23 março 2024
Quinta de Candoz: a sagração da primavera e o lançamento do nosso vinho, Nita, edição especial 2023
27 março 2023
Na hora da despedida da Terra da Alegria: homenagem à nossa querida Nitas, Ana Ferreira Carneiro Pinto Soares (Candoz, 15 jan 1947 - Porto, 24 mar 2023) - Parte III (Tiago e Filipe, filhos)
Fotos: álbum da família (com a devida vénia)
1. Palavras ditas pelo filho Tiago, 40 anos, na missa de corpo presente, dia 25 de março, na igreja de Padrão da Légua, Matosinhos, reproduzidas aqui com a devida vénia (*):
Mãe,
De todos os dias da minha vida,
este era o que mais temia, e o que menos queria que chegasse. Metade de mim
partiu.
Levo comigo o teu sorriso daquele
último domingo enquanto brincavas com os teus netos.
Eras um abraço quentinho e sempre
aberto, um coração sem tamanho, onde cabiam na mesma medida todas as dores e
alegrias, as tuas e as de todos nós.
Eras toda emoção, de choro fácil,
mas de sorriso ainda mais. Eras pura em vontade de viver.
Tenho a certeza de que onde quer
que estejas, estás a olhar por nós, como sempre o fizeste e tão bem nos
ensinaste.
E tenho a certeza ainda maior de
que há nomes tão fortes que a morte só leva emprestado. Por isso havemos de
dançar, cantar, pintar, escrever, cozinhar, tocar ... enfim, havemos de criar!
Seja o que for, mas inspirados em ti e no sentimento que em nós deixaste
ganharás vida. E enquanto assim for nunca hás-de morrer!
Antes de mais queria agradecer a todos a vossa presença aqui, isto significa muito para nós e significaria muito para ela também, pois a coisa que ela mais cultivou ao longo da vida foi a amizade.
Desde a última vez que falei para a maioria dos presentes, que foi no casamento do meu irmão, muitas coisas mudaram, mas a principal, é o facto de a minha mãe estar na primeira fila, sendo ela a protagonista.
Para mim a minha mãe, entre tantas, definia-se com estas palavras:
(i) Honestidade – Deverá ser, a par do meu pai, a pessoa mais honesta que conheci, tudo para ela era sobre fazer o bem e corretamente; devo-lhes isso, aos meus pais, e todos os dias faço o meu melhor para que se orgulhem de mim e o que me ensinaram não tenha sido em vão:
(ii) Sensibilidade – Não era sensível, era hípersensível, conseguia chorar em todos as situações, más ou boas, e em muitas delas sem razão aparente, mas a ironia tem destas coisas… e hoje aqui estamos …todos a chorar e ela não;
(iii) Gratidão - A primeira palavra que lhe saía da boca para qualquer coisa de bom que lhe acontecia era a palavra “Obrigada”. Mesmo quando era comigo que a situação era boa, ela obrigava-me a agradecer e não descansava enquanto não o fizesse (E aproveitando esta alavra em especial ela quereria neste momento, assim como nós, agradecer ao Dr. Ricardo Pinto o seu empenho, profissionalismo e amizade pela minha mãe e que fez com que prolongasse ao máximo da vida dela e, portanto, a nossa felicidade: não existem palavras uficientes para agradecer a ele e a todos os profissionais do Hospital de S. João que trataram com carinho e amor a minha mãe, portanto vou ser prático e dizer como a minha mãe me ensinou “Muito Obrigado”.)
(iv) Regateadora – Possivelmente uma das maiores regateadoras que o mundo já viu, conseguia os melhores descontos com uma técnica muito apurada… um misto de paciência e determinação e provavelmente sendo um pouco somítica; para tal comprovar, tenho uma história, era eu criança e fomos comprar umas sapatilhas para mim na Rua de Costa Cabral, entramos e saímos de todas as lojas para ver todos os preços e voltámos à primeira que tínhamos visitado; depois de experimentar e de pedir para as levar, pediu o inevitável descontinho, ao que o dono da loja disse que não podia de maneira nenhuma, porque até estavam com 40% de desconto em plena época de saldos; ela não cedeu e meia hora depois saímos com as sapatilhas na mão e com mais 20 escudos no bolso; portanto tinha valido a pena!!!
(v) Amor – Acima de tudo um amor incondicional aos irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos, ao
amor da vida dela de 50 anos, aos filhos, às noras e principalmente aos netos que foram no
fundo a razão maior para ter lutado tanto tempo pela vida, pois queria acompanhar o máximo
da vida deles.
Mãe, estas palavras são agora para ti, foste a melhor mãe do mundo, estou-te agradecido por tudo que fizeste por mim, o teu amor e o teu carinho, a tua sensibilidade e honestidade fizeram de mim o que sou hoje e apesar da tua aparente fragilidade foste a mais corajosa e
lutadora de todos os que conheci. Amo-te muito! Sei o que querias para mim e espero estar à altura.
De todas duas palavras deixei duas últim para o fim e que nunca pensei dizer tão cedo: Adeus Mãe!"
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26 março 2023
Na hora da despedida da Terra da Alegria: homenagem à nossa querida Nitas, Ana Ferreira Carneiro Pinto Soares (Candoz, 15 jan 1947 - Porto, 24 mar 2023) - Parte I (Luís Graça)
10 julho 2017
Parabéns, Tiago, pelas tuas 35 primaveras!
Soneto de parabéns, para ti, Tiago,
pelas tuas 35 primaveras!
30 outubro 2012
Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (18): Não há festa sem música (Parte X):... Nem sem dança no terreiro!... Sem valsas, mazurcas e contradanças...
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz >20 de outubro de 2012. Festa das bodas de ouro da Rosa e do Quim (1963-2012) > Música tradicional portuguesa...contra a troikice!... Esta é uma mazurca, daquelas que o povo de Candoz adora dançar!... Músicos: Júlio e João (violinos) + Nelo e Tiago (violas)
28 outubro 2012
Vivó' s noivos: As bodas de ouro da Rosa & e do Quim (1962-2012) (14). Não há festa sem música (Parte VI):... nem baile mandado, com o Quim como mandador!
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz >20 de outubro de 2012. Festa das bodas de ouro da Rosa e do Quim (1963-2012). Tuna Rural de Candoz: Músicos: Júlio e João (violinos), Nelo, Luis Filipe, Tiago, Miguel (violas, cavaquinho). Mandador: Joaquim Barbosa (Quim).
Uma tradição que infelizmente se está a perder, mas que ainda é acarinhada e cultivada nas nossas festas na Quinta de Candoz...
12 julho 2011
Gente feliz... com uma lágrima ao canto do olho (9): Encontro da família Ferreira, 2011: fotos de João e Luís Graça (Parte I)
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Parque de Merendas da Capela de N. Sra. Socorro > 10 de Julho de 2011 > Encontro da Família Ferreira, 2011 > O Jô e a Rita: continuamente perdidamente apaixonados... (pensa o Manel e o Zé Ferreira concorda)...
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Parque de Merendas da Capela de N. Sra. Socorro > 10 de Julho de 2011 > Encontro da Família Ferreira, 2011 > Outra prima giríssima, a filha do Quim (Mendes)...
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Parque de Merendas da Capela de N. Sra. Socorro > 10 de Julho de 2011 > Encontro da Família Ferreira, 2011 > O que é que rir dois médicos, ele (João, psiquiatra) e ela (Rita, anestesista) ? Anedotas sobre ciriurgiões e anestesistas... O Jó é ortopedista...
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Parque de Merendas da Capela de N. Sra. Socorro > 10 de Julho de 2011 > Encontro da Família Ferreira, 2011 > Susana e Luís Filipe (Soares)...
08 julho 2011
01 março 2010
Gusto, 63 anos... é meia vida! Parabéns... Não estamos velhos, os nossos filhos é que cresceram!
Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 > Vê lá se conheces este par tão fotogénico ?.. Junto à fonte da aldeia onde há inúmeras quadras populares em azulejo... "Água e mulher só boa se quer": diz ele para ela... (Ele, sempre arisco, fugindo aos paparizzi; ela, sempre receptiva à pst! pst! do fotógrafo de serviço)
Gouveia > Folgosinho > Agosto de 1996 > Nada como o verão, e as férias, para se dar atenção às pequenas/grandes coisas da vida... Em 1996, já tínhamos dobrado o Cabo do Meio Século...
Porto > 6 de Março de 1979 > Ainda usávamos cabelo comprido e aprendíamos o jeito de ser pais...Tu aqui (que trenura!) com o pequeno Luís Filipe, o primogénito, nascido a 7 de Janeiro desse ano... Tinha aqui dois meses...
Candoz > Natal de 1984 > Éramos vinte cinco anos (um quarto de século!) mais novos e até sabíamos tocar acordeão e contar histórias à canalha... Da esquerda para a direita: tu, qual mágico, com o teu acordeão encantatório, o João (com 11 meses), a Joana (6 anos), o Filipe (5 anos, o Pedro (7 anos) e o lourinho do teu Tiago (com 3 anos)... Na velha cozinha da velha casa em cima da qual haveríamos de construir o nosso actual casarão... Há quanto tempo!... Pois é, foi no século passado... Estávamos a um passo de entrar na Cê Éi É...
Candoz > Natal de 1984 > Divertida, a canalha... Já não me lembro a modinha que tocavas, mas eram sons, alegres, do Norte... Sempre gostei de te ver e ouvir tocar o acordeão... (Sei que o tens agora arrumado no sótão das velharias! Que pena....).
Óbidos > Agosto de 1985 > Fazíamos sempre férias em Agosto... Era quando a fábrica fechava... Para os putos era o melhor mês do ano... Fizemos umas belas férias juntos, estes anos todos, em que os putos ainda andavam às nossas cavalitas... E até levámos as sobrinhas que nos calharam na rifa: neste caso, a Susana, que é hoje uma senhora enfermeira e mãe de três robustos rapazes...
Candoz > Vindimas 1996 > Foto de família... Em Setembro, vinham as canseiras e as alegrias da vindima... Era a festa, o centro do equinócio de verão... Em 1996 éramos uns tantos, faltavam muitos mais... Em primeiro plano, o Manel, de cócoras; na segunda fila, da esquerda para a direita, os meus pais, a Mi, a Zeza, a Nitas, a Joana, o João, o Zé; na terceira fila, o Joaquim, o Miguel (marido da Cristina), o Miguel, a Alice, o teu pai, tu e o Zé do Chelo...

























