15 junho 2008

London Eye / O Olho de Londres....


Londres, 9 de Junho de 2008. O Gusto, a Nitas, a Alice e o Luís, turistas em Londres... Uma experiência inolvidável. Uma viagem de 30 minutos na maior roda de observação panorâmica do mundo, situada na margem sul do Rio Tamisa, entre a Ponte Westminster, a oeste, e a Ponte Dourada do Jubileu, a leste. A 135 metros de altura, tem-se uma vista fabulosa de Londres, até a uma distância de 40 km. Peso da estrutura: 2100 toneladas. Velocidade: 0,26 m/s. Número de cápsulas: 32. Nº máximo de passageiros do cápsula: 25. Preços (para adultos) entre as £ 15,5 e as £ 12 (seniores, 60 ou mais anos).

Já se tornou o monumento mais visitado do mundo: mais de 30 milhões (recorde batido em 5 de Junho de 2008), cerca de 3,5 milhões por ano. Para saber mais, vd. Para saber mais:

http://www.londoneye.com/

Vídeo (4' 42''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojados em: You Tube >Nhabijoes

04 maio 2008

Ao Luís Filipe, o novo doutor da família

Porto > Hotel Ipanema > 4 de Maio de 2008 > A Zezinha lendo os versos dedicados ao Luis Filipe que lhe foram enviados pelos tios e primos de Lisboa:Luis, Alice, Joana e João.



Porto > Hotel Ipanema > 4 de Maio de 2008 > A Zezinha a entregar (após a sua leitura) ao Luis Filipe, as folhas com os versos enviados pelos tios e primos de Lisboa, com a assistência a aplaudir.


Adeus, vida de estudante,
Que eu agora sou doutor,
Já não sou mais um tunante,
Nem aturo mais professor.

Quis ser um contabilista,
Mas encalhei no POC,
Cheguei a ser finalista,
Fui tramado por um escroque.

As saudades do ISCAP
Vão todinhas para a Tuna,
Minha amante, meu escape,
Minha ‘stôra, minha aluna.


Porto > 9 de Maio de 2007 > XX F.I.T.A > A Tuna do ISCAP a actuar com o Luis Filipe a tocar viola e a cantar.


Com muito engenho e arte,
… E um grãozinho na asa,
Levámos a toda a parte
O melhor da nossa casa.

Cerveja a rodo nos bares,
Muita música e poesia,
Muitas danças e cantares,
Era a Tuna da alegria.


27 de Abril de 2000 > Digressão da Tuna do ISCAP aos Estados Unidos. 1ª Página do Jornal "The Herald News" aquando da actuação da Tuna no Dia de Portugal no Colégio da Comunidade Portuguesa de Bristol. Tradução da Legenda das Imagens: "José Miguel Loucano Teixeira, acima, dança à frente da Tuna durante a celebração do Dia de Portugal no Colégio da Comunidade Portuguesa em Bristol. Abaixo, Luis Carneiro Pinto Soares conversa com a audiência durante as festividades."

Da China, Austrália, Brasil,
Guardo as melhores memórias,
Era ainda um juvenil,
Quando for sénior conto as estórias.

Foi na Marinha de Guerra
E talvez por ser fedelho,
Que fiquei de vez em terra,
Pr'a tristeza do meu velho

Andei na Escola Naval,
Não gostei, achei ridículo,
Não me fez bem nem fez mal,
Mas não pus no meu currículo.

Sou do Porto, sou morcão,
Bom filho, e bom rapaz,
Sou Luís, o Filipão,
O ISCAP ficou p’ra trás.

Gestão empresarial
Agora é o que está a dar,
Com o mercado global,
Vou ter sorte… ou ter azar.

Pessoa é o bom patrono
Desta universidade,
Do canudo já sou dono,
Vou ficar nesta cidade.

A família vou juntar,
Grande festa, coisa boa,
Há uma ausência a lamentar,
A da malta de Lisboa.

Mandaram-me estes versinhos,
Os meus tios e os meus primos,
Sempre muito queridinhos,
Estragam-me com os seus mimos.

A maior satisfação
É ter cá o mano Tiago,
P’ra mim, é uma lição,
E um amigo do carago!

Só me faltava a casinha
Para juntar os trapinhos
E co'a minha Susaninha
... Ter um bando de filhinhos!

Aos meus pais muito agradeço
O que fizeram por mim,
E aos meus amigo só peço:
Sede as flores do meu jardim!


Com um grande xicoração dos tios e primos de Lisboa.

P’ra ti, Filipe, muito em especial, p’ra tua Susana, p’rós teus pais, o teu mano, demais família e amigos. Divirtam-se.

Filipe, que pena e que inveja não podermos estar aí hoje contigo!

Lisboa, 4 de Maio de 2008.


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Luisa, Madrinha de Curso do Luis Filipe, a preparar-se para a Imposição de Insígnias, com a Susana a assessorar.




Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Imposição de Insígnias.


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Madrinha (Luisa) dando as três pancadas da praxe (desejo de felicidade) após a Imposição de Insígnias .


Porto > Universidade Fernando Pessoa > 4 de Maio de 2008 > A Susana dando as três pancadas da praxe.




Porto > Cortejo da Queima - Avenida dos Aliados > 7 de Maio de 2008 > O Luis Filipe cartolado recebe o abraço de parabéns da Mãe depois de levar as 3 pancadas da bengala na cartola.




Porto > Cortejo da Queima - Avenida dos Aliados > 7 de Maio de 2008 > O Luis Filipe cartolado com a Mãe, o Pai e o irmão Tiago que veio da Madeira em tempo de assistir à Queima do irmão.





Video de uma parte da actuação da Tuna do ISCAP durante o XXI FITA realizado no Coliseu do Porto em 7 de Maio de 2008 e integrado no Programa da Queima das Fitas de 2008. Nesta actuação, o Luis Filipe (cartolado) terá provavelmente tido a sua última participação enquanto Tuno na Tuna do ISCAP.

Fotos, vídeo: Augusto Soares (2008). Direitos reservados.

11 março 2008

O meu Muito Obrigado à equipa que me operou ao coração no dia16/2/2008

Aproveito este espaço para vir, publicamente, agradecer à equipa que me operou no dia 16/2/2008, no Hospital Santos Silva, de Vila Nova de Gaia, superiormente chefiada pelo Exmº Sr. Dr. Paulo Ponce, coadjuvado pelo Exmº Sr. Dr. Miguel Guerra e pela Exmª Srª Dra. Paula Fernandes (anestesista). Neste agradecimento à equipa estão incluídos mais dois elementos, enfermeiros, cujos nomes lamentavelmente não fixei mas de cujo profissionalismo e humanidade só posso dizer o melhor.


Não posso esquecer, além disso, o Exmo. Sr. Dr. Vasco que me observou, me acompanhou nos diversos exames e depois me encaminhou para o serviço de cirurgia.

Tratou-se de uma cirurgia ao coração para substituição da válvula mitral por uma prótese biológica. Tudo correu às mil maravilhas. Eu ajudei com a minha boa disposição, mas todo o sucesso da operação é mérito da competência e empenhamento desta fantástica equipa que me devolveu a saúde e a alegria de viver.

Nesta ocasião, eu pensei neles todos, em todos os que me ajudaram a superar o meu problema de saúde, a equipa que me operou, a minha querida família, a minha mulher e os meus filhos, genros e netos, toda a de mais família e os todos os meus amigos, que sempre me apoiaram, dedicando-lhes estas singelas palavras:

"Todos os dias nos devemos vestir com a gravata da alegria e o fato do sorriso, num corpo sempre banal, para a festa da vida, e que a simplicidade e a felicidade sejam jóias para adornar a elegância da nossa alma".

"Se ajudarmos a resolver os problemas dos outros, resolvemos melhor os nossos.

"Sofro quando vejo que o meu nada é o tudo que tenho para deixar aos outros e dar a Deus. Por que Deus não precisa de nada. Não precisa sequer de ser defendido. Apenas quer ser respeitado por todos e amado por aqueles que o quiserem".


Bem hajam todos!

Não sou Aleixo nem Pessoa
Nem tão pouco Camões,
Graças aos cardiologistas
Que reparam corações!


Joaquim Vieira Marques Barbosa

Padrão da Légua - Matosinhos

14 fevereiro 2008

Lisboa, à beira Tejo, em Dia de São Valentim: Um (e)terno namorado

Lisboa > Rio Tejo > Margem Direita > Fevereiro de 2008.

Foto: © Luís Graça (2008). Direitos reservados.

Para a Chita,


Um dia vou ter pena de morrer,
Só por ti
E pelo azul da luz de Lisboa
Nas manhãs perfeitas de domingo.

Um dia vou ter pena de partir,
Não pelo que não vivi,
Mas só por que não namorei contigo
Nas horas e nas desoras
Dos dias em que o azul não era tão azul,
Nem os domingos tão domingos,
Tão perfeitos,
Como tu querias….

Ficarás na dúvida
Se eu afinal sempre era o teu príncipe,
Desencantado,
E tu a minha a chita,
A minha gata selvagem
E pouco borralheira,
Em busca do azul perfeito dos domingos
À beira Tejo.

Fora eu transparente como o céu de Lisboa,
Lúcido e translúcido,
Tão certo e tão previsível como o Domingo
Que é o Dia, perfeito, do Senhor,
E talvez tu nunca tivesses escutado
Os meus passos na rua estreita do teu bairro,
Nem sequer lido a letra do meu fado,
Ou estranhado a primeira e única carta
Que te escrevi.
De Amor.

O teu (e)terno namorado

Lisboa, Dia de São Valentim, 14 de Fevereiro de 2008

01 fevereiro 2008

Matança do porco e do anho > Edital da Direcção Geral de Veterinária

Amigos de Candoz & arredores:

Parece que, finalmente, algum bom senso voltou aos senhores da Direcção Geral Veterinária que vêm agora, em edital já deste ano, autorizar a matança do porco, do anho, do cabrito e da criação doméstica, fora dos estabelecimentos aprovados (matadouros), desde que para autoconsumo do produtor e da sua família, e no respeito de algumas regras elementares... Aqui fica o edital para vosso conhecimento e divulgação. (LG)


Direcção Geral de Veterinária
Ministério da Agricultura,
do Desenvolvimento Rural
e das pescas

Largo da Academia Nacional das Belas Artes, 2
1249-105 Libsoa
Telef. 21 323 95 00 / Fax. 21 323 95 01


EDITAL > MATANÇA DE ANIMAIS DAS ESPÉCIES SUÍNA, OVINA, CAPRINA, DE AVES DE
CAPOEIRA E DE COELHOS DE CRIAÇÃO, FORA DOS ESTABELECIMENTOS APROVADOS


Carlos Manuel de Agrela Pinheiro, Director-Geral de Veterinária, considerando que é necessário estabelecer normas respeitantes à matança, para autoconsumo, fora dos estabelecimentos aprovados, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 6º do Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de Julho, faz saber:

1. É proibida a matança de bovinos e equídeos fora dos estabelecimentos aprovados.

2. É autorizada a matança de suínos, de aves de capoeira, de coelhos domésticos bem como de ovinos e caprinos com idade inferior a 12 meses, desde que as carnes
obtidas se destinem exclusivamente ao consumo doméstico do produtor bem como do respectivo agregado familiar, e sejam respeitadas as seguintes condições:

2.1 A matança deve ser realizada nas condições definidas no Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, relativo à protecção dos animais de abate, quanto à contenção, atordoamento e sangria dos animais e demais disposições aplicáveis;

2.2 O produtor procede ao registo da morte do animal destinado a autoconsumo, no livro de existências, cuja matança ocorra na exploração, excepto no que diz respeito às aves de capoeira e aos coelhos domésticos;

2.3 O baço e o íleo dos ovinos e caprinos não podem destinar-se ao consumo humano ou animal.

2.4 É aconselhável e pode ser solicitada inspecção sanitária efectuada por médico veterinário.

2.5 É expressamente proibida a comercialização ou a cedência das carnes obtidas nesta matança a terceiros. As carnes obtidas nesta matança não são sujeitas a qualquer marcação de salubridade, de identificação ou à classificação de carcaças.

3. É autorizada a matança tradicional de suínos, organizada por entidades públicas ou privadas, desde que as carnes se destinem a ser consumidas em eventos ocasionais, mostras gastronómicas ou de carácter cultural, respeitando as seguintes condições:

3.1 A matança deve ser realizada nas condições definidas no Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, relativo à protecção dos animais de abate, quanto à contenção, atordoamento e sangria dos animais e demais disposições aplicáveis;

3.2 Na realização da matança devem ser cumpridas as regras estabelecidas no Regulamento (CE) n.º 1774/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho de 3 de Outubro, e no Decreto-Lei n.º 122/2006, de 27 de Junho, no que se refere à eliminação de subprodutos de origem animal não destinados ao consumo humano;

3.3 Só podem ser abatidos animais que se encontrem identificados nos termos da legislação vigente e que sejam provenientes de efectivos que não estejam sujeitos a restrições sanitárias, devendo ser sempre assegurada a rastreabilidade dos animais e respectivos produtos.

3.4 É obrigatória a inspecção higio – sanitária ante e post-mortem dos suínos, cabendo aos organizadores da matança requerer, com a antecedência mínima de sete dias, a presença do médico veterinário municipal, sendo imputado aos requerentes o custo inerente à inspecção hígio-sanitária.

3.5 Cabe aos médicos veterinários municipais pronunciar-se sobre o local da matança, aprovar as carnes resultantes desta matança tradicional para consumo, mediante exame ante e post-mortem, podendo proceder-se à colheita de amostras destinadas à pesquisa de Triquinella spiralis bem como de outras amostras consideradas necessárias.

3.6 É expressamente proibida a comercialização ou a cedência das carnes obtidas nesta matança a terceiros que não participem no evento. As carnes resultantes da matança não são sujeitas a qualquer marcação de salubridade, de identificação ou classificação de carcaças.

3.7 As carnes que não sejam consumidas durante o evento devem ser encaminhadas como subprodutos nos termos do Regulamento (CE) n.º 1774/2002, de 3 de Outubro.

4. As infracções às determinações deste edital são puníveis nos termos, nomeadamente, do Decreto - Lei n.º 28/84, de 20 de Janeiro, do Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, do Decreto-Lei n.º 122/2006, de 27 de Junho e do Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de Julho.

5. Este edital entra imediatamente em vigor, solicitando-se a todas as autoridades veterinárias, policiais, administrativas e seus agentes, que fiscalizem o seu integral e rigoroso cumprimento.

O DIRECTOR-GERAL

Carlos Agrela Pinheiro
(Assinatura)
Lisboa, 02/01/2008

29 janeiro 2008

Adivinhem quem faz anos hoje ?... Parabéns ao nosso...LUÍS!!!

Olá, Luís,

Antes de mais, muitos e muitos!!!!!!! parabéns pela passagem de mais um aniversário, na companhia de quem tu mais adoras: A tua mulher, os teus filhos e os teus pais, que por acaso se encontram neste momento contigo.

És um Homem cheio de sorte, mas tu também mereces tudo, porque és um bom marido, um bom pai e também um bom filho!... Sim, porque bom cunhado eu tenho a certeza, porque já usufruí muitas vezes de toda a tua bondade e entrega total. Bem hajas, meu querido cunhado, e obrigada por tudo que tens oferecido a todos nós; os teus versos lindos, as tuas palavras, as tuas fotografias, os teus Blogs, etc. etc....

Tenho pena de não estar presente para beber uma taça convosco, mas faz de conta que estamos presentes, ou então festejamos no Sábado.!!!!

Recebe um grande abraço da tua cunhada que muito te estima.

Anita

16 janeiro 2008

Com um brilhozinho nos olhos... (Anita)

Luis, Alice, Joana e João:

Acabei de chegar do nosso jantar, na Fundação Cupertino de Miranda - por sinal muito bom, só foi pena não poderem estar connosco.

Fui logo dar uma vista de olhos ao blogue e, como não podia deixar de ser, fiquei espantada com tudo que lá vi. O que a Joaninha fez (tão lindo, a tua (minha) fotografia e todo o teu e vosso relato.

Fiquei toda babada, como era de esperar, e ainda com uma lágrima ao canto do olho, por tanta manifestação de carinho.

O meu muitttto obrigada a todos vós.
Beijinhos para todos:
Da Mana, cunhada e tia,
Anita

15 janeiro 2008

Adivinhem quem faz anos hoje ?... Parabéns à nossa... NITAS!!!

Ilustração: © Joana Graça (2008). Todos os direitos reservados.

Foto (pormenor): autor desconhecido. A Senhora Engenheira quando jovem...

Foto da foto: Luís Graça (2007)

Quem reconhece a nossa mana ? Quem se lembra desta carinha larocas ?... Já lá vão uns aninhos... Mas a gente lá foi ao velho baú da família e desencantou-te, Nita...

Para quem chega aqui ao blogue e não te conhece, ficam desde já saber que tu és a última das raparigas, a seguir à Rosa e à Alice, e o penúltimo dos filhos do casal José Carneiro & Maria Ferreira... O mais novinho é o Zé. Outros rapazes são o António e o Manuel...

Vem tudo isto a propósito do 15 de Janeiro de 1947, ano em que a família Carneiro de Candoz ficou mais rica, com este pimpolho que se vê na fotografia... Perdeu-se na memória dos tempos o autor da chapa, mas ficou para a posteridade a fotogenia da criancinha... Já nessa altura ela gostava de aparecer na fotografia!...

Hoje, mãe de dois rapazes (e o mais novo, o Tiago, puxa ao fenótipo da menina sua mãe, loirinho também quando era menino e moço), continua a ser a Nita de sempre, de que todos gostamos muito...

Para os filhos, é aquela mãe. Para o marido, é aquela esposa. Para os sobrinhos, é aquela tia! Para os irmãos, é aquela mana. Para os cunhados, é aquela... mana. Para os colegas de trabalho, é simplesmente a Ana. Para os alunos, é a Senhora Engenheira. Para os Prof. do ISEP, a Engenheira Ana... Para os amigos, é aquela amiga, sempre prestável e atenciosa... Todos, sem excepção, reconhecem a sua enorme entrega às coisas em que se mete e a sua grande capacidade de trabalho...

Foi por isso que a Joana a retratou, no desenho acima, a abraçar a lua, com os pés bem asssentes na terra... Daqui de Lisboa, é assim que a gente a vê. Com pena, naturalmente, de não estar com ela, aí no Porto, para poder cantar-lhe os parabéns. Resta-nos saber que, além de hoje ser o seu dia, ela teve como prenda muito especial o seu Tiago, o nosso Dr. Tiago, que acaba de regressar de um périplo de quase três semanas pela Europa, antes de partir dentro de dias para a Madeira onde vai dar início ao seu internato médico de especialidade...

De forma que a família Soares está hoje reunida, num restaurante do Porto e o que é importante é sabermos que eles estão bem - o Gusto, o Luís Filipe, o Tiago e a aniversariante -, que eles estão felizes, que eles são um família unida, que eles são uma família portuguesa do Porto... E, enfim, que todos nós temos muito orgulho neles e que é, para nós, um privilégio e uma honra a sua amizade... Parabéns, Nita, que vivas muitos anos e que, no mínimo, daqui a trinta e nove anos, ainda tenhas força para soprar as 100 velas!

Os meios mouros, meios morcões, Alice, Luís, Joana, João.

PS - Aqui vai também uma gracinha do João que não escreve nem pinta mas toca... Vídeo: "Do João para a tia Nita" (Candoz, 8 de Dezembro de 2007). Vídeo: 1m e 17 ss.

14 janeiro 2008

Fotos com legenda (1): Eu, João, e o meu avô Luis, aprendendo a ser feliz e livre como os passarinhos de Candoz

Candoz > O meu avô paterno Luís e eu... Uma conversa muito filosófica, em verso, claro... Já não me recordo do tema, mas a verdade é que eu estava muito atento à explicação que ele me estava a dar... Eu devia ter quatro ou cinco anos... Gosto muito desta foto. Isto deve-se ter passado por volta de 1988 ou 1989... Talvez na altura das férias da Pácoa, não ? Por detrás de mim, vejo cebolas plantadas... Era primavera.

Falando com ele, hoje em Lisboa, não teve dificuldade em puxar pela memória: o motivo da conversa (e da imitação, pelo jeito dos lábios) era um passarinho que andava por ali perto, livre e feliz da vida... Que é como o meu avô da Lourinhã anda sempre... Agora um bocado mais velhote e menos livre, com os seus quase 88 anos (que vai fazer em Agosto próximo)... É o meu avô poeta e sábio, de quem gosto muito. Do avô Carneiro também tenho boas recordações, embora tenha convivido menos com ele. Falarei dele noutra altura. João Graça.

Foto: Luís Graça (2007)

01 janeiro 2008

Uma noite memorável dos Melech Mechaya no Porto: Contagiarte, 7 de Dezembro de 2007







Foi uma noite que ficará na memória do nosso João e do seu grupo musical, os Melech Mechaya... Os meus amigos, cotas como eu, que foram comigo adoraram... A malta nova era capaz de ficar a dançar toda a noite, se o chão do bar aguentasse e os Melech Mechaya tivessem todo o tempo do mundo...

O João (e o seu grupo) teve o apoio dos primos, dos tios e dos amigos do Porto (1), o que foi muito simpático... Sei que eles gostaram muito, mesmo que a actuação do grupo tenha começado e acabado muito tardiamente. Até o tio Zé adorou, misturado com toda aquela malta nova, fixe, onde se misturam estudantes portugueses e estrangeiros, do Erasmus, e alguma fauna noctívaga do Porto underground... Os primos, que tinham algumas reservas iniciais em relação ao bar (Contagiarte) - que eles achavam um pouco... chunga - acabaram por rectificar a sua opinião... Afinal, o ambiente é simpático e o festival Etnias é uma aposta para continuar...

Parabéns ao líder do grupo pela empatia que consegue manter com o público... O nosso João, por seu vez, mostrou-se descontraído e inspirado, não se intimidando com a proximidade de um público, jovem, entusiasta, em cima dele... A sala, de facto, não tem condições para este tipo de música que é altamente contagiante, dançável, festiva, alegre... Parabéns, João, parabéns aos teus amigos...(LG)
__________

Nota de L.G.:

(1) Vd, post de 15 de Novembro de 2007 > A banda do primo João, os Melech Mechaya, vem actuar ao Porto, dia 6 de Dezembro, no âmbito do Festival Etnias

As cores (únicas) do nosso inverno...







Candoz >29 de Dezembro de 2007 > As cores (únicas) do fim do Outono / princípio do Inverno... Dia de nevoeiro, com a manhã muito fria...Ainda há folhas nos castanheiros e nos carvalhos... Mas as videiras já estão completamente despidas, tendo-se iniciado em Dezembro a poda, que pode prolongar-se até Fevereiro/Março... Na propriedade temos também alguns sobreiros, de folha perene...Crescem aqui a um ritmo de fazer inveja ao Alentejo...

Fotos: © Luís Graça (2007). Direitos reservados.

Álbum de família (1): A visita do sargento Touguinha

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz> Circa 1965 > O nosso António, o mais velho, depois de regressar do Brasil, aos 24 anos, teve de cumprir o serviço militar. Estamos em meados dos anos sessenta. Com a especialidade de Magarefe, da Manutenção Militar, foi mobilizado para Moçambique.

Em Tete, o António sofreu um grave acidente com uma pistola-metralhadora ligeira, uma UZI, disparada acidentalmente por um camarada... Milagrosamente salvou-se. Hoje é um DFA - Deficiente das Forças Armadas (com cerca de 2/3 de incapacidade).

Depois do seu regresso do Hospital Militar Principal, em Lisboa, recebemos a visita de um sargento da sua unidade, o Sargento Touguinha, que foi para o António um verdadeiro anjo da guarda. Sem a a acção dele, provavelmente o nosso mano não se teria salvo.

Na foto, podemos ver da esquerda para a direita, o António, de cigarro na boca, o Touguinha e a esposa, a Nitas (que deveria ter 18 anos), a Fernanda (vizinha, filha do sapateiro), o pai Carneiro (fazendo as honras à casa, com o copo e a caneca de vinho na mão), a Alice e a Rosa (já casada, a viver no Porto)... As criancinhas são as filhas da Rosa (e do Quim), a Zeza (a mais velha), junto à mãe, e a Natália. Por este pormenor, deduz-se que a foto terá sido tirada no Verão, na época das férias. Por outro lado, o pai Carneiro estava com os socos com que costumava andar no campo, a regar o milho.

A foto deve ter sido tirada com tripé e temporizador. Há uma outra foto em que aparece o Zé, ao lado da Rosa.

Onde quer que este nosso amigo esteja (disseram-nos que já morreu), os nossos eternos agradecimentos por tudo o que ele fez pelo nosso mano António.

Para o nosso Quim, com votos de boa saúde em 2008



Candoz, 8 de Dezembro de 2007 > O Quim escolhendo um tronco com musgo para o presépio da igreja do Padrão da Légua...

Para o Quim, que está a precisar dos nossos miminhos..., um grande chicoração dos/as sócios/as e cunhados/as da Sociedade de Candoz... Vai correr tudo bem, nós estamos cá a torcer, a sofrer e a rezar por ti...

25 dezembro 2007

Madalena: O nosso Natal de 2007 (1): Boas festas, boas festas, boas festas vimos dar...

Madalena > Natal de 2007 > Éramos 20 à mesa (aliás, em duas mesas...). Este ano tivemos a alegria da presença do Manel e da Maria, vindos de Candoz...

Os verdes para os arranjos natalícios vieram de Candoz...

O bacalhau não era de Candoz, mas estava uma maravilha... Este sector esteve ao cuidado da nossa Alice...

As pencas de Candoz, as melhores do mundo... Este ano estava de comer e chorar por mais... Tenríssimas, queimadas da neve, como manda a tradição...

Uma mesa, como sempre, farta e bonita...

O Manel, que veio de Candoz, com a tia Mi, passar connosco a consoada... Ficaram de 24 para 25...


A tia Berta já faz parte da decoração da festa de Natal...


A Patrícia, o Pedro e o Luís Filipe...

Os primos Luís Filipe e Pedro...

O Tiago, agora já médico, que no dia 27 partia para uma viagem de três semanas pela Europa (Pisa, Roma, Berlim...), antes de seguir para a Madeira onde vai começar o seu internato de especialidade...

O Rui e a Sandra... Ela enfermeira (Centro Hospitalar de Matosinhos), ele, Engenheiro, gestor de empresas...A Sandra trabalhou 12 horas seguidas antes de se sentar à mesa connosco, que a vida dos profissionais de saúde não está fácil...



A Berta, ao fundo, acompanhada da filha (Sandra), do genro (Rui) e do marido (Zé Soares)...

A Joana, vestida de Mãe Matal, mais a Nónó... Falta aqui o Joãozinho da Sandra e do Rui.



A Joana, cantando estórias de fadas à Nónó e à Tatiana... Além do Joãozinho, havia ainda o "puto" do Pedro e da Patrícia, o Diogo...

Fotos: Luís Graça (2007)

Boas festas, boas festas...Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos cantar as janeiras,
À canalha, mais pequena,
Pacata, não faz asneiras,
Vive aqui na Madalena.

Vivam os vizinhos do lado,
Gente da nossa família,
A Sandra, o Rui, pai babado,
Zé, Berta e Companhia.

Olha a bela rabanada,
As pencas e o bacalhau,
Ceia farta, bem regada,
Nesta noite sem igual.


Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos cantar as janeiras,
Ao Pedro do I Esse Quê (1),
Com o gás não faz asneiras,
Sabe tudo de A a Zê.

É pai, às vezes ansioso,
Diz a Patrícia, mamã,
Que filho é bem precioso,
E o futuro é amanhã.

O Manel mais a Maria
Formam um casal porreiro,
É uma grande alegria,
Ter cá um mano Carneiro.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Já não se amofina tanto
O Manel dos bigodes,
Nem a Mi lhe diz, em pranto:
Ou te calas ou te f…

Tio Gusto, reformado,
Já da tripa não se queixa,
Nem o semblante é carregado,
Anda são como uma ameixa.

Foi-se o ouro, mas não os dedos,
Neste ano malfadado,
Tranca-se a porta aos medos,
Depois de se ser roubado.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Reinas como uma rainha
Nesta noite de magia,
Por isso não estás sozinha,
Querida Nitas, nossa tia.

Em azul que é a melhor cor,
Nesta bola de cristal,
Vejo o Filipe inspector
Da Segurança Social.

Mas o grande herói, carago,
Deste ano, longo e épico,
Foi o nosso Doutor Tiago,
Da Família o novo médico.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Atrás dele vem o João,
Tocando a sua rabeca,
Não será cirurgião,
Operar é uma seca.

Adeus Sicília, Palermo,
Onde deixei os meus amores,
O Porto agora é um ermo,
Vou p’ra Madeira ou Açores.

Viva a nossa Joaninha,
Que é uma fada encantada,
Muito gosta de caminha,
E de sonhar acordada.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Hoje é coach e ilustradora,
Faz agendas e postais,
Amanhã será pintora,
P’ra alegrar nossos Natais.

É como o cão e o gato,
A Joana e sua mãe,
Hoje fizeram um pacto,
Paz, amor, tudo bem!

A última quadra é p’ra ti,
Minha querida mulher,
Juro que nada bebi,
Nem ao copo nem à colher.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Se tivesse um grão na asa,
Até saberia cantar,
E ao dono desta casa
Iria maravilhar.

Obrigado, meu cunhado (2),
Por este belo jantar,
Pensava, equivocado,
Que era só p’ra petiscar.

Vamos cantar as janeiras
A todos os que aqui estão,
Gente fina e com maneiras,
Fizeram um belo serão.


Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C’o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Vamos pôr o melhor sorriso,
E ajudar este mundo,
Que precisa de mais siso,
P’ra gente não ir... ao fundo.

Refrão

Boas festas, boas festas,
Boas festas vimos dar,
C'o a promessa, mais que certa,
De p’ro ano cá voltar.


Letra: Luís Graça

__________

Notas de L.G.:

(1) ISQ = Instituto de Soldadura e Qualidade. O Pedro é técnico de gás no ISQ.

(2) O dono da casa, o Gusto.

22 dezembro 2007

Neste Natal tornem o mundo mais bonito, com o vosso sorriso (Alice)



Ilustração: © Joana Graça (2006)


Neste Natal tornem o mundo mais bonito
com o vosso sorriso,
com as vossas gargalhadas,
com as as vossas emoções à flor da pele…


Minhas amigas, meus amigos:


Não é fácil
não cair nos chavões
repetidos até exaustão,
nesta época:
paz, amor, amizade, alegria, solidariedade, blá-blá-blá…
Mas por outro lado
também é insuportável o silêncio.
Mesmo que haja excessivo ruído
nestes dias que antecedem o Natal,
é nos difícil não-comunicar.
Queremos dizer aos amigos/as que estamos vivos/as,
sentir que eles/elas estão vivos/as.
É talvez a altura do ano
em que a solidão dói mais, custa mais.

Por isso hesitei
entre a palavra e o silêncio.
Os/as amigos/as também se entendem
através do silêncio,
também sabem deixar espaços
para que a amizade se construa
no silêncio das noites
e dos dias
em que não damos sinais de vida uns aos outros.

Gosto da ideia
de que o Natal deveria ser todos os dias.
Mas, por outro lado, recuo
ante a perspectiva
de 365 dias de felicidade,
de mares, de desertos, de lagos de felicidade,
365 felizes todos seguidos,
sem um dia de discórdia,
de conflitos,
de chatices,
de problemas,
de incidentes,
de pequenos altos e baixos…
Bolas, nem um pouco de adrenalina,
como aquela que experimentámos,
muitas vezes,
no início das nossas acções de formação…

Seria bom
que nos organizássemos
nesse sentido,
de virmos a ter Natal todos os dias.
não no calendário,
mas em nós mesmos,
nos nossos corpos e almas,
nas nossas casas, colmeias, empresas, cidades, países, mundos…

Dito isto,
hesitei entre o silêncio
e a palavra,
mas mais forte é o apelo
dos sons, dos tons e das cores
da amizade
neste princípio de Inverno de 2007,
na despedida de mais um ano,
em que inexoravelmente somos mais velhos/as…

Minhas amigas, meus amigos:

Não foi um ano fácil
para alguns/algumas de nós,
sobretudo para aqueles/as
que cortaram o cordão umbilical
com o seu local de trabalho,
chegados/as ao fim da sua caminhada profissional.


É a pensar em vocês,
queridos/as amigos/as,
para quem o ano de 2007 não foi pai nem mãe,
mas padrasto e madrasta,
que daqui envio uma palavra
doce,
quente,
amiga,
solidária,
positiva,
fofa,
calorosa,
feliz…

Tornem as vossas vidas
e o nosso mundo mais bonitos
com o vosso sorriso,
com as vossas gargalhadas,
com as vossas emoções à flor da pele…

A Vossa Alice,
de sempre (às vezes, mais poético-sentimental)