Nesta casa da Madalena.
Há o melhor “réveillon”,
Tia Nitas, mulher pequena,
Toca tudo, menos “acordéon”.

Toca tudo, menos “acordéon”,
Do cavaquinho à panela,
Sabe receber, é um dom,
Que, dizem, nasceu com ela.

Que, dizem, nasceu com ela,
É o marido que nos garante,
Enquanto por todos nós zela
E nos serve o espumante.

E nos serve o espumante,
Formam os dois um belo par,
Obrigado a este restaurante
Por este rico jantar.

Por este rico jantar,
Fica desde já prometido,
Pró ano nós cá voltar,
Fica escrito e fica dito.

Madalena,  V. N. Gaia,
31 de dezembro de 2016 / 
1 de janeiro e 2017


Luís Graça

01 janeiro 2017

As janeiras da Madalena, com viagem no tempo 2006-2016







Vila Nova de Gaia > Madalena >  24 de dezembro de 2016 > Algumas das coisas boas do Natal português nortenho... Os arranjos de azevinho (de Candoz), as rabanadas, os bolinhos de chila, o arroz doce (prós "mouros", que a aletria é que é prós "morcões"...), a lareira, e sobretudo o calor humano, a amizade, a arte de bem receber... coisas que não têm preço e nem se vendem nas grandes superfícies!

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados



As janeiras da Madalena,
com viagem no tempo 2006-2016


Aos donos da casa, Gusto e Nitas


É  tradição natalícia
Aqui as janeiras cantar,
E,  se um dia isso acabar,
Meus meninos, chamem a polícia!

No novo ano que aí vem
Há mais três septuagenários,
Não faz mal, e ainda bem,
Colecionamos aniversários.

Luís, Ana e Augusto,
Cada um de seu signo astral,
Um jubila-se, mas a custo,
E não gosta do Pai Natal.

P’ra Ti Nitas, a melhor prenda  
É o seu homem, que não tem preço,
Visto de frente ou de avesso,
Comprava-o, se d’novo à venda.

Sou  festiva e gaiteira,
Tenho horóscopo benigno,
 Sou mulher trabalhadeira,
Capricórnio é meu signo.

Esfalfei-me a trabalhar
Para vos dar a consoada,
C’o licença, vou-me sentar,
Que estou dorida e cansada.
  

…2007

Nesta noite de magia,
Reinas como uma rainha
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.


2016

Ninguém sabe o segredo
P’ra um tão rápido crescer,
Se inda agora os vimos nascer,
À Nonô e  ao João Pedro.

Têm varinha de condão
Mamã Sandra e papá Rui,
Dá-se corda ao coração,
E o tempo com amor flui.

…2006

Nada há mais belo no mundo,
Que as nossas criancinhas,
Seus sorrisos calam fundo,
São as nossas melhores prendinhas.

Filhos do Rui e da Sandra,
O João Pedro e a Leonor,
Sendo esta a mais malandra,
Mas também com mais humor.
  

2016

E senhorinha Maria,
Qualquer dia, com namorado ?
Só poderá ser, mamã Sofia,
Um princípe encantado.

E para grande surpresa
Do Miguel, que fica acordado,
Sai à noite a princesa
Num coche todo dourado.

….2006

Já lá vai o dois mil e seis
Que não nos deixa saudade,
Com os dedos sem anéis,
Salvou-se a maternidade.

Nasceu a bela Maria,
Um prenda para todos nós,
Alegria dos avós,
Do Miguel e da Sofia.

A ajudante de cozinha
É a nossa q’rida Berta,
É uma babada avozinha,
Com mais uma linda neta.


2016

Hoje falta ao nosso Natal
O Joãozinho de Lisboa
Trocou-nos lá p’lo Funchal
Onde diz que tem coisa boa.

O seu nome é Catarina
Pró João é um florentina,
Tem a elegância da estrelícia
E a calma natalícia.

Quem não falta é o nosso vidente,
 Com a sua mais que tudo,
Tiago, ês o corpo  gente,
Estás feliz e és um sortudo.

E pra veres mais e melhor
Tens a tua neurologista,
A Sofia, que é um amor,
Só é pena ser benfiquista.
  

… 2006

Já receitam aspirina,
Só não partem corações,
Estão a acabar medicina
Os nossos dois valentões.

Os doutores que à mesa ‘stão,
São dois tipos do carago,
De Lisboa, o João,
E o do Porto, o Tiago.

… 2007

Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.
  

… 2012

Bons augúrios de Natal
Diz a bola de cristal
 Que haverá moura pela costa, 
Vamos a ver se o Tiago gosta.

2016

O pai queria-o a comandar,
A nossa marinha de guerra,
Afinal ficou em terra,
Mas p’lo fisco a zelar.

E c’o Filipe fazem tandem
P’la estrada da vida fora,
A Suzana, bela mãe,
E a Carol, que já não chora.

O Gaudi, esse, é o rei,
É um Labrador refinado,  
Só que em nome da lei,
É da Maria apartado.


…2007

Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspetor
Da Segurança Social.


... 2012

Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!

2016

Dos convidados é o primeiro,
Mas às vezes fica amuado,
O nosso vizinho do lado,
De seu nome Pedro Carneiro.

São menos quatro à mesa,
Ele e o resto da família,
O Diogo, a Tata, a Patrícia,
Temos pena, e não é p’la despesa.

2016

De estórias é contadora,
E traz a todos alegria,
Na Madalena é senhora,
Tem os miminhos do tio e tia.

…2007

É como o cão  e o gato,
A Joana e  sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!

… 2012

A Joana veio ao norte,
Solteirinha, por casar,
Com mais um pouco de sorte,
Voltará de novo a amar. 


 … 2012

A Alice caiu num cato
E ficou que nem porco-espinho,
O Ti Gusto  com o seu tato
Tirou-o vaso do caminho,


2016

Este ano não se fez rogada
Cabelo branco é ternura,
Para quê pôr-se pintada
 Se é tudo contra-natura ?!

 Para quem quer ser avó,
E tem medo de ficar só,
O branco muito bem condiz,
Bem lhe assevera o Luís.


… 2006

Do nosso amigo José,
Pai da Sandra e do Miguel,
Dizem os netos que é
Um torrãozinho de mel.

2016

Ó Zé, tu, nosso decano,
Que a idade é sempre um posto,
Convidado ficas pró ano,
E eu também virei com gosto.

Está na hora de me ir embora
E p’ras janeiras acabar,
Resta-me apenas saudar
Os da casa e os de fora.

Há Natais de todo o cariz,
E tem sempre consumição,
Nesta casa a gente diz
Que faz bem ao coração.


Madalena, 24/25  de dezembro de 2016


27 março 2016

Páscoa 2016

É raro eu falhar, na Páscoa (e no Natal), a ida ao norte. Este ano, por um conjunto de circunstâncias, não me é possível lá estar. Mas não quis deixar de, à distância, me associar ao espírito festivo da Páscoa nas minhas 'tabancas' do norte... 

Acabei de fazer, de improviso, umas quadras que mandei, agora mesmo, quando a festa já está no ar... Sei que vou ter cartão amarelo por falta de comparência... mas espero que o árbitro releve a minha falta.

Qualquer que seja o significado que a Páscoa possa ter para cada um de nós, há nela uma mensagem de sentido universal e intemporal: a travessia da 'picada' [estrada ruim, trilho]  da vida, com todos os seus riscos, medos, minas e armadilhas, é bem mais fácil, se for feita em conjunto, de maneira solidária, partilhada... Mesmo sabendo todos nós, que o nascer e o morrer são os atos mais intrinsecamente solitários da vida humana...


Para as famílias Soares e Carneiro,
seus convidados
e compasso pascal da Madalena...

Para todos os homens e mulheres de boa vontade...



Olha o compasso pascal,
Visitando a freguesia,
Nesta casa, é bom sinal,
Traz-nos a fé e a alegria.

Traz-nos a fé e a alegria,
Que todos bem precisamos,
É a Santa Páscoa o dia
Em que as forças renovamos.

Em que as forças renovamos,
Como seres humanos e cristãos,
Boas festas desejamos,
Pais, filhos, amigos, irmãos.

Pais, filhos, amigos, irmãos,
Vizinhos da Madalena,
Mais os de longe que aqui estão,
E quem não veio vai ter pena.

E quem não veio vai ter pena,
De neste ano faltar,
Mas fez esta cantilena,
Para com vós partilhar.

Para com vós partilhar
As coisas boas do Norte,
E a amizade reforçar
Com um abraço bem forte.


Lisboa, domingo de Páscoa,
27 de março de 2016, 10h30

Luís Graça

15 janeiro 2016

Adivinhem quem faz hoje 69 ? A mãe, avó, tia e sócia...Nitas!...

Faz hoje sessenta e nove
A mãe, avó e tia Nitas,
Facilmente se comove,
Não precisa de fazer fitas.

Vai ter um altar de flores,
Muitas prendas e cartões,
Dos seus amigos e amores,
Mil e um xicorações.

Gaiteira e muito festiva,
Tem horóscopo benigno,
Sendo mulher muito ativa,
Capricórnio é seu signo.

Mulher que tem nora, não chora,
Mesmo tendo coração mole,
Vai-se o cavaquinho embora,
Mas fica a gaita de fole.

Ano bom para viajar,
Se possível em cruzeiro,
Andou uma vida a poupar,
Gaste agora o seu dinheiro.

 O amor está de pedra e cal,
Mesmo que troveje e chova,
 Pica q.b. não lhe faz mal,
Mas cuidado com cara nova.

Do Capricórnio a nativa,
Tem as melhores previsões,
Compete-lh’ agora a iniciativa
De passar às ações.

Mais um ano, feliz, de vida,
Parabéns, doces e quentes,
P’ra  nossa Nitas querida,
Dos amigos,  sempre presentes,

Luís, Alice, Joana e João,

Alfragide, 15 de janeiro de 2016

18 agosto 2015

Parabéns, querida Chita! (Luís)... Parabéns, querida mãezinha (Joana e João)



Lourinhã > A aniversariante, rodeada pelo Luís e pelo João... Faltou a Joaninha 
que estava a trabalhar... 




Lourinhã, Praia da Areia Branca, Restaurante Foz > 18 de agosto de 2015 > Jantar de aniversário da Alice > Uma das surpresas da noite foi a oferta, pelo Luís, Joana e João, de um exemplar de uma "pré-publicação" do livro de poemas "Amor(es)", 1º volume de uma trilogia, da autoria de Luís Graça, "Amor(es), Guerra(s), Lugar(es)"... 

Presentes:  do lado direito, a contar do primeiro plano: Orlando Rolim, João (companheiro da Rita Canário), Luís, Alice e Nitas; do lado esquerdo, Helena Rolim, Rita Canário, Laura Fonseca e Gusto.... Falta o João Graça, que tirou a foto... E, claro, a Joana, que não pôde vir por razões de trabalho... (LG)

__________________


Parabéns, mãe!

Parabéns, amor!


Luís, Joana e João



Querida Chita... querida mãezinha!



1. 


Ao quilómetro setenta
da tua autoestrada da vida,
olhando para trás,
parece-te muito caminho andado,
e mais do que isso,
muita canseira,
muita freima,
muitos sonhos desfeitos.

2. 


Será,  de facto ?
Tudo depende do ângulo
com que olhares
o teu percurso de vida...

3. 


Há um balanço (existencial)
que só tu podes fazer,
e que não podes delegar
a ninguém.
E que será sempre relativo.
Costumamos dizer
que a felicidade está onde a gente a põe,
mas a verdade é que nunca pomos
onde estamos.

4. 


Outro olhar possível
que podes ter sobre os teus setenta,
enquanto te sentas um pouco
no marco quilométrico
para descansar,
olhar para trás
e tomar balanço...
Outro olhar possível
é o da gratidão!

5. 


Gratidão pelo dom da vida,
o amor dos teus pais,
o amor dos teus irmãos,
o amor do teu Nhicas,
o amor da tua Joaninha,
o amor do teu Joãozinho,
enfim, o amor do teu homem e dos teus filhos,
que não são perfeitos 
e que nunca o serão,
Gratidão, também, 
pelos amigos e amigas que tens
e que te estimam muito...

6. 


E, ainda, um olhar de esperança
em relação ao resto
que te falta percorrer
na tua autoestrada da vida
Estás, não na terceira idade,
deixemo-nos de preconceitos,
mas na idade madura,
a da serenidade,
da sapiência,
da sabedoria...
Querida Chita,
querida mãe:
a vida vale a pena ser vivida,
olha então em frente
e pensa sobretudo
nas alegrias
que ainda podes ter,
nos projetos que vais realizar,
envelhecendo serenamente,
mas de maneira ativa,
produtiva,
saudável.

7. 


Pensa nos afetos 
que vais continuar a dar
e a receber,
pensa nas vidas
que prolongarão a tua vida
e as nossas vidas.
Não penses no raio da portagem
que todos temos de pagar:
"A vida é uma viagem,
por atalho ou autoestrada,
no final tens uma portagem
que não queres pagar por nda!"...

8. 


Pensa nas coisas boas
que a vida te dá todos os dias,
pensa no teu dia,
goza o teu dia...
E boa viagem,
com a gente sempre por perto,
perto de ti,
para te apaparciar,
para te amar!

Os teus "mais que tudo",

Luís, Joana, Jioão



PS - O Gusto, a Nitas e a Laura
não precisam de ser consultados
para subscrever esta mensagem natalícia.
Falamos também em nome deles.
Dão-nos há muito o privilégio da sua amizade.
E tens a honra de os ter aqui contigo,
na festa do teu 70º aniversário.
Em nome deles, deixamos-te aqui
mais uma quadra:

"Tudo começou em Candoz,
ao quilómetro mil nove quatro cinco,
hoje, Chita, vamos ao Foz
p'ra te brindar com afinco!"

Parabéns da malta toda, querida Alice, pelas tuas 70 belas primaveras! (Anita)


Lourinhã, casa do Luís & Alice, Rua da Misericórdia... Festa de aniversário da Alice, 18 de agosto de 2015 > Ao centro a Alice, rodeada à direita pela Nitas e o Gusto e à esquerda pela Laura...  Foto de LG.


Lourinhã, dia 18 de agosto de 2015 >  Festa dos 70 anos da nossa querida irmã Alice


I


Viva a fada desta festa,

Que dá o melhor que tem,
É por muito gostar dela
Que a gente de longe vem.

II


Setenta anos hoje fazes

E ainda há pouco nasceste,
Passa o tempo, passam anos,
Foste bebé, já cresceste.

III


A vida deu muitas voltas,

Alguns choros, muitas alegrias,
Fica a certeza  de que
Foram sete décadas bem vividas.

IV


Luís, João, Joana,

Acompanham teu percurso,
Deu-tos Deus como oferenda,
Foi teu voto ardente e justo.

V


Por seres irmã porreira,

Setenta beijinhos te quero dar,
Da família não presente
Mas que gostaria de estar.

VI


Família Carneiro, claro,

Sabes de quem estou a falar,
Mas a família Soares
Também se quer associar.


... Aqui vão os 70 beijos e abraços

De todos os irmãos e irmãs,
De todos os sobrinhos e sobrinhas,
De todos os cunhados e cunhadas,
De todos os sobrinhos netos e netas,
De todos os amigos que se queiram associar.

Tua mana,  Anita


07 abril 2015

Madalena, Páscoa 2015


Madalena, V.N.Gaia, os netos do Zé e da Berta, recitando os seus verssinhos pascais na casa dos tios Gusto e Nitas



Fotos: L.G. (2015)

05 abril 2015

Páscoa, 2015: visita do compasso à Madalena


Madalena, Vila Nova de Gaia, 5 de abril de 2015



Madalena, Vila Nova de Gaia, 5 de abril de 2015

Vídeos: L.G. (2015). Alojados em You Tube > Luís Graça



Viva o compasso da Madalena


Vem em abril este ano
O nosso pascal compasso,
Vem o sicrano e o beltrano,
A todos damos um abraço.

É já forte a tradição,
Desta gente aqui do Norte,
Abre a porta, pede a bênção,
A todos deseja sorte.

É um povo hospitaleiro,
Que sabe receber e dar,
Se na fé é o primeiro,
Não fica atrás no folgar.

Obrigados, nossos vizinhos,
Pela visita pascal,
E aceitem com carinhos
… As amêndoas deste casal.

Ana Carneiro e Augusto Soares, 
Madalena, 5 de abril de 2015

01 março 2015

Parabéns, Gusto, muita saúde e longa vida porque tu mereces tudo!

Gusto,
já tiveste oito,
dezoito,
vinte oito,
trinta e oito,
quarenta e oito,
cinquenta e oito…

Agora tens mais dez…
Quer dizer que tens mais currículo... de vida.
…Um CV seguramente mais pesado, mais rico, 

traduzido em saber e experiência.

Contrariamente às outras contas de débito,
nesta, a conta da vida, o que conta
não é o deve mas o haver…

Pois então que somes muitos e muitos anos,
sempre com saúde (mesmo que remendada),
com alegria (que as tristezas não pagam dívidas),
com felicidade (não temos outro jeito…)
e com gratidão (pelo milagre da vida)…

Daqui a dois anos, está prometido,
temos que comemorar, em conjunto, 
o privilégio de termos somado 7 décadas…
A Chita, que é da colheita de 1945,
a Nitas, eu e tu,
que somos da colheita de 1947.

… Bom, 
e espero que o Dragão hoje te dê um jeitinho
a soprar a vela…
Quem faz anos, e para mais sessenta e oito,
e sendo Augusto, 
meu cunhado, 
companheiro de viagens, 
sócio 
e amigo,
merece uma cereja no topo do bolo de aniversário,
que a vida também é feita destas pequenas, efémeras, alegrias.

O abraço, ao vivo, fica para daqui a uns dias em Lisboa.

Luís (e, por extensão, Alice, Joana e João)

15 janeiro 2015

Parabéns, tia Nitas, pelos 34, vezes as 2 pernitas!


Madalena > Natal de 2010 > Nitas.
Foto de LG


Já não está no Lab Tec,
É engenheira reformada,
Só não quer que lhe dê o treque
Antes de ser avó babada.

Agora é coralista,
E toca o cavaquinho,
É uma grande portista,
E gosta muito de miminho.


Às vezes diz ai e ui,
Quando no sofá descansa,
E nessa queixa se inclui
A pena de não ser criança.

Já lá vão trinta e quatro,
Vezes as duas pernitas,
Chora, mas não faz teatro,
A nossa querida Nitas.

Sempre gostou de aniversários,
Festas e arranjos florais,
Não menos que limpar armários,
Móveis, portas e portais.

Hoje vestiu-se a rigor
E vai gastar nota preta,
De braço dado com o sô doutor,
Num restaurante que não é da treta.

Nada como estar à mesa
Com aqueles de que a gente gosta,
Noras e filhos, com certeza,
Mais o Gaudi (, vai uma aposta ?).

Não falta o senhor inspetor,
Para a prenda desalfandegar,
Será sempre prenda de amor,
Com lágrima p’ra deitar.

- Calma lá - diz o Tiago -
Se o amor paga imposto,
Esta noite sou eu que pago,
E faço-o com todo o gosto.

Mana, tia e cunhada,
Ficamos de longe a curtir
Essa festa animada,
De cantar, chorar e… rir!

Parabéns, Nitas querida,
Toma lá xicoração,
Muita saúde, longa vida,
E boa... disposição!

Lisboa, Alice, João, Joana e Luís

15/1/2015

24 dezembro 2014

As janeiras da Madalena, 2014-2015


As janeiras da Madalena, 2014-2015

1
Obrigado aos da casa
Por esta ceia de Natal,
Mesmo c’um grãozinho na asa
De nada vou dizer mal.

2
Bacalhau de cinco estrelas,
Que de sal estava q.b.,
Já as pencas, amarelas,
Foi do tempo, já se vê…

3
O azeite, o melhor do mundo,
Coisa fina de gourmet,
E o vinho que cala fundo,
E trepa qual TGV ?

4
E p’ra alegrar a malta,
Venham os queijos, como abertura!,
Nem o de chèvre aqui falta,
Nesta tábua de fartura,

5
É uma noite de grande festa,
Juntando Soares e Carneiros,
E eu até trouxe uma cesta
P’ra os restos dos lambareiros.


6
Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!

7
Na arte imobiliária
Marca pontos, a Susana,
A nossa biproprietária,
Qu’não basta… amor e uma cabana.

8
E que tem moura encantada,
Dizem, é o nosso Tiago,
Anda muito bem guardada,
Que o diabo é do carago!

9
Quais duquesas e quais duques,
A não ser que fosse uma louraça,
Só tem olhos para os books
O doutor João da Graça.

10
Sofia sabe de tudo,
De dieta à gestão de eventos,
O Miguel é um sortudo,
Vive em casa de talentos.

11
São já velha tradição,
Na Madalena, as janeiras,
Nem a Joana suja o chão,
Nem o Pedro faz asneiras.

12
O Novo Ano é sempre assim,
Diz o Gusto, sem inquietações,
Em português ou em mandarim,
Seguiremos as instruções.

13
Sabe tudo sobre a colite,
Médico otrata por colega,
Que se lixe a tendinite,
Seu saber p'ra ela chega.


14
Passa a ser cronometrado
O trabalho da enfermeira:
- Ó Sandra, já estou tramado -,
Diz o Rui com ciumeira.

15
Ó mamãs Sandra e Sofia,
E a canalha ? É só crescer
João Pedro, Nonô, Maria,
Inda agora os vi nascer.

16
 E tu, Patrícia, que dizes
Do teu Diogo e da tua Tata ?
- Cá os meus dois petizes
Já têm cara de lata!

17
Quem já tem lugar marcado
Nesta santa manjedoura
É o Zé, avô babado,
E dona Berta, senhora.

18
Há mais dois comensais
Que são fregueses deste hotel,
Nunca se sentem a mais,
A Alice e o Lis Manel…

19
Se tudo foi bem contado,
Só me resta terminar,
Nitas, Gusto, muito obrigado,
Vou-me embora, encantado. 


20
Ninguém leva o humor a mal
Nesta casa de boa gente,
A todos feliz Natal,
E que ninguém fique…doente!


Madalena, 24-25 de dezembro de 2014


Luís Graça