15 janeiro 2019

Boa continuação da viagem, ti Nitas!


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
A 174 m acima do nível do mar,  vista panorãmica, a 360 º 


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro >  
Um parzinho que veio do Porto


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
E que bem  que eles estão!


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
O grupo: a Nitas, a Laura, a Alice e o Gusto 
(os três últimos de costa)


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
As manas queridas



Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
Lisboa, praça do Martins Moniz (em primeiro plano... 
aqui é que é ou era o coração da... Mouraria)


Lisboa > Torre das Amoreiras > 1 de janeiro de 2019 > Miradouro > 
Nitas, Alice e Laura


Lisboa > São Vicente (Graça) > Miradouro da Sra do Monte
1 de janeiro de 2019 > Um dos sítios "secretos" de Lisboa, 
junto a uma capelinha  que lhe dá o nome... e que é de finais do séc. XVIII.



Lisboa > São Vicente (Graça) > Miradouro da Sra do Monte
1 de janeiro de 2019 > Um dos sítios preferidos dos parzinhos 
apaixonados... Mas os tuc-tuc agora são uma "parga"...


Lisboa > São Vicente (Graça) > Rua Senhora do Monte
1 de janeiro de 2019 > O João e a Catarina moram aqui, 
a 100 metros do miradouro


Lisboa > São Vicente (Graça) > Calçada do Monte > 
Restaurante Giro Sabores do Mundo > 1 de janeiro de 2019 > 
 Aqui há sushi!, disse o tio Gusto e,,, gostou!...


Lisboa > São Vicente (Graça) > Calçada do Monte > 
Restaurante Giro Sabores do Mundo  > 
1 de janeiro de 2019 >  Rodísio de sushi: as manas também gostaram... 
Até o fotógrafo, que é alérgico, provou!

Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados.  




Boa continuação da viagem, ti Nitas!





Sete e dois são nove, fora nada…

Diz a jovem aniversariante:
“Sou mãe, avó e esposa bem amada,
E quero continuar adiante.

“Não posso, ao relógio, fazer ‘reset’,
Nem voltar ao ponto de partida, 
Agora só conto de sete em sete,
E dou graças a todos e à vida.”

Querida mana e tia, pois aqui tens, 
A nossa poética homenagem:
Não são versos de simples parabéns,

Neles vão gigas e gigas d’ amor,
Votos de saúde e boa viagem,
C’o São Gusto ao lado, teu protetor.



Alfragide, 15 de janeiro de 2019



Tua mana Chita, teu cunhado e amigo Luís,

Teus sobrinhos Joana e João



PS - Gostámos muito de vos ver por cá, 

na passagem do ano... 

Dada a raridade..., é sempre um privilégio!

















Sintra > Colares > Azenhas do Mar >  31 de dezembro de 2018 > 
A Ti Nitas não conhecia  este lugar mágico da nossa costa... 
O Ti Gusto, já a chocar uma 'gripalhada',
ficou no carro.. A Laura foi visitar uma amiga 
que vive perto da Praia das Maçãs, viúva do filósofo Fernando Belo.
recentemente desaparecido.
Nós tivemos o privilégio de "assistir" a (e "curtir") 
o último pôr do sol do ano.

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados.


PS - Para o Tio Gusto, o nosso grande especialista em matéria de vinhas e vinho, aqui fica este apontamento curioso sobre as Azenhas do Mar, terra e mar onde  se cultiva, incrível, um vinho que é único, o Colares!...

(...) O desenvolvimento das Azenhas como estância balnear ocorreu em meados dos 30, quando a 31 de Janeiro de 1930, foi inaugurada a linha do Eléctrico do Banzão até às Azenhas do Mar. Segundo a tradição local, inauguração esteve envolvida em grande festa, com um dos homens amantes da terra, o "Tota", a colocar o chafariz do Arcão a deitar o famoso "Vinho de Colares".

Para a produção do Vinho de Colares, cultivam-se nas Azenhas as uvas "Ramisco", que eram plantadas em covas no solo de areia (para fazer os buracos, os agricultores protegiam-se com cestas de vime em torno do buraco, não fosse uma derrocada tirar a vida a alguém), para chegar ao barro húmido, covas que chegavam a ter 10 e mais metros de profundidade, e era ai que colocavam os bacelos para que dentro de anos começassem a brotar à superfície, chegando esta fase teríamos que esperar mais uns bons 6 a 7 anos, guiando com carinho a vinha rente à areia para que o calor da mesma acelerasse a maturação das uvas, em vinhas viradas ao mar, em pequenas parcelas de muros de pedra solta. (...)

Fonte: Wikipedia Azenhas do Mar (com a devida vénia...)

Para quem quiser saber mais o vinho de Colares ( o mais caro do país...), leia aqui este artigo do Público >   Colares, a teoria de Darwin aplicada ao vinho
Por Pedro Garcias
02.08.2014

25 dezembro 2018

Boas e felizes festas de Natal e Ano Novo, 2018/19




Porto > Parque da Cidade > 23 de dezembro de 2018 > Duas fotos, tiradas com a minha nova máquina reflex, Nikon D5300... Parabéns ao Porto por este magnífico equipamento urbano, projeto do arquiteto paisagista Sidónio Pardal!... Faço votos para que, em 2019, se enchem os 80 hectares do parque com tertúlias de caminheiros...

Foto (e legenda): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados



"So(r)neto" natalício das tabancas de Candoz & Madalena:


Natal todo o ano ?... Não, muito obrigado! 

por Luís Graça


Com duas sílabas e cinco letras, 
Se escreve a nossa palavra Natal. 
Como nos ensinaram as nossas mestras, 
É das mais belas que há em Portugal. 

Mas, sendo a vida filha de putice, 
Por favor, não façam Natal todo o ano, 
Que grande freima, que grande chatice, 
Seria um logro, um cruel engano. 

É bom p’rás baterias carregar, 
O Natal no solstício do inverno, 
Pode-se comer, beber, orar… e amar. 

Três dias é d’mais como o Carnaval, 
Mas Natal todo o ano seria inferno, 
E só nos poderia fazer mal!... 

Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses, 
e Madalena, Vila Nova de Gaia, 22 e 23 de dezembro de 2018 
Luís Graça 

Post scriptum ou adenda (muito importante) - 
Recomendação dos filhos e netos aos pais e avós:

Tanto crime contra a mãe-natureza, 
Pelas nossas gerações cometido!... 
P'ró ano, queremos ter a certeza 
De que o nosso futuro está garantido!

10 setembro 2018

Viva a Festa da Família Ferreira, 2018 - Parte II: Os nóssos músicos, cantadores e cantadeiras...



















Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Os nossos músicos, cantores e cantadeiras.


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados

08 setembro 2018

Parabéns, Zé, pelo teu 70º aniversário!... E marcamos já encontro para o centenário, 3ª feira, dia 8 de setembro de... 2048|


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Quinta de Candoz > 30 de maio de 2018 > O Zé na apanha da cereja... 


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, festa da famíla Ferreira > 25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas:  O Zé, tira óculos, põe óculos... sempre na reinação!


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: da esquerda para a direita: o mano velho, o Tó, depois o Zé, e o primo Quim (Vieira Mendes)


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Sempre gaiteiro, o Zé, aqui a dansar com a sobrinha, Becas.



Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé com o nosso querido doutor...Jô.


Marco de Canaveses, Paredes de Viadores,  N. Sra. Socorro, 5ª festa da famíla Ferreira >  25 de agosto de 2018 > Gente feliz... com lágrimas: O Zé não está aqui porque,por volta das 17h, teve de regressar... Tinha outra festa, a de um afilhado da dona Olinda...

Fotos (e legendas):  Luís Graça (2018).



Soneto de parabéns ao Zé Carneiro
que entra hoje
para o clube dos septuagenários




No dia da festa do Castelinho,
nascia o último rebento de Candoz,
será para sempre o nosso maninho
e o melhor amigo de todos nós.

Setenta anos depois, aqui estamos,
pai, filho, neto… e demais convidados,
esta efeméride celebramos,
com todos os irmãos e os cunhados.

Que não  falte o “salpicão” à Teresa,
e, p'ra ti,  saúde e longa vida.
Não pagando dívidas a tristeza,

proponho um brinde ao septuagenário,
e, sendo esta uma festa divertida,
dizemos adeus,  até... ao centenário! (*)



Quinta de Candoz, 8 de setembro de 2018,

Luís, Chita e demais presentes:

Pedro e Diogo, Teresa e Dona Olinda, Mi e Manel, Nitas e Gusto, Tó e Graça, Adriano.


(*) O centenário é a uma terça-feira, dia 8/9/2048. Marcamos encontro, aqui, em Candoz.

25 agosto 2018

Viva a Festa da Família Ferreira, 2018 - Parte I: P'lo menos pelas redondezas / Não há festa como esta...


Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Foto de grupo, com gente da 5ª, 6ª e 7ª geração (i).





Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Foto de grupo, com gente da 5ª, 6ª e 7ª geração (ii).



Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Foto de grupo, com gente da 5ª, 6ª e 7ª geração (iii).




Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, hoje na casa dos 70/80 anos: a Rosa Carneiro, filha de Maria Ferreira e de José Carneiro.




Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, à direita, o António Carneiro, o mais velho da família Ferreira Carneiro, de Candoz. A zseu lado, o Joaquim Barbosa, casado com a Rosa.




Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração: o "caçula" da família Ferreira Carneiro (Candoz), o José Ferreira Carneiro, que faz 70 anos no próximo dia 8 de setembor, dia da festa do Castelinho... À direita, a Mi, casada com o Manuel Ferreira Carneiro.




Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração: da direita para a esquerda, Zé Ferreira, filho do António Ferreira (de alcunha, "Vitorino"), o Manel (viúva da Luisa, filha da tia Aninhas) e o António Pinto (viúva da Balbina, irmã do Zé). 



Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração,  ao centro o Quim Vieira Mendes, filho de Rosa Ferreira.



Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração, a Ana Ferreira Carneiro (Pinto Soares, pelo casamento)... 




Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração: a Maria Alice Ferreira Carneiro e o primo Quim.



Paredes de Viadores > Sítio da Nª Sra. do Socorro > 25 de agosto de 2018 > Festa da Família Ferreira, 2018 > Representantes da 5ª geração,  o Zé Ferreira com o Gusto Soares, marido da Nitas (Ana Ferreira Carneiro).


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados


Viva a Festa da família Ferreira, 2018

Em homenagem aos nossos pais, avós e bisavós

António, Maria, Rosa e Ana,

filhos de Balbina Ferreira (1876-1938), casada com José Nunes Ferreira (, de alcunha ‘Vitorino’) (1875-1948);

bisnetos de João Ferreira, o primeiro (1821-1897), casado com Mariana Soares (1822-1895). (São estes as nossos antepassados comuns, conhecidos, mais antigos, donos das terras de Candoz e Leiroz; tiveram 6 filhos, 3 Ferreira e 3 Soares, entre eles o João Ferreira, segundo (1847-1918), casado com Maria Joaquina (1845-1895); quando completarmos a nossa árvore genealógica, iremos descobrir que a família Ferreira é velha como o carago…).

Estão aqui hoje representantes da 5º geração, a do António Carneiro, filho de Maria Ferreira e José Carneiro; tudo gente na casa dos 70/80 [levantar o braço]

Representantes da 6ª geração, a das filhas do António e da Graça; gente na casa dos 30/40/50 [levantar o braço]

Representantes da 7ª geração, a dos netos do António e da Graça… [levantar o braço]

E já temos gente da 8ª geração: por exemplo, a prima Lena, do Alto, já é bisavó…[levantar o braço].

Da 4ª geração, gente que hoje teria mais de 100 anos, não temos infelizmente já cá ninguém. Mas estão cá os seus descendentes:

(i) O mais velho era o António Nunes Ferreira, o ‘Vitorino’, o brasileiro, que nasceu em 1910 e casou com Amélia Rocha; [levantar o braço]

(ii) A mais nova era a Ana Ferreira, nascida em 1917, e que casou com Joaquim Cardoso; [levantar o braço]

(iii) As do meio eram a Maria Ferreira, que casou com José Carneiro [levantar o braço];

(iv) e a Rosa Ferreira, que casou com o José Vieira Mendes…[levantar o braço]

Filhos fora do casamento não consta que tenha havido… Mas se estiver aqui algum, que levante a mão…

Relembrando aqui os encontros anteriores:

(i) o primeiro, a 29 de setembro de 1984, em Fandinhães, Paços de Gaiolo, terra antiquíssima, freguesia do extinto concelho de Bem-Viver, onde nasceu toda a 4ª geração… 


(ii) o segundo, no ano seguinte, em Montedeiras;

(ii) os seguintes foram já aqui, em Paredes de Viadores, no parque de merendas da igreja de N. Sra. do Socorro: o terceiro em 10 de julho de 2011; o quarto em 7 de setembro 2013;

(iii) e agora o quinto em 25 de agosto de 2018. 34 anos depois do primeiro… Alguns de vós ainda não tinham nascido…

Parabéns a todo os que chegaram até hoje, vivos e de boa saúde, e que nos alegram com a sua presença, neste 5º encontro. Lembramos os já falecidos e naturalmente os ausentes.

O próximo encontro será quando a malta quiser [... E já ficou maracado para  sábado, 31 de agosto de 2019].  Nessa altura seria giro publicar o livrinho com a árvore genealógica da família Ferreira, em edição revista e aumentada…Mais as receitas das nossas "comidinhas", as letras e as músicas das nossas "tunas rurais", bem como os "canteréus"...

Para não vos maçar mais, vamos às quadras populares que escrevi para a ocasião... E se não se esqueçam, no fim, de dar o nome, o telemóvel e o endereço de email… Além de pagar o porco…

Estamos obrigados/as à Ana Maria, o João Monteiro, a Becas, a Zezinha, o João Carneiro, e toda uma vasta equipa que tornaram possível este encontro.



1
P’lo menos pelas redondezas,
Não há festa como esta,
Dizemos não às tristezas,
Com a gente que nos resta.

2
Com a gente que nos resta,
Da família Ferreira,
Não há tempo para a sesta,
Queremos é bailar na eira.

3
Queremos é bailar na eira,
Como no tempo dos avós,
Danados p’ra a brincadeira,
Nunca estávamos sós.

4
Nunca estávamos sós,
Nem os primos da cidade,
Que se juntavam a nós,
Formando grande irmandade.

5
Formando grande irmandade,
Gente boa, três maninhas,
Um rapaz, de maior idade,
C’o a mais nova, a ti Aninhas.

6
C’o a mais nova, a ti Aninhas,
Que era muito gaiteira,
Rosa, a santa das santinhas,
E a Maria, a lavradeira.

7
… O rapaz, o “Vitorino”,
Andou lá pelo Brasil,
Voltar foi seu destino,
Antes do 25 de Abril.

8
Antes do 25 de Abril,
Estava gente para nascer,
Outro deram o corpanzil
Para a Pátria defender.

9
Para a Pátria defender
Nas terras do Ultramar…
Ficou muito para ver
E muito mais pra contar.

10
E muito mais pra contar
Da família, a grande gesta,
Mas o tempo não vos quero roubar,
Vamos é curtir a festa!

11
Vamos é curtir a festa,
Comer, beber e pular,
Do porco já pouco resta,
O dia é para reinar.


12
O dia é para reinar,
Toca a rabeca chuleira,
Com o violão a acompanhar,
Viva a festa dos Ferreira.

13
Viva a festa dos Ferreira,
Em Paredes de Viadores,
Tudo gente bailadeira,
As senhoras e os senhores.

14
As senhoras e os senhores,
Ainda dão seu pé de dança,
Músicos e cantadores,
Temos alma de criança.

15
Temos alma de criança,
E a vida aqui celebramos,
No futuro temos esp’rança,
E pró ano cá voltamos!


Paredes de Viadores, sítio da N* Sr* do Socorro,  25 de agosto de 2018




02 abril 2018

Feliz Páscoa 2018


Já lá vem, em festa, p’la estrada fora,
O compasso pascal da freguesia,
Chega à nossa casa mesmo na hora,
E a todos saúda com alegria.



Mais do que a tradição, é a certeza
De que a Páscoa é também renascimento,
E há sempre mais um lugar à mesa,
Para nosso geral contentamento.


Se não for preenchido, é o dos ausentes,
E, em especial, dos nossos mortos queridos;
Aos que vieram e estão aqui presentes,



Saibam que nós ficamos muito honrados.
E, aos do compasso, diremos, reconhecidos:
Tenham um dia feliz, mesmo… estoirados!


Quinta de Candoz, 2 de abril de 2018,

Os donos da casa

01 março 2018

Para o Gusto, no 71º aniversário natalício

Gusto, em dia de anos,
ao km 71 da tua “picada” da vida,
não queria deixar de estar ao pé de ti,
quanto mais não seja, simbolicamente.

A prenda que te quero dar,
já a conheces,
é uma palavra amiga,
é um abraço feito poema…

Lembrei-te logo de ti,
ao reler há tempos
o grande poeta transmontano Miguel Torga.

Vou dizer-te esse poema, “Bucólica”,
escrito em 1937, na casa do poeta, em São Martinho de Anta, Sabrosa,
mas que podia ter sido escrito hoje, em Candoz,
na “nossa quinta de Candoz”,
de cujas videiras tu tratas
com a mesma ternura da mãe
que faz a trança à filha…

É um dos meus poemas de antologia:
é difícil dizer em tão poucas e singelas palavras
o que é a vida e o seu maravilhamento…
Peguei num verso, emprestado,  e fiz um mote
para o soneto que acabei de compor esta manhã
e  que te dedico, em dia de aniversário:
é um soneto à vida
e ao amor dos que te querem bem.
A Nitas vai dizê-lo por mim,
estou certo que vai dizê-lo tão bem ou melhor do que eu.
___________________________

 S. Martinho de Anta, 30 de abril de 1937

Bucólica

A vida é feita de nadas:

De grandes serras paradas
À espera de movimento;

De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;

De sombra de uma figueira;

De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga
In: TORGA, M. – Antologia poética. Coimbra, ed. autor, 1981, p. 247.

____________


Soneto à vida

Sim, Gusto, a vida é feita de nadas,
mais…, de mil e um gestos repetidos,
de dias bons e noites mal passadas,
de sonhos quase sempre esquecidos.

Já diziam nossos antepassados
que a vida, curta, não chegava a netos,
nem mesmo a filhos com barba, coitados…
Duro era o pão e escassos os afetos.

Hoje, que vais no comboio dos entas,
sorris, para a vida, maravilhado:
mesmo na carruagem dos setentas,

e, com mazelas, viajas em primeira,
co´ as contas em dia, és avô babado!
Que nada te falte,  nem a vi…deira!…


Parabéns, um grande xicoração  do Luís, Alice, Joana e João,
a gente de Lisboa que te ama!
1  de março de 2018



14 fevereiro 2018

Soneto de um (e)terno (e)namorado




Alcácer do Sal, 28 de janeiro de 2018, ao pôr do sol. Fotos de Luís Graça (2018)


Soneto de um (e)terno (e)namorado

para a Chita


Quisera eu jurar-te amor eterno,
se imperfeito não fosse o meu ser,
nesta terra, muitas vezes inferno,
onde temos de viver e morrer.

Esquece, amor, não há o céu dos amantes,
um lugar perfeito e aborrecido,
lá não passaríamos de figurantes,
sem o cantinho que nos é querido.

Aceita, pois, este pobre soneto,
de um homem que por ti se fez poeta,
e que não te deu o céu, mas um gueto,


onde às vezes te sentes prisioneira.
Porém, não teve por ti uma paixoneta,
antes, sim, uma paixão verdadeira.

Alfragide, Dia dos Namorados,
14 de fevereiro de 2018

Teu (e)terno (e)namorado, Luís

15 janeiro 2018

Adivinha para o dia de hoje



Adivinha do dia de hoje, 15 de janeiro de 2018

Quem é quem, que hoje vai ser lembrada,
E que aparece sempre em primeiro,
C’ um largo sorriso d’ avó babada,
Nas fotos do nosso cancio…neiro ?

Vamos lá ver se tu, leitor, adivinhas:
Quem será essa senhora prendada ?
Primeiro, nunca dorme com as galinhas,
É mãe extremosa e mulher bem ca…sada.

Goza a sua reforma merecida,
Canta no coro e toca cavaquinho,
E hoje faz mais um ano de… vida!

Pois, com estas qualidades descritas,
E em redor muitas flores e carinho,
Tá-se a ver: é a nossa querida… Nitas!


... Com um xicoração das famílias

Ferreira Carneiro,
Pinto Soares
e Graça Henriques...

01 novembro 2017

Manuscrito(s) (Luís Graça): A comunhão dos vivos e dos mortos > Paredes de Viadores, 1 de novembro de 2017: aqui a tradição ainda é o que era



Marco de Canaveses > Freguesia de Paredes de Viadores e Manhuncelos > Candoz > Quinta de Candoz > 1 de novembro de 2017 > "Antiga casa de caseiro", fechada há mais de 30 anos... Como outras tantas casas cujos "inquilos" morreram...E as enormes teias de aranha ganham o estatuto de marcas do tempo... É sempre estranho e intimidante entrar numa casa fechada...


Foto (e legenda): © Luís Graça (2017). Todos os direitos reservados. 


Manuscrito(s) (Luís Graça) > A comunhão dos vivos e dos mortos > Paredes de Viadores, 1 de novembro de 2017: aqui a tradição ainda é o que era


Dia de Todos os Santos. Na minha terra, na Estremadura, era o dia do "pão por Deus"… Lembro-me, de puto, de andar também de sacola às costas, em bando, de casa em casa, a "pedir o pão por Deus"...Ia-se sobretudo àquelas casas, dos ricos e remediados, que sempre tinham um pão doce, uma broa, uma guloseima ou um tostão para dar às crianças...que, de certo modo, representavam as almas dos fiéis defuntos, em errância pelo mundo.

Aqui, em Paredes de Viadores, Marco de Canaveses, não há essa tradição, mas é o Dia de Finados (que o calendário litúrgico celebra só amanhã). Estou no recinto da capela de Nossa Senhora do Socorro, no alto da antiga freguesia de Paredes de Viadores, velha ermida cuja origem se perde nos tempos. Terá sido reconstruída por volta de 1877. O cemitério, ao lado, esse, data de 1894.

Como os cristãos se recusavam a ser enterrados fora do "solo sagrado" (ou seja, no interior das igrejas ou do seu adro), por razões de saúde pública, foram criados os primeiros cemitérios públicos em Lisboa, nos primórdios do liberalismo (1835). Mas a medida é ferozmente combatida por grande parte do clero e demais apoiantes da "sociedade senhorial", ou seja, do absolutismo...

A revolta minhota da Maria da Fonte, em 1846, tem a ver também com a proibição, do governo de Costa Cabral, de enterrar os mortos nos recintos religiosos e com o protagonismo dos médicos que passam a certificar o óbito... A sublevação popular que se estende a grande parte do país, leva a soluções de compromisso: a maior parte dos cemitérios públicos, sobretudo no Norte, surgem muito tardiamente, já nos finais do séc. XIX, e são construídos com muros, restos de muralhas e ruínas, e como extensão do "recinto sagrado" (a igreja ou capela e o seu adro) ...É o caso deste cemitério paroquial, rural...

Em 1890, Paredes de Viadores tinha pouco mais de um milhar de habitantes, hoje não chega aos 1300 (censo de 2011).Século e meio de depois, a vida e a morte, o profano e o sagrado juntam-se, mais uma vez, no sítio da antiga ermida de Nª. Sra. do Socorro.





Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Capela de Nossa Senhora do Socorro (restaurada em 1877) e Cemitério da freguesia (1894) > 1 de Novembro de 2008 > O recinto de festas da N. Sra. do Socorro, na freguesia de Paredes de Viadores, enche-se de viaturas e pessoas que, aproveitando o feriado de Todos os Santos, vêm celebrar o Dia dos Fiéis Defuntos, ou Dia de Finados, ou simplesmente Dia dos Mortos, que no calendário religioso é a 2 de Novembro. Hoje há missa às 2 horas da tarde. Depois o padre segue para o cemitério para uma breve cerimónia religiosa, aspergindo com água benta as sepulturas. É um acto de comunhão entre vivos e mortos. Antigamente, creio que antes do Vaticano II, havia três missas, seguidas... Mas mesmo hoje a capela, que data de 1877, torna-se pequena para a multidão que aqui se junta. A fé já não é (nem pode ser) a mesma, mas o ritual mantém-se. Como há séculos. (Comparando com a foto que tirei em 1 de novembro de 2017, mas que não tenho aqui disponível, a única diferença que se pode notar é no parque automóvel, que melhorou, e nas árvores, agora maiores e mais frondosas, à volta do recinto...).

Foto (e legenda): © Luís Graça (2008). Todos os direitos reservados.


Há largas dezenas de viaturas, talvez mais do que uma centena, espalhadas em redor do recinto (capela, cemitério, parque das merendas). São duas da tarde. As pessoas da freguesia (que agora faz parte da união das freguesias de Paredes de Viadores e de Manhuncelos) comem à pressa (ou mais cedo) para chegar a tempo e horas da missa e bênção das campas.

A capela está a rebentar pelas costuras e cá fora há outro tanto "povo" (como aqui se diz). Ninguém quer perder este momento único do ano que é a celebração do Dia de Finados no feriado de Todos os Santos. Há muito que o povo aqui substituiu os santos pelos seus queridos mortos. É, em resumo, o dia em que os vivos falam, em voz alta, com os mortos. Ou melhor: comungam...

É muito povo junto para uma pacata freguesia do Marco de Canaveses, de povoamento disperso, que vai de Mondim a Candoz, e que é servida, no Juncal, pelo comboio da belíssima Linha do Douro. "Cheiram" a fumo e a anho assado no forno com arroz, que é a especialidade gastronómica da região (Marco de Canaveses e Baião). Hoje é dia de comer arroz de forno. Como na Páscoa e na festa de Nª Sra. do Socorro, festa rija com muito fogo de artifício, que se realiza nos finais de julho (*). Mas já não vêm a pé, agora é um "povo motorizado".

Além disso, a capela fica num alto, com um estradão de acesso, empedrado, muito íngreme. As mulheres, antes de sair dos carros, besuntam-se à pressa com o perfume dos frasquinhos que vão rebuscar nas malas. Porque depois da missa e da procissão até ao cemitério, vão-se beijar todos uns aos outros, os primos, os parentes, os vizinhos, os amigos, alguns os quais vieram de longe, de Ermesinde, da Maia, de Matosinhos, do Porto, de Gaia e até de Lisboa, como eu e a Alice...

Sento-me no muro, enegrecido, do recinto da capela. É já centenário como a capela cujas obras de refundação remontam a 1877, perdendo-se a sua origem no tempo. À volta há sete ou oito oliveiras, bem cuidadas, carregadas de azeitonas, umas já pretas, outras ainda verdes. Lá dentro há um coro de vozes femininas, estridentes. Ouço o “Aleluia”, mas já não sei dizer em que parte vai a missa...

É uma religiosidade ancestral, com profundas raízes socioantropológicas que remontam porventura à época pré-romana e pré-cristã. Quem é vivo e pode deslocar-se, não perde as cerimónias, os gestos, as palavras e as emoções deste Dia de Finados. Pena é que o sol aqui se ponha cedo, por detrás da serra (ou planalto) de Montedeiras. É um catolicismo de raiz pagã, está no ADN desta gente, homem, mulher, criança, velho… “Sou mouro, não há dúvida!”, penso eu com os meus botões.

As campas foram, de véspera, energicamente lavadas e polidas. Com aquele esmero e compulsão que as mulheres do Norte põem nas tarefas de limpeza da casa. Estão cobertas de vistosos ramos de flores e raras são as sepulturas que não têm visitas. Cada família deixa dois, três ou mais círios de 7 dias, acesos. Brancos ou vermelhos, porventura “made in China”. São como as pilhas Duracell que a publicidade diz que duram e duram... À noite, o cemitério é um campo feérico, cheio de mistério, de magia e de interditos. Os vivos e os mortos só se cruzam de dia, e em especial neste dia, o Dia dos Fiéis Defuntos...

Do meu posto de observação, entre uma oliveira e um nicho onde as mulheres vão “queimar” velas de cera, vejo em frente o belo parque de merendas com árvores que mostram a folhagem, de vivas cores outonais. A igreja e a nobreza enquadraram durante séculos esta gente, procurando dar-lhes um sentido para uma vida de "bestas de carga": camponeses, rendeiros, cabaneiros, criados...

Acendo duas velas por todos os mortos, em todas as guerras do passado deste país que começou aqui, nos vales do Sousa e do Tâmega, e de quem porventura ninguém se vai lembrar neste dia. Na última guerra, a do Ultramar, este concelho perdeu 45 dos seus filhos, mas não encontro, na lista, nenhum combatente aqui de Paredes de Viadores. (Há no concelho, pelo menos, três memoriais ou monumentos aos combatentes da guerra do ultramar, na sede do concelho, em Paços de Gaiolo e em Vila Boa de Quires.)

A fila dos que assistem à missa chega até à grade do portão exterior do recinto da capela. Há carros que continuam a chegar, atrasados ou com gente mais idosa que precisa de apoio de braço para se deslocar até aqui. É já difícil estacionar. Com os lucros da festa de Nª Sra do Socorro, os mordomos vão comprando terras à volta, fazendo muros altos e alindando o sítio.

Reza-se o Padre Nosso com devoção, uns, maquinalmente, outros, mesmo as duas jovens manas, de nariz arrebitado e ar suburbano, que estão aqui ao meu lado, sentadas num banco de pedra. Quem é que não sabe ainda recitar o "Padre Nosso que Estais no Céu", que todos nós, "cristãos, judeus e mouros", aprendemos na escola e na catequese ?

O sino bate, com um som grave, à meia hora das duas da tarde. É espantoso como o sino das nossas igrejas e capelas ainda mexe connosco e as nossas memórias de infância. Estou aqui, a um canto, escrevinhando o meu bloco de notas. E pergunto-me: “Será que eu também sou daqui ?”…

Venho aqui há 40 anos e ainda há coisas da idiossincrasia deste povo que me escapam... A Tabanca de Candoz, além da Alice Carneiro, madrinha de guerra de muitos combatentes, está bem representada, entre amigos e camradas: dos antigos combatentes encontro o Manuel Carneiro (CCP 121 / BCP 12, BA 12, Bissalanca,1972/74)(**), o José Ferreira, o Zé do Alto, (que também esteve na Guiné, no início da década de 1970, antigo presidente da junta de freguesia local, primo da Alice, empresário); os meus cunhados José Ferreira Carneiro, que esteve em Angola, em Camabatela, 1969/71, e o António Ferreira Carneiro, que foi ferido em Moçambique, Tete, 1964/66)... (O Manuel Carneiro, reformado da CP, residente no Juncal, não tem qualquer ligação de parentesco com a família Carneiro, de Candoz). Falta aqui o Júlio Vieira Marques, exímio tocador de violino, e que a malta da Tabanca de Matosinhos já conhece: também esteve na Guiné em meados dos anos 60 e também faz parte da Tabanca de Candoz.

As pessoas estão há mais de meia hora de pé. Quem está cá fora, a acompanhar a missa, também observa quem chega e como se comporta. Quem chega, abraça, beija ou cumprimenta com aperto de mão quem está ao lado. Todos se conhecem, contrariamente ao pessoal da grande cidade donde eu venho. Todos aqui são primos, parentes, vizinhos ou amigos uns dos outros. Ou foram namorados/as, colegas de escola, companheiros/as da catequese e da comunhão…

Sai, por fim, a procissão com a cruz à frente e o padre com a caldeirinha de água benta, a caminho do cemitério que fica ao lado, são escassas dezenas de metros de percurso. O sol mal rompe a cortina de nuvens que o estrangula. Dizem que hoje vai chover. O dia está triste, adequado à cerimónia. Continua a rezar-se maquinalmente, eles e elas. Quem está sentado, levanta-se, e toma então lugar na procissão a caminho do cemitério.

Feita a bênção das campas, cada família recolhe-se por uns largos minutos junto da campa dos seus, ajeita os ramos flores, beija os retratos esmaltados dos seus queridos mortos, dá os últimos retoques, faz as suas orações, conta histórias, recorda memórias, mata saudades… Da casa de Candoz, repousam aqui os restos mortais dos nossos dois "mais velhos": Maria Ferreira (1912-1995) e José Carneiro (1911-1996).

Há lágrimas furtivas nalguns rostos...E depois acontece, a seguir, uma descompressão geral. O ambiente torna-se ruidoso e quase festivo e até galhofeiro. A alegria de viver e o forte sentido gregário deste povo não são incompatíveis com o milenar cultos dos mortos. O resto da tarde é passado a beijarem-se e a abraçarem-se, mostrando uns aos outros que estão vivos e bem de vida e de saúde… As mulheres foram ao cabeleireiro, vestiram roupa domingueira, enfim, estão "todas produzidas”, como aqui se diz, com graça.

Chega-se por fim a casa, já noite, com a consciência do dever cumprido, o de velar pelos mortos sem deixar de cuidar dos vivos, duas das 14 obras de misericórdia que fazem parte do legado da nossa ancestral cultura não apenas judaico-cristã como helénica… “Dei um abraço àquela malta da minha infância, do tempo de escola, que já não via há cinquenta ou sessenta anos… E foi como se fora o último!”, diz alguém de volta ao carro...

Confesso que nunca tinha visto, como aqui, no cemitério da freguesia de Paredes de Viadores, do antigo concelho de Bem Viver, um lugar tão especial, singelo e até ternurento, de socialização. O único dia do ano em que os vivos falam, tu-cá-tu-lá, com os seus queridos mortos. E se juntam, em pé de igualdade, no mesmo espaço, a antiga nobreza (os "fidalgos" e seus descendentes), o novo clero e o (e)terno povo…

A um "mouro", como eu, que vem do sul, observador participante, apraz-me registar, com respeito, no meu bloco, uma última observação: Aqui a tradição ainda é o que era...

29 outubro 2017

Parabéns, João Monteiro, no dia do teu 52º aniversário




Paredes de Viadores > 10 de Julho de 2011 > O João na festa da família Ferreira.

Foto e texto: Luís Graça (2017)



Hoje é dia de São João,
Faz anos o João Monteiro,
Dele se diz que o coração
É maior que o mundo inteiro.


Bendito entre as mulheres,
No amor foste um sortudo,
Tuas filhas, lindos seres,
E a Ana que te quer tudo.

Sem esquecer a nossa Mi,
Nem o teu sogro Carneiro,
Toda a gente gosta de ti,
És  o amigo João Porreiro.

Luís / Alice, Candoz, 29/10/2017.

26 setembro 2017

Homenagem ao nosso pai, que faria hoje 106 anos





Pai, farias hoje cento e seis anos,

E eu gostaria de te sentar à mesa,

Para te fazer uma grande surpresa,

Comigo, com as manas e os manos.



Posta a mais bela toalha de linho,

Cantar-te-íamos os parabéns,

À proveta idade que tu já tens.

E brindaríamos com o nosso vinho.



P’ra matar saudades não chega um dia,

E aqui é que aparece, por magia,

Também a querida mãe de todos nós.



Seria a noite mais bela e comprida,

Alguma vez por todos nós vivida,

Na nossa terra e casa de Candoz.



26/9/2017, Maria Alice Ferreira Carneiro