18 agosto 2015
Parabéns da malta toda, querida Alice, pelas tuas 70 belas primaveras! (Anita)
Lourinhã, casa do Luís & Alice, Rua da Misericórdia... Festa de aniversário da Alice, 18 de agosto de 2015 > Ao centro a Alice, rodeada à direita pela Nitas e o Gusto e à esquerda pela Laura... Foto de LG.
Lourinhã, dia 18 de agosto de 2015 > Festa dos 70 anos da nossa querida irmã Alice
I
Viva a fada desta festa,
Que dá o melhor que tem,
É por muito gostar dela
Que a gente de longe vem.
II
Setenta anos hoje fazes
E ainda há pouco nasceste,
Passa o tempo, passam anos,
Foste bebé, já cresceste.
III
A vida deu muitas voltas,
Alguns choros, muitas alegrias,
Fica a certeza de que
Foram sete décadas bem vividas.
IV
Luís, João, Joana,
Acompanham teu percurso,
Deu-tos Deus como oferenda,
Foi teu voto ardente e justo.
V
Por seres irmã porreira,
Setenta beijinhos te quero dar,
Da família não presente
Mas que gostaria de estar.
VI
Família Carneiro, claro,
Sabes de quem estou a falar,
Mas a família Soares
Também se quer associar.
... Aqui vão os 70 beijos e abraços
De todos os irmãos e irmãs,
De todos os sobrinhos e sobrinhas,
De todos os cunhados e cunhadas,
De todos os sobrinhos netos e netas,
De todos os amigos que se queiram associar.
Tua mana, Anita
07 abril 2015
Madalena, Páscoa 2015
Madalena, V.N.Gaia, os netos do Zé e da Berta, recitando os seus verssinhos pascais na casa dos tios Gusto e Nitas
Fotos: L.G. (2015)
05 abril 2015
Páscoa, 2015: visita do compasso à Madalena
Madalena, Vila Nova de Gaia, 5 de abril de 2015
Madalena, Vila Nova de Gaia, 5 de abril de 2015
Vídeos: L.G. (2015). Alojados em You Tube > Luís Graça
Viva o compasso da Madalena
Vem em abril este ano
O nosso pascal compasso,
Vem o sicrano e o beltrano,
A todos damos um abraço.
É já forte a tradição,
Desta gente aqui do Norte,
Abre a porta, pede a bênção,
A todos deseja sorte.
É um povo hospitaleiro,
Que sabe receber e dar,
Se na fé é o primeiro,
Não fica atrás no folgar.
Obrigados, nossos vizinhos,
Pela visita pascal,
E aceitem com carinhos
… As amêndoas deste casal.
Ana Carneiro e Augusto Soares,
Madalena, 5 de abril de 2015
01 março 2015
Parabéns, Gusto, muita saúde e longa vida porque tu mereces tudo!
Gusto,
já tiveste oito,
dezoito,
vinte oito,
trinta e oito,
quarenta e oito,
cinquenta e oito…
Agora tens mais dez…
Quer dizer que tens mais currículo... de vida.
…Um CV seguramente mais pesado, mais rico,
Luís (e, por extensão, Alice, Joana e João)
já tiveste oito,
dezoito,
vinte oito,
trinta e oito,
quarenta e oito,
cinquenta e oito…
Agora tens mais dez…
Quer dizer que tens mais currículo... de vida.
…Um CV seguramente mais pesado, mais rico,
traduzido em saber e experiência.
Contrariamente às outras contas de débito,
nesta, a conta da vida, o que conta
não é o deve mas o haver…
Pois então que somes muitos e muitos anos,
sempre com saúde (mesmo que remendada),
com alegria (que as tristezas não pagam dívidas),
com felicidade (não temos outro jeito…)
e com gratidão (pelo milagre da vida)…
Daqui a dois anos, está prometido,
temos que comemorar, em conjunto,
Contrariamente às outras contas de débito,
nesta, a conta da vida, o que conta
não é o deve mas o haver…
Pois então que somes muitos e muitos anos,
sempre com saúde (mesmo que remendada),
com alegria (que as tristezas não pagam dívidas),
com felicidade (não temos outro jeito…)
e com gratidão (pelo milagre da vida)…
Daqui a dois anos, está prometido,
temos que comemorar, em conjunto,
o privilégio de termos somado 7 décadas…
A Chita, que é da colheita de 1945,
a Nitas, eu e tu,
que somos da colheita de 1947.
… Bom,
e espero que o Dragão hoje te dê um jeitinho
a soprar a vela…
Quem faz anos, e para mais sessenta e oito,
e sendo Augusto,
a soprar a vela…
Quem faz anos, e para mais sessenta e oito,
e sendo Augusto,
meu cunhado,
companheiro de viagens,
sócio
e amigo,
merece uma cereja no topo do bolo de aniversário,
que a vida também é feita destas pequenas, efémeras, alegrias.
O abraço, ao vivo, fica para daqui a uns dias em Lisboa.
merece uma cereja no topo do bolo de aniversário,
que a vida também é feita destas pequenas, efémeras, alegrias.
O abraço, ao vivo, fica para daqui a uns dias em Lisboa.
15 janeiro 2015
Parabéns, tia Nitas, pelos 34, vezes as 2 pernitas!
| Madalena > Natal de 2010 > Nitas. Foto de LG |
Já não está no Lab Tec,
É engenheira reformada,
Só não quer que lhe dê o treque
Antes de ser avó babada.
Agora é coralista,
E toca o cavaquinho,
É uma grande portista,
E gosta muito de miminho.
Só não quer que lhe dê o treque
Antes de ser avó babada.
Agora é coralista,
E toca o cavaquinho,
É uma grande portista,
E gosta muito de miminho.
Às vezes diz ai e ui,
Quando no sofá descansa,
E nessa queixa se inclui
A pena de não ser criança.
Já lá vão trinta e quatro,
Vezes as duas pernitas,
Chora, mas não faz teatro,
A nossa querida Nitas.
Sempre gostou de aniversários,
Festas e arranjos florais,
Não menos que limpar armários,
Móveis, portas e portais.
Hoje vestiu-se a rigor
E vai gastar nota preta,
De braço dado com o sô doutor,
Num restaurante que não é da treta.
Nada como estar à mesa
Com aqueles de que a gente gosta,
Noras e filhos, com certeza,
Mais o Gaudi (, vai uma aposta ?).
Não falta o senhor inspetor,
Para a prenda desalfandegar,
Será sempre prenda de amor,
Com lágrima p’ra deitar.
- Calma lá - diz o Tiago -
Se o amor paga imposto,
Esta noite sou eu que pago,
E faço-o com todo o gosto.
Mana, tia e cunhada,
Ficamos de longe a curtir
Essa festa animada,
De cantar, chorar e… rir!
Parabéns, Nitas querida,
Toma lá xicoração,
Muita saúde, longa vida,
E boa... disposição!
Lisboa, Alice, João, Joana e Luís
15/1/2015
Quando no sofá descansa,
E nessa queixa se inclui
A pena de não ser criança.
Já lá vão trinta e quatro,
Vezes as duas pernitas,
Chora, mas não faz teatro,
A nossa querida Nitas.
Sempre gostou de aniversários,
Festas e arranjos florais,
Não menos que limpar armários,
Móveis, portas e portais.
Hoje vestiu-se a rigor
E vai gastar nota preta,
De braço dado com o sô doutor,
Num restaurante que não é da treta.
Nada como estar à mesa
Com aqueles de que a gente gosta,
Noras e filhos, com certeza,
Mais o Gaudi (, vai uma aposta ?).
Não falta o senhor inspetor,
Para a prenda desalfandegar,
Será sempre prenda de amor,
Com lágrima p’ra deitar.
- Calma lá - diz o Tiago -
Se o amor paga imposto,
Esta noite sou eu que pago,
E faço-o com todo o gosto.
Mana, tia e cunhada,
Ficamos de longe a curtir
Essa festa animada,
De cantar, chorar e… rir!
Parabéns, Nitas querida,
Toma lá xicoração,
Muita saúde, longa vida,
E boa... disposição!
Lisboa, Alice, João, Joana e Luís
15/1/2015
24 dezembro 2014
As janeiras da Madalena, 2014-2015
As janeiras da Madalena, 2014-2015
1
Obrigado aos da casa
Por esta ceia de Natal,
Mesmo c’um grãozinho na asa
De nada vou dizer mal.
2
Bacalhau de cinco estrelas,
Que de sal estava q.b.,
Já as pencas, amarelas,
Foi do tempo, já se vê…
3
O azeite, o melhor do mundo,
Coisa fina de gourmet,
E o vinho que cala fundo,
E trepa qual TGV ?
4
E p’ra alegrar a malta,
Venham os queijos, como abertura!,
Nem o de chèvre aqui falta,
Nesta tábua de fartura,
5
É uma noite de grande festa,
Juntando Soares e Carneiros,
E eu até trouxe uma cesta
P’ra os restos dos lambareiros.
6
Quem está de parabéns,
É o nosso inspetor,
Que dantes não gostava de cães
E agora tem Labrador!
7
Na arte imobiliária
Marca pontos, a Susana,
A nossa biproprietária,
Qu’não basta… amor e uma cabana.
8
E que tem moura encantada,
Dizem, é o nosso Tiago,
Anda muito bem guardada,
Que o diabo é do carago!
9
Quais duquesas e quais duques,
A não ser que fosse uma louraça,
Só tem olhos para os books
O doutor João da Graça.
10
Sofia sabe de tudo,
De dieta à gestão de eventos,
O Miguel é um sortudo,
Vive em casa de talentos.
11
São já velha tradição,
Na Madalena, as janeiras,
Nem a Joana suja o chão,
Nem o Pedro faz asneiras.
12
O Novo Ano é sempre assim,
Diz o Gusto, sem inquietações,
Em português ou em mandarim,
Seguiremos as instruções.
13
Sabe tudo sobre a colite,
Médico otrata por colega,
Que se lixe a tendinite,
Seu saber p'ra ela chega.
14
Passa a ser cronometrado
O trabalho da enfermeira:
- Ó Sandra, já estou tramado -,
Diz o Rui com ciumeira.
15
O trabalho da enfermeira:
- Ó Sandra, já estou tramado -,
Diz o Rui com ciumeira.
15
Ó mamãs Sandra e Sofia,
E a canalha ? É só crescer
João Pedro, Nonô, Maria,
Inda agora os vi nascer.
16
E a canalha ? É só crescer
João Pedro, Nonô, Maria,
Inda agora os vi nascer.
16
E tu, Patrícia, que dizes
Do teu Diogo e da tua Tata ?
- Cá os meus dois petizes
Já têm cara de lata!
17
Quem já tem lugar marcado
Nesta santa manjedoura
É o Zé, avô babado,
E dona Berta, senhora.
18
Há mais dois comensais
Que são fregueses deste hotel,
Nunca se sentem a mais,
A Alice e o Lis Manel…
19
Se tudo foi bem contado,
Só me resta terminar,
Nitas, Gusto, muito obrigado,
Vou-me embora, encantado.
Do teu Diogo e da tua Tata ?
- Cá os meus dois petizes
Já têm cara de lata!
17
Quem já tem lugar marcado
Nesta santa manjedoura
É o Zé, avô babado,
E dona Berta, senhora.
18
Há mais dois comensais
Que são fregueses deste hotel,
Nunca se sentem a mais,
A Alice e o Lis Manel…
19
Se tudo foi bem contado,
Só me resta terminar,
Nitas, Gusto, muito obrigado,
Vou-me embora, encantado.
20
Ninguém leva o humor a mal
Nesta casa de boa gente,
A todos feliz Natal,
E que ninguém fique…doente!
Madalena, 24-25 de dezembro de 2014
Luís Graça
Ninguém leva o humor a mal
Nesta casa de boa gente,
A todos feliz Natal,
E que ninguém fique…doente!
Madalena, 24-25 de dezembro de 2014
Luís Graça
27 agosto 2014
Festa em honra de Nossa Senhora do Socorro, 2014: o grupo de bombos de Santa Eulália, Ariz, na Quinta de Candoz...
Vídeo 5' 44''
Vídeo 1' 47''
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores e Manhuncelos > Candoz > Tabanca de Candoz > 26/7/2014.> Grupo de Bombos de Santa Eulália, Ariz, no peditório para a festa em hona de Nossa Senhora do Socorro (que é semopre no último fim de semana de julho)
Fotos e vídeos: © Luís Graça (2014). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: LG)
1. Tinha prometido ao Agostinho que publicava estes vídeos no nosso blogue. Ele é o cantador do Grupo de Bombos de Santa Eulália, Ariz, Marco de Canaveses. Toca também concertina e caixa. Ele herdou o talento do seu avô que cantava à desgarrada. É uma geração, a do jovem Agostinho, que, felizmente. já não irá à guerra (esperamo-lo bem!), e que é guardiã e continuadora de tradições desta nobre e valente gente do Douro Litoral. Estas tradições fazem parte dos "nossos seres, saberes e lazeres" e são acarinhadas pelo família e anigos da Quinta de Candoz...
Quando chega o verão, há foguetes e alegria no ar. Estes jovens ganham uns cobres acompanhando os mordomos das festas no peditório , casa a casa. Neste caso, o peditória era para a festa da padroeira da freguesia de Paredes de Viadores (e que agora passou taambém a incluir a antuga freguesia de Manhuncelos), a Nossa Senhora do Socorro, que tem uma capela que remonta ao séc. XIX, num dos pontos altos do território da freguesia...
O Grupo de Bombos de Santa Eulália de Ariz tem página no Facebook.
2. Diga-se, de passagem, que Ariz, que é sede de freguesia, é hoje conhecida pelo seu carnaval, os seus foliões e cabecudos, mas também, no seu passado histórico, pela famigerada "forca de Ariz" onde terão sido foram exsecutados (, ficando dependurados os seus cadáveres, como forma de terror) muitos dos condenados à morte até à extinção da pena capital no nosso país... mas também alguns dos portugueses, vítimas da guerra civil, fratricida, entre liberais e absolutistas (1828-1834).
Ariz fazia parte, até 1852, do extinto concelho de Bem-Vuver (que ocupava a parte do sul do atual concelho de Marco de Canaveses)... Por estas terras também o lendário herói do "banditismo social", Zé do Telhado ( Castelões de Recesinhos, Penafiel, 1818 / Mucari, Malanje, Angola, 1875). e o seu bando, cujas façanhas ficaram na memória das gentes dos vales do Sousa e Tâmega (onde nasceu Portugal). Desterrado, Zé do Telhado morreu em Angola (onde a sua memória ainda é, ao que parece, venerada). (LG)
07 agosto 2014
Não sei se as "aves do paraíso" são felizes,,, mas em Candoz poderiam sê-lo (Luís Graça)
Não sei se as aves do paraíso são felizes…
por Luís Graça
Não sei se
as aves do paraíso
são felizes.
Mas em
Candoz poderiam sê-lo.
Não há aves do paraíso em Candoz
porque
Candoz fica no hemisfério norte,
longe dos
trópicos e longe do paraíso
(se é que
ele existe).
Dizem que as aves do paraíso
são as criaturas mais lindas do mundo.
Em Candoz, há outras
aves, outros pássaros,
daqueles que
rasgam os céus
e nidificam
na terra:
há
perdizes,
poucas e loucas;
poucas e loucas;
há pombos bravos dos pinhais,
e rolas, de
outras paragens,
alegres
pintassilgos,
ruidosos
pardais do telhado,
andorinhas,
cada vez mais,
no vaivém das suas viagens,
mas também boieiras, popas, verdilhões.
Há coros de
rouxinóis,
outras aves
canoras e canastrões,
melros de
bico amarelo
que fazem
seus ninhos nas videiras do vinho verde.
Não há
guarda-rios, azuis e vermelhos,
à cota
trezentos,
com o rio
Douro ao fundo do vale,
a serra de
Montemuro em frente.
Eça de
Queiroz.
meu vizinho,
da Quinta de Tormes,
deveria
gostar de Candoz
onde os
pássaros são livres,
e, se são
livres, logo serão felizes.
Pelo menos
têm grandes espaços para voar,
os pássaros
de Candoz.
Claro que há
os predadores,
o gaio, o
corvo, o búteo, o mocho, o milhafre…
A liberdade
é a primeira condição da felicidade.
Triste é o
melro na gaiola,
mesmo que esta
seja forrada a ouro.
A outra
condição é a equidade.
E eu aqui
presumo
que haja igualdade de oportunidades
na busca de
alimentos,
de sítios
para nidificar
e de parceiros
para acasalar.
As
andorinhas que por cá ficaram,
há mais de
uma década,
parecem ser
felizes.
São
inteligentes, as andorinhas,
e fazem
análises de custo-benefício,
como qualquer
economista.
Passam todo
o santo dia a caçar insetos
num raio de
500 metros à volta do ninho
que fizeram no
alpendre de uma das casas
em redor do fio
da lâmpada exterior.
É uma
insólita construção,
herdada de
geração em geração
e todos os
anos retocada ou reconstruída.
Já não
voltam para o norte de África,
ticam por
cá,
as
andorinhas de Candoz.
Se calhar
fogem de Alá,
do alvoroço
do povo
e dos tiros
das Kalash.
Afinal, a felicidade está onde nós a pomos,
mas nós nunca a pomos onde nós
estamos.
Lourinhã,
7/8/2014.
Há 38 anos
casei-me em Candoz
com a Chita,
a minha “ave
do paraíso”.
Foi o
primeiro casamento civil do ano,
no Marco de
Canaveses.
26 julho 2014
Parabéns ao nosso Quim pelas suas 80 primaveras!... E à nosss Zezinha, pelo seu meio século + 1...
Tem uma ponta de vaidade,
Deus o fez e quis assim,
Foi do campo p'ra cidade...
Quem é, quem é?... É o Quim!...
Nascido lá nas Regadas,
Lugar de Paços Gaiolo,
Tinha lábia p'rás casadas,
E com as solteiras era tolo.
Com o seu olho azul marinho,
Deixou menina chorosa,
Quem por ele tinha um fraquinho
Era a nossa mana Rosa.
Dura vida, a de Ambrões,
Por causa de um tal major,
Mas há mais recordações,
Lisboa foi a melhor.
São oitenta bem vividos,
Os anos do homenageado,
Parabéns lhe são devidos,
Ao Joaquim, nosso cunhado.
Mas também à Zezinha,
Que já está uma... cinquentona,
Nossa primeira sobrinha
E a mais... brincalhona.
Candoz, 26/7/2014,
Luís e Alice, Gusto e Nitas, Manel e Mi, Zé e Teresa...
Mais as Donas, Olinda, Helena... e Nina.
Deus o fez e quis assim,
Foi do campo p'ra cidade...
Quem é, quem é?... É o Quim!...
Nascido lá nas Regadas,
Lugar de Paços Gaiolo,
Tinha lábia p'rás casadas,
E com as solteiras era tolo.
Com o seu olho azul marinho,
Deixou menina chorosa,
Quem por ele tinha um fraquinho
Era a nossa mana Rosa.
Dura vida, a de Ambrões,
Por causa de um tal major,
Mas há mais recordações,
Lisboa foi a melhor.
São oitenta bem vividos,
Os anos do homenageado,
Parabéns lhe são devidos,
Ao Joaquim, nosso cunhado.
Mas também à Zezinha,
Que já está uma... cinquentona,
Nossa primeira sobrinha
E a mais... brincalhona.
Candoz, 26/7/2014,
Luís e Alice, Gusto e Nitas, Manel e Mi, Zé e Teresa...
Mais as Donas, Olinda, Helena... e Nina.
13 fevereiro 2014
In Memoriam: Maria da Graça (1922-2014)
![]() |
Lourinhã, jardim da Senhora dos Anjos, 1947: eu, aos 8 meses, ao colo da minha mãe, Maria da Graça (1922-204) e ao lado do meu pai, Luis Henriques (1920-2012). Foto: LG |
In Memoriam, Maria da Graça (1922-2014)
Oração dos filhos, nora e genros, netos e bisnetos,
demais parentes bem como amigos
que vieram de mais longe ou de mais perto
(Porto, Fundão, Lisboa, Torres Vedras, Nadrupe, Atalaia, Lourinhã...),
para acompanhar a Maria da Graça,
"até à sua última morada",
e a quem eu estou muito grato e reconhecido.
Um xicocoração apertado para a Nitas, o Gusto, o Zé e o Quim
que, num dia triste de chuva e vento, fizeram mais de 500 km
para nos apoiar e consolar.
Obrigado ao resto da grande família de Candoz
que nos telefonou,
dando uma palavrinha de consolo.
Luís/Alice e restante família da Lourinhã
Minha querida mãe,
em nome de todos nós,
tua família e amigos,
e por ser o filho mais velho
deixa-me dizer-te
algumas palavras, breves, de despedida,
mas também de agradecimento e esperança.
Chegaste ao fim da autoestrada da vida,
ao km 91,
serenamente, sem dor, em paz.
E preparas-te para fazer outra viagem,
a travessia do rio Caronte,
como diziam os gregos antigos:
uma viagem de que nenhum mortal alguma vez regressou.
Estamos aqui,
na igreja onde tu me trouxeste para me batizares,
num dia frio como este, em 1947,
estamos hoje aqui
para te dizer
quanto te amamos.
Não ficarás na história com H grande,
mas ficas na nossa história,
nos nossos corações,
nas nossas memórias,
nas fotos e vídeos que fizemos,
nas palavras que sentimos,
nas palavras que te dissemos ou escrevemos,
nos gestos de amor, afeto e carinho
que trocámos…
Despedes-te da terra da alegria,
como diz o poeta Ruy Belo,
despedes-te da grande família
que, como uma verdadeira matriarca,
criaste, alimentaste, cuidaste…
Não vou dizer que foste a melhor mãe do mundo
porque estaria a fazer comparações sem sentido.
Para nós,
teus filhos, netos e bisnetos,
foste muito simplesmente
a mãe querida,
a sogra amada,
a avó babada,
a bisavó velhinha,
a boa amiga…
Não há palavras
para explicar o mistério da vida e da morte,
mas aqui, nesta oração, cabe uma palavra,
de reconhecimento,
de agradecimento
pelo amor incondicional que sempre tiveste por nós,
e pelo nosso saudoso e querido pai.
Por nós, teus filhos, nunca esqueceremos
os teus pequenos grandes gestos de amor,
desde a preciosa vida que nos deste
até ao desvelo e carinho
com que ajudaste a nascer e a a criar
e viste crescer os teus netos e bisnetos.
Foste uma boa mãe,
como todas as mães do mundo...
e eu, da minha parte, nunca esquecerei
que, com as minhas irmãs e o meu pai,
rezavas por mim, todos os dias,
nos quase 700 dias
em que estive lá longe,
na guerra, na Guiné.
Como rezavas por todos nós,
pelos teus demais filhos e netos
nas horas difíceis,
na véspera de um exame
ou na incerta hora de um parto.
Tal como pai, que tratava carinhosamente
por “Maria, minha cachopa”,
partes em paz contigo,
com o mundo,
e com Deus.
A tua vida foi um livro aberto,
a de um mulher simples e generosa
que nada ou muito pouco pedia em troca
e que tanto deu,
em serviço aos outros.
A tua vida,
a tua morte
são também um exemplo,
para todos nós,
de esperança, de tenacidade, de verdade e de bondade.
O teu exemplo e a tua doce memória
vão-nos acampanhar pelo resto das nossas das vidas.
Deixa-me, por mim, mandar-te um recado
dos teus netos e bisnetos,
estão aqui todos,
exceto o Filipe
que não pôde vir a tempo, de Inglaterra,
mas que está connosco em pensamento.
Avó linda, avó velhinha,
estamos-te gratos
por tudo o que nos deste em vida.
Falaremos de ti com saudade e ternura.
Vela por nós,
lá do alto,
onde já tens uma estrelinha com o teu nome,
Maria da Graça.
que vieram de mais longe ou de mais perto
(Porto, Fundão, Lisboa, Torres Vedras, Nadrupe, Atalaia, Lourinhã...),
para acompanhar a Maria da Graça,
"até à sua última morada",
e a quem eu estou muito grato e reconhecido.
Um xicocoração apertado para a Nitas, o Gusto, o Zé e o Quim
que, num dia triste de chuva e vento, fizeram mais de 500 km
para nos apoiar e consolar.
Obrigado ao resto da grande família de Candoz
que nos telefonou,
dando uma palavrinha de consolo.
Luís/Alice e restante família da Lourinhã
Minha querida mãe,
em nome de todos nós,
tua família e amigos,
e por ser o filho mais velho
deixa-me dizer-te
algumas palavras, breves, de despedida,
mas também de agradecimento e esperança.
Chegaste ao fim da autoestrada da vida,
ao km 91,
serenamente, sem dor, em paz.
E preparas-te para fazer outra viagem,
a travessia do rio Caronte,
como diziam os gregos antigos:
uma viagem de que nenhum mortal alguma vez regressou.
Estamos aqui,
na igreja onde tu me trouxeste para me batizares,
num dia frio como este, em 1947,
estamos hoje aqui
para te dizer
quanto te amamos.
Não ficarás na história com H grande,
mas ficas na nossa história,
nos nossos corações,
nas nossas memórias,
nas fotos e vídeos que fizemos,
nas palavras que sentimos,
nas palavras que te dissemos ou escrevemos,
nos gestos de amor, afeto e carinho
que trocámos…
Despedes-te da terra da alegria,
como diz o poeta Ruy Belo,
despedes-te da grande família
que, como uma verdadeira matriarca,
criaste, alimentaste, cuidaste…
Não vou dizer que foste a melhor mãe do mundo
porque estaria a fazer comparações sem sentido.
Para nós,
teus filhos, netos e bisnetos,
foste muito simplesmente
a mãe querida,
a sogra amada,
a avó babada,
a bisavó velhinha,
a boa amiga…
Não há palavras
para explicar o mistério da vida e da morte,
mas aqui, nesta oração, cabe uma palavra,
de reconhecimento,
de agradecimento
pelo amor incondicional que sempre tiveste por nós,
e pelo nosso saudoso e querido pai.
Por nós, teus filhos, nunca esqueceremos
os teus pequenos grandes gestos de amor,
desde a preciosa vida que nos deste
até ao desvelo e carinho
com que ajudaste a nascer e a a criar
e viste crescer os teus netos e bisnetos.
Foste uma boa mãe,
como todas as mães do mundo...
e eu, da minha parte, nunca esquecerei
que, com as minhas irmãs e o meu pai,
rezavas por mim, todos os dias,
nos quase 700 dias
em que estive lá longe,
na guerra, na Guiné.
Como rezavas por todos nós,
pelos teus demais filhos e netos
nas horas difíceis,
na véspera de um exame
ou na incerta hora de um parto.
Tal como pai, que tratava carinhosamente
por “Maria, minha cachopa”,
partes em paz contigo,
com o mundo,
e com Deus.
A tua vida foi um livro aberto,
a de um mulher simples e generosa
que nada ou muito pouco pedia em troca
e que tanto deu,
em serviço aos outros.
A tua vida,
a tua morte
são também um exemplo,
para todos nós,
de esperança, de tenacidade, de verdade e de bondade.
O teu exemplo e a tua doce memória
vão-nos acampanhar pelo resto das nossas das vidas.
Deixa-me, por mim, mandar-te um recado
dos teus netos e bisnetos,
estão aqui todos,
exceto o Filipe
que não pôde vir a tempo, de Inglaterra,
mas que está connosco em pensamento.
Avó linda, avó velhinha,
estamos-te gratos
por tudo o que nos deste em vida.
Falaremos de ti com saudade e ternura.
Vela por nós,
lá do alto,
onde já tens uma estrelinha com o teu nome,
Maria da Graça.
Igreja de Santa Maria do Castelo, Lourinhã, 13/2/2014
30 dezembro 2013
As nossas comidinhas (7): O bacalhau com pencas. da ceia de Natal
Vídeo (1' 46) > Alojado em You Tube > Nhabijoes
Vídeo (0' 36'') > Alojado em You Tube > Nhabijoes
Madalena, Vila Nova de Gaia, Natal 2013. Casa dos tios Gusto & Nitas > Preparação da ceia de Natal, 24/12/2013 > Diálogo entre o João Graça, a mãe, Alice, e o autor dos 3 vídeos, Luís Graça...
As nossas comidinhas (6): os doces de Natal da Tia Nitas
Madalena, Natal de 2013 > Algumas das "entradas" e "saídas" da nossa mesa de Natal, na casa da tia Nitas e tio Gusto...
Fotos: Luís Graça
25 dezembro 2013
As janeiras da Madalena, ditas na noite de Consoada pela Joana Graça
Vídeo (8' 24''): Alojado em You Tube > Nhabijoes
Natal da Madalena, 2013
A angústia do papel branco
É coisa que dá aos poetas,
P’ra mais, agora que ando manco,
E vou-me abaixo das canetas.
O Natal não se compadece
Destas pequenas mazelas,
Quem é vivo sempre aparece,
Todos juntos, eles e elas.
O local de reunião
Não é Belém, é a Madalena,
Seja mouro ou cristão,
Quem não pode, fica com pena!
Os nossos anfitriões
Têm direito a gabadela,
Dos pequenos aos matulões
Todos vêm comer... na gamela.
É uma rica consoada,
Não tanto pelas iguarias,
Mas pela presença variada
Dos Josés e das Marias.
E até a avó do menino
Cá temos, a Dona Ana,
Nem cá falta um violino,
Nem um João nem uma Joana.
Até temos, p’ra completar,
Pedro, o pescador,
O tal que andava no mar,
E que foi atrás do Senhor.
Burro e vaca não há,
Mas não faltam as Carneiras,
Mais os pastores, os de cá e lá,
Que vêm cantar as janeiras.
Querubins e anjinhos,
Também os há com fartura,
São os nossos menininhos,
Que saudamos com ternura.
Mais apóstolos, só o Tiago,
Que há-de ser santo nas Compostelas,
Está agora cheio de bago,
A ver barrigas e costelas.
Rapaz solteiro e portista,
Tem casa nova na Baixa,
O nosso imagiologista,
Que pagou com dinheiro em caixa.
Das prendas do Pai Natal,
Destacaria a do João,
Um Stradivarius, que tal?!,
Que nos custou um dinheirão.
Mas, a do F’lipe, foi a melhor,
Um ano de estágio pago,
P’rás finanças, inspetor,
Fica rico ou fica gago.
Se ele tiver que ir p’ra Lisboa,
Piursa fica a Susana,
Não pode ter vida boa
Lá na terra da moirama.
Cada um cumpre o seu fado,
Diz o F’lipe com humor,
Eu, por mim, a servir o Estado,
Só o faço por ti, meu amor.
Mulher de sete talentos
É a Joana Carneiro,
Mete-se em muitos empreendimentos,
Mas o amor nunca é o primeiro.
Já fez mil coisas na vida,
De estórias é contadora;
Ainda te vou ver, querida,
De serpentes encantadora.
A Sandra e o Rui saudemos,
Companheiros deste dia,
E com eles também temos
O Miguel e a Sofia.
Falta o Pedro e a Patrícia,
Gente que nos alegra a janta,
E de quem direi, sem malícia,
Que pouco come e muito canta.
Pois que sejam também bem vindos,
Berta, Zé e demais vizinhos,
E façam o favor, meus lindos,
De provar os doces e… os vinhos.
Manda a Troika comer pouco
E, ainda menos, beber,
O Pai Natal está taralhouco
Vão-se todos mas é f…
Comam e bebam sem IVA,
Diz o Gusto, com todo o gosto,
Tenho escrita criativa,
Meu Natal não paga imposto.
E a ter que pedir, neste ano,
Algo à Troika e ao Pai Natal,
É que volte a ser soberano
O nosso querido Portugal.
Sintam-se todos contemplados,
Por estas quadras natalícias,
E nelas vão embrulhados
Meus abraços, beijos e carícias.
Piursa fica a Susana,
Não pode ter vida boa
Lá na terra da moirama.
Cada um cumpre o seu fado,
Diz o F’lipe com humor,
Eu, por mim, a servir o Estado,
Só o faço por ti, meu amor.
Mulher de sete talentos
É a Joana Carneiro,
Mete-se em muitos empreendimentos,
Mas o amor nunca é o primeiro.
Já fez mil coisas na vida,
De estórias é contadora;
Ainda te vou ver, querida,
De serpentes encantadora.
A Sandra e o Rui saudemos,
Companheiros deste dia,
E com eles também temos
O Miguel e a Sofia.
Falta o Pedro e a Patrícia,
Gente que nos alegra a janta,
E de quem direi, sem malícia,
Que pouco come e muito canta.
Pois que sejam também bem vindos,
Berta, Zé e demais vizinhos,
E façam o favor, meus lindos,
De provar os doces e… os vinhos.
Manda a Troika comer pouco
E, ainda menos, beber,
O Pai Natal está taralhouco
Vão-se todos mas é f…
Comam e bebam sem IVA,
Diz o Gusto, com todo o gosto,
Tenho escrita criativa,
Meu Natal não paga imposto.
E a ter que pedir, neste ano,
Algo à Troika e ao Pai Natal,
É que volte a ser soberano
O nosso querido Portugal.
Sintam-se todos contemplados,
Por estas quadras natalícias,
E nelas vão embrulhados
Meus abraços, beijos e carícias.
02 outubro 2013
Histórias de vida: Maria da Graça (n. 1922, Nadrupe, Lourinhã): entrevista feita em 1/8/2009
Vídeo (3' 27''). Alojado em You Tube > Nhabijoes
Lourinhã, Praia da Areia Branca, 1/8/2009. Entrevista a Maria da Graça, a Dona Graça, amiga de Candoz, mãe de Luís Graça, casada com Luís Henriques (1920-2012), e mãe de 4 filhos, 12 netos e 5 bienetos ... Na altura já a viver no Lar e Centro de Dia Nossa Senhora da Guia, Atalaia, Lourinhã. Nasceu em 1922, no Nadrupe, Lourinhã. Era filha de Maria do Patrocínio, natural da Lourinhã e Manuel Barbosa, natural do Nadrupe, freguesia e concelho de Lourinhã. Vídeo (3' 27'')
20 setembro 2013
Cancioneiro de Candoz (1): No melhor pano cai a nódoa... (Luís Graça)
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > 28 de agosto de 2013 > Um quivi, ainda verde...Um fruto de origem chinese cuja cultura se expandiu pelo continente australiano, pela América e depois pela Europa e, mais recentemente, por Portugal e a região de Entre Douro e Minho... Uma nódoa na paisagem, como o eucalipto e tantas outras plantas exóticas e infestantes (mas também coisas, ideias, usos, costumes, etc.) ?...
Foto (e legenda): © Luís Graça (2013). Todos os direitos reservados.
No melhor pano cai a nódoa
por Luís Graça
No melhor pano cai a nódoa, diz o povo.
Ou dizem que diz o povo.
Pergunto: com razão ?
Opto pela dúvida metódica.
Não sei se cai mesmo,
a nódoa no pano.
E afinal o que é que cai ?
E onde ?
A nódoa ou o pano ?
A nódoa no pano ou o pano na nódoa ?
Ou melhor, reformulando a questão:
é a nódoa que cai no pano
ou é o pano que cai na nódoa ?
O pano pode ser voador
como o tapete mágico
das mil e uma noites.
E até provocar um orgasmo de múltiplas nódoas.
E a nódoa, por seu turno,
pode estar ali,
especada, emboscada,
traiçoeira, oportunista,
como uma flor carnívora
à espera da sua vítima,
como a orquídea-abelha
à espera do zangão
para ser fecundada.
Pergunto:
será o pano fêmea e a nódoa macho ?
Se sim, porque dizes o pano, a nódoa ?
Tu, que és pano,
não sei porque deverias ser
estático, passivo,
objeto, recetáculo.
Tu, que és nódoa,
terias que ser dinâmica,
proativa, sujeito, vetor ?
Em boa verdade,
não sei mesmo se a nódoa cai,
como a a mação de Newton
por força da gravidade
ou por via do pecado original.
E muito menos se cai no pano.
E logo no melhor pano.
Além disso, por que é que no melhor pano
haveria de cair a pior nódoa ?
Ou por que é que no pior pano
não pode cair também a melhor nódoa ?
Na seda mais fina é que a nódoa pega,
há também quem o diga e ajuramente.
O que vale é que
a nódoa que põe a amora,
com outra, verde, se tira.
Eu prefiro a bosta de abril
que tira manchas mil.
Mas cuidado com os meses,
que a nódoa de janeiro
não a tira o ano inteiro.
será o pano fêmea e a nódoa macho ?
Se sim, porque dizes o pano, a nódoa ?
Tu, que és pano,
não sei porque deverias ser
estático, passivo,
objeto, recetáculo.
Tu, que és nódoa,
terias que ser dinâmica,
proativa, sujeito, vetor ?
Em boa verdade,
não sei mesmo se a nódoa cai,
como a a mação de Newton
por força da gravidade
ou por via do pecado original.
E muito menos se cai no pano.
E logo no melhor pano.
Além disso, por que é que no melhor pano
haveria de cair a pior nódoa ?
Ou por que é que no pior pano
não pode cair também a melhor nódoa ?
Na seda mais fina é que a nódoa pega,
há também quem o diga e ajuramente.
O que vale é que
a nódoa que põe a amora,
com outra, verde, se tira.
Eu prefiro a bosta de abril
que tira manchas mil.
Mas cuidado com os meses,
que a nódoa de janeiro
não a tira o ano inteiro.
E depois há nódoas e nódoas:
nem toda a água do mar
pode certas nódoas tirar.
E, abrenúncio!,
nódoa de gordura
é alma que cai no inferno.
A conclusão que eu tiro
é que não há pano sem nódoa,
não há nódoa sem pano,
não há ponto sem nó.
nódoa de gordura
é alma que cai no inferno.
A conclusão que eu tiro
é que não há pano sem nódoa,
não há nódoa sem pano,
não há ponto sem nó.
Luís Graça
PS - Não sou "xenófobo", nem "sinófobo"... Muitas outras coisas boas nos vieram da China (... tirando o "livrinho vermelho")... Por exemplo, o arroz, a videira, o papel... Já o desgraçado do eucalipto é praga australiana... Infelizmente, a eucaliptização de Portugal está em marcha, agora que a florestação é livre!... Por que as celuloses são quem mais orden(h)am ...
PS - Não sou "xenófobo", nem "sinófobo"... Muitas outras coisas boas nos vieram da China (... tirando o "livrinho vermelho")... Por exemplo, o arroz, a videira, o papel... Já o desgraçado do eucalipto é praga australiana... Infelizmente, a eucaliptização de Portugal está em marcha, agora que a florestação é livre!... Por que as celuloses são quem mais orden(h)am ...
Enfim, é apenas um comentário, feito com sorriso amarelo, à legenda da foto... Felizmente que em Candoz só temos dois ou três pés de quivis, p'ra mostrar ao turista...Em contrapartida, temos dois belos sobreiros (!), além de bastantes carvalhos e alguns castanheiros... O resto é vinha de socalco que o engenheiro e enólogo Augusto Soares (e, em dias de festa, tocador de acordeão) trata com esmero, saber, sabedoria, paciência e paixão... Vai ser a primeira vindima já este fim de semana, e eu não posso ir!... Ainda vim de lá a 10 do corrente... 400 km me separam de Candoz...
08 setembro 2013
Parabéns, querido Zé, pelos teus 65!... Muita saúde e longa vida (2): Quadras de Luís Graça
Vídeo (2' 17''). Alojado em You Tube > Nhabijoes
Teresa e Zé, o aniversariante.
Foto e texto: Luís Graça (2013)
É rapaz de quarenta e oito
O nosso mano Carneiro,
Se não é o mais afoito,
É todos o mais po...rreiro!
Parabéns ao nosso Zé
Por mais este aniversário,
Bem se livrou da Guiné,
N'Angola não foi otá...rio!
Dois anos por lá andou,
No norte, em Camabatela,
C'o rádio às costas penou,
Foi um tempo bem... fatela!
Dois anos por lá andou,
No norte, em Camabatela,
C'o rádio às costas penou,
Foi um tempo bem... fatela!
Com muitos esses e erres
È o Zé Rei, Sua Alteza,
Bendito entre as mulheres,
Dona Olinda, Dona... T'resa!
Pode ser um bocado marreta
Mas é grande trabalhador,
Da enxcada à picareta,
E das Madames condu...tor.
É um poço de ternura
Para cunhados e manos,
Tê-lo em Candoz é ventura,
Para mais em dia de...anos!
Saúde e longa v ida,
É o que a gente te deseja,
Diz a Teresa, querida,
Pondo no bolo a...cereja.
Venha daíu a champagna
Que hoje é dia de borracheira,
Não é francês, não é patranha,
É do nosso Murga...nheira!
Parabéns, querido Zé, pelos teus 65!... Muita saúde e longa vida (1): Quadras do Manuel Carneiro
Vídeo (2' 01''). Alojado em You Tube > Nhabijoes
07 setembro 2013
Festa da Família Ferreira (22): Com acúcar, com afeto...
Joana e Mi
Vera e Cristina
Cristina, Ana e Vera
António, João e Gusto
Joanas, Nitas e João
Nelo e Filipe
Vera e João
Joana e Vera
Pedro e António
Joana e Inês
Romicas, filha e João
Da direita para a esquerda: Dona Olinda, Teresa e amiga da família
Adriano e Zé
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 > 7 de setembro de 2013 > Muitos tios, muitos primos e amigos também... Gente com açúcar e afeto...
Fotos (e legendas): Luís Graça (2013)
Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (21): o grupo dos cantaréus (IV): o cantinho do avô Carneirinho
Festa da Família Ferreira (21): o grupo dos cantaréus (IV): o cantinho do avô Carneirinho
Vídeo (2' 08''). Alojado em You Tube > Nhabijoes
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 > 7 de setembro de 2013. Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 2011.
Neste vídeo um coro da família faz homenagem ao nosso querido e saudoso José Carneiro (1911-1996), casado com a Maria Ferreira (1912-1995). A letra é da parceria Susana e Pedro. A Susana Carneiro, filho do mano António, o "mais velho", é neta do avô Carneirinho... (O Pedro é o companheiro da Susana, para quem não sabe). A letra é uma adaptação da canção "Sonhos de Menino", uma das mais conhecidas é do grande ídoloTony Carreira (, que, espero, não leve a mal este atropelo aos direitos de autor,,, Não é plágio, é homenagem... Ele tem aqui muitos/as fãs!, diz a Susana)...
Vídeo: Luís Graça.
Último poste da série >
7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (20): o grupo dos cantaréus (III): o avô Carneirinho
Festa da Família Ferreira (20): o grupo dos cantaréus (III): o cantinho do avô Carneirinho
Vídeo (1' 20''). Alojado em You Tube > Nhabijoes
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Festa da família Ferreira 2013 > 7 de setembro de 2013. Juntou mais de 100 pessoas. A festa realiza-se há cerca de 30 anos. A última tinha sido em 2011.
Neste vídeo um coro da família faz homenagem ao nosso querido e saudoso José Carneiro (1911-1996), casado com a Maria Ferreira (1912-1995). A letra é da parceria Susana e Pedro. A Susana Carneiro, filho do mano António, o "mais velho", é neta do avô Carneirinho... (O Pedro é o companheiro da Susana, para quem não sabe). A letra é uma adaptação da canção "Sonhos de Menino", uma das mais conhecidas é do grande ídoloTony Carreira (, que, espero, não leve a mal este atropelo aos direitos de autor,,, Não é plágio, é homenagem... Ele tem aqui muitos/as fãs!, diz a Susana)...
Vídeo: Luís Graça.
Último poste da série >
7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (19): Tuna rural de Candoz (V): Música e humor...
Festa da Família Ferreira (19): Tuna rural de Candoz (V): Música e humor...
Vídeo (3' 38''). Alojado em You Tube > Nhabijoes
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > 7 de setembro de 2013 > Continuação da festa da família Ferreira 2013, agora na casa da Quinta de Candoz. Parte musical: Tuna Rural de Candoz: Júlio e João (violinos), Gusto e Tiago (acordeões), Manuel (violão), Filipe e Miguel (violas), oãozinho e Nitas (cavaquinhos), Flávio (realejo). Vídeo (em deficientes condições de luz...): Luís Graça (2013).
Quando a brejeirice (para mais no feminino!) não é sinónimo de ordinarice... São artistas do norte, caramba!...
Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (18): Venham mais cinco, de uma assentada eu pago já...
Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira (18): Venham mais cinco, de uma assentada eu pago já...
Festa da Família Ferreira (18): Venham mais cinco, de uma assentada eu pago já...
Ana Luísa (neto da Ana Ferreira e Joaquim Cardoso, que vive em Cacia/Aveiro) mais a Nitas
A Regina, esposa do Zé Manuel, nora do António Pinto... Perdeu ainda recentemente o pai e a sogra.
À direita o Zé Manel Pinto, com os primos do Alto (Tininha, marido e tia Olga)
Flávio e Quim, ambos da PSP
O António Pinto, o Manuel Pires e o Quim Barbosa
Uma mesa de bons e velhos amigos (1)
Uma mesa de bons e velhos amigos (2)
Foi bom ver o casal Zé Manel / Regina e família, incluindo o António Pinto, viúvo da Balbina Ferreira (desaparecida em 2011)... Esta família foi evocada também em versos do poeta de Candoz:
O Zé Manel e a regina
Enchem-nos de alegria,
Com eles, a nossa Balbina
Vem-nos fazer companhia.
À saúde do António Pinto,
E na esp'rança de o ver,
Ergo o meu copo de tinto.
Boa vindima há-de ter.
Texto e fotos: Luís Graça (2013)
Último poste da série > 7 de setembro de 2013 > Festa da Família Ferreira 2013 (17): Novos amigos...
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