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08 setembro 2012

Cartas de Camabatela (Angola, 1970/71): do Zé para a mana Chita...



Candoz > 23 de agosto de 2012 > O Zé, com o seu afilhado João, filho mais novo da sobrinha Susana... O Zé, reformado dos seguros,  também já é avô, tem um belo neto, o Diogo, filho do Pedro.



Lourinhã, Praia da Areia Branca > 17 de agosto de 2012 > A mana Chita, na hora do pôr do sol... Em 1973 ela veio trabalhar para a Lourinhã, por um mês, para suprir a falta de um elemento da equipa local da Junta de Colonização Interna...

Texto e fotos: © Luís Graça (2012). Todos os direitos reservados


1. O Zé faz hoje anos. 64. Nasceu no dia da festa do Castelinho, a 8 de setembro de 1948. O mais novo de 7 irmãos, 3 rapazes e 4 raparigas (das quais uma morreu, ainda criança).

Como todos os rapazes da sua geração, foi chamado a servir o país, durante a guerra do ultramar. Esteve em Angola. Foi 1º  Cabo Transmissões de Infantaria, de rendição individual, numa companhia que guardava os cafezais lá região, no norte de Angola, perto de Negage e de Quitexe. Hoje, Camabatela ou Kamabatela, sede do município de Ambaca, pertence à província de Kwanza Norte. CCAÇ 313, do BCAÇ 13, sedeado em Vila Salazar. A CCAÇ 312 estava Belongongo e CCAÇ 311 em Mussungo.

O Zé  não parece ter grandes saudades do seu tempo de tropa e de guerra. Recebia e escrevia muitas cartas e aerogramas, isso sim. Das que recebeu (dos manos, pais, cunhados,  amigos, amigas ...) guardou-as todas, e arquivou-as, uma a uma, por autor e data... S´da Chita, tem mais de 100, no seu arquivo. Essa coleção é já um hoje um fonte de informação interessante não só para a história da família mas também sobre o quotidiano da guerra em África, e das necessidades e preocupações que os nossos militares deixavam transparecer. As saudades da terra eram sempre mais do que muitas, as referências às festas anuais, à matança do porco, às vindimas, ao Natal, etc., eram frequentes.  Era isso que fazia lembrar a pátria distante... Nos dois anos que lá esteve, nunca veio a casa, que as viagens eram caríssimas.

Quisemos fazer-lhe uma pequena surpresa, selecionando algumas das cartas que ele mandou à mana Chita, e que felizmente chegaram até nós (apenas umas 20 e tal). Muitas outras ter-se-ão perdido, com o tempo. A Alice já trabalhava e andou por vários sítios. Aqui vai então uma pequena antologia de excertos dessas cartas, com os parabéns natalícios da mana Chita (e do Luís). Para o Zé, que merece tudo, muita saúde e longa vida!...AC / LG





2. Cartas de Camabatela: do Zé Carneiro para a mana Chita (1970/71) > Excertos

Remetente: José Ferreira Carneiro, Caixa postal 150, Camabatela, Angola

Camabatela 19/05/70 

Querida mana.

Aqui me tens de novo, conversando como estivesses a meu lado. Começo por te desejar óptima saúde na companhia das tuas colegas e de toda a nossa família.

Já deves ter conhecimento de que estou de novo no destacamento. Cá estou a passar mais 45 dias de férias no mato…

Quanto ao meu castigo, tenho-te a dizer que ficou tudo em águas de bacalhau. O Capitão chamou-me e só me disse que não devia ter feito a troca sem o avisar. Escusas de te preocupar, está tudo bem.

Por hoje é tudo. Recebe do teu mano um xi coração muito forte, adeus até 1971. 



Camabatela 16/06/70

Querida mana Chita

Estou a escrever uma carta porque os aeros [aerogramas] chegam a demorar cerca de um mês até chegarem ao seu destino, isto quando não são devolvidos. Estou mesmo muito aborrecido com isto. Pensei agora só escrever cartas, mas de 15 em 15 dias. Assim as cartas só demoram 3 dias a chegar a vossa mão. Tens que escrever é para a caixa postal. Que achas? Assim não repetimos as notícias. Quando receberes carta minha, peço-te que telefones aos pais para ficarem descansados. Está bem assim?

Já te mandei o nº dos sapatos por 4 vezes e ainda continuas a pedir!.. Isto quer dizer que não tens recebido o correio.

Então como anda a tua saúde? Iniciei a carta sem fazer aquela lenga, lenga de sempre… Quanto a mim, desde já te digo que estou forte e que gozo de boa saúde.

Termino com um xi coração muito apertado do teu mano que te adora. Bjs 


Camabatela 04/07/70

Agora mesmo acabo de receber mais uma carta tua, juntamente com uma encomenda que trazia os sapatos e a camisa. Cada vez as encomendas estão a demorar menos tempo. Comparar com as primeiras que foram enviadas!...

Os sapatos e a camisa ficam-me a matar, só não queria que mos oferecesses. Tens mais em que gastar o dinheiro, mas aceito. Esta não está esquecida!

Já estou de novo em Camabatela, já estava cansado de tanto capim. Não posso dizer mal, porque desta vez engordei 3kg e aqui perco sempre peso.

Faz hoje 11 meses que embarquei em Lisboa, já pouco mais falta do que um ano, e um já se passou!...


Camabatela 18/11/70

Depois de ter chegado de uma operação que durou 5 dias, aqui estou a dar-te notícias.

Hoje mesmo parto novamente para o mato, onde vou passar o Natal e talvez o Ano Novo. Desta vez calhou-me a mim, o ano passado foram os meus colegas.

Com isto, estou quase a entrar no ano da peluda [, fim da comissão e passagem à disponibilidade]. Cada vez falta menos. Oxalá que este termine sem problemas.

Apesar de ainda não saber o que vou fazer quanto ao meu futuro de vida, não me sinto com ideias de meter o xico….

Por aqui vou ficar, mandando cumprimentos para todos os nossos vizinhos, as tuas colegas, e tu do mano muito amigo, um forte xi coração. 


Camabatela 14/01/71

Aproveito estar uma grande trovoada e chuva para te escrever, porque assim as comunicações não funcionam, tenho que desligar os aparelhos.

A encomenda que mandaste, chegou dois dias depois do Natal. Chegou tudo bem. As castanhas começamos a comê-las e só terminamos quando acabaram. Sabes uma coisa? O bolo Rei não tinha fava!

Já só faltam 7 meses! Isto vai com calma.

Enquanto vós estais aí com grandes nevões, (segundo dizem os jornais), por aqui a temperatura é agradável, só as chuvas é que são esquisitas.

Já estou de novo em Camabatela. Já estava saturado de estar no mato e de ver tanto capim.

Acompanhado duma boa musiquinha, consegui estar contigo no pensamento.

Agora que o temporal já lá vai, tenho que regressar ao trabalho e ligar os aparelhos que já me provocam raiva só de olhar para eles. Tenho que estar em forma.

E assim me despeço com um forte xi coração do teu mano amigo. Adeus e até Agosto ou Setembro.


Camabatela 15/02/71

Querida mana,  não calculas como eu fiquei ao ler a tua carta e me falavas da matança do porco. Aquelas fêveras e os rojões de que falavas. Não continha a minha cabeça e os meus pensamentos. Pareciam o Rio Douro quando traz uma enchente das chuvas. O mano António também me falou do mesmo.

Sabes uma coisa? Estou muito, muito cansado. Andei 3 dias e 3 noites no mato a andar sem poder dormir e ainda carregado com o respectivo rádio. A roupa molhou-se e secou-me no corpo por 3 vezes. Foi por esta razão que te demorei mais a escrever.

Querida mana, quanto ao que vou fazer quando acabar a tropa, o mais certo é eu ir estudar. Sem isso eu não tenho possibilidades de ter um emprego digno. Já falei com o Capelão para me colocar como Perfeito no Seminário, assim já podia estudar e trabalhar. 


Camabatela 17/05/71

Espero que esta minha carta te vá encontrar de óptima saúde, bem como toda a nossa família.

De facto tens razão em dizer que estou a esquecer-me um pouco de voz, mas não. Nada tem acontecido de grave por cá. Tudo corre pelo melhor.

Não te devia dizer, mas já estou de novo no mato. Esta estadia aqui, será a última para completar a minha comissão.

Não estejas preocupada que eu aqui no mato só tenho como rival o isolamento. De resto tudo é melhor do que na vila de Camabatela.

Quando me falas do que vou fazer quando regressar. Nada te sei dizer, estou a ver tudo muito escuro, mas na lavoura eu não quero ficar.


Camabatela 14/06/71

Querida mana.

Só hoje recebi a tua carta e logo te respondo. Parece impossível que as cartas demorem tanto tempo. Entre tu escreveres e eu receber, chegam a demorar 15 a 20 dias. Chegamos a estar 20 dias sem correspondência o que é muito duro para quem está aqui. As coisas ainda pioram mais quando estamos no destacamento (mato) que chegamos a estar 45 dias.

Também penso o mesmo que tu, que sou preguiçoso, que já não tenho saudades vossas, etc. etc. mas o que interessa é que só faltam 50 dias para isto acabar.

Vou te contar um segredo: Andei a fazer umas economias para comprar uns presentes para vos levar, mas acontece que um colega que sabia do meu mealheiro, foi lá e roubou-mo. Eram 2.500$00. Este colega foi-me falso e ando muito triste, mas tenho que esquecer. Depois quando eu chegar, te contarei melhor como tudo aconteceu.

Gostava de chegar aí e tu estares ainda de férias, seria bom, mas a tropa é que manda!..


Camabatela 04/08/71 


É precisamente o dia que devia terminar a minha comissão e que te escrevo para desta forma estar em contacto contigo.

Aquilo que desejas saber, ainda não é desta. Porque apesar de ter terminado a minha comissão, ainda não chegou o substituto para me render, mas como há falta de pessoal tenho que aguentar. Com a graça de Deus tudo vai acabar bem.

Desta vez a minha carta levou pouco tempo a chegar aí. Nesse mesmo dia escrevi também a mana Nitas.

Desculpa não escrever mais, mas estou cheio de sono.

Um forte abraço de saudades do teu mano Zé

01 março 2010

Gusto, 63 anos... é meia vida! Parabéns... Não estamos velhos, os nossos filhos é que cresceram!


Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 >  Vê lá se conheces este par tão fotogénico ?.. Junto à fonte da aldeia onde há inúmeras quadras populares em azulejo... "Água e mulher só boa se quer": diz ele para ela...  (Ele, sempre arisco, fugindo aos paparizzi; ela, sempre receptiva à pst! pst! do fotógrafo de serviço)

Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 >  Nada como o verão, e as férias, para se dar atenção às pequenas/grandes coisas da vida...  Em 1996, já tínhamos dobrado o Cabo do Meio Século...


Porto > 6 de Março de 1979 > Ainda usávamos cabelo comprido e aprendíamos o jeito de ser pais...Tu aqui (que trenura!)  com o pequeno Luís Filipe, o primogénito, nascido a 7 de Janeiro desse ano... Tinha aqui dois meses...

Candoz > Natal de 1984 >  Éramos vinte cinco anos (um quarto de século!) mais novos e até sabíamos tocar acordeão e contar histórias à canalha... Da esquerda para a direita: tu, qual mágico, com o teu acordeão encantatório, o João (com 11 meses), a Joana (6 anos), o Filipe (5 anos, o Pedro (7 anos) e o lourinho do teu Tiago (com 3 anos)... Na velha cozinha da velha casa em cima da qual haveríamos de construir o nosso actual casarão... Há quanto tempo!... Pois é, foi no século passado... Estávamos a um passo de entrar na Cê Éi É...

Candoz > Natal de 1984 >  Divertida, a canalha... Já não me lembro a modinha que tocavas, mas eram sons, alegres, do Norte... Sempre gostei de te ver e ouvir tocar o acordeão... (Sei que o tens agora  arrumado no sótão das velharias! Que pena....).


Óbidos > Agosto de 1985 > Fazíamos sempre férias em Agosto... Era quando a fábrica fechava... Para os putos era o melhor mês do ano... Fizemos umas belas férias juntos,  estes anos todos, em que os putos ainda andavam às nossas cavalitas... E até levámos as sobrinhas que nos calharam na rifa: neste caso, a Susana, que é hoje uma senhora enfermeira e mãe de três robustos rapazes...




Candoz > Páscoa 1992 > Já não nos sentamos nesta pedra nem à sombra desta latada... E temos saudade de quem partiu, o patriarca José Carneiro (à esquerda) e a nossa querida sogra, Maria Ferreira, sem esquecer a tua querida mãe... A meio,  o meu velhote, que dificilmente voltará a Candoz (prestes a fazer 90 anos, em Agosto)... E o teu puto, o Tiago, sempre curioso, partilhando a leitura do Record e discutindo coisas da bola... Era a época, segundo creio, em que ele tinha como ídolo o Vitor Baía... (Espero que ele nos "veja", lá do outro lado do mundo, na Nova Zelândia, onde está de férias...).



Lourinhã > Praia de Valmitão > Agosto de 1985 >  Uma foto rara... Dificilmente te apanharia, na praia, em calções, alguns anos mais tarde... O que faz ser pai de putos pequenos!



Não, não foi no México!... Foi na Madeira, em Agosto (claro) de 1990!



Alugámos um carrão e percorremos a ilha de lés a lés, quatro adultos, quatro putos... Ainda a Madeira não era um queijo suíço... Não reconheceria a tua mulher se não estivesse ao lado da irmã, que é a minha cara metade... Que elegante que estava a Nitas nessa época!... Afinal, tínhamos todos 43 anos, tu, ela e eu, que a Alice leva um ano e meio de avanço... (Em férias, a Alice  insistia sempre em dar-te a "regueifa", ou seja, o volante do carro, coisa a que nunca te fazias rogado... Eu, pela minha parte, gostava de andar à boleia...).




Uma cena campestre, algures em Espanha, ou melhor na vizinha Galiza (aonde íamos com alguma frequência, com passagem por Vigo, para o marisco...)... Agosto de 1992... Depois do piquenique, a siesta... Nas gargantas do Sil, afluente do Rio Minho, perto de Orense (a legenda na foto é tua)... Na ponta do lado direito, o Pedrocas...





Bragança > Parque Natural de Montesinho > Montesinho > Casa-abrigo >  Agosto de 1992 > As férias foram sempre, para todos nós, incluindo os putos, uma janela para o mundo, para descobrir coisas novas, outras gentes, outras culturas, outros cheiros, outros sabores, outras cores, outras texturas, outro imaginário... (Lembras-te ? Chegámos à noite e fomos comprar pão quente e alheiras da terra... No dia seguinte, estavas para morrer, quando o estômago às voltas!... Ou era a maldita úlcera, de que finalmente conseguiste livrar-te há poucos anos atrás,  ao fim de que quarenta e tal anos de sofrimento e estoicismo, como eu nunca vi  em ninguém!)...





Espanha > La Coruña > Agosto de 1992 > Que bem comportadinhos que eles eram...



Bragança > Rio de Onor > Agosto de 1992 > Casas da aldeia, comunitária,  que nasceu dos constrangimentos da economia agro-pastoril de montanha, e que foi objecto de estudo de antropólogos como o Jorge Dias  ou o Joaquim Pais de Brito (meu prof e amigo)... Na foto, o Pedro, a Joana e o Filipe. O boi do povo, com a sua tonelada de carne e músculos, foi a vedeta, para os putos, pré-adolescentes...




A verdade é que eles (e ela...) cresceram, cresceram, sem a gente quase se dar conta...


Nessa época, só queriam hotéis com piscinas...




Candoz > Vindimas 1996 > E em Setembro, voltávamos ao trabalho...Na Quinta, eram as vindimas... Estas eram (e são) a minha mãe, Maria da Graça,  mais as assalariadas Alice e Zezinha.

Candoz > Vindimas 1996 > Este era (e é) o nosso querido Quim, quando jovem...

Candoz > Vindimas 1996 > Este era (e és) tu... Com mais cabelo...




Candoz > Vindimas 1996 >  Foto de família... Em Setembro, vinham as canseiras e as alegrias da vindima... Era a festa, o centro do equinócio de verão... Em 1996 éramos uns tantos, faltavam muitos mais... Em primeiro plano, o Manel, de cócoras; na segunda fila, da esquerda para a direita, os meus pais, a Mi, a Zeza, a Nitas, a Joana, o João, o Zé; na terceira fila, o Joaquim, o Miguel (marido da Cristina), o Miguel, a Alice, o teu pai, tu e o Zé do Chelo...


E voltamos ao princípio da história... Encontrámo-nos porque casámos com duas manas de Candoz, tu, nortenho, com a Nitas, que te deu dois belos rapazes, que são o teu orgulho de pai, o Filipe e o Tiago; eu, sulista,  com a Alice, que me deu uma Joana e um João... Falta aqui a nossa sócia e cunhada, Rosa, e o nosso outro sócio e também querido cunhado, Zé... Na foto, está cá o filho, Pedro, o Pedrocas, que sempre tratámos como nosso menino também... E está cá a nossa querida Carmen, mãe do Pedro, que partiu bem cedo, injustamente cedo,  desta vida, em 1992... Claro que falta cá muito mais gente (não vou enumerar a família toda, que é extensa, mas que, por certo,  estará hoje na tua festa, em espírito ou fisicamente, a começar pelo teu irmão Zé e a Berta, a quem envio um abraço, daqui, de Lisboa). 

A Carmen é a  primeira, do lado esquerdo, vestida de vermelho, sempre bem  produzida (como se diz aí no Norte)... A foto já não sei quando nem onde foi tirada... Tem seguramente muitos muitos anos, foi no século passado, quando ainda éramos todos muito jovens... Talvez em 1988...O sítio ? O Museu de Serralves,  um magnífico espaço que o Porto tem e os mouros de Lisboa invejam... (ou diria, admiram).

Espero que tenhas gostado desta pequena viagem de regresso a um passado, afinal recente, de que pessoalmente guardo as melhores recordações. Devo dizer-te que é um privilégio ser teu amigo e cunhado. Teu e da Nitas. Tu és o mais novito de nós,  os três, que nascemos em 1947, mas a partir de hoje estamos quites. Comemorámos juntos os 50 anos, lembras-te ? No Tromba Rija... Também no século passado... Espero poder bisar essa efeméride,  contigo, a Nitas, e a Alice, os nossos putos, netos e bisnetos. E os amigos, claro!

Que tenhas um grande dia, e sobretudo muita saúde para a segunda parte do filme de que és o actor e o herói, o filme da tua vida!  Um grande abraço. Luís

PS - Aproveitando a boleia, a Alice, a Joana e João mandam-te também muitos chicorações. 

Fotos: © Luís Graça (2010). Direitos reservados

01 novembro 2009

Joãozinho Mendes Carneiro Gomes: eu, cristão, me baptizo (Parte II)


Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Dia do meu baptizado > Vejo que todos me queriam bem, todos me queriam dar colinho, miminhos, beijinhos... Confesso que ao fim do dia estava cansado, já não aguentava com a fralda entre as pernas...Quero eu dizer, com uma gata entre o rabo... Estas coisas das festas são muito bonitas, mas quem paga é... o Joãozinho.

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > A minha madrinha olhando com desvelo por mim, que estou ao colo do meu pai...

Paredes > 11 de Outubrio de 2009 > Fui baptizado na igreja paroquial de Castelões de Cepêda, Paredes... que é muito bonita e tem uns magníficos vitrais (o que uma criança vai ter que aprender)...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > Mais um tio de que eu nem sabia a existência... É o tio Gusto, marido da tia Nitas, irmão do meu avó, Manuel Carneiro, e dos meus padrinhos, Alice e Zé...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > Mais um tio que desta vez é meu padrimho...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > Ora cá está o meu herói, que é o meu mano Rui...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > A Tãnia e um seu amigo (pode ser que amanhã se converta, legalmente, em primo)...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > Mais outro tio de que eu nem sabia a existênci... É mano velho dos filhos do Sr. Carneiro, meu bisavô paterno...

Paredes > 11 de Outubro de 2oo9 > Aqueles dedinhos, apertados pela minha prima e pela tia Vera, por acaso são meus...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > Mais um tia de que eu nem sabia a existência... Mas reparem no meu ar de santa ingenuidade, sob o olhar reprovador da tiazinha... Menino curioso e abelhudo, que mete a mão onde calha...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > Mais duas tias de que eu nem sabia a existência... A tia Nitas e a tia Rosa, do Porto...

Candoz >11 de Outubro de 2009 > Almoço > O meu avô Manel...


Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Em casa dos meus pais, antes de sair para a igreja... Bendito entre as mulheres... E depois não quer que a gente diga que nos estragam com mimos...

Fotos e vídeo (2' 58''): © Luís Graça (2009). Direitos reservados

Joãozinho Mendes Carneiro Gomes: eu, cristão, me baptizo (Parte I)

Paredes > 11 de Outubro cde 2009 > Eu, João Mendes Carneiro Gomes, filho de Susana Mendes Carneiro e de Flávio Gomes, mais conhecido por Joãozinho, com a bela e tenra idade de 9 meses, no dia em que me fui baptizar na Igreja Matriz da minha terra... Ninguém me pediu a opinião, mas isso é outra história. Devo dizer que até estava bem disposto e gostei muito da festinha que me fizeram. Foram todos e todas muito queridos, incluindo os meus avós de Candoz e a minha avó de Chaves.

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Os meus padrinhos, tios-avós, José Carneiro e Maria Alice Carneiro, em minha casa, à espera que Sua Excelência estivesse pronta para partir para a Igreja...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Na minha casa, a tia Vera, a minha madrinha Alice, o meu avô José e a Dona Olinda, que eu ainda não conheço bem, mas que me dizem que faz uns bolos divinais e é sogra (o que é isso?) do meu padrinho José... Com tanta família, fico ainda um bocado baralhado quando se trata de saber quem é quem... Afinal de contas, ainda só cá ando há nove meses...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Na igreja, à espera da cerimómia (dizem-me que o senhor padre tem mais uma dúzia de meninos e meninas, alguns bem chorões, para baptizar hoje)... Na primeira fila, os meus manos e as minhas duas primas (que são uns borrachinhos), filhas da minha tia Vera, que mora no Marco de Canaveses...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > O meu pai, muito compenetrado do seu papel, comigo ao colo (já viram que me puseram uma chupeta na boca, para eu não protestar ?)... A meu lado, os meus padrinhos... Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Em primeiro plano, o meu padrinho Zé, empunhando a vela da fé...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Não sei quem foi o parvo do fotógrafo que me apanhou com a mãe na boca (coisa feia, ainda por cima na cerimónia do meu próprio baptizado)...



Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Em primeiro plano, a minha querida mãezinha, Susana. Eu continuo ao colo do meu pai... e de bico calado...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > A minha tia Vera...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > A minha madrinha, a minha avó de Chaves e, em segundo plano, a minha tia, irmã do meu pai,. que andou comigo ao colo, mas eu ainda não fixei o nome... (Desculpe lá, querida tia9

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Eu, já baptizado, ao colinho da minha prima, Tânia, filha dos meus tios João e Ana, e que já namora...

Paredes > 11 de Outubro de 2009 > Eu, novo membro da comunidade cristã, com a minha tia Vera e as minhas priminhas muito queridas...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > Almoço > O meu tio João, +ai da Tânia, e os meus tios de Chaves... (Ele é o mano mais velho do meu pai Flávio... Engraçado, os de Chaves chamam-se flavienses)

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > Digam-me lá se não era bonito o meu bolo de baptismo... Azulinho e tudo... Os meus capricharam... E devem ter gasto uma nota preta, com o meu baptizo... Um filho nasce e começa logo a gastar dinheiro...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > Mais duas priminhas, `muito bonitas, a Tânia e a outra, de Chaves ainda não sei o nome... (Vejo-a muito menos vezes)

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > A minha mãe e a minha avó de Chaves... É pena nestas fotos não aparecer a avó, à volta - como sempre - dos tachos e das panelas... Dizem-me que ela é louca por mim... Pudera, sou simpático, sou o Benjamim da família, para já não tenho concorrência... O meu avô bigodes também se derrete todo comigo (quem disse que ele não é lá muito de fazer festinhas aos netos ?)...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > A minha madrinha Alice e a minha mãe... Não vi o marido da minha madrinha, nem os filhos, será que ela ainda é solteira ?

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > A tia Teresa, que é a mulher do meu padrinho Zé, e a sua mãe, a Dona Olinda...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > A malandragem dos mais pequenos.. O da esquerda é filho do o meu tio Zé, irmão da minha mãe... O segundo é o meu mano Nuno (o outro, o mais velho, chama-se Rui; estou desejante de crescer e apanhá-los para or brincar com eles)...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > Este casalinho de borrachos são os meus primos do Porto, o Luís Filipe, e a
a Susana...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > O meu tio Meco, marida da tia Vera, e o meu primo Luís Filipe...

Candoz > 11 de Outubro de 2009 > As minhas tias Teresa e, de costas, a Vera...

Fotos: Luís Graça (2009)