Nasceu ontem o nosso menino Joquinhas,
11 março 2021
Em louvor do nosso novo sobrinho-neto, João (Luís & Alice)
Nasceu ontem o nosso menino Joquinhas,
15 janeiro 2021
Para a Nitas, o nosso ombro amigo, no dia em que faz 74 aninhos
no dia em que faz 74 aninhos
Em Candoz, em quinze de janeiro, nasceu,
Em mil nove quarenta e sete, uma menina,
E, com o nome de Ana, ali cresceu,
Com mesa farta mas sem iguaria fina.
“Meu pai, eu quero ir estudar lá para o Porto,
Que aqui só posso ser uma lavradeira”.
E o pai lhe disse: “Vai, filha, não me importo,
Desde que voltes casada e engenheira”.
E assim foi: formou-se e teve um grande amor,
Dois filhos, uma neta e outro que há de vir.
Hoje faz anos, com alegria e com dor.
Mesmo à distância, querida, estamos contigo,
Estás doentinha, sem vontade de sorrir,
Mas sabes que tens aqui… um ombro amigo!
Teus manos e sobrinhos que te amam muito,
Alice, Luís, Joana e João
(Com um chicoração também da Clarinha e da Catarina)
Lourinhã e Lisboa, 15 de janeiro de 2021.
18 agosto 2020
Parabéns, Chita, que continues a ser a minha Rainha para o resto da vida... Assina, o teu Príncipe Com Sorte
No 75º aniversário da minha Chita / nossa Alicinha
D’zoito d’ agosto está no nosso coração,
Nasceu em quarenta e cinco uma Alicinha,
Não foi em berço de ouro de princesinha,
Mas em casa farta… de vinho e de pão.
Aventureira, veio cá para o sul,
Sendo ela do Norte, da Casa de Candoz,
E logo se afeiçoou a todos nós,
E ao seu príncipe, que não era de sangue azul.
Sua segunda terra fez da Lourinhã,
Adora aqui receber os filhos e a neta,
Sempre foi uma grande amiga e anfitriã.
Mesmo com três quartos de século em cima,
Ainda se acha uma boa atleta,
E está grata… p’lo nosso amor e estima.
Lourinhã, 18 de agosto de 2020
75º aniversário da minha / nossa Alicinha,
Rainha do Dia e por Um Dia
(… que mais vale sê-lo,
do que… Duquesa toda a vida!)
O seu Príncipe Com Sorte, Luís Graça,
12 abril 2020
A Páscoa do confinamento e da saudade
Queridos/as irmãs, irmãos, cunhados/as, tios/as, primos/as:
Dizem que a
distância faz esquecer…
Talvez, se
for prolongada no tempo.
Mas agora,
não é distância, é confinamento,
que nos foi
imposto por uma pandemia…
E logo hoje
que é Páscoa,
festa maior
da nossa gente de Candoz.
E logo hoje
que não nos podemos abraçar nem beijar,
cada um de
nós confinados nas nossas casas.
Esta
dramática circunstância aviva a saudade,
que nos faz
lembrar, e lembrar cada um de vós,
com quem
gostaríamos de estar,
hoje muito
em particular…
É Páscoa, é
abril, é primavera,
não haverá
compasso, nem arroz pingado, nem foguetes,
nem o ruído
nem a alegria de um mesa grande e farta.
Mas, daqui,
do Sul, da Lourinhã, de Alfragide, de
Lisboa,
comungamos
da esperança de, em breve,
nos podermos
voltar a encontrar
e sabermos, de viva voz,
como é que cada
um de vós “toureou o corno do vírus”…
Hoje é dia
de alegria também
pelos cinco
mesinhos de vida da nossa Clarinha,
que ainda
nada sabe dos males do mundo.
Estaremos,
em pensamento, convosco.
E desejamos
que rapidamente a gente
consiga,
individual e coletivamente,
sair bem
deste tempo de ameaça e de clausura.
Um cesto grande de abraços, chicorações, beijinhos…
com uma lagrimazinha devidamente
“higienizada”…
Luís e Alice
(Lourinhã), Joana (Alfragide), João e Catarina (Lisboa)
12/4/2020
01 março 2020
Parabéns, Gusto, da malta toda que te ama!
Soneto de bom viver para o Gusto
Gusto, é bom estar vivo entre os que nos amam,
E os setenta e três anos poder celebrar.
Mesmo com as mazelas todas que nos tramam,
Há ainda muita estrada para andar.
Primeiro foi o encanto, os teus amores,
A tua Nitas, companheira de uma vida,
Depois os filhos, o crescimento, as dores,
E agora tens uma neta, tão querida.
Mas tu páras, escutas e olhas p’ra trás:
“Que fiz eu de bom para a humanidade ?”,
Sim, foste um bom homem, pai, e melhor rapaz.
Tu que és pisciano, nascido às quatro da tarde,
Tens um horóscopo de alta qualidade,
E uma vela tipo Duracell…que arde e arde!
Parabéns da malta toda que te ama!
A vida é bela!
Porto, HF Ipanema Park, Bar Twin Trees, 1 de março de 2020
21 janeiro 2020
Um quebra-costelas para o João Graça, que faz hoje mais um aninho... e tem uma Clarinha com dois meses e picos
Meu querido João,
A vida passa tão depressa por nós…
Ou somos nós que passamos tão depressa pela vida !?
Ainda ontem estavas a nascer,
faltava meia hora para o dia 22 de janeiro de 1984...
E uma hora antes, íamos aos solavancos, de carro,
até ao Hospital Particular,
ouvindo, na rádio, canções com letras de um poeta,
Ary dos Santos,
falecido três dias antes, aos 46 anos...
Sabes, fomos para o Hospital Particular,
para teres um pouco mais de privacidade, ao nasceres,
que o melhor daquele Hospital era estar
ao pé da Maternidade Alfredo da Costa,
para o que desse e viesse,
dizia a tua mãe…
Ainda ontem eu te segurava (mal) ao colo,
enquanto lia os jornais do fim de semana,
e a tua mãe te lavava os cueiros…
e eu te deixava cair por entre as pernas,
e tu já começavas a gatinhar
e a explorar o pequeno grande mundo à tua volta.
Ainda ontem te levava às cavalitas, logo de manhã,
até à senhora que, perto de casa, tomava conta de ti
enquanto a gente trabalhava em Lisboa.
(Não, quem eu levava às cavalitas, era a tua mana, Joana,
cinco ou seis anos atrás...).
Ainda ontem te levava pela mão
até ao jardim e creche
do Instituto Nacional Nacional de Saúde
Doutor Ricardo Jorge,
onde fostes a criancinha mais feliz do mundo
no meio de tantas outras crianças felizmente felizes…
Ainda ontem me desenhavas e pintavas,
cabeludo e barbudo,
e, confesso, foi o mais belo retrato
que me fizeram:
guardo-o com todo o carinho.
Tinhas que ser artista,
não fostes pintor, foste músico…
Ainda ontem, andavas na escolinha do Bairro Azul…
Ainda ontem, te trouxe um violino de Dublin,
para tu começares a “serrar presunto”,
como dizia a tua mãe,
que fez tudo para alimentar a tua veia musical,
incluindo levantar-se, às quatro da manhã,
para arranjar um senha
na altura das matrículas no Conservatório…
Ainda ontem eu te levava,
aos 12 anos, pela mão,
até ao Bairro Alto, até ao Conservatório,
onde estudavas violino,
para depois regressares a casa sozinho, de autocarro...
Era de pequenino que se torcia o violino
e se exorcizavam os medos.
Ainda ontem jogávamos à bola na praia do Caniçal,
ou andávamos à caça dos gambozinos,
nas noites quentes de verão na Quinta de Candoz…
Com os muitos primos que, felizmente, tens,
no Norte e no Sul.
Ainda ontem...
Ainda ontem te obriguei a fazer um blogue,
quando fostes fazer um ano de Erasmus em Florença,
e donde nos enviaste, com regularidade
um bilhete postal,
de setembro de 2005 a julho de 2006…
“Arriverdecci Portogallo”!...
Eras o Jonny Grace Da Vinci
http://jonnydavinci.blogspot.com/
…E aprendeste lá que o mundo era uma aldeia global,
onde podemos (e temos de) caber todos,
com tudo o que nos une
e até com o que nos pode separar.
Ainda ontem os teus avós eram vivos,
os de Candoz e os da Lourinhã…
Ainda ontem tu gostavas de anotar,
nas toalhas de papel das mesas dos restaurantes,
as anedotas, as quadras, os trocadilhos
do avó Luís-que-é-como-quem-diz...
Ainda ontem…
Ainda ontem, foste à Guiné,
num das mais belas experiências humanas da tua vida
e fizeste questão de ir a alguns sítios
onde o teu pai fizera a guerra e a paz,
no século passado…
Ainda ontem…
Ainda ontem foste pai, de uma Clarinha Klut da Graça,
E hoje és feliz, a três, com a tua Catarina...
E tens a Senhora do Monte que vos protege,
com Lisboa a seus pés,
e o Funchal, mais ao longe,
para lá da linha do horizonte...
Visto do alto dos meus quase 73 anos,
a fazer daqui a dias,
fico orgulhoso, meu filho,
ficamos orgulhosos,
eu e a tua mãe, e a tua mana,
por teres nascido
e seres o que és,
um grande ser humano!
Que é o que importa, a essência,
a humanidade que passamos de geração em geração,
dos teus avós e dos teus pais,
para ti e a tua filha…
O resto é acessório, é currículo, é circunstância...
Parabéns, meu filho, pelos teus 36… aninhos!
Muita saúde, felicidade e longa vida,
porque tu mereces tudo.
Teu pai, Luís
Tua mãe Alice, tua mana Joana
Quinta das Conchas, Lisboa, 21 de janeiro de VINTE-VINTE. 11h00
PS - Ainda hoje... não tinhas nascido.
E já aqui vão, pela manhã,
os meus/nossos versinhos de parabéns.
Já os tinha magicado,
ontem à noite, na hora dos poetas...
Hoje, passei-os a escrito...
Estou na Quinta das Conchas, meio empenado,
enquanto a tua mãe faz a caminhada dela,
com os caminheiros da nossa tertúlia...
Mas sempre gostei de escrever à mesa dos cafés,
vício da gente da minha geração...
E não leves a mal que eu os já tenha partilhado, em parte,
com todos aqueles que te amam e te estimam...
Mais logo, ao jantar,
espero poder dizer-tos de viva voz,
ao pé da tua Clarinha e da tua Catarina,
da tua mãe, da tua mana e da prima Urchi.
Um "quebra-costelas", à moda alentejana...
Teu pai.
15 janeiro 2020
Para a tia Nitas, que faz hoje aninhos!
Voltar à vida!
Que bom voltar a fazer anos outra vez,
Diz a ti Nitas, com um sorriso rasgado,
Mesmo que sejam já uns setenta e três,
Há festa lá em casa e rancho melhorado.
Se a saúde nos prega uma boa partida,
A gente cerra fileiras, logo responde,
Não nos falte a esperança enquanto há vida,
E vai-se buscar forças não se sabe aonde.
É, pois, mais um dia de grande alegria,
E vais estar à mesa, com sorrisos e flores,
Daqueles que te amam e fazem companhia.
Neste ano, que é uma bela capicua,
Mesmo longe, estamos contigo e os teus amores,
Daqui te saudamos e brindamos: “À… tua!”…
Alice, Luís, Joana,
João, Catarina e Clarinha,
Lisboa, 15 de janeiro Vinte-Vinte
07 janeiro 2020
Balada do aprendiz de marinheiro... (Para o Luís Filipe, que hoje faz entas + 1)
Aonde é que tu, meu cadete, andarias,
a esta hora, se na Escola tens ficado ?!
No navio-escola Sagres embarcarias,
e p’lo mundo muito terias viajado.
Em boa hora não quiseste ser marinheiro…
Quem cuidaria do Gaudi e da Carolina ?
Puseste os teus amores, e bem, em primeiro,
usando a arte de navegar á bolina…
Em bom porto tinhas à espera a Susana,
mais do que sereia, a mulher da tua vida,
mas não lhe chega só amor e uma cabana:
“Quero um vivenda, toda Xis-Pê-Tê-Ó,
juras, levas-as o vento, uma prenda me é devida,
e contigo e a Carolina, nunca est’rei só!”
Para o Luís Filipe, em dia de anos
(na era dos entas + 1…)
7 de janeiro de Vinte-Vinte! (feliz capicua…)
Parabéns dos tios de Lisboa,
que te deram guarida,
nos teus heroicos tempos de aprendiz de marinheiro…
Xi-corações também do João e da Joana.
31 agosto 2019
35 anos: 6º festa da Família Ferreira, 31 de agosto de 2019.. e já está marcada a próxima, 29/8/2020
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Sitio da N. Sra. do Socorro > 31 de agosto de 2019 > Cerca de um centena de membros da família Ferreira participaram no seu 6º encontro anual (que se realiza desde 1985).
Marco de Canaveses > Penha Longa e Paços de Gaiolo > Fandinhães > Rota do Românico > 35. Capela de N. Sra. da Livração de Fandinhães (c. meados séc. XIII)
"Hoje titulada Capela da Senhora da Livração, a antiga Igreja de São Martinho de Fandinhães constitui um verdadeiro enigma. Quando o visitante se aproxima, vislumbra o que parece ser um edifício arruinado. A tradição refere o seu desmantelamento e a documentação não o contradiz. As escavações arqueológicas (2016) confirmam-no por terem identificado os alicerces das paredes norte e sul da nave, na continuação do atualmente visível à superfície.
"Aqui se cruzam várias influências românicas. As figuras apoiadas em folhas salientes no portal encontram-se também nas Igrejas de Travanca (Amarante) e de Abragão (Penafiel). No adro veem-se vestígios de uma cornija sobre arquinhos, motivo comum no românico da bacia do Sousa, que a esta chegou via Coimbra. Os toros diédricos nas frestas evidenciam a influência portuense, provinda da região francesa de Limousin. As "beak-heads" [cabeça de animal com um bico proeminente] na fresta lateral sul lembram a influência do românico beneditino do eixo Braga-Rates.
"Embora a maior parte dos cachorros exiba motivos geométricos, um deles apresenta um exibicionista, figura masculina representada nua e com a mão direita sobre os órgãos genitais, motivo encontrado na Igreja de Tarouquela (Cinfães).
"No adro, duas tampas sepulcrais: uma com a representação de uma espada e outra com uma cruz inscrita." (Fonte: Rota do Românico > Capela de Nossa Senhora da livração de Fandinhães, com a devida vénia...)
1. Pode vir a ter, talvez, no futuro, algum interesse, documental, para a sociologia e a história da família em Portugal, as festas de família que se realizam anualmente, um pouco por toda a parte, no verão, no nosso país.
Afinal, porque é que as famílias se encontram ? Para se conhecerem (os mais novos), para voltarem às "raízes" (os que vivem na cidade ou no estrangeiro), para matarem saudades (os que estão longe), para partilharem memórias e afetos, para recuperarem sabores e cheiros da infância, para reforçarem lacos de parentesco e aliança, para exercerem a arte do dom (a obrigação de dar, receber e retribuir), para dizerem bem e mal uns dos outros, para fazerem as pazes e enterrarem o machado de guerra, para conviverem, para se divertirem... afinal para celebrarem a vida e exorcizarem o medo da doença, da incapacidade, da dependência, da solidão, da infelicidade e da morte...
É o caso da família Crispim & Crisóstomo (, que os nova-iorquinos João e Vilma Crisóstomo têm vindo a animar, no verão, em Paradas, A-dos-Cunhados, Torres Vedras, sempre que vêm a Portugal). Ou é o caso da família Ferreira, que tem o seu núcleo duro em Candoz, Tabanca de Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses, a que o nosso editor, por casamento, com a Maria Alice Ferreira Carneiro (n. Candoz, 1945), se veio aliar em 1976, já lá vão mais de 4 décadas.
A família, alargada, da Alice (, que é Ferreira, do lado materno, e Carneiro, do lado paterno, ) reíne-se há 35 anos, no verão. Anteontem, dia 31 de agosto, juntaram-se 4ª gerações dos Ferreira e ficaram em comunhão espiritual com mais outras 4, que nasceram e cresceram nestas terras da bacia do Tâmega e Douro, pelo menos desde 1820.
O primeiro encontro foi a 29 de setembro de 1984, em Fandinhães, Paços de Gaiolo, terra antiquíssima, freguesia do extinto concelho de Bem-Viver, onde nasceu toda a 4ª geração, incluindo a Maria Ferreira, mãe da Alice e avó do João Graça, nossos grã-tabanqueiros.
Marco de Canaveses, Paços de Gaiolo, Fandinhães > 1984 > 1º encontro da família Ferreira > Ainda eram vivos os três casais da 4ª geração: António Ferreira ("Vitorino") e Amélia Rocha (com residência no Alto, Paredes de Viadores), Maria Ferreira e José Carneiro (Candoz, Paredes de Viadores) , e Ana Ferreira e Joaquim Cardoso (Cacia, Aveiro)...
Fonte: A Anossa Quinta de Candoz (2011)
O segundo encontro, no ano seguinte, em 1985, foi na serra de Montedeiras, no respetivo parque de merendes (, pertencente atualmente à freguesia de Sande e S. Lourenço do Douro, Marco de Canaveses). Enfim, perto de Fandinhães.
Por causa dos sucessivos "lutos" (, dos que morreram na sua idade, e dos que decidiram apressar a morte, e já foram três ou quatro!), os encontros interromperam-se, a partir desse ano, só se realizando o terceiro, em 10 de julho de 2011, em Paredes de Viadores, no parque de merendas da igreja de N. Sra. do Socorro.
O quarto seria no mesmo local, dois anos depois, em 7 de setembro 2013; o quinto em 25 de agosto de 2018 e, agora, o sexto, em 31 de agosto de 2019. E o 7º já está marcado para 29 de agosto de 2020, sábado.
35 anos depois do primeiro, parte da família (os mais novos...) ainda não tinha nascido.
Da geração nascida em Fandinhães, a 4ª (a contar de 1820), para além da Maria Ferreira (1913-1995), havia ainda os manos António Nunes Ferreira (1910-1990), Rosa Ferreira (1915-1960) e Ana Ferreira (1917-1995), todos filhos de Balbina Ferreira (1876-1938), casada com José Nunes Ferreira (,de alcunha ‘Vitorino’) (1875-1948).
O mais antigo Ferreira, até agora conhecido, é o avô da Balbina Ferreira, o João Ferreira(1821-1897), casado com Mariana Soares (1822-1895) (,considerada a 1ª geração), portanto bisavô da Maria Ferreira, trisavô do António Ferreira Carneiro e tetravô das suas filhas (que são 4: Paula, Becas, Suzana, Romi) e pentavô dos filhos destas (que ainda não têm filhos)... E hexavô dos bisnetos da Rosa (1) e da Lena (2)...
São estes as antepassados comuns, da família Ferreira, de Fandinhães, os conhecidos, por documentos escritos, os mais antigos, donos das terras de Candoz e Leiroz: João e Mariana tiveram 6 filhos, 3 Ferreira e 3 Soares...
Enfim, quando se completar a árvore genealógica, ir-se-á descobrir que uma vulgaríssima família como os Ferreira é naturalmente muito mais velha, tão velha como qualquer outra família portuguesa aqui destas terras onde nasceu Portugal... (Não é por acaso que a rota do românico passa sobretudo pelos vales do Sousa e do Tâmega).
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Sitio da N. Sra. do Socorro > 31 de agosto de 2019 > 6º encontro da família Ferreira > Os elementos da festa...o pão, o vinho, a alegria, a música, a reinação, as cantigas à desgarrada, a dança, as crianças, oa adolescentes, os pais. os avós e os bisavós...Cada "família" trouxe o seu pestisco, que foi partilhado à mesa... Era já noitinha quando arrumou o trouxa e voltou às suas casas, uns mais perto, outros mais longe, com vontade de voltar no próximo ano, em 29 de agosto de 2020. Afinal, a vida são dois dias e a festa da vida deviam ser três...
Fotos (e legendas): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
No sábado passado, no, 6º encontro, marcaram presença cerca de uma centena de membros da família (, não couberam todos na fotografia que acima se publica):
(i) representantes da 5ª geração (a contar de 1820) (ou 4ª, a mais velha das gerações vivas), como o "mano mais velho", o António Ferreira Carneiro (n. 1939), o "brasileiro", filho de Maria Ferreira e José Carneiro (1910-1996), ; tudo gente na casa dos 70/80; vários membros desta geração foram mobilizados para a guerra colonial / guerra do ultramar (Angola, Guiné, Moçambique): é o caso do "mano mais velho" da Tabanca de Candoz, o António, que esteve em Moçambique(1964/66), onde foi ferido gravemente...
(ii) Representantes da 6ª geração (ou 3ª geração das 4 que estão vivas), como as filhas (quatro) do António e da Graça; tudo gente na casa dos 40/50;
(iii) Representantes da 7ª geração, a dos netos do António e da Graça; tudo gente na casa dos 10/20/30...
(iv) E já temos gente da 8ª geração: por exemplo, a matriarca Lena, rima da Alice, trisnetas de João ferreira e Mariana Soares, sendo a mais velha dos Ferreira vivos, (n. 1935, já é duas vezes bisavó);
Da 4ª geração, os pais da Alice, gente que hoje teria mais de 100 anos, não temos infelizmente já cá ninguém. Mas estão cá os seus descendentes:
(i) O mais velho era o António Nunes Ferreira, o ‘Vitorino’, o "brasileiro", que nasceu em 1910 e casou com Amélia Rocha, pais da Lena e outros;
(ii) A mais nova era a Ana Ferreira, nascida em 1917, e que casou com Joaquim Cardoso; tem netos e bisnetos no Brasil, que este ano não virão,mas também no Porto, em Aveiro, em Leiria...
(iii) As do meio eram a Maria Ferreira, que casou com José Carneiro; tiveram seis filhos, incluindo a Alice, que vive hoje na Lourinhã;
(iv) e a Rosa Ferreira, que casou com o José Vieira Mendes…
Em 2019, no 6º encontro, estava previsto publicar-se um livrinho com a árvore genealógica da família Ferreira, em edição revista e aumentada… Mais as receitas das nossas "comidinhas", as letras e as músicas das nossas "tunas rurais", bem como os "cantaréus"... Mas não tempo para tudo... Fica para o ano...
Este ano, como é habitual, não faltaram os comes e bebes, a música, a poesia, os afetos, a alegria, a dança, as paródias, as cantigas à desgarrada, a reinação,,,
Por mera curiosidade, e para os leitores interessados, aqui ficam às quadras populares que o poeta da Tabanca de Candoz escreveu para a ocasião...
1.
Em Paredes de Viadores,
Temos encontro anual,
Os pequenos e os maiores
Da família Ferrei…ral!
2.
Da família Ferrei…ral,
Vivos são quatro gerações,
Quem veio é bestial,
Quem não veio tem suas razões.
3.
Quem não veio tem suas razões,
Saúde, amores, dinheiro,
P’ra eles xicorações,
… Mas não dançam no terreiro.
4.
Mas não dansam no terreiro,
Só dançam os qu’ aqui ‘stão,
Os do Porto e os d’ Aveiro,
Mais os de cá do Marão.
5.
Mais os de cá do Marão,
De Montemuro e da Abob’reira,
Do Brasil não virão,
E da Lour’nhã, a vez primeira.
6.
E da Lour’nhã, a vez primeira,
Os tios Alice e Luís,
Ela é Carneiro e Ferreira,
E vai ser uma avó feliz.
7.
E vai ser uma avó feliz,
Entrando p’ró clube dos avós,
É a Rosa quem o diz,
Lá na Quinta de Candoz.
8.
Lá na Quinta de Candoz,
Deu o bicho carpinteiro,
A notícia correu veloz,
Anda tudo muito foleiro.
9.
Anda tudo muito foleiro,
Ai o meu braço, ai o meu joelho,
Queixam–se no cab’leireiro,
Ai que horrível ‘tou ao espelho.
10.
Ai que horrível ‘tou ao espelho,
E já sou cinquentona,
A quem hei de pedir conselho ?
À ‘nha filha qu’ stá uma mocetona.
11.
À ‘nha filha qu’ stá uma mocetona,
Quer casinha para casar,
E, como é uma valentona,
Muitos gajos p’ra namorar.
12.
Muitos gajos p’ra namorar,
Ou só um, desde que rico,
Mas não sei como é que eu fico,
Longe de me poder reformar.
13.
Longe de me poder reformar,
Queixam-se as nossas bonecas,
No duro, a trabalhar,
As sobrinhas Paula e Becas.
14.
As sobrinhas Paula e Becas,
Da geração terceira,
Não são nada de panquecas,
Danadas p’rá brincadeira.
15.
Danadas p’ra brincadeira,
Tal como os primos do Alto,
Tudo com costela Ferreira,
Para o baile, isto é um assalto.
16.
Para o baile, isto é um assalto,
Qu’a vida dois dias são só,
Diz, meio-soprano, contralto,
O nosso querido doutor Jó.
17.
O nosso querido doutor Jó,
De filhas lindas escultor,
Mas do João não tenham dó,
Que a Catarina é um amor.
18.
Que a Catarina é um amor,
Diz a Vera, a priminha,
P’ra vida ter mais sabor,
Vai-nos dar uma Clarinha.
19.
Vai-nos dar uma Clarinha,
Que p’ro ano vem à festa,
Por ser também Ferreirinha,
E ter estrelinha na testa.
20.
E ter estrelinha na testa,
É o Manel, neto da Zé,
Toda lampeira e lesta,
Que o batizo amanhã é.
21.
Que o batizo amanhã é,
E até Deus ‘tá convidado,
Por ser um lindo bebé,
Diz o bisavô babado.
22.
Diz o bisavô babado,
O nosso Joaquim Barbosa,
Aos oitentas mais cansado,
Mas a vida é sempre gostosa.
23.
Mas a vida é sempre gostosa,
Mais no Porto que em Barcelona,
Diz a Sofia, chorosa:
“Beijos, gato, da tua gatona.”
24.
“Beijos, gato, da tua gatona”
Só pode ser p’ro Tiago
Anda ele numa fona
Só a mamã lhe dá afago.
25.
Só a mamã lhe dá afago,
Que a coisa custa a passar,
Mas, ó homem cum carago,
Espanta os males, põe-te a tocar
26.
Espanta os males, põe-te a tocar,
Viola ou acordeão,
Tua tristesa há de passar,
Diz-lhe o F’lipe, que é o irmão
27.
Diz lhe o F’lipe, que é o irmão,
Outro dos nossos tocadores,
Primos são um batalhão,
E todos bons comedores.
28.
E todos bem comedores,
Dos Mendes aos Cardoso,
Mão se acanhem, meus amores,
Que o arroz está gostoso.
29.
Que o arroz está gostoso,
Parabéns à cozinheira,
E p’ra quem for mais guloso,
Temos o doce da Teixeira.
30.
Temos o doce da Teixeira,
E nos versos deste poeta
‘Tá a família toda inteira.
… Viva a festa, o resto é treta!
31.
Viva a festa, o resto é tretas,
Viva a Lena, a matriarca,
Sortuda, tem duas bisnetas
E grande enxoval na arca.
32. E grande enxoval na arca,
Já não têm gajas d’hoje,
Só querem roupas de marca,
Foge, moço, delas foge!
33.
Foge, moço, delas foge,
Não é coisa que se diga,
Cada um tem o seu alforje,
Tanto rapaz como rapariga.
34.
Tanto rapaz como rapariga
Cá da família Ferreira,
Não tem o rei na barriga,
Mas é gente de primeira.
35.
Mas é gente de primeira,
Qu’ honra seu antepassado,
E esta quadra é a derradeira,
A todos digo… obrigado!
Paredes de Viadores, sítio da Nª Srª do Socorro, parque de merendas, 31 de agosto de 2019
10 julho 2019
Parabéns, Tiago, pelo teu 37º aniversáriio: sê feliz, ama e sê amado, pelo menos até ao fim dos entas...
Agora bem casado e trintão!
Parabéns pelas tuas 37 primaveras!
Voltas ao Porto seguro,
Deixas na ilha o vulcão,
Pode ser um bocado duro,
Mas não se extingue a paixão.
Não se extingue a paixão,
Por estar longe a tua amada,
E agora que és trintão,
E a Sofia bem casada.
E a Sofia bem casada,
Longe da sua cidade,
Em Barcelona exilada,
A suspirar de saudade.
A suspirar de saudade,
Mas sempre ao alcance da vista,
É uma parede de tabique
A distância que dela dista.
A distância que dela dista,
Não é coisa de tormenta
De avião ou por autopista,
O coração bem aguenta.
O coração bem aguenta,
É jovem e muito forte,
P’lo menos até aos noventa,
Sê feliz e boa sorte.
Teus tios e amigos, Luís e Alice
(O João e a Joana também assinam por baixo)
Alfragide, 10 de julho de 2019




















